Mãe de menina que morreu após cair do 5º andar diz que filha tinha medo de altura

Fátima Sena, mãe da menina Rita de Cássia, de 5 anos, morta após cair da janela do apartamento / Foto: Reprodução RJTV

RIO – Em entrevista ao “RJ-TV”, da Rede Globo, na noite desta segunda-feira, Fátima Rodrigues Edvirges Sena, mãe da menina Rita de Cássia, que morreu no sábado após cair do quinto andar do prédio onde morava, em Tomás Coelho,disse que a família sempre foi cuidadosa e que a menina tinha medo de altura:

– Sempre tive muito zelo com elas (o casal tem outras duas filhas, de 14 e 18 anos). Ela tinha medo de altura, não tinha essa peraltice de criança – disse Fátima, visivelmente abalada, sentada ao lado do marido, Gilson Rodrigues de Sena.

O enterro da menina será nesta terça-feira, no Cemitério do Irajá. A delegada da 25ª DP (Engenho Novo), Adriana Belém, disse que terá dez dias para concluir o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. Amigos e parentes do casal, incluindo as duas filhas, deverão ser chamadas para prestar depoimento na delegacia, a fim de ajudar a traçar o perfil dos pais de Rita de Cássia. Adriana espera que a tragédia ocorrida em Tomás Coelho sirva de alerta para todas as famílias:

– É bom que este caso chame a atenção de outros pais, para que não deixem seus filhos sozinhos, mesmo que por instantes.

Saiba como acidentes com crianças podem ser evitados )

Nesta segunda-feira, a Justiça concedeu liberdade provisória aos pais de Rita de Cássia. Gilson estava preso na carceragem da Polinter em Vilar dos Teles e Fátima, na de Mesquita. O casal poderia ter voltado para o prédio onde moram, mas, de acordo com a advogada do casal, Fátima Pandolpho, eles vão ficar, por enquanto, na casa de parentes.

Policiais da 25ª DP e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli retornaram ao apartamento da família e retiraram a tela de proteção da janela através da qual Rita de Cássia despencou, para examiná-la melhor.

Os pais da menina foram presos em flagrante e respondem a inquérito por abandono de incapaz, cuja pena varia de quatro a 12 anos de prisão. De acordo com a delegada Adriana Belém, deixar um menor sozinho, mesmo que por segundos, já configura o crime de abandono. Mas a promotora Carla Carvalho Leite, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Infância e da Juventude, lembra que, nesse tipo de crime, cada caso deve ser avaliado individualmente e com bastante cautela.

– Cada caso é um caso, e isso não é um clichê. O casal foi preso em flagrante, mas isso não comprova negligência, que seria a falta do dever de cuidado. Ninguém acredita que essa fatalidade ocorreu por causa de uma atitude pensada. Não há dúvida quanto ao sofrimento dos pais. O luto é algo inquestionável. As autoridades têm obrigação de apurar o fato e, se houve negligência, devem oferecer a denúncia. Mas pode ser que julguem que não é necessário o processo penal e que arquivem o caso – disse a promotora.

Veja as imagens dos circuito de segurança)

O acidente aconteceu na noite do último sábado. Rita de Cássia despencou de uma janela cuja rede de proteção estava rasgada. O acidente aconteceu às 23h23m, 19 minutos após a saída da mãe. De acordo com o delegado Marcos Castro, adjunto da 25ª DP, as câmeras do condomínio mostram o momento em que a menina caiu no estacionamento. Seis minutos antes, as câmeras registraram a queda de uma bolsa com brinquedos, lençóis e uma almofada, atirados pela janela da área de serviço do apartamento.

Original em: http://oglobo.globo.com

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PM realiza 1º Curso de Operações Especiais

Assessoria PM/MT
15/07/2009 13:31

Como parte das atividades programadas para o 1º Curso de Operações Especiais realizado pela Polícia Militar de Mato Grosso será realizado amanhã, 16.07, uma demonstração sobre entrada dinâmica e uso de um atirador de elite pelos homens da Companhia de Operações Especiais (COE), que pertence ao Batalhão de Operações Especiais (Bope). O treinamento será realizado às 8h30 na sede da unidade, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. CPA), em Cuiabá, ao lado do Ibama. Os policiais vão simular uma ação de resgate. A entrada dinâmica é uma das alternativas implementadas pelas tropas especiais.

Na sexta, dia 17, no auditório do Comando Geral será realizada a aula inaugural do 1º Curso. No total, 49 policiais (sendo 30 de Mato Grosso e os demais de instituições co-irmãs) darão início a formação. Por quatro meses eles serão treinados para atuação em situações extremas. O curso terá 1.288 horas de duração. O treinamento será realizado em áreas de cerrado, pantanal e de selva (na floresta Amazônica).

“É um marco para a história da Instituição a realização desse treinamento. Hoje contamos com homens que são reconhecidos nacionalmente dentro da unidade. Com o curso vamos ampliar nossa capacidade, além de nos prepararmos para a Copa 2014”, explica o comandante geral da PM, coronel Antônio Benedito Campos Filho.

O comandante da COE, capitão Ronaldo Roque da Silva, explica que o curso será divido em quatro fases: rústica, policial, técnica e de operações. Na primeira delas (rústica) os policiais irão reforçar o treinamento físico, psicológico, natação utilitária (para resgates), acuidade visual, olfativa e auditiva, além de progressão noturna e patrulhamento rural.

A segunda fase, a policial, será composta por disciplinas como direitos humanos, noções de direito aplicado, perícia criminal, técnicas de ensino e manuseio de armamento e munição. Já na fase seguinte, técnica, serão aplicadas disciplinas ligadas a atividades operacionais especiais como a de gerenciamento de crises, tecnologia de armamento não letais (taser, projéteis de borracha), operações em ambientes de alto risco (presídios), localidades de difícil acesso, paraquedismo, contra-bombas, mergulho autônomo, dentre outros.

A última fase do 1º Curso de Operações Especiais os alunos irão colocar em prática o que aprenderam em distintos ambientes. “Iremos realizar treinamentos em conjunto com o Exército Brasileiro na parte de selva. Além disso, a parte de ações anti-bombas será realizada com a PM de Brasília. As aulas de paraquedismo serão realizadas em São Paulo. O treinamento de alto risco com o Bope do Rio de Janeiro”, explica o capitão Roque, que atua há cinco anos da COE.

Ele explica ainda que a Polícia Militar já desenvolveu três cursos de ações táticas, voltados para intervenção em momentos de crise, mas o 1º Curso de Operações Especiais vai possibilitar a qualificação em várias frentes de atuação. A COE conta hoje com 45 policiais militares. A unidade já existe há 21 anos. A unidade da Polícia Militar possui três equipes de intervenção tática (resgate de reféns), um esquadrão anti-bombas, e uma equipe de atiradores de precisão (atiradores de elite).

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