Droga misteriosa pode estar sendo vendida no Plano

A delegada-chefe da 1ª DP, Martha Vargas, suspeita que a droga seja fabricada na Bolívia e na Colômbia e tenha o mesmo princípio ativo do Ecstasy

Ludmila Mendonça lvaz@jornalcoletivo.com.br

A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) encaminhou, ontem, 21 gramas de uma estranha substância cristalina para a perícia do Instituto de Criminalística, segundo informou a delegada-chefe da 1ª DP, Martha Vargas. Ela acrescentou que  pode ser uma droga fabricada na Bolívia e na Colômbia, com o mesmo princípio ativo do Ecstasy. A policial suspeita que a droga pode ser o MD e que 1 gr custa aproximadamente R$ 400. “É uma substância muito cara e difícil de ser encontrada”, acrescentou.

A apreensão da substância é fruto da prisão de um homem numa pousada da 707 Sul com  um tablete de 26 gr de maconha, 249 gr de haxixe, 1,46 gr de LSD e 21 gr de uma pedra cristalina, que é a substância que está sendo estudada pela perícia.

Segundo a delegada, o dono das drogas é Dionee Faria Rodrigues, 23 anos, que era soldado do  Exército e já tem uma passagem na polícia por tráfico. “Ele foi expulso da corporação e  recentemente preso pela Polícia Federal”. Durante essa semana, a delegacia da Asa Sul também prendeu um grupo que fazia o tráfico de drogas na região. A prisão aconteceu na madrugada de quinta-feira, na quadra 410, Bloco D, Asa Sul

Cinco homens são acusados pelo crime, mas somente quatro foram presos e o quinto integrante do grupo continua foragido. A polícia encontrou no local, 9 kg de maconha, R$ 4.450 em espécie e 1,5 kg de haxixe, com  Leandro Ribeiro Gama, 22 anos, Cristiano de Souza, 23 anos, Cleber Luís de Souza, 32 anos e Gladistone de Paula, 24 anos, que foram presos em flagrante.

A delegada Martha acredita que os dois casos estejam ligados, porque as drogas encontradas são as mesmas. “As substâncias de ambos os casos são parecidas e não é comum encontrar haxixe aqui na nossa área. Creio que o grupo e o rapaz que também foi preso tenha ligação, estamos investigando essa hipótese”, diz a delegada. Se condenados os presos podem pegar de cinco  a 15 anos de prisão.

Original em: http://www.maiscomunidade.com

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