Justiça suspende audiência sobre a morte de técnica de enfermagem

Encontro na Justiça apontaria culpado pela morte de Aurinete dos Santos foi remarcada para 17 de março de 2010

Reprodução / TV Globo

Uma audiência na Justiça, que ia apontar quem é o culpado pelo acidente que matou a técnica em laboratório Auriente Gomes dos Santos (foto), em dezembro do ano passado, foi suspensa no fim da tarde desta sexta-feira (2).

A audiência decidiria se Álisson Jerrar seria indiciado, mas foi suspensa, a pedido do Ministério Público e dos advogados de defesa, porque o técnico da Polícia Federal responsável pela perícia do cálculo da velocidade dos carros, Laplace Ramalho, não compareceu ao Fórum para prestar depoimento.

A audiência foi remarcada para o dia 17 de março do próximo ano.

O acidente aconteceu no dia 13 de dezembro do ano passado, por volta das 5h30 da manhã. No veículo estavam Wellinton Lopes dos Santos, que levava a esposa Aurinete para o trabalho. A filha do casal, que na época tinha 6 anos, também estava no carro. Na caminhonete estava Álisson Jerrar. Os dois carros bateram no cruzamento da rua Ernesto de Paula Santos com a avenida Domingos Ferreira.

Reprodução / TV Globo

Três perícias foram feitas. A primeira perícia foi feita pelo Instituto de Criminalística (IC). O resultado ficou pronto em poucos dias e apontou Wellinton, o marido de Aurinete, como responsável pelo acidente porque teria ultrapassado o sinal vermelho. A segunda perícia foi feita pela Polícia Federal e concluiu o contrário, que o responsável pelo acidente, que teria ultrapassado o sinal vermelho, seria Álisson, o motorista da caminhonete. A defesa de Álisson solicitou outra perícia, desta vez particular.

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“Foi esgotado a situação das perícias, bem como a ouvida das testemunhas e a conclusão do juiz”, afirma o advogado de Álisson, José Davi Gil Rodrigues Filho.

A acusação questiona a perícia do Instituto de Criminalística porque ela teria sido feita em pouco tempo. “É comum as perícias durarem 30 dias. Essa perícia em si ela foi feita com menos de sete dias”, comenta o advogado de Wellington, Severino Cesário.

A assessoria de Comunicação da Secretaria de Defesa Social informou que a SDS não vai comentar o assunto até que uma denúncia seja formalizada contra a perícia do IC.

Original em: http://pe360graus.globo.com

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