Seu DNA pode acabar na cena de um crime?

Seu DNA pode acabar na cena de um crime?

SÃO PAULO – Cientistas criaram sangue contendo DNA de indivíduo sem que este fornecesse uma gota sequer de amostra.

Utilizando a técnica de multiplicação do genoma total, a empresa israelense Nucleix, com sede em Tel Aviv, alega que também seria possível criar saliva e outras partes de tecido humano com material genético de um indivíduo a partir de uma única célula de seu corpo.

“Isso entra para a glória e desgraça da ciência forense do DNA”, diz Claudemir Rodrigues Dias Filho, perito criminal da Polícia Cientifica de São Paulo (Instituto de Criminalística). “Na maioria dos casos, toda a amostra de DNA encontrada em cenas de crime é exígua e, se existe uma técnica capaz de fazer quantas cópias eu quiser, isso me possibilita realizar uma série de exames”, explica. “O lado ruim é justamente esse divulgado na pesquisa: alguém pode pegar uma única célula nucleada de um indivíduo, fazer cópias desse genoma e implantar em uma cena criminal”, diz Dias Filho.

A Nucleix divulgou a descoberta na Forensic Science International: Genetics. A notícia repercutiu em diversos meios e até o The New York Times publicou reportagem sobre os perigos de falsificação de uma cena de crime por pessoas que dominem esta técnica.

O susto dos que imaginaram evidências sendo adulteradas por qualquer um, aparentemente, é compreensível. Ao longo dos últimos anos, as provas envolvendo DNA se tornaram cada vez mais comuns em julgamentos. “Elas são bastante usadas, mas como não é uma técnica barata para o Brasil, muitas vezes outras provas acabam resolvendo o caso” explica o perito. Segundo ele, no estado de São Paulo, o exame de DNA aparece com bastante freqüência em dois casos: na identificação de corpos (de acidentes, por exemplo) e, principalmente, em crimes sexuais.

Original em: http://info.abril.com.br/

Por Paula Rothman, de INFO Online
Quinta-feira, 20 de agosto de 2009 – 09h37

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Bombeiros comemoram 45 anos de atuação em Mato Grosso

Assessoria/Corpo de Bombeiros-MT
20/08/2009 13:02

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso comemorou, nesta quarta (19.08), 45 anos de atuação no Estado. A solenidade militar foi no 1º Batalhão de Bombeiros Militar, no bairro Verdão, em Cuiabá.

Durante o evento, o comandante geral do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel bombeiro Arilton Azevedo Ferreira, relembrou os vários momentos vividos pela corporação durante os 45 anos de atuação em Mato Grosso. “Passamos por vários momentos difíceis, um longo processo de aquisição de viaturas, mas acredito que a exemplo da Polícia Militar conseguimos nos projetar na sociedade. E as novas aquisições do Governo do Estado mostra isso, que o governador se preocupou em acompanhar o crescimento do Estado, que hoje está se verticalizando, em especial as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, com as várias edificações. E com esses equipamentos de alta tecnologia temos mais estrutura para garantir melhor atendimento à população mato-grossense”, destacou.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, o Corpo de Bombeiros completa 45 anos de muita luta e bom trabalho desempenhado no Estado. “O Corpo de Bombeiros é uma instituição que, assim como outras, a população quer ver sempre por perto, devido ao excelente trabalho desenvolvido. Estamos num segundo momento da corporação, que é o investimento em material humano, porque sabemos da necessidade de se reestruturar e fortalecer o Corpo de Bombeiros no Estado”, disse.

HISTÓRIA DE CORPORAÇÃO

Primeiro comandante geral após a emancipação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o coronel BM Marco Antônio Santos Valle relembra com carinho dos diversos momentos vividos pela corporação no Estado.

“Quando cheguei no quartel, nos anos 80, tínhamos apenas uma Auto Escada Mecânica e duas viaturas alemãs para apoiar as atividades do bombeiro. Na época, não existia equipamento de busca e salvamento. Fazíamos de forma precária o que podia ser feito, com o que tínhamos a disposição”, recordou o militar.

“Em 1984 chegamos ao ápice, com apenas uma viatura C 10, seis homens e três baldes. Foi a fase mais crítica da corporação, e o volume de ocorrência do Corpo de Bombeiros sempre foi acentuado, desde aquela época”, lembra o ex-comandante.

Marco Antônio Santos Valle criou a Companhia de Bombeiro Militar do município de Rondonópolis, em 1986. Em 1992 foi chefe de Estado Maior do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e, em 1993, vivenciou o momento de independência da corporação, que até então era vinculada à Polícia Militar de Mato Grosso.

“A instituição avançou muito em termos de equipamentos, pessoal e capacitação. É gratificante ver a evolução do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. Nos desvinculamos da Polícia Militar para poder evoluir, nos especializar, e conseguimos”, falou.

“É bom deixar claro para a população que não existe o bombeiro herói, como ficamos mitificados, mas sim profissionais técnicos treinados para enfrentar situações no fogo, na água e no ar”, completou Santos Valle.

MATERIAL HUMANO

Ciente da necessidade de investir em capital humano para assegurar melhores condições de trabalho na segurança pública, o Governo do Estado autorizou a realização de um dos maiores concursos públicos para a área nos últimos anos. São mais de 2.900 vagas para atender o quadro operacional da Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Sistema Prisional e Socioeducativo e Perícia Oficial e Identificação Técnica.

Para o Corpo de Bombeiros foram abertas 60 vagas destinadas ao cargo de soldado. “O capital humano é com certeza o maior patrimônio da área e sabemos que um servidor motivado e qualificado faz a diferença em uma área estratégica como a segurança pública. Por isso, a inclusão de mais profissionais nos dá um diferencial na administração de demandas urgentes de pessoal e reforçar as unidades de segurança no Estado”, disse o secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho.

Segundo o comandante geral do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel BM Arilton Azevedo Ferreira, até a Copa do Mundo de 2014 o Corpo de Bombeiros deve estar estruturado em material humano suficiente para atender a demanda do evento, que passará pelo Estado. “Vivemos a fase de aquisição de equipamentos e materiais. Agora estamos no momento de investir nos recursos humanos, que é a meta da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública para o Corpo de Bombeiros do Estado”, disse.

O edital do concurso para área da segurança pública foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 27 de julho. Em Mato Grosso, a área da segurança pública estadual integra cinco diferentes instituições que vão do policiamento ostensivo e repressivo à perícia criminal e identificação civil – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Sistema Prisional e Politec.

INVESTIMENTOS TECNOLÓGICOS

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso já conta com a tecnologia mais avançada do mundo em veículos de salvamento e combate à incêndio. Onze caminhões e duas autoescadas mecânicas Magirus de 55 metros, com tecnologia internacional, foram entregues à corporação no último mês de maio pelo governador Blairo Maggi. A entrega dos equipamentos compõe os investimentos apresentados para a segurança pública em Mato Grosso, por meio do programa Segurança Cidadã.

Ao todo, o Governo do Estado promoveu um investimento de R$ 13,6 milhões para o Corpo de Bombeiros, uma das maiores aplicações feitas com recursos públicos para ampliar a capacidade operacional e de resposta da corporação.

A aquisição dos equipamentos é um marco histórico para uma das instituições mais antigas da segurança pública. Além das duas autoescadas mecânicas, foram entregues à instituição seis Auto Bombas Tanque (viatura de combate à incêndio com capacidade para 5.000 litros de água) e cinco Auto Comando de Área (viatura para efetuar o primeiro combate ao fogo, salvamento e resgate, com capacidade para 1.000 litros). As duas autoescadas mecânicas foram adquiridas na Alemanha e os demais equipamentos no Rio Grande do Sul.

Agora, Mato Grosso é o segundo Estado brasileiro a possuir escadas de grande porte, dotando a corporação de ferramentas mais modernas e adequadas às novas construções prediais.

Somente de investimento nas autoescadas mecânicas, o Governo do Estado aplicou mais de R$ 6 milhões. Os equipamentos possuem um software que possibilita a sua estabilização automática, impedindo oscilações quando estiver na sua altura limite. Todos o projeto dos equipamentos e as especificações técnicas foram desenvolvidas levando em conta clima e o relevo de Mato Grosso.

Os novos veículos foram distribuídos nas unidades dos bombeiros da grande Cuiabá e interior do Estado, renovando a frota da instituição. Os equipamentos da corporação que estavam locados em Cuiabá estão sendo remanejados para o interior do Estado.

A última viatura autoescada foi adquirida há 24 anos pela corporação, quando os 37 metros de alcance do equipamento ainda satisfaziam às necessidades prediais de Cuiabá e Várzea Grande.

Original em: http://www.circuitomt.com.br/

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Clínicas de aborto: médicos podem ter registro cassado e ser indiciados por formação de quadrilha

Policial examina clínica onde mulheres eram submetidas a aborto: local tinha paredes blindadas / Foto: Gabriel de Paiva

RIO – Na operação que fechou duas clínicas de aborto em Botafogo, nesta quinta-feira, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil coletaram várias amostras de sangue num triturador para fazer exames de DNA. A operação foi acompanhada pela Vigilância Sanitária.

Segundo o delegado, a polícia está atuando de forma diferente e com o auxílio da prefeitura:

– Vamos tentar cassar os registros dos médicos no Cremerj. Essas duas clínicas são antigas e já foram alvo de processos. Os médicos são os mesmos, os proprietários são os mesmos. Eles continuam praticando abortos – disse o delegado Jader Amaral, titular da Delegacia de Homicídios, acrescentando que ainda será avaliada a possibilidade de indiciar os envolvidos também em formação de quadrilha.

As clínicas são acusadas praticar abortos ao custo de R$ 1 mil de cada paciente, dependendo do tempo de gestação. Elas funcionavam nas ruas Paula Barreto 79 e Dona Mariana 225. Na clínica da Rua Paula Barreto, foi preso em flagrante o médico Bruno Gomes da Silva, de 68 anos, que tentou agredir um jornalista. Silva tem outras passagens pela polícia pelo crime de aborto. Funcionários do local e mulheres que aguardavam para realizar o procedimento foram detidos. Uma das mulheres que acabara de realizar a intervenção foi encaminhada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul.

Original em: www.globo.com

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Adiado julgamento de PMs do caso Patrícia

RIO – Um acordo para a inclusão de novos documentos, entre eles o depoimento do flanelinha Thiago Afonso Ferreira, de 22 anos , resultou no adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento dos quatro PMs acusados do homicídio da engenheira Patrícia Amieiro. A sessão, que aconteceria nesta sexta-feira, no III Tribunal do Júri, foi transferida a pedido dos representantes da acusação e da defesa. A nova data ainda não foi marcada.

Segundo a promotora Viviane Tavares, o adiamento da audiência não está relacionado apenas à descoberta da testemunha por policiais do 31º BPM (Recreio) – unidade onde estão lotados os quatros acusados do crime. Segundo ela, outras novas diligências serão feitas para esclarecer dúvidas no laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

O advogado de defesa dos PMs, Nélio Andrade, solicitou uma nova simulação do crime, além da inclusão de depoimentos de novas testemunhas. Segundo ele, o flanelinha não foi o único ouvido no Inquérito Policial Militar (IPM) em andamento no batalhão do Recreio. Nélio diz ter contratado um professor e perito forense para acompanhar a simulação, com teste de acústica. Procurado pelo GLOBO, o pai da engenheira, Antônio Celso Franco, preferiu não comentar o adiamento da audiência sem consultar o advogado da família.

Original em: www.globo.com

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Projetos aproximam serviços de segurança pública e comunidades

Cuiabá / Várzea Grande, 09/08/2009 – 08:17.

Da Redação

Estratégia da pasta da Segurança Pública de enfrentamento da violência e criminalidade, o policiamento comunitário se traduz num modelo de interagir segurança pública e comunidade. O manual 2009 de Polícia Comunitária desenvolvido pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo exalta quatro características principais do policiamento comunitário: relação de confiança entre polícia e comunidade; descentralização da atividade policial, para que o policial conheça as lideranças locais e levante informações fundamentais para seu trabalho; ênfase nos serviços não emergenciais, com atividades voltadas para prevenção do crime e resolução de conflitos na sua origem; e ação integrada entre diferentes órgãos e atores, como segmentos públicos e diferentes polícias.

Em Mato Grosso, o novo sistema de ação da polícia teve início com a criação das companhias comunitárias de segurança, no ano 2000. De lá para cá, as unidades foram ampliando até a adoção de um novo modelo de trabalho pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), realizando gradativamente a inserção das atividades da Polícia Civil, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros, em um mesmo espaço, com diversas formas de prestação de serviços à comunidade. Deu-se início ao trabalho das Bases Comunitárias de Segurança Pública.

Além dos trabalhos integrados das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Politec – com os serviços de registro de ocorrências de pequeno e grande porte, emissão da primeira e segunda via da Carteira de Identidade, orientação na prevenção de acidentes domésticos, vistorias técnicas em edificações e policiamento ostensivo e preventivo – a comunidade local e dos bairros circunvizinhos às Bases Comunitárias de Segurança contam ainda com apoio de projetos sociais desenvolvidos pelos profissionais da segurança pública e demais instituições parceiras, que tem como diretriz trabalhar crianças e adolescentes na redução primária da violência e criminalidade com foco na segurança com cidadania.

Atualmente, são 13 Bases Comunitárias de Segurança, sendo 10 em Cuiabá, duas em Várzea Grande e uma no município de Tangará da Serra, inaugurada em maio pelo Governo do Estado. Em 12 delas, com exceção apenas da instalada recentemente no interior do Estado, são realizados 16 projetos sociais que englobam crianças, adolescentes e comunidade local, com palestras educativas, atividades esportivas e culturais, educação, cursos e treinamentos, além de atividades interativas entre as polícias e as crianças.

APROXIMAÇÃO COM CIDADANIA – Entre os 16 projetos em funcionamento nas bases comandados pelos profissionais da segurança pública estão: Quatro Estações, Bombeiros do Futuro, Rede Cidadã, PM Júnior, Mão Amiga, Agente Beira Rio, Procin, Só Alegria, Biblioteca Comunitária, Polícia com as crianças, Astral Legal, Siga em Frente, Formando Cidadãos, Capoeira salvando vidas, Inclusão Digital e Tenda Cultural. Dentre os 16 projetos citados, três deles contam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar: Bombeiros do Futuro, Quatro Estações e Procin.

O projeto Promovendo Cidadania (Procin) foi um dos projetos sociais de polícia comunitária inclusos no manual desenvolvido pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. O manual trata dos conceitos, características, importância, implementação, avanços, obstáculos e projetos desenvolvidos pela polícia comunitária no país.

O Procin busca aproximar a polícia da sociedade através de atividades educativas, promovendo noções de cidadania, valorização da vida e prevenção das crianças e adolescentes quanto ao não uso de drogas. O público alvo do projeto são alunos da pré-escola a 8ª série das escolas públicas dos bairros Beira Rio, São Mateus e Praeirinho, em Cuiabá. O programa é realizado em sala de aula com palestras educativas e é dividido em 10 aulas, sendo uma por semana. Desde que foi implementado, em 2007, até o mês de maio deste ano, o Procin já alcançou duas mil crianças em oito escolas públicas de Cuiabá.

Baseado nas estações climáticas do ano: outono, inverno, primavera e verão, o projeto Quatro Estações, também foi criado com o objetivo de aproximar os órgãos de Segurança Pública do Estado da comunidade, em busca da prevenção da criminalidade, além de reduzir o contato dos moradores com práticas criminosas.

O projeto é comandado pela soldado bombeiro Maria Luiza Rattacaso e desde 2007 já alcançou 80 famílias com distribuição de agasalhos, 20 famílias com distribuição de sacolão, 150 crianças com distribuição de brinquedos, além da arrecadação de 400 livros para a biblioteca comunitária da Base do Jardim Vitória. As campanhas são realizadas em cada estação climática do ano.

A Base Comunitária do Jardim Vitória, onde o projeto Quatro Estações é desenvolvido, atende mais 16 bairros circunvizinhos como Águas Nascentes, Barreiro Branco, Bordas da Chapada, Jardim Florianópolis, Jardim Imperatriz, Jardim Itapuã, Jardim União, Jardim Vitória/ Condomínio A e B, Novo Milênio, Novo Paraíso I, Novo Paraíso II, Paiaguás I, Paiaguás II, Rio dos Peixes, Três Poderes e Vila Formosa.

Ainda este ano o projeto deverá receber um incremento de mais de R$ 134 mil, recurso oriundo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para ser empregado em logística das atividades sociais desenvolvidas com os moradores dos bairros atendidos.

Para o coordenador de Polícia Comunitária da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), tenente coronel PM Gley Alves de Castro, o Corpo de Bombeiros percebeu que integrando aos serviços prestados pelas Bases Comunitárias de Segurança os trabalhos desempenhados pela corporação poderiam ser ampliados, feito algo mais dentro da filosofia de polícia comunitária. “O Corpo de Bombeiros deu um passo muito importante para a corporação a partir do momento em que começou a se engajar nos projetos de prevenção primária oferecidos nas bases comunitárias”, avalia o coordenador de polícia comunitária.

“Não vejo o funcionamento das bases sem a colaboração do Corpo de Bombeiros. A instituição se tornou uma das peças fundamentais dentro das bases, tanto quanto as demais instituições parceiras dos projetos sociais”, completou o tenente coronel PM, Gley Alves.

Conforme o secretário adjunto de Assuntos Estratégicos da Sejusp, Alexandre Bustamante dos Santos, o trabalho integrado das polícias dentro das bases comunitárias une forças para prevenção da criminalidade. “A segurança pública e as polícias tem como papel fundamental duas frentes: repressão e prevenção. E hoje sabemos que apenas a repressão não resolve os problemas da segurança, temos que tratar do problema na origem, prevenindo”, observou o secretário.

INVESTIMENTO – A prevenção da violência por meio de projetos sociais desenvolvidos com crianças e adolescentes é uma das principais frentes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. Com a assinatura do convênio de adesão de Mato Grosso ao Pronasci, ocorrida no último mês, em Cuiabá, os projetos sociais desenvolvidos pela pasta da Segurança Pública receberão um incremento financeiro que será destinado à ampliação e melhoria das atividades já desempenhadas, aquisição de materiais e qualificação dos profissionais que atuam nos projetos.

Projetos sociais de prevenção às drogas e criminalidade, como Rede Cidadã, Bombeiros do Futuro e Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) são alguns dos que receberão recursos do Pronasci.

Com a adesão ao Pronasci, Mato Grosso poderá ampliar projetos e ações que integram três eixos, de acordo com linhas do programa: prevenção, modernização e repressão.

BASES – As Bases Comunitárias de Segurança foram idealizadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o objetivo de diminuir a criminalidade e estreitar as relações entre os órgãos atuantes e população.

Até o final do ano, deverão ser inauguradas mais cinco bases no Estado, sendo duas no município de Rondonópolis e três em Cuiabá, que estarão sediadas nos bairros Santa Izabel, Planalto e Três Barras.

A expansão das bases comunitárias está inserida no Programa Segurança Cidadã, do Governo do Estado, programa de investimentos para a área que envolve logística, recursos humanos, ações preventivas e ostensivas de combate à criminalidade, lançado pelo governador no dia 11 de maio deste ano.

O trabalho do Corpo de Bombeiros é integrado às demais polícias em cinco das 12 bases comunitárias de segurança: Beira Rio, Lixeira, Jardim Vitória, São João Del Rei e Pedregal. Desde a criação das bases, em 2007, o Corpo de Bombeiros já realizou 538 visitas comerciais, 422 visitas residenciais, 83 palestras educativas, 249 atividades integradas e 68 orientações ao público.

Original em: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=305602

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Perito que deu laudo favorável a Zuleido e Sarney trabalha a soldo de acusados

Laudos por encomenda

Desrespeito sistemático de Ricardo Molina ao trabalho dos peritos oficiais já provocou reações iradas da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais


POR OSWALDO VIVIANI

O clã Sarney e o famigerado empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama (investigado na Operação Navalha por fraudes em licitações de obras públicas), não poderiam ter encontrado pessoa pior do que o perito Ricardo Molina de Figueiredo para tentar desqualificar um trecho das gravações da Polícia Federal que comprova o envolvimento do senador José Sarney com Zuleido.

Num dos diálogos, “grampeados” com autorização judicial, Zuleido diz “Vou chegar na casa do Sarney, já, já”. Molina registrou em laudo que a voz não é de Zuleido, apesar de o restante da gravação comprovar translucidamente o contrário. A revista IstoÉ desta semana publicou reportagem sobre o laudo, que foi destaque, também, na edição de domingo do jornal da família Sarney no Maranhão.      

Esse laudos “do contra” – quase todos encomendados –  fazem parte do histórico de Ricardo Molina. O perito se notabilizou por realizar laudos solicitados por delinqüentes endinheirados, sempre concluindo a favor deles e contra a perícia oficial, da PF.

“Bandido que tem uma boa condição financeira contrata logo o perito Ricardo Molina. O resultado é sempre o mesmo: a polícia, despreparada e precipitada, não soube trabalhar direitinho”, afirmou um perito da Polícia Federal em seu blog.

Ricardo Molina: deboche e desrespeito aos peritos oficiais

Entre os ex-clientes de Ricardo Molina, está o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos desde maio de 2008 sob a acusação de assassinato da menina Isabella, filha de Alexandre, ocorrido em março de 2008. Depois de concluir seu laudo livrando o casal, sem qualquer base científica, da responsabilidade em relação à queda da criança do 6º andar de um prédio em São Paulo, Molina deu declarações debochadas à imprensa sobre o trabalho dos peritos oficiais da polícia. “Os peritos do caso Isabella estão igual cachorro correndo atrás do próprio rabo”, afirmou.

Recentemente, foi o megaembusteiro Daniel Dantas – condenado pelo juiz Fausto de Sanctis a dez anos de prisão por corrupção ativa – que recorreu ao miraculoso perito Molina. Em um prazo ínfimo (como no caso de Zuleido Veras), o perito afirmou “taxativamente”, sem apoiar-se em nenhum argumento técnico de peso, que não era de Humberto Braz, fiel escudeiro de Daniel Dantas, a voz ouvida numa gravação, na qual Braz tentava subornar o delegado da Polícia Federal, Victor Hugo Ferreira.

O desrespeito sistemático de Ricardo Molina ao trabalho dos peritos oficiais já provocou reações iradas da principal entidade de classe dos profissionais – a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).

Em meados do ano passado, depois de uma entrevista de Molina à revista Consultor Jurídico, na qual ele mais uma vez quis desqualificar o trabalho dos peritos oficiais (sempre invalidado, segundo Molina, por “falhas técnicas” e até “fraudes”), o presidente da APCF, Octavio Brandão Caldas Netto, disse: “As afirmações de Molina não encontram embasamento, algo que é inaceitável para quem se apresenta como especialista em áreas que demandam conhecimento bastante específico”.

A entidade teceu, ainda, os seguintes comentários – entre outros – sobre Ricardo Molina:

1. O sr. Ricardo Molina não é perito oficial. É apenas auxiliar técnico do acusado, contratado por este. Sem entrar especificamente na questão da integridade dele ou de qualquer outro assistente técnico, é muito mais confiável, e a sociedade entendeu assim, ao criar a figura do perito oficial no CPP, um corpo de funcionários públicos, pagos pelo contribuinte, para analisar o corpo de delito e elaborar o respectivo laudo oficial. A ação independente da perícia oficial não tende nem para a acusação, nem para a defesa, mas busca apenas ser fiel à verdade factual. Já o auxiliar técnico contratado é pago pelo acusado. Essa situação, no mínimo, fragiliza a isenção dos auxiliares.

2. Do mesmo modo que Ricardo Molina desafia a perícia da PF a detectar edições em arquivos por ele manipulados, o desafiamos a provar cientificamente que houve uma única edição fraudulenta em qualquer arquivo de áudio fruto de interceptação telefônica da PF.

3. O sr. Ricardo Molina é músico e, ao que nos consta, não tem formação técnica para afirmar o que ele divulga a respeito de sistemas de telecomunicações. Talvez seja esse o motivo pelo qual muitos de seus quesitos técnicos tenham sido incoerentes. Questionamentos fundamentados são importantes para o esclarecimento de pontos que porventura suscitem dúvidas; porém, antes de dizer inverdades, quem realiza o questionamento referente à análise do corpo de delito deve estudar o assunto e respeitar os profissionais isentos do Estado que elaboram os laudos. Os peritos oficiais não recebem honorários do acusado, nem deixarão de perceber seus salários se as conclusões de seus laudos demonstrarem que os vestígios apresentados à perícia não são suficientes para uma prova material robusta.

Ricardo Molina, atualmente com 52 anos, sempre preferiu trabalhar em casos de repercussão nacional – que lhe garantem os holofotes da mídia, segundo seus críticos –, como a morte do empresário Paulo César Farias, o PC; a Chacina de Eldorado dos Carajás; o crime da Favela Naval e o acidente que matou os integrantes da banda Mamonas Assassinas.

Em 2001, ele foi demitido da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), por supostas “irregularidades administrativas”, entre elas, uso indevido de verba pública.

Jornal Pequeno - Capa da Edição 23,050

Original em: http://www.jornalpequeno.com.br/

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Conheça o perfil dos quatro cargos com maior salário do concurso público

Cuiabá / Várzea Grande, 03/08/2009 – 17:40.

Da Redação

Os maiores salários do concurso público do Governo do Estado, que teve as inscrições iniciadas nesta segunda-feira (03.08), são para delegado (R$ 10.013,01), auditor (R$ 6.188,80), perito criminal (R$ 4.837,25) e gestor governamental (R$ 4.800,00). Além de tentadores, os salários são iniciais devido ao plano de cargos, carreiras e salários do Poder Executivo Estadual.

Mas, quais são as atribuições destes profissionais? Quais são os principais desafios? Por que prestar o concurso para este cargo? Estas são algumas perguntas que foram respondidas por servidores públicos que exercem a profissão que você está interessado em seguir.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso, Dirceu Vicente Lino, disse que todas as pessoas que vão prestar o concurso para delegado precisam ser bacharéis em Direito. “O concurso para delegado tem seis fases devido à complexidade do cargo”, relatou. Entre as atribuições deste profissional estão as investigações no âmbito da Polícia Judiciária Civil, chefiar as unidades policiais e as equipes, auxiliar a Justiça em tudo que for necessário no âmbito criminal, além de atender a sociedade. “O delegado é a autoridade em que a população tem acesso mais fácil”.

Segundo Dirceu Lino, o delegado busca a paz social e o profissional precisa gostar do que faz, ter força de vontade e compromisso com o serviço público. “As vagas para este concurso público serão destinadas para atender o interior do Estado”.

Para o auditor Alysson Sander de Souza, este profissional tem a função de zelar pelo patrimônio público. “O auditor fiscaliza a receita, a despesa para que os recursos sejam destinados de forma correta”. Ele salientou que o auditor deve ter um perfil de ética e sigilo profissional. “É uma área multidisciplinar por ter vários enfoques como financeiro, orçamentário, contábil, jurídico, entre outros”.

Auditor há cinco anos, Alysson lembrou que as pessoas devem se motivar a prestar o concurso para o cargo que gosta, e não apenas pela questão financeira. “Quem optar fazer o concurso para auditor deve ser uma pessoa preocupada em fiscalizar os gastos públicos e otimizar a aplicação do recurso público, além de fazer o assessoramento nas atividades da gestão”.

O perito criminal Marcos Rogério de Paula, lotado na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), afirmou que ser perito é prazeroso, pois este profissional pode confirmar a prisão de um acusado, ou apontar a inocência de outro. “O perito recebe atribuições do Ministério Público, Delegacias, do Poder Judiciário para fazer a perícia de todo crime que deixa vestígio, pois estes têm que passar pelo perito”. Segundo ele, o perito produz o laudo que é anexado no inquérito policial. “Este profissional precisa ser perspicaz, tem que gostar do que faz, ser atento e estudioso, porque o trabalho é puramente científico”.

Há sete anos, Andréa Regina Gomes de Almeida é gestora governamental. “A carreira de gestor foi idealizada quando o Governo queria gerir o gasto público. As atribuições deste profissional são estratégicas, que envolvem a formulação e implementação de políticas públicas”, salientou. Para ela, a atuação baseada em nível estratégico, o auxílio na tomada de decisões e ter uma visão inovadora da gestão como um todo também são as funções do gestor. “Isso requer um conhecimento generalista, um exemplo disso é o edital para este concurso público, que cobra conhecimentos sobre administração pública, direito financeiro, planejamento econômico e ciência política”.

Andréa comentou também que o cargo de gestor enaltece o modelo gerencial do Estado, focado no resultado e no atendimento do cidadão cliente. “Entre os desafios do gestor governamental está a exigência de criar e buscar novas alternativas. Evitar problemas se baseando na prevenção é outro desafio dele, e para isso, é preciso que este profissional esteja sempre lendo”, concluiu.

Original em: http://www.odocumento.com.br/

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Diário republica lei para cargo de papilocopista

O Diário Oficial do Estado desta terça-feira (04), traz a republicação da Lei Estadual nº 6.595, que dispõe sobre a carreira de perícias forenses, instituindo a exigência de nível superior para provimento do cargo de papilocopistas. Segundo texto, será exigido, habilitação em curso superior, em qualquer área, desde que reconhecido pelo Ministério da Educação e Conselho Estadual de Educação e curso técnico de especialização na área. 

Pela lei, passa a ser constituída a carreira de perícias forenses, na seguinte forma: nível médio é exclusivo de auxiliar de necropsia. E nível superior, corresponde a perito criminal, perito médico- legista, perito odonto-legal e papilocopista.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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Governo autoriza concursos públicos em dois ministérios

O Ministério do Planejamento autorizou a realização de concursos públicos para preenchimento de 191 vagas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de 178 cargos no Ministério da Previdência Social (MPS), de acordo com portarias publicadas hoje (31) no Diário Oficial da União.
O concurso do MDIC vai selecionar 136 servidores como agente administrativo, que exige nível médio de escolaridade e oferece salário de aproximadamente R$ 2,1 mil, mais 55 vagas de analista administrativo, com nível superior de escolaridade e salário na faixa de R$ 2,8 mil. Destas, cinco vagas serão para técnico de comunicação social.

Dos cargos a serem preenchidos pelo MPS, 165 serão para agente administrativo, de nível médio e salário de R$ 2,1 mil, e 13 serão para servidores de nível superior, com salários na faixa de R$ 2,5 mil. Serão selecionados três administradores e dez técnicos de comunicação social para integrarem carreiras da Saúde, da Previdência e do Trabalho.
As portarias têm prazo de validade de seis meses, período em que os dois ministérios devem lançar seus editais, e as nomeações dos aprovados, a partir de dezembro deste ano, estarão condicionadas à extinção de igual número de postos de trabalho terceirizados, em desacordo com a legislação.

O Diário Oficial da União de hoje também traz portaria que autoriza a nomeação, a partir de outubro, de 297 candidatos aprovados para os cargos de delegado (96 vagas) e de perito criminal (201 vagas) da Polícia Federal. Ambos com salário inicial na faixa de R$ 13,4 mil, podendo chegar, no final da carreira, a R$ 19,7 mil.

Agência Brasil

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