MP: 4ª expedição termina sem achar restos mortais no Araguaia

Peritos do Grupo de Trabalho Tocantins (GTT) encerraram sem sucesso a quarta expedição de buscas por restos mortais de guerrilheiros, militares e de eventuais agricultores mortos durante os combates entre opositores do regime militar e tropas do Exército no Araguaia. Nesta segunda-feira, foi realizado o segundo dia de escavações no sítio que abrigou, no início da década de 70, a base Xambioá, do Exército brasileiro. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA).
Os pontos vasculhados desde ontem no município de Xambioá, no Tocantins, divisa com o Pará, foram indicados por ex-soldados e por um ex-guerrilheiro como locais onde haviam sido enterrados três guerrilheiros, entre os quais Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, principal liderança da guerrilha.
As testemunhas apontaram as localizações das covas perto de locais usados na época pelos militares como fossa sanitária e caixa de detritos. Os dois pontos de referência foram realmente encontrados, a cerca de 1 m de profundidade.
Na caixa de detritos foram achados diversos resíduos, inclusive latas de inseticida em que ainda se podia ler as datas de fabricação do final da década de 60. Após as buscas no terreno, feito com auxílio de um radar, foram detectadas anomalias próximas das referências encontradas, que poderiam ser os restos mortais, mas a escavação encontrou apenas rochas.
“As informações das testemunhas se mostraram verossímeis, mas são vagas, e os resultados aqui foram falsos positivos”, disse Jeferson Evangelista Correa, perito criminal da Polícia Federal que integra a expedição de buscas.

“Operação limpeza”

Outro perito da equipe, Elvis Oliveira, da Polícia Civil do Distrito Federal, descartou a possibilidade do local vasculhado conter hoje restos mortais de guerrilheiros. “Pode ter havido deterioração a ponto de não restarem vestígios, os restos podem ter sido retirados logo depois de enterrados ou ainda podem nunca ter sido enterrados aqui, mas em algum outro ponto da área”, disse.
Oliveira ressaltou o fato de se tratar de uma região de mata sem nenhuma referência geográfica mais marcante, como um córrego ou morro, o que pode trair a memória das testemunhas. O longo tempo decorrido, 35 anos, seria motivo suficiente para a outra hipótese, de decomposição total dos corpos.
A terceira suspeita é de que o Exército tenha realizado, após a aniquilação dos guerrilheiros, uma operação “limpeza”, para retirada de todos os vestígios da guerrilha do Araguaia, o que mostraria que os corpos foram efetivamente enterrados pelas testemunhas, mas retirados logo após.
O Grupo de Trabalho Tocantins deverá fazer a quinta expedição de buscas a partir do próximo dia 18, mas os pontos que serão escavados ainda não foram informados oficialmente ao MPF, que também acompanhará a próxima etapa. Até agora, 13 áreas foram vasculhadas num total de 28 mil metros quadrados na região entre Marabá e Xambioá.
A sentença da juíza Solange Salgado determinava um prazo de 120 dias para receber os relatórios das buscas, que termina no final de outubro. O Ministério da Defesa anunciou que deve dar continuidade ao trabalho mesmo depois disso.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Quatro assassinatos são registrados na noite desta segunda

Vítimas foram executadas a tiros no Village Campestre II, no Clima Bom II e no Bom Parto

Edson da Silva foi morto a tiros na porta de um bar

Quatro homicídios foram registrados na noite desta segunda-feira (05), em Maceió, sendo dois no Bom Parto, um no Village Campestre II e outro no Clima Bom II.

As vítimas foram identificadas como Lucas dos Santos Cavalcante, de 17 anos, Adeilton dos Santos Calheiros, Edson da Silva Gonçalves, de 27 anos, e Wellington.

O primeiro foi assassinado a tiros na travessa Vertediana de Lima, no conjunto Village Campestre II, já o carroceiro Adeilton dos Santos Calheiros foi executado no Clima Bom II.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), Lucas dos Santos era usuário de drogas. As circunstâncias e as causas do crime não foram relatadas pela população.

Homens do 5º Batalhão da Polícia Militar, comandados pelo sargento Luiz, foram acionados, assim como o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML). O crime deve ser investigado pela Delegacia de Homicídios.

Mais um crime

Adeilton dos Santos Calheiros, que trabalhava como carroceiro, também foi assassinado na noite desta segunda, na Colina dos Eucaliptos, no Clima Bom II. A PM não soube informar como o crime teria ocorrido nem os autores do homicídio. O corpo da vítima já foi recolhido pelo IML.

Bom Parto: dois homicídios

Na Rua do Campo, no Bom Parto, Edson da Silva Gonçalves (27) e o amigo, identificado apenas como Wellington, estavam na porta de um bar quando foram executados. Uma viatura do Samu chegou a ser acionada, mas constatou a morte de Edson, que segundo familiares, era reeducando e teria envolvimento com drogas.

Wellington, após ser alvejado, chegou a ser socorrido por populares, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE). Vizinhos afirmaram que os assassinatos teriam sido cometidos por quatro homens que estariam em duas motos quando efetuaram os disparos.

De acordo com a PM, o duplo homicídio teria sido motivado por um acerto de contas. O crime deve ser investigado pelo 4º Distrito Policial.

Original em: http://gazetaweb.globo.com/

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Polícia reforça segurança no local da chacina, em Curitiba

As polícias Militar e Civil de Curitiba intensificaram o policiamento na região onde ocorreu a chacina que matou oito pessoas e feriu duas, na Vila Icaraí, no bairro Uberaba, em Curitiba, na noite de sábado. De acordo com a assessoria de imprensa do governo do Paraná, seis suspeitos de terem participado da chacina já foram identificados.
Uma força-tarefa composta por cinco delegados e oito equipes de policiais foi criada para resolver o caso. De acordo com a polícia, as investigações mostram que o crime foi praticado como ato de vingança e de demonstração de força. A polícia não descarta a ligação da chacina com o tráfico da drogas.
O governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), afirmou durante reunião na manhã desta segunda-feira, que a prisão dos responsáveis pela chacina é uma questão de tempo e de honra. “A polícia está empenhada na captura dos criminosos. Sabemos que tudo se trata de vingança e a prisão deles é questão de honra e de tempo para a polícia”, disse.
A polícia confirmou a morte de pessoas, entre elas um bebê de cinco meses, na chacina do sábado. As vítimas foram identificadas como Everaldo dos Santos Silva, 25, Moisés Pereira Silva, 28, Marcos Aurélio Mateus de Lima, 17 anos, Jancarlo da Silva, 20, Jéferson Carvalho da Silva, 25 anos, Nilza Ribeiro dos Santos, 29, Valdir Francisco Santos, 19, e Mateus Alves da Silva, 5 meses.
A identidade dos feridos não será revelada pela polícia, por motivos de segurança. Eles devem ser ouvidos em depoimento assim que se recuperarem. No local, foram recolhidos projéteis e cartuchos que serão enviados para perícia no Instituto de Criminalística.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Laboratório de DNA Forense da Ufal é procurado para atuar em casos de outros estados

Mesmo ainda não muito conhecido dos alagoanos, o Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vem desenvolvendo trabalhos, pesquisas e atendendo a outros estados. O Laboratório, que funciona no prédio do Museu de História Natural, no bairro do Farol, realiza testes de paternidade e deverá firmar uma parceria com o Centro de Perícias Forenses da Polícia Civil (Cpfor) para ajudar na elucidação de crimes e identificação de vítimas.

O biólogo Dalmo Almeida de Azevedo, que faz parte da equipe, que tem ainda mais 15 pessoas, entre estagiários, profissionais e orientandos de mestrado e doutorado, conta que o laboratório está em funcionamento com essa “nova cara”, desde 1997. De lá para cá, casos vindos do Espírito Santo, Ceará, Minas Gerais e Rondônia já foram encaminhados para o Laboratório. Um convênio firmado com a Polícia Civil do Mato Grosso, que já está chegando ao fim, e serviços para as Polícias de Sergipe e Pernambuco também estão na lista dos trabalhos realizados pelo Laboratório.

“Quando for firmada a parceria com a Polícia local, os peritos do Cpfor irão vir para o laboratório, utilizar o espaço, e daremos uma assessoria. Isso vai ajudar muito o trabalho da perícia da Polícia Civil, que tem algumas limitações por conta da falta de estrutura, o que não acontece, por exemplo, com a Polícia Federal, que tem uma ótima estrutura. Em relação a outros estados, sempre estamos recebendo material para fazer análises. Há casos muito complicados que passam por vários laboratórios e muitos desses chegam até nós também”, colocou Azevedo.

O biólogo explicou que a realização dos testes de paternidade, um dos víeis mais fortes do Laboratório, acontece de duas maneiras: via Tribunal de Justiça, que é gratuito, ou particular, por quem procura o local por conta própria. Azevedo disse que a maioria dos pedidos enviados pela Justiça é resultado de mutirões realizados na capital e no interior do estado.

“O teste de paternidade é um serviço oferecido gratuitamente para a comunidade, mas é preciso que a solicitação para o exame venha do Tribunal de Justiça. Quando ocorrem os mutirões, mandamos uma equipe que já faz coleta de material. No caso dos particulares, também fazemos e custa R$ 450”, disse Azevedo.

Para a realização dos exames, a equipe conta com equipamentos modernos. No caso dos testes de paternidade, todo o processo é feito lá, incluindo o isolamento do DNA para se chegar à obtenção do perfil genético. O material é colhido da mãe, do filho e do suposto pai. Em situações, onde o suposto pai é falecido, o laboratório recorre a parentes próximos como os pais, filhos ou irmãos.

Desaparecidos

O Banco de pessoas desaparecidas do Laboratório de DNA Forense já está em funcionamento e tem o objetivo de confrontar o material genético de parentes com o de corpos e ossadas que estão no Instituto Médico Legal (IML) sem identificação. Azevedo explica que o trabalho poderá ser intensificado e ter uma maior eficácia se houver uma cooperação entre a Polícia e o IML.
“Há ossadas que não se sabe de quem são, de repente pode ser de uma dessas tantas pessoas desaparecidas. Nós estamos colhendo material genético e não genético de familiares para fazer a verificação com esses restos mortais. Queremos aumentar mais ainda esse serviço para ajudar as famílias que sofrem sem saber o paradeiro de parentes”, afirmou o biólogo.

Original em: http://www.alemtemporeal.com.br

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Mulher fica ferida em acidente envolvendo carro e caminhão no Recife

Causas da colisão serão investigadas. Ela e o pai iriam juntos à missa.

Foto: Reprodução/Globo Nordeste

Acidente ocorreu nesta segunda, no Recife

Um acidente envolvendo um carro e um caminhão deixou uma mulher ferida, nesta segunda-feira (5), no Recife. A motorista do veículo de passeio, de 53 anos, ficou presa nas ferragens e foi resgatada pelos bombeiros.

A vítima foi levada a um hospital, na capital pernambucana. Ela estaria a caminho de um encontro com o pai. Juntos, os dois seguiriam para uma missa.

As causas do acidente serão investigadas. O Instituto de Criminalística e a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) fizeram perícia o local.

Original em: http://g1.globo.com

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Polícia suspeita de ligação entre matador e ex-funcionário

Investigadores acreditam que homem preso desde a última terça-feira conhecia ex-empregado dos Villela. O criminoso, no entanto, nega envolvimento no caso

A polícia reúne indícios de que o homem preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE) desde a última terça-feira tem vínculos com um ex-empregado dos Villela. Apesar de em depoimento negar qualquer ligação com o crime praticado em 28 de agosto, o criminoso aparece como principal suspeito dos assassinatos cometidos contra o casal de advogados José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho Mendes Villela, 63; e a empregada Francisca Nascimento da Silva, 58. Acusado de ser matador profissional, permanece preso por receptação de veículo.

Delegada Martha Vargas esteve ontem à tarde na 1ª DP, porém, mais uma vez evitou falar - (Cadu Gomes/CB/D.A Press)

Delegada Martha Vargas esteve ontem à tarde na 1ª DP, porém, mais uma vez evitou falar

Os investigadores do caso chegaram até o nome dele ao descobrir que o suspeito esteve nas proximidades do local do triplo homicídio no mesmo dia em que as vítimas perderam a vida no apartamento 601/602, do Bloco C, após atacados com 73 facadas. Não tiveram chance de reação, segundo constatou laudo do Instituto de Medicinal Legal (IML) no qual o Correio teve acesso com exclusividade. Os agentes souberam da presença dele após cruzarem todas as ligações feitas na região em 28 de agosto.

Até agora, porém, a polícia não tem provas do vínculo dele com os assassinatos. A delegada-chefe da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, Martha Vargas, tem dedicado os últimos dias para seguidas conversas com o preso. Os depoimentos ocorrem em um cárcere provisório, no DPE. Mas praticamente só a delegada tem falado. O acusado de pistolagem passa praticamente o tempo em que estão juntos sem dizer uma palavra. Se fala, nega insistentemente a participação no crime.
A desconfiança da polícia tem se baseado também por conta da ficha criminal dele. É, por exemplo, autor de vários homicídios, muitos deles praticados em estados da Região Nordeste e em São Paulo. Todos os crimes teriam sido praticados mediante encomendas, como se suspeita em relação às mortes do casal Villela. Alguns inclusive tiveram relação com tráfico de drogas.

No sábado, a polícia fez uma devassa na casa do suspeito, que fica no Riacho Fundo. Chefiada pela delegada Martha Vargas, equipe policial cumpriu mandado de busca e apreensão no imóvel. Os agentes deixaram o local com diversos objetos pessoais do suspeito, organizados em sacolas plásticas. O material será avaliado por peritos. No mesmo dia, a polícia ouviu a mulher dele. Ela confirmou a participação do companheiro em crime de clonagem de placas de veículos, mas desconheceu que ele tenha envolvimento com qualquer grupo de extermínio.

Prazo
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aguarda para esta semana a conclusão do laudo produzido pelo Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Civil do DF, realizado a partir dos fragmentos de impressões digitais e da cena encontrada no local onde José Guilherme, Maria Carvalho e Francisca foram mortos. “A delegada Martha Vargas me prometeu que divulgaria para a ordem esse laudo tão logo ele saia”, disse o representante da entidade Raul Livino.

O inquérito policial com as peças de investigação deve retornar hoje para a unidade policial depois de ser apreciado pelo Ministério Público do DF e pelo Tribunal do Júri de Brasília. Na última sexta-feira, os investigadores ganharam mais 30 dias para concluir o caso.

Últimas movimentações

Terça-feira, 29 de setembro
A polícia faz a primeira prisão por conta do triplo homicídio registrado na 113 Sul em 28 de agosto. Um homem identificado como matador de aluguel acaba detido depois de descobrir que o criminoso esteve na residencial no dia dos assassinatos. A comprovação surge da quebra de sigilo telefônico de todas as pessoas que receberam ou originaram chamadas de aparelho celular feitas na quadra. Pesam contra ele crimes de pistolagem, mas faltam provas para vinculá-lo aos homicídios da Asa Sul.

Quarta-feira, 30 de setembro
Os investigadores responsáveis pelo caso passam a contar com um importante aliado para auxiliar as investigações. A Justiça local autoriza a quebra dos sigilos telefônicos de parte dos familiares do casal de advogados José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho Mendes Villela, 63. Já a lista de chamadas recebidas e discadas pelas vítimas estavam em poder da polícia desde segunda-feira.

Quinta-feira, 1º de outubro
A descoberta dos corpos das três vítimas da 113 Sul completa 30 dias sem que a polícia tenha reunido provas suficientes para apontar os responsáveis pelos crimes. Detalhes dificultam a investigação. As câmeras de segurança do prédio não gravam. Além disso, nenhuma das câmeras dos edifícios em volta acrescentou elementos à investigação. Também só se encontrou fragmentos de impressões digitais diferentes das dos moradores do local.

Sexta-feira, 2 de outubro
Os investigadores responsáveis pelo caso ganham mais
30 dias para concluir o inquérito responsável pela apuração do triplo homicídio. Pediram dois meses, mas o Ministério Público do Distrito Federal entendeu que mais um mês é suficiente para encaminhar as linhas de investigação do caso: crime por encomenda e latrocínio (roubo seguido de morte).

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Chacina em Uberaba deixa oito mortos

Entre os assassinados, há uma mulher e um bebê que estavam em um carro

Equipes da PM em parceria com a Civil intensificaram o policiamento na região do Uberaba (foto: Franklin de Freitas)

Homens fortemente armados promoveram matança indiscriminada na Vila Icaraí, Uberaba, na noite de sábado. Um total de oito pessoas foram mortas a tiros simplesmente por estarem na rua na “hora errada”. Outras duas levaram tiros e estão hospitalizadas, mas não correm risco de morte. Entre os mortos está um menino de cinco meses, que estava na cadeirinha do carro da mãe, de 29 anos, também assassinada. Os dois saiam de uma igreja.

Os crimes foram cometidos quase simultaneamente, às 22h30 do sábado, por  seis homens que ocupavam três  veículos. Segundo informações da secretaria de Estado de Segurança,  várias armas diferentes foram utilizadas pelo assasssinos: uma carabina, uma nove meilimetros, uma ponto 40 e  outra 380 .
Houve assassinatos em pelo menos quatro ruas diferentes do bairro.  Em um bar na rua Helena Calcerari, três pessoas foram baleadas e morreram no local; em outro bar, na rua Cláudia da Cruz, duas pessoas foram assasasinadas e outra foi baleada e encaminhada ao hospital. Na Jorge Luiz Frigan, outra pessoa foi morta dentro de um carro. Oito viaturas do Siate foram acionadas para atender as vítimas.
De acordo com o delegado Hamilton da Paz, da Delegacia de Homicídios, já está descartada a hipótese de que o crime tenha sido motivado por um possível toque de recolher não obedecido. “Este crime bárbaro foi resultado de uma guerra que está acontecendo no local entre traficantes e não tem nada a ver com o toque de recolher”, avisou o delegado. De acordo co a polícia, a chacina foi uma vigança pelo assassinato do sobrinho de um dos traficantes que atuam na região. As pessoas mortas não tinham nenhuma ligação com o tráfico de drogas.
A Polícia confirmou a identidade das vítimas como sendo Everaldo dos Santos Silva, 25, Moisés Pereira Silva, 28, Marcos Aurélio Mateus de Lima, 17 anos, Jancarlo da Silva, 20, Jéferson Carvalho da Silva, 25 anos, Nilza Ribeiro dos Santos, 29, Valdir Francisco Santos, 19, e Mateus Alves da Silva, 5 meses.
Os nomes dos dois feridos não serão divulgados por motivo de segurança. Eles serão ouvidos pela polícia assim que se recuperarem. A polícia já coletou diversas informações no local que vão auxiliar nas investigações e também recolheu projéteis e cartuchos que serão enviados para perícia no Instituto de Criminalística.

Original em: http://www.bemparana.com.br

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Ligar Nardoni a crime macula imagem de Isabella, diz escritor

O estreante autor Paulo Roberto Papandreu, 53 anos, que escreveu o livro Isabella, e pagou a publicação da edição por não ter uma editora, afirma que a imagem da menina de 5 anos, que morreu ao cair da janela do edifício London, em São Paulo, em 2008, está maculada pela tese de que o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, a mataram. Em seu livro, o médico gaúcho afirma que a menina foi vítima de acidente doméstico. A 1ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, proibiu a venda da publicação e mandou apreender todos os exemplares.
A possibilidade de acidente doméstico passou a ser defendido pela defesa do casal, que aguarda o julgamento na prisão. Até então, a tese defendida era que uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e jogado a Isabella pela janela. No último domingo, o advogado Roberto Podval disse, em entrevista ao Fantástico, que a menina poderia ter se assustado ao acordar e ver que estava sozinha. Ela teria então cortado a rede de proteção da janela e caído na tentativa de encontrar alguém da família.
A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, disse que entrou, nesta semana, com um processo que pede indenização por danos morais para tirar o livro de circulação. Papandreu afirmou que se a Justiça achar que a tese defendida por ele macular a imagem de Isabela, acatará o que for determinado. “Acho que mais maculada está agora, porque a maioria das pessoas acha que quem matou a menina foram o pai e a madrasta.”
Isabella foi encontrada ferida, no dia 29 de março de 2008, no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. Na época, a polícia de São Paulo descartou a possibilidade de acidente na morte de Isabella. Segundo o delegado Calixto Calil Filho, sangue encontrado no quarto e um buraco na tela de proteção de uma janela reforçam as suspeitas da polícia de homicídio.

Confira a entrevista com o médico Papandreu, o autor do livro Isabella:

Morando no Rio Grande do Sul, como surgiu o interesse de escrever sobre o caso de uma morte de criança de São Paulo?

Sou médico, clínico geral, e trabalhei muitos anos em São Luiz Gonzaga, no interior do Rio Grande do Sul. Como lá não havia legista, era nomeado seguidamente pelo juiz para fazer laudos. E c caso da morte da Isabella me chamou atenção como a toda a população. Primeiro, vi o assunto como ocular e cheguei a achar que o casal era culpado. Aí passei a ver como médico – como técnico – e vi as discrepâncias entre os fatos.
Como passei 30 anos trabalhando em pronto-socorro, sei como as pessoas morrem e como elas vivem. O que nós estamos tratando nesse caso da Isabella – são ferimentos (vários). E achei que esse era o meu quadrado, o quadrado dos médicos, pois estamos tratando de ferimentos, comportamento humano, sofrimento e morte. A rotina básica médica trata desses quatro tópicos.

Como foi a sua entrada no caso?

Fui a São Paulo e a Brasília e comecei avaliar os fatos. Como cheguei a uma conclusão totalmente oposta à da polícia e da justiça de São Paulo, comecei a conversar com os advogados de defesa da época.
Vi que a esganadura era uma estranha no ninho. A descrição dos peritos em São Paulo é muito boa, mas o problema é a conclusão – que é equivocada. O casal é inocente, e a esganadura (que teria sido encontrada no pescoço da menina, conforme o laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo) não existiu. Com isso, sugeri que os advogados de defesa contratassem algum perito para verificar se os laudos oficiais estavam corretos. Sugeri o nome do (George) Sanguinetti – que é uma expressão nacional em questão de investigação detetive médico. (Sanguinetti descartou que Isabella tenha sido esganada e disse que o motivo da morte foi traumatismo craniano).
Eu o conheci em São Paulo. Antes disso, conhecia o seu trabalho – do caso do PC Farias (coordenador do esquema de corrupção que levou ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor e que morreu em 1996. PC e a namorada, Suzana Marcolino da Silva, foram assassinados em sua casa de praia, em Guaxuma, litoral norte de Maceió, em Alagoas). A polícia chegou a declarar que Paulo César havia sido morto pela namorada, que em seguida se suicidou). Na época, todo mundo estava dizendo que o crime era passional – homicídio seguido de suicídio. E ele chegou e disse que era duplo homicídio. Aí me lembrei dele e sugeri ao (Marco Polo) Levorin (advogado que se retirou do caso e não quis se pronunciar sobre o caso) que contratasse o Sanguinetti para que ele verificasse os laudos.

Que subsídios usou para comprovar a sua tese?

Todos os tipos de materiais. Sou uma das pessoas que mais conhece essa questão no Brasil. Estive no apartamento uma vez (sem explicar como teve acesso ao local). Fiz uma vistoria no local dois ou três meses depois do evento. Todas as cópias de laudos periciais estão em meu poder. E, com isso, fui formando um juízo. Esse é um assunto que ninguém gosta de se meter. De alguma foram teve uma força estranha que me impeliu a entrar nesse assunto, mas não estou me referendo a algo sobrenatural.

Como o senhor se define? Quem é o Paulo Roberto Papandreu, o médico que pesquisou a morte da menina Isabella e estréia como autor de livro?

É a tese, é o livro. O seu Paulo Roberto não existe ou só existe porque tem o livro. Autores novatos não têm que receber evidência, notoriedade, sem que antes seja verificado o valor do trabalho deles. Não é momento da evidência do autor, mas do trabalho.

O livro Isabella foi publicado em junho deste ano no Rio Grande do Sul, mas agora terá uma versão nacional e mudará de nome. Já definiu o novo título?

Estou com dúvida sobre o novo nome. A primeira edição saiu como Isabella, até porque a atriz principal é a Isabella. Estou em dúvida para essa segunda edição. Mas certamente o título vai ser mudado. Tenho duas possibilidades: Caso Isabella: verdade nova ou Como surge uma verdade nova, porque foi uma saga para construir a nova verdade. O livro tem um pouco de bastidores e não tudo, porque se eu colocasse, faria um livro de 1 mil páginas. Há muitas coisas que são impublicáveis. Mas a ideia não é criar sensacionalismo, mas chegar e resolver a questão.

O que o senhor espera dessa segunda edição? Terá mudanças em relação à primeira?

A primeira edição saiu meio intempestiva, saiu urgente, por dois motivos: primeiro porque o casal está preso e acho que eles (Nardoni e Ana Carolina Jatobá) são inocentes. E segundo, antes de sair o livro, fiz uns 30 bonecos (termo que designar o modelo para confecção do livro) e levei para uma série de pessoas. Tive a informação de que a tese estaria sendo copiada em São Paulo. E aí saiu um livro com uma série de deficiências. Procurei várias editoras, mas nenhuma quis publicar porque tiveram receio de se meter no assunto. Por isso, fiz por conta própria. Espero que a segunda edição seja compatível com o brilhantismo da tese.

A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, diz que entrou nesta semana com um processo que pede indenização por danos morais para tirar de circulação o livro Isabella. O senhor já foi notificado?

Não recebi nenhuma notificação, mas se acham que a tese nova macula a imagem de Isabella, vou acatar o que a Justiça determinar. Acho que mais maculada está agora, porque a maioria das pessoas acha que quem matou a menina foram o pai e a madrasta.

Entre os argumentos da ação, está o de que a foto que estampa a primeira edição do livro não teve uso autorizado pela família.

Não tenho autorização. Tenho autorização tácita (informal) do Antonio Nardoni, avô da Isabella. Essa é uma foto que tirei da internet, é de domínio público. Além do mais, a foto da Isabella saiu em todos os jornais e revistas, e a imagem dela saiu em todas as emissoras de televisão.
Se eu não posso usar isso porque macula a imagem da Isabella, então os advogados não podem usar a tese como defesa. Se o acidente doméstico macula, então também não pode ser usado.

Já havia escrito outros livros anteriormente?

Nunca tinha lançado outros livros. Esse é meu batismo de fogo. O que eu estou trazendo é uma bomba midiática. Não me preocupei com o que ia causar, mas busquei sempre a verdade, como técnico, pois sou científico.

Pretende escrever novos livros no segmento “detetive médico”?

Estou gostando e me fascina a idéia de ser o precursor no Brasil, com o Sanguinetti, do chamado (segmento de) investigadores médicos no Brasil, coisa que é comum nos países de primeiro mundo. Aqui, a população aceita como verdade o que dizem os órgãos oficiais. Nos Estados Unidos, é comum ter os detetives médicos. É possível que eu invista nesta área.

Diante dessa nova tese, o senhor tem recebido críticas ou apoio?

Tenho recebido uma enormidade de críticas no Orkut e nos jornais de Santa Maria, mas avalio como normais, até porque eu sou um técnico. Essas pessoas que estão criticando reagem como torcedores. O que eu estou fazendo é trabalho técnico e científico. Certamente vai ter o bônus e o ônus.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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