Clínicas de aborto: médicos podem ter registro cassado e ser indiciados por formação de quadrilha

Policial examina clínica onde mulheres eram submetidas a aborto: local tinha paredes blindadas / Foto: Gabriel de Paiva

RIO – Na operação que fechou duas clínicas de aborto em Botafogo, nesta quinta-feira, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil coletaram várias amostras de sangue num triturador para fazer exames de DNA. A operação foi acompanhada pela Vigilância Sanitária.

Segundo o delegado, a polícia está atuando de forma diferente e com o auxílio da prefeitura:

– Vamos tentar cassar os registros dos médicos no Cremerj. Essas duas clínicas são antigas e já foram alvo de processos. Os médicos são os mesmos, os proprietários são os mesmos. Eles continuam praticando abortos – disse o delegado Jader Amaral, titular da Delegacia de Homicídios, acrescentando que ainda será avaliada a possibilidade de indiciar os envolvidos também em formação de quadrilha.

As clínicas são acusadas praticar abortos ao custo de R$ 1 mil de cada paciente, dependendo do tempo de gestação. Elas funcionavam nas ruas Paula Barreto 79 e Dona Mariana 225. Na clínica da Rua Paula Barreto, foi preso em flagrante o médico Bruno Gomes da Silva, de 68 anos, que tentou agredir um jornalista. Silva tem outras passagens pela polícia pelo crime de aborto. Funcionários do local e mulheres que aguardavam para realizar o procedimento foram detidos. Uma das mulheres que acabara de realizar a intervenção foi encaminhada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul.

Original em: www.globo.com

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Adiado julgamento de PMs do caso Patrícia

RIO – Um acordo para a inclusão de novos documentos, entre eles o depoimento do flanelinha Thiago Afonso Ferreira, de 22 anos , resultou no adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento dos quatro PMs acusados do homicídio da engenheira Patrícia Amieiro. A sessão, que aconteceria nesta sexta-feira, no III Tribunal do Júri, foi transferida a pedido dos representantes da acusação e da defesa. A nova data ainda não foi marcada.

Segundo a promotora Viviane Tavares, o adiamento da audiência não está relacionado apenas à descoberta da testemunha por policiais do 31º BPM (Recreio) – unidade onde estão lotados os quatros acusados do crime. Segundo ela, outras novas diligências serão feitas para esclarecer dúvidas no laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

O advogado de defesa dos PMs, Nélio Andrade, solicitou uma nova simulação do crime, além da inclusão de depoimentos de novas testemunhas. Segundo ele, o flanelinha não foi o único ouvido no Inquérito Policial Militar (IPM) em andamento no batalhão do Recreio. Nélio diz ter contratado um professor e perito forense para acompanhar a simulação, com teste de acústica. Procurado pelo GLOBO, o pai da engenheira, Antônio Celso Franco, preferiu não comentar o adiamento da audiência sem consultar o advogado da família.

Original em: www.globo.com

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