Corpo de empresário chegará na madrugada

Crime no Pará: Perito piauiense foi morto a tiros em Belém. Velório será na Pax União.

O corpo do empresário piauiense e perito federal Francisco Antônio Freitas de Souza, morto em Belém/PA na última madrugada, já deixou a capital paraense e está a caminho de Teresina. A previsão da chegada é para 4h30min da manhã de sexta-feira.

A Associação dos Peritos Criminais do Piauí conversa com a família para que o corpo faça uma breve parada na sede da superintendência da Polícia Federal no Estado após a chegada. O velório será na funerária Pax União (avenida Miguel Rosa, Sul). O sepultamento está confirmado para o cemitério Jardim da Ressurreição nesta sexta, em horário a ser definido – provavelmente à tarde.

Segundo a Polícia Federal no Pará, o corpo deixou Belém por volta de 17h20min em um furgão da empresa Amador Duarte, a mesma contratada para o embalsamento. Dois peritos criminais da PF acompanham o veículo.

Duas filhas de Francisco Antônio Freitas de Souza foram até Belém do Pará, mas já retornaram a Teresina em voo fretado.

Ex-presidente da Associação Industrial do Piauí, Francisco Antônio Freitas de Souza sofreu uma emboscada preparada por três adolescentes, que a atraíram para o local onde três criminosos, identificados como Babá, Luan, e Alaor, usaram a arma do perito criminal para disparar sete tiros contra o mesmo.

O crime aconteceu na Passagem Leal Martins, esquina com o Canal do Pirajá, no bairro Sacramenta, por volta de 1h da manhã. Os bandidos abordaram seu veículo, uma Frontier, cabine dupla, de placa NIW-3730 e anunciaram o assalto.

As investigações dão conta de que os bandidos não sabiam que o piauiense trabalhava na Polícia Federal, e só descobriram isso no momento do crime. As três adolescentes prestaram depoimento na tarde de hoje, mas os detalhes estão sendo mantidos sob sigilo pela polícia.

Original em: http://www.cidadeverde.com

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Moscas ajudam a desvendar crimes

A entomologia forense auxilia investigações policiais a partir da análise de insetos e de larvas colhidos na cena do crime ou nos corpos das vítimas

Elas são presenças constantes nas áreas urbanas e rurais do mundo todo e costumam causar nojo nas pessoas, por causa das doenças que podem espalhar e dos ambientes onde se proliferam – latas de lixo, esgoto e aterros sanitários. No entanto, as moscas, insetos pertencentes à ordem diptera (que significa duas asas), são também protagonistas de disputas judiciais e investigações de casos criminais, ajudando a desvendar mistérios que intrigam até mesmo os mais experientes policiais. De animais irritantes e repulsivos, elas passaram a ser peças fundamentais para explicar em que circunstância uma pessoa morreu ou se houve ou não maus-tratos a uma criança graças a uma técnica que parece retirada da ficção, mas é muito real: a entomologia forense.

Apesar de ser ainda pouco conhecida por grande parte dos brasileiros, essa ciência conta com renomados especialistas no país, que trabalham em parceria com as polícias civis de vários estados. No laboratório onde esses cientistas trabalham, não há nenhum animal “fofinho”. Sob a lente dos microscópios, nas câmaras climáticas (freezers e estufas) e nas gavetas, estão muitos insetos, principalmente as moscas, e larvas. No espaço de pesquisa, chama a atenção também o cheiro desagradável de carne em estado de decomposição, que serve para alimentar os bichos, e de naftalina, que conserva os exemplares do acervo.

“É um trabalho minucioso. Desde 2003, já atuamos em cerca de 30 casos e obtivemos êxito em mais de 70% deles. Muitos ainda correm em segredo de Justiça”, conta o professor José Roberto Pujol Luz, responsável pelo Núcleo de Entomologia Urbana e Forense da Universidade de Brasília (UnB). Entre as investigações mencionadas, está o assassinato da adolescente brasiliense Isabela Tainara, em maio de 2007. O corpo da jovem foi encontrado dias depois de seu desaparecimento em um matagal, fator que, na época, trouxe muitas dúvidas aos investigadores.

Em casos como esse, o especialista explica que o trabalho consiste em cruzar informações, como o laudo pericial e fotografias, com a análise dos insetos achados no local e de larvas que tenham sido depositadas no cadáver (veja quadro). “As moscas pousam no corpo em decomposição e depositam os ovos, de onde eclodem as larvas que vão se alimentar daquela matéria orgânica e, posteriormente, com a camada externa endurecida, vão se transformar em um casulo. Por fim, temos as moscas adultas”, resume o professor.

Para chegar à conclusão de quando uma morte ocorreu, os pesquisadores também utilizam corpos de porcos e outros animais. O intuito é conhecer as espécies que colonizam aquele cadáver, como elas se dispersam depois da alimentação, entre outros aspectos, e assim fazer os cálculos. “Nos Estados Unidos, é permitido o uso de corpos humanos para esse tipo de experimento. Porém, aqui no Brasil ainda há uma barreira cultural. No momento, dedico-me à discussão sobre o uso de restos de cadáveres que não sejam mais utilizados pelas faculdades de medicina”, afirma Pujol.
Barra de cereal

Nem todos os casos, porém, estão relacionados a mortes violentas. O pesquisador conta que já usou a entomologia para ajudar a solucionar um episódio no mínimo inusitado. “Uma criança encontrou uma larva dentro de uma barra de cereal de marca famosa. A partir da biologia do inseto e vistoria nos galpões da empresa, o juiz pode concluir que ele havia se desenvolvido dentro do pacote. A família da criança ganhou a ação”, lembra.

A equipe da UnB conta com um verdadeiro banco de dados repleto de informações sobre o tempo e o modo de vida das larvas. Atualmente, 15 pessoas trabalham no laboratório, entre professores, peritos da Polícia Civil e alunos de graduação e pós-graduação. A estudante Karine Barros, 25 anos, é uma das responsáveis pela observação e coleta de dados das moscas desde a fase do ovo até a idade adulta, no laboratório da UnB. “Dormi aqui durante duas semanas e me dediquei à pesquisa que contribuiu para a elaboração do banco de dados atual. Cheguei a ficar acordada durante 24 horas, acompanhando as fases de desenvolvimento das moscas, pois cada minuto é fundamental”, diz. Já o trabalho desenvolvido pela aluna de doutorado Cecília Kosmann, 25, tem várias etapas. A primeira delas consiste em analisar o impacto da urbanização no habitat da família Calliphoridae. “Nossa atuação pode trazer várias respostas à sociedade. Por isso a considero tão fascinante”, afirma.

Em Rio Claro (SP), no campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), profissionais e alunos também se dedicam à essa ciência, buscando aprimorar a arte de obter respostas com o auxílio da fauna cadavérica. Exemplo disso é um estudo publicado recentemente, liderado pelo professor do Instituto de Biociências Cláudio Von Zuben e por Arício Linhares, um dos primeiros entomologistas forenses do Brasil, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa mostrou que determinadas substâncias químicas, como o medicamento comercialmente conhecido como Buscopan, podem interferir no desenvolvimento normal das larvas. “A alteração pode levar à conclusão errada sobre a hora da morte”, observa Zuben.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Um IML de primeiro mundo para um índice de violência de terceiro

Cabral olha assustado para a balança de pesar vísceras, na sala de necropsia do novo IML / Foto: Marco Antônio Teixeira - O Globo

Crime Scene Investigation (CSI), a famosa série americana sobre medicina forense, perde. Com tecnologia de primeiro mundo diante de estatísticas de mortes violentas de terceiro, o novo Instituto Médico-Legal do Estado do Rio de Janeiro, inaugurado na segunda-feira passada, depois de tantas idas e vindas, promete servir de modelo para as polícias técnicas de todo o país e até do exterior. Depois que o IML de Manhattan viveu sua pior crise, ao receber praticamente de uma vez só quase 3 mil corpos de vítimas da explosão do World Trader Center, em 11 de setembro de 2001, a experiência acumulada com a tragédia acabou servindo até para inspirar modelos de medicina forense em outros lugares do mundo. O Estado do Rio foi um desses.

Por viver em torno da morte, o IML foi um serviço de tal forma abandonado pelo poder público no Rio que o governador Sérgio Cabral passou a chamá-lo de “casa dos horrores”. Depois de enviar pessoal para Nova York, a Polícia Técnica do Rio – órgão científico da Polícia Civil – conseguiu montar um projeto que reuniu no novo IML tecnologia de ponta em medicina forense, com laboratórios e equipamentos de última geração e uma novidade: um sistema de purificação de gases para eliminação dos odores que durante seis décadas infestou a vizinhança do antigo IML, na Rua Mem de Sá, no Centro do Rio. O coordenador-executivo do Programa Delegacia Legal, Cesar Campos, acrescenta que o projeto do IML do Rio teve o cuidado de humanizar o atendimento aos parentes de vítimas da violência, que ali precisam ir na tentativa de reconhecer os corpos. O diretor do IML, o médico-legista Frank Perlini, explica que os parentes de vítimas não vão precisar mais entrar numa área tenebrosa, com corpos espalhados por todo canto, para se submeter ao macabro ritual de identificação do corpo de uma pessoa querida.

– Agora as pessoas poderão ir a uma sala onde, através de um vidro, poderão ver o corpo que será levado na maca por um funcionário, distante de uma das câmeras frigoríficas onde ficam os corpos – explica Perlini, que não tem dúvida de que os cerca de 250 médicos-legistas e seus auxiliares já estão capacitados para usar a nova tecnologia disponível no prédio numa área de 4 mil e 800 metros quadrados, onde funcionava o antigo depósito do Detran, em São Cristóvão, vizinho à Leopoldina, Zona Norte do Rio.

Além da humanização, o projeto do novo IML pode contribuir bastante para melhorar o trabalho de perícia criminal, como o exame do cadáver, que revela informações preciosas e produz provas técnicas essenciais ao trabalho de investigação da Polícia Civil. O diretor do Departamento de Polícia Técnica, delegado Marcus Neves – que comandou a ofensiva contra as milícias e, em última análise, evitou que mais corpos chegassem ao IML – observa que, além da perícia do local do crime, o trabalho dos médicos legistas que historicamente comprovam a máxima de que os cadáveres também falam. Os corpos de vítimas da violência guardam vestígios que revelam não só o tipo de violência como até mesmo os prováveis autores do crime.

Para enfrentar o desafio de operar e manter a higiene e a qualidade do serviço diante de uma média de seis mil homicídios dolosos por ano, no estado, o diretor do IML, Frank Perlini, garante que já mudou pelo menos uma rotina de trabalho dos funcionários. Os exames de necropsia serão feitos durante 24 horas por dia e a capacidade será de 40 corpos por dia, 22 a mais do que a média de corpos de vítimas de assassinatos no Estado do Rio. Há pouco tempo os trabalhos eram encerrados religiosamente às 20h por falta de condições até mesmo de iluminação. Os legistas deixavam o IML justamente quando a noite chegava e com ela a mulher de capuz e foice, como a morte é representada icnograficamente através dos tempos.

Com salas de necropsia bem equipadas com mesas para exame detalhado de órgãos do corpo humano, câmeras, computadores e até mesmo equipamento para embalsamar corpos, inédito no estado, o novo IML pretende se tornar também um centro de difusão de conhecimento científico no campo da medicina forense, que utiliza os ensinamentos técnicos e científicos da medicina para o esclarecimento de fatos de interesse da Justiça. O diretor do IML, Frank Perlini, lembra que há planos para se fazer ali o Museu de Medicina Legal, do Rio. Já está pronto o espaço para uma biblioteca que terá 3 mil 500 volumes raros, a serem transferidos do antigo prédio; e um auditório, onde estudantes de medicina e peritos poderão assistir num telão, ao vivo, o trabalho de legistas, transmitido por câmeras instaladas nas três salas de necropsia.

Na ala reservada para os exames de corpo de delito – onde as pessoas buscam comprovar que foram vítimas de violência – há duas placas: a do prédio novo e a do antigo, com a data de inauguração em 1949 – destacando a distância de 60 anos entre um e outro. Vidros espelhados, o prédio de três andares e um subsolo se destaca na paisagem da Leopoldina, uma antiga estação ferroviária, onde funciona hoje o ponto final das novas vans que vêm de outros municípios da Região Metropolitana do Rio. Dentro do projeto de humanização, o projeto previu um estacionamento com 200 vagas e até uma capela ecumênica, onde se lê o “Pai Nosso”, a oração em que Jesus Cristo terminou dizendo “livrai-nos do mal”. Amém.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Sangue no carro de suspeito

Triplo homicídio da 113 Sul está próximo de ser desvendado

Com dois suspeitos presos a polícia busca provas concretas que aponte ligação deles com o triplo homicídio da 113 Sul. São análises de materiais genéticos encontrados no veículo usado por eles, quebra de sigilo telefônico e buscas nas residências dos dois, tudo em busca de elementos que confirmem a denúncia anônima de que eles estiveram na prédio dos Villela na noite do dia 28 de agosto, dia do crime.

A polícia continua em busca do terceiro suspeito, mas ainda é preciso identificá-lo. Investigadores têm apenas o apelido do homem e estão empenhados em encontrá-lo. Ele faria parte do grupo de clonagem de veículos do principal suspeito de envolvimento no triplo assassinato da 113 Sul.
Damião foi preso após uma denúncia anônima que o ligava ao crime. O carro do suspeito foi apreendido, um Astra preto placa JSP6222-DF. No interior do veículo a polícia encontrou material genético que foi encaminhado para o Instituto de Criminalística (IC), onde será submetido à perícia. Dentre os materiais encontrados havia sangue, que será submetido a exame de DNA pelo Instituto de Identificação (II).
O resultado desse exame pode ser decisivo para o desfecho do crime que vitimou o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, 73 anos, sua esposa Maria Villela, 69, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58. Eles foram assassinados com 73 facadas no interior do Apartamento 601/602 do Bloco C da 113 Sul. Nenhum deles reagiu aos inúmeros golpes.
O crime ocorreu na noite do dia 28 de agosto, mas os corpos só foram encontrados três dias depois, na noite do dia 31 de agosto. Como os corpos estavam em avançado estado de decomposição, a perícia perdeu muitos elementos.
Outro elemento chave para elucidar o caso, ou definir a participação do acusado no crime, é a quebra do sigilo telefônico de Damião, que já foi solicitada à Justiça. Com isso será possível saber se o acusado esteve de fato na 113 Sul na noite do crime. Os dois suspeitos presos são ex-integrantes do Comando Vermelho, uma facção criminosa. O envolvimento foi confirmado pela companheira de Damião, uma servidora pública que já prestou depoimento na 1ª DP pelo menos três vezes.

PRISÃO TEMPORÁRIA

No último sábado, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dos dois suspeitos e solicitou à Justiça um mandado de prisão temporária de cinco dias para os dois. O prazo vence hoje, por isso ontem mesmo a delegada-chefe da 1ª DP, Martha Vargas, entrou com pedido de renovação da prisão temporária deles. Desta vez foram pedidos 30 dias de prisão para os dois suspeitos.
O principal laudo do Instituto de Criminalística (IC), que vai apontar a dinâmica do crime, chega às mãos dos investigadores, hoje. A expectativa é de que o resultado, aliado a outros elementos obtidos durante a investigação, possa ajudar a desvendar o mistério que cerca o do triplo homicídio que chocou Brasília.

MAIS DEPOIMENTOS

Ontem, cerca de dez pessoas prestaram depoimento na 1ª DP, dentre eles o perito da Polícia Federal, que é namorado de Carolina, neta do casal Villela. Ele já esteve na delegacia pelo menos três vezes. A namorada de Augusto Villela, filho do casal assassinado, também era aguardada para depor; seria a terceira vez que a moça comparece à delegacia e o segundo depoimento dela.
Durante mandado de busca e apreensão na casa dos dois suspeitos no último sábado a polícia encontrou uma lista com nomes de pessoas ligadas a cooperativas de transporte e também um histórico sobre a rotina delas. Ao que tudo indica seriam pessoas marcadas para morrer. Duas dessas pessoas foram ouvidas na noite da última terça-feira e relataram à delegada que foram vítimas de uma tentativa de latrocínio. Pessoas ligadas à cooperativa também prestaram depoimento na tarde de ontem.
A expectativa dos investigadores é de que o crime seja elucidado nos próximos dias.

Original em: http://www.tribunadobrasil.com.br

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