Polícia diz que pane na Central foi causada por ação criminosa

Investigação continua para descobrir os culpados.
Laudo da perícia afirma que os danos foram intencionais.

A polícia afirmou nesta sexta (9) que a paralisação dos ramais da Central do Brasil, na tarde de quinta-feira (8), foi causada por uma ação criminosa: um ato de vandalismo ou uma sabotagem.

Horas depois da confusão na Central, peritos do Instituto de Criminalística foram até o local onde teria acontecido a ação de vandalismo e encontraram, às margens dos trilhos, pedras usadas no calçamento de ruas, que teria sido jogada pelos vândalos. O objetivo seria danificar o equipamento que faz a ligação elétrica dos trens.

A polícia se baseia no laudo dos peritos para afirmar que os criminosos teriam jogado as pedras do alto do viaduto que dá acesso ao Túnel Santa Bárbara. As pedras teriam sido arremessadas em direção ao trem que tinha acabado de sair da manutenção e seguia em direção à Central do Brasil. O laudo da perícia afirma que os danos foram intencionais.O delegado Eduardo Freitas, da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados, contou que as investigações vão continuar. “Estamos fazendo o trabalho de polícia em campo para tentar identificar o grupo que praticou essa ação e, identificando o grupo, a gente identifica motivação, seja ela qual for”.

Para o governador Sérgio Cabral, quem está por trás da ação criminosa são baderneiros e pessoas com interesses políticos. “Estamos identificando gente envolvida com esse tipo de articulação. Isso é de uma enorme responsabilidade e não é assim que se faz política. Isso é um a forma de terrorismo”.

Na Central do Brasil, nesta sexta-feira, o movimento foi tranqüilo e a segurança foi reforçada porque muitos passageiros ficaram assustados com o tumulto de quinta-feira (8).

Estações ficaram fechadas nesta manhã

Na manhã desta sexta-feira, mais problemas para os passageiros dos trens da SuperVia. Não houve tumulto, mas, novamente, os usuários foram prejudicados pelo serviço. Entre Bangu e Santa Cruz, 11 estações foram fechadas por pelo menos dez minutos. O motivo, segundo a SuperVia foi um problema elétrico no ramal Santa Cruz. As estações foram fechadas por medidas de segurança.

O fechamento causou reflexos em Deodoro, de onde os trens também saíram com atraso. A situação nos ramais só foi normalizada às 10h.

A Secretaria Estadual de Transportes informou que o governo está investindo na compra de novos trens para melhorar o serviço.

Relembre a confusão de quinta

Por volta das 16h de quinta (8), o tráfego de trens foi paralisado em todos os ramais. Por 40 minutos, os trens não puderam partir da Central. Segundo a SuperVia, um objeto caiu na rede elétrica, no momento em que um trem chegava à Central, e provocou uma queda de energia.

Muita gente ficou revoltada, e a polícia foi chamada para conter os passageiros. Ainda de acordo com a SuperVia, a confusão começou na hora da devolução do dinheiro das passagens. Como era hora da volta para casa, mais pessoas chegavam à Central e eram impedidas de entrar.

Policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a população. Houve corre-corre. Cinco pessoas tiveram ferimentos leves. A direção de operações da SuperVia alegou que foi seguido um plano de contingência.

Original em: http://g1.globo.com

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Policiais aprendem a usar insetos para fazer investigações

Mais do que meros elementos figurativos numa cena de crime, os insetos podem ser fundamentais para a elucidação de complexas investigações. É com esse propósito que policiais civis das sete delegacias seccionais subordinadas ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 4 de Bauru participam, desde ontem, de um curso que os capacitará em utilizar esses organismos como peças de investigação.

O curso, ministrado por peritos criminais da Academia de Polícia, ocorre no próprio Deinter, no Núcleo de Ensino da Polícia Civil, sob coordenação do delegado Luís Henrique Fernandes Casarini. Bauru, destaca o policial, é a primeira cidade no Interior do País a abrigar o curso, aplicado, então, apenas em São Paulo. A próxima localidade a acomodar as aulas é Campinas.

Denominado “Entomologia Forense”, o curso, de acordo com peritos, visa aproximar conhecimentos acadêmicos com a praticidade do meio policial. “É uma área nova”, reconhece o delegado Licurgo Costa, chefe do Deinter, ao destacar que as técnicas são ideais para policiais que atuam, principalmente, em casos de homicídio.

“Fizemos questão da participação destes policiais, em virtude do tirocínio que já possuem”, destaca. Participam das aulas representantes das seccionais de Assis, Bauru, Jaú, Lins, Marília, Ourinhos e Tupã.

As técnicas transmitidas no curso, frisa o delegado Casarini, não dispensarão o trabalho dos peritos, mas serão importante instrumento para o andamento de investigações, ressalva : “O objetivo é agregar conhecimento, aumentando ainda mais a capacidade de investigação do policial”, pontua.

Com uma carga de oito horas/aula, o curso é aplicado a 40 policiais com duas turmas de 20, cada uma com atividades em três dias. Nesta semana, a primeira turma teve ontem suas primeiras atividades teóricas, ministradas pelos peritos Edilson Nakaza e Claudemir Rodrigues Dias Filho.

Insetos ‘falam’

Basicamente tida como a ciência que estuda os insetos, a entomologia, enfatiza Dias Filho, durante muitos anos esteve afastada das investigações policiais, restrita apenas a estudos no meio acadêmico. Apesar de ser uma novidade no meio policial brasileiro, as técnicas têm registros, até mesmo seculares, na Europa, Estados Unidos e Ásia.

“Um Juiz de Instrução (espécie de mescla entre magistrado e investigador) chamado Sun Tzu (homônimo ao autor de ‘A Arte da Guerra’), na China, investigava um assassinato cometido numa plantação de arroz. Sem saber quem era o autor, recolheu todas as foices dos camponeses e as expôs ao ar livre. Vestígios invisíveis de sangue que estavam no instrumento usado no crime atraíram moscas. Com isso, o autor foi identificado”, exemplifica.

“Buscamos maior aproximação dos meios acadêmico e policial”, sintetiza o perito criminal Edilson Nakaza. Larvas e insetos também contribuem na elucidação de outros crimes, como tráfico de drogas. “Tijolos de maconha contêm pedaços de solo e insetos que ocorrem apenas em determinadas regiões. Com base nesses vestígios é possível saber a origem da droga”, exemplifica.

Na prática

Além das aulas teóricas, os policiais, cuja primeira turma é capacitada até amanhã, com a segunda turma de participantes com atividades marcadas para a semana que vem, também integrarão iniciativas práticas ministradas por Patrícia Thyssen, professora da Unicamp considerada uma das maiores autoridades em entomologia forense no País. Na ocasião, os alunos observarão “modelos” animais, com carcaças expostas ao ambiente e respectivas colonizações de insetos.

“A idade da larva nos determina a estimativa de IPM (Intervalo Pós Morte)”, detalha o perito Dias Filho, relacionando características dos parasitas encontrados nos corpos em decomposição diretamente ao tempo de morte para, conseqüentemente, chegar a conclusões de crimes.

Para o delegado Casarini, não há empecilho para que os conhecimentos adquiridos no curso sejam colocados em prática imediatamente: “Visamos o aumento nos índices de elucidação”, acentua. O curso é promovido e custeado por meio de parceria entre Programa Nacional de Segurança Cidadã (Pronasci), da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, e Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, através da Academia de Polícia.

Original em: http://www.jcnet.com.br

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Polícia Civil de Bauru aprende a desvendar crimes com ajuda de insetos

Entomologia forense é ensinada aos policiais paulistas; região de Bauru é a primeira a ser treinada no Interior

A cena de um crime contém muitos elementos que podem ajudar a contar a história de uma ocorrência e, muitas vezes, mostrar seus reais culpados. Até um inseto pode ajudar a elucidar um crime.

É isso o que, pela primeira vez,  a Polícia Civil do Estado  vai usar. A chamada entomologia forense está começando a ser ensinada aos policiais paulistas e, no Interior, a região de Bauru é a primeira a ser treinada.

A entomologia forense é uma ciência aplicada que tenta determinar a data  e até causas de morte de seres humanos através dos insetos que colonizam o cadáver. Vinte policiais da área do Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4), cuja sede fica em Bauru, são treinados de quinta até sábado.

O delegado Licurgo Nunes Costa, diretor do Deinter-4, explica que participam  policias diretamente ligados à investigação de homicídios. “Eles se tornarão multiplicadores dessa nova técnica. Nosso serviço de inteligência vai ser aprimorado numa área de quase dois milhões de habitantes”, diz. Segundo ele,  a Polícia Civil da região vai passar a observar com mais cuidado a cena de um crime.

‘São provas mais valiosas‘

O coordenador do curso de entomologia forense, o perito criminal Edilson Nakaza, afirma que as informações coletadas com os insetos têm valor de prova numa investigação criminal. “São provas na maioria das vezes mais valiosas do que depoimentos, já que são evidências científicas”, conta.

Nesta sexta-feira os policiais civis de Bauru e região vão ter aulas com a maior autoridade em entomologia do país, a bióloga da Unicamp, Patricia Jacqueline Thyssen, e no sábado  executarão parte práticas de coleta e análise de insetos e larvas em uma chácara da Polícia Civil. No dia-a-dia, esse material será enviado para análise em centros de estudos  da Unicamp (Universidade de Campinas) e  Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Rio Claro.

O trabalho é um convênio entre a Secretaria de Segurança Pública e o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) por meio da Academia de Polícia do Estado. Segundo o delegado coordenador do núcleo  de ensino do Deinter-4, Luís Henrique Casarini,  estão previstos 13 cursos, inclusive  DNA forense e identificação veicular.

Aplicações são amplas

As aplicações da entomologia forense também são  variadas.  Além de determinar o período de tempo entre a morte e o descobrimento do cadáver com a análise de larvas e insetos, a técnica também pode  ajudar no combate ao tráfico de drogas.

A maconha, por exemplo, contém vários fragmentos de insetos e de solo. Com a sua identificação é possível descobrir a origem da droga, já que determinados insetos só existem em algumas áreas, como na Bolívia ou Nordeste.

Em crimes ambientais, o conteúdo do estômago dos insetos mortos também pode ser estudado para descobrir os agrotóxicos ou substâncias químicas presentes na região.

Em mortes difíceis de encontrar a causa, Edilson Nakaza também explica que os insetos podem auxiliar. “Moscas próximas do cadáver podem, por exemplo,  ser recolhidas para procurar vestígios de cocaína e pólvora nelas”, explica.

As moscas são, muitas vezes, as primeiras a estar no local de um homicídio. Elas preferem um cadáver úmido para as larvas se alimentarem. Já os besouros são geralmente encontrados nos cadáveres quando  se encontram mais decompostos.

Capitão é salvo da prisão por larvas

Edilson Nakaza lembra um caso célebre na Hungria que tirou um capitão da Marinha da prisão. Nos anos 90, ele foi incriminado por supostamente ter matado um passageiro de seu barco.

O militar chegou a ser condenado à prisão perpétua. Após oito anos de cadeia, o caso foi reaberto e foram analisados os vestígios do crime, entre eles as larvas que estavam no cadáver. Foi provado que a vítima foi morta um dia antes do capitão estar no barco.

Original em: http://www.redebomdia.com.br

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MPT abre seleção com 104 vagas para procurador

Iniciativa da Escola da Magistratura, ‘Projeto DNA’ garante reconhecimento de paternidade


Geneticista Luiz Antônio e juíza Fátima Pirauá reunidos com consultor (centro) do Prêmio Innovare

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) está na 2ª fase de avaliação do VI Prêmio Innovare. Concorrendo com o “Projeto DNA” na categoria Tribunal, a coordenadora de Projetos Especiais da Escola Superior da Magistratura (Esmal), juíza Maria de Fátima Pirauá, recebeu o consultor da premiação, Rafael Cavalcanti, para uma entrevista, que também contou com a presença do geneticista Luiz Antônio Ferreira, coordenador do Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que mantém convênio com a Corte estadual.

O “Projeto DNA” do TJ/AL oferece exames para reconhecimento de paternidade gratuitamente, agilizando diversos processos da Vara de Família e garantindo a milhares de crianças direitos legais como pensão alimentícia. “Durante viagens de trabalho, comentava com magistrados de outros Estados sobre o projeto e todos ficavam surpresos e interessados. Percebi que era uma prática diferenciada e que atendia aos critérios do prêmio. É uma iniciativa de grande relevância social e que recebe todo o apoio da desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, presidente do Tribunal e diretora da Esmal”, explicou Pirauá.

Com o tema “Justiça rápida e eficaz”, a edição teve recorde de inscrições, recebendo mais de 700 trabalhos de todo o Brasil. O prêmio visa identificar práticas que garantam a ordem social, onde os direitos e liberdades das pessoas possam ser plenamente realizados a partir de uma justiça que solucione os conflitos de forma ágil e com qualidade. Além de troféus e placas de menção honrosas, será entregue o prêmio de R$ 50 mil aos vencedores do primeiro lugar, em cada categoria – Tribunal, juiz individual, Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia.

Após a entrevista, o consultor fará um relatório detalhado sobre o projeto do TJ/AL, que será encaminhado à Comissão Julgadora. De acordo com Rafael Cavalcanti, o mesmo procedimento será realizado por ele em Pernambuco, que concorre com 21 trabalhos, na Paraíba, com sete trabalhos, em Sergipe, com um trabalho, e no Piauí, com dois. Em Alagoas, também concorrem dois trabalhos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

“Este ano os critérios são eficiência, celeridade, qualidade, criatividade, exportabilidade (a prática deve poder ser aplicada em outros lugares), satisfação do usuário, alcance social e desburocratização. Cerca de 400 trabalhos estão na segunda fase”, esclareceu o consultor após a sabatina com a juíza Fátima Pirauá. A premiação será realizada em dezembro, no Rio de Janeiro, e ainda não tem data definida.

O Projeto DNA

O “Projeto DNA” faz parte de uma série de projetos especiais da Esmal e existe desde 2004. Atualmente, por meio de um convênio com o Laboratório de DNA Forense da Ufal, realiza cerca de 750 exames por ano, sendo aproximadamente 500 durante os Mutirões da Cidadania, evento que congrega diversas ações sociais e percorre praticamente todo o Interior alagoano. A inciativa itinerante permite que pessoas sem condições financeiras de arcar com a vinda a Capital possam realizar o exame, que oferece resultado em 45 dias. O reconhecimento paterno garante direitos às crianças e contribui para a formação de sua personalidade.

Original em: http://www.correiodopovo-al.com.br



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Sejusp abre inscrição para processo seletivo da Politec

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) abre, na próxima terça (13), as inscrições para o processo seletivo simplificado da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para o preenchimento de 76 vagas em Cuiabá e no interior do Estado. A contratação é por tempo determinado e para a formação de cadastro de reserva, conforme disposto em edital publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do Estado.

As vagas são para os cargos de Perito Oficial Criminal (25 vagas), Perito Oficial Médico Legista (01 vaga), Técnico em Necropsia (07 vagas), Técnico de Desenvolvimento Econômico e Social (05 vagas) e Agente de Desenvolvimento Econômico e Social (38 vagas), sendo o cargo com maior número de vagas. A inscrição é gratuita e a entrega dos documentos para as vagas serão efetivadas somente até o dia 15 de outubro.

Para exercer o cargo de Perito Oficial Criminal e Perito Médico Legista, o candidato deve ter curso superior, conforme edital. Os interessados em concorrer a uma vaga para Agente de Desenvolvimento Econômico e Social e Técnico de Desenvolvimento Econômico e Social devem apresentar o diploma de nível médio. Os candidatos que optarem pelo cargo de Técnico em Necropsia devem apresentar o certificado de Curso Técnico de Enfermagem, além do diploma de nível médio.

As inscrições podem ser realizadas nas unidades na Politec em Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso e Barra do Garças.

O edital completo pode ser conferido no site http://www.iomat.mt.gov.br/do/navegadorhtml/?edi_id=2421

Original em: http://www.circuitomt.com.br

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Pesquisa realizada por peritos aponta principais gargalos

Pesquisa realizada por uma equipe de peritos criminais do Instituto de Criminalística de Palmas, nos meses de janeiro a agosto deste ano, nos atendimentos de perícias com vítimas fatais ou lesionadas envolvidas em acidentes de trânsito em Palmas, buscou encontrar os pontos críticos e as principais causas dos acidentes na capital.

Os dados da pesquisa apontam para diversos locais onde ocorreram mais de um acidente no prazo máximo de 90 dias e identificou, nesses locais, os motivos que contribuem para o alto índice de acidentes, como falhas ou deficiência na sinalização.

A conclusão da pesquisa aponta que a maior parte dos acidentes se deve a imprudência, negligencia e imperícia dos condutores, principalmente devido às velocidades excessivas, mas que há também o agravamento por sinalizações inexistentes ou ainda, inadequadas.

Os peritos ainda disponibilizaram no estudo, sugestões que foram entregues à Secretaria de Segurança Pública para a divulgação e desenvolvimento de ações que possibilitem uma redução nos índices de acidentes no trânsito da capital.

De acordo com o chefe de gabinete da ATTM – Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Manoel Messias, a pesquisa realizada pela equipe de peritos é muito válida, mas há alguns pontos que divergem da pesquisa realizada pela própria agencia e outros que devem ser destacados.

Como por exemplo, Manoel comenta a sugestão para a implantação de rotatórias na Avenida Teotônio Segurado que, segundo os peritos, embora também haja acidentes, os mesmos são de pequena proporção. Para o órgão, a sugestão seria inviável, visto que acidentes continuariam acontecendo. Em contrapartida, a ATTM pretende implantar a fiscalização eletrônica nos semáforos onde a mesma não existe e colocar em funcionamento as que já estão instaladas.

Sinalização semafórica intermitente é um perigo, diz estudo

Outro ponto em destaque na pesquisa é a sinalização semafórica. A pesquisa realizada pelos peritos afirma que no período noturno, após os semáforos ficarem em funcionamento intermitente (alerta na cor amarela), há uma grande quantidade de acidentes, às vezes de proporções acentuadas, o que contradiz a opinião de Manoel. Segundo ele, entre meia-noite e cinco da manhã, período no qual os semáforos estão em funcionamento intermitente, a ocorrência de acidentes não é maior que nos períodos das 17 às 22h, onde os mesmos estão em funcionamento normal. A justificativa para a suspensão do funcionamento normal dos semáforos, segundo o órgão é para que o condutor, ao transitar pela via de madrugada, não seja forçado a desrespeitar a sinalização, ultrapassando o semáforo fechado por não haver movimento. Manoel faz questão de ressaltar que o motivo dos semáforos não funcionarem nesse período não é o consumo de energia, conforme apontado na pesquisa. No entanto, um dos peritos responsáveis pela pesquisa, Ezequias Freire, contesta a alegação da ATTM. Segundo ele, somente no cruzamento da Av. Teotônio com a LO-03, cruzamento no qual ocorreu um acidente com vitima fatal na ultima semana, há aproximadamente 2 anos, em um período de 30 dias, em execução intermitente, houve dois acidentes gravíssimos com vitimas fatais no local.

Os peritos ainda sugeriram a implantação de sonorizadores próximos às faixas de pedestres. A solução para as faixas (que não são respeitadas na capital), apontada pela ATTM é a intensificação da fiscalização nos principais locais de travessia de pedestres.

Já na duplicação da Avenida Teotônio Segurado, nas proximidades da ULBRA, bem como em outros pontos da cidade, a equipe de peritos detectou falha na sinalização. Neste local especificamente, Manoel Messias contestou, alegando que acidentes no trecho não são comuns e quando acontecem, é devido ao desrespeito ao limite de velocidade. Segundo ele, no local existe sinalização horizontal e vertical, e se for respeitada a velocidade da via, não há dificuldade, mesmo com a curva acentuada. Mas Manoel também não nega que o local requer mudança de forma definitiva e comenta que faltam recursos para que essas mudanças ocorram (no caso, a duplicação da via, conforme projeto original).

Sobre a aplicação da Lei Seca, os peritos ressaltaram que a mesma deveria ser fiscalizada com mais rigor, já que os bares da capital apresentam boa freqüência noturna e seus estacionamentos ficam “abarrotados” de carros e motos, o que indica que seus condutores estejam ingerindo bebidas alcoólicas. A ATTM apresenta a ressalva de que o órgão serve apenas de apoio a Policia Militar, que é a responsável pela fiscalização, uma vez que dirigir embriagado é considerado crime.

Manoel, no entanto, enfatiza que a ATTM está à disposição e aberta a críticas e sugestões no sentido de trazer melhorias ao trânsito da capital e declara que o órgão está observando e acompanhando as sugestões encaminhadas pela equipe do Instituto de Criminalística, mas ressalta que os recursos são limitados para que sejam implantadas todas as ações.

Estatísticas são ilusórias, diz perito

Para a equipe de peritos, há ações que podem ser realizadas sem custos, como ressaltou mais uma vez o perito Ezequias, quanto a questão dos semáforos intermitentes. “A questão dos acidentes é algo muito sério em Palmas e as estatísticas apresentadas não condizem com a realidade”, explica. Segundo Ezequias, os dados apresentados pela ATTM que apontam para 26 vitimas fatais em acidentes de trânsito na capital este ano é “ilusório”, já que em apenas três acidentes ocorridos nos últimos meses morreram 10 pessoas. “A população precisa se conscientizar, os órgãos competentes precisam fazer alguma coisa e as estatísticas precisam ser centralizadas para que seja apresentada a situação real que se encontra o transito em Palmas”, sugere Ezequias.

O perito ainda informa que a Associação dos Peritos do Tocantins está desenvolvendo um trabalho que, em breve, irá auxiliar a sociedade palmense tanto nessa questão como também no que envolve acidentes domésticos, roubos e uso de drogas na capital.

Original em: http://www.ogirassol.com.br

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Crime na 113 Sul: Dois suspeitos têm prisões prorrogadas

1ª Delegacia (Asa Sul): duas equipes de agentes viajaram à capital goiana com um mandado de prisão, mas voltaram ao DF sem ter detido ninguém - (Paulo de Araujo/CB/D.A Press )

1ª Delegacia (Asa Sul): duas equipes de agentes viajaram à capital goiana com um mandado de prisão, mas voltaram ao DF sem ter detido ninguém

As investigações do triplo homicídio ocorrido há pouco mais de um mês na 113 Sul ultrapassaram os limites do Distrito Federal. Duas equipes da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, passaram o dia de ontem em Goiânia (GO) em diligências para levantar mais informações sobre as mortes do casal de advogados José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho Mendes Villela, 69; e da principal empregada deles, Francisca Nascimento da Silva, 58. Também ontem, a polícia conseguiu na Justiça a prorrogação, por mais 30 dias, da prisão temporária(1) dos dois principais suspeitos de envolvimento no crime, identificados como D. e A.

A extensão do prazo é baseada em crimes cometidos anteriormente pelos dois, mas também em indícios da participação deles no caso Villela. Além de ter rastreado uma ligação telefônica feita por D. na 113 Sul em 28 de agosto — quando ocorreram os brutais assassinatos —, a polícia ouviu uma testemunha que afirma ter visto D., A. e uma terceira pessoa conversando em um ponto de ônibus na 513 Sul na noite do crime. Os investigadores também encontraram vestígios de sangue no Astra apreendido com D. na semana passada. O veículo era roubado. O material biológico passa por perícia para saber se pertencia a alguma das três vítimas do triplo homicídio. O resultado pode sair hoje.

Agora, a polícia está atrás de um terceiro suspeito, que teria sido o responsável por limpar a cena do crime, o apartamento 601/601 do Bloco C da 113 Sul. Os corpos só foram encontrados em 31 de agosto, ou seja, houve tempo para uma faxina intensa. Quando a polícia chegou ao local, havia pouco sangue — apesar de os três terem levado 73 facadas ao todo — e praticamente não restavam impressões digitais nítidas, nem mesmo de quem ali morava. Segundo peritos que estiveram no imóvel, apenas uma pessoa com conhecimentos técnicos teria condições de eliminar tão bem os rastros, trabalho que não poderia ser realizado utilizando, por exemplo, apenas materiais comuns de limpeza, como álcool, detergente ou sabão. A falta de vestígios é o maior obstáculo às investigações. Já se passaram 40 dias da descobertas dos corpos e até agora os laudos não foram concluídos.

Avanço

Ontem, a Justiça concedeu um terceiro mandado de prisão contra um suspeito de envolvimento no caso, mas até as 21h ninguém havia sido detido. No início da noite, as duas equipes de investigadores voltaram de Goiânia sem ter efetuado qualquer prisão. No entanto, de acordo com uma fonte da polícia, as diligências representaram um grande avanço nas investigações.

Os suspeitos D. e A. permanecerão presos pelo menos nos próximos 30 dias. O Tribunal do Júri de Brasília aceitou ontem o pedido de prorrogação das duas prisões. D., que segundo a polícia seria um matador de aluguel, está detido desde a terça-feira da semana passada. Ele teria dirigido o carro usado na fuga dos assassinos. A. foi preso no último sábado, e sua restrição de liberdade venceria ontem. Contra ele pesa a suspeita de ser o responsável pelos golpes de faca dados contra as três vítimas. Os dois são primos e integrariam, segundo a polícia, o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo.

A polícia acredita que D. faz parte de um grupo de extermínio com ações voltadas para a Região Nordeste. Ele mora no Riacho Fundo com a mulher e a filha dela. Em conversa com o Correio, a companheira dele admitiu que D. esteve no Plano Piloto no mesmo dia das mortes. Mas negou que ele tenha qualquer participação na tragédia.

1- Crueldade

Em geral, a prisão temporária vale por cinco dias, prazo prorrogável por igual período. No caso de crimes hediondos, pode se estender até 30 dias, com renovação por mais um mês. A Lei Federal nº 8.072/90 considera hediondos: homicídio cometido por grupos de extermínio, homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro e na forma qualificada, estupro, epidemia com resultado morte, falsificação ou alteração de produto destinado a fins medicinais e genocídio.

Últimas movimentações

Martha Vargas - (Cadu Gomes/CB/D.A Press)

Martha Vargas

Terça-feira, 29 de setembro

A polícia faz a primeira prisão por conta do triplo homicídio registrado na 113 Sul em 28 de agosto. Um homem identificado como D. e acusado de ser um matador de aluguel acaba detido com um Astra roubado. O suspeito esteve na quadra dos Villela no dia dos assassinatos, o que foi comprovado a partir da quebra de sigilo telefônico das pessoas que receberam ou originaram chamadas de aparelho celular feitas na área. No carro onde D. estava, foi coletado material biológico que seguiu para análise.

Quarta-feira, 30 de setembro

A Justiça local autoriza a quebra dos sigilos telefônicos de parte dos familiares do casal de advogados José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho Mendes Villela, 69. A lista de chamadas recebidas e discadas pelas vítimas já estava em poder da polícia desde segunda-feira.

Quinta-feira, 1º de outubro

A descoberta dos corpos das três vítimas da 113 Sul completa 30 dias sem que a polícia tenha reunido provas suficientes para apontar os responsáveis pelos crimes. Detalhes dificultam a investigação. As câmeras de segurança do prédio não gravam. Também só se encontraram fragmentos de impressões digitais diferentes das dos moradores do local.

Sexta-feira, 2 de outubro

Os investigadores responsáveis pelo caso ganham mais 30 dias para concluir o inquérito responsável pela apuração do triplo homicídio. Haviam pedido dois meses, mas o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios entendeu que mais um mês é suficiente para encaminhar as linhas de investigação do caso: crime por encomenda e latrocínio (roubo com morte).

Sábado, 3 de outubro

Investigadores efetuam a segunda prisão no caso. Trata-se de um homem identificado como A., que seria amigo do suposto matador de aluguel D. e estaria com ele nas imediações da 113 Sul no dia do crime. Suspeita-se que D. tenha dirigido o carro até o local do crime e A tenha esfaqueado as três vítimas. Após conseguir um mandado judicial de busca e apreensão, os policiais liderados pela delegada Martha Vargas fazem uma busca na residência do acusado, no Riacho Fundo. Apreendem diversos objetos pessoais.

Domingo, 4 de outubro

A polícia apura se o suposto matador de aluguel D. telefonou, no dia dos assassinatos, para um homem que, no passado, teve um namoro com alguém da família Villela e, por isso, tinha uma relação conturbada com duas das vítimas.

Terça-feira, 6 de fevereiro

Policiais encontram na casa do suspeito A. uma lista com nomes de pessoas que seriam assassinadas por um grupo de extermínio. Eles vão à casa de uma dessas possíveis vítimas e lá prendem um pedreiro. Nada encontram, porém, que o ligue às mortes dos Villela e da principal empregada do casal. O rapaz é solto horas depois.

1ª DP tem dia de calmaria

Com a delegada Martha Vargas em Goiânia, a quinta-feira foi pouco movimentada na delegacia da Asa Sul. Não houve depoimentos durante o dia. Apenas o namorado da neta do casal Villela, Carolina, compareceu novamente à unidade policial por volta das 16h20. Eduardo Lacerda — que é policial federal e, em 31 de agosto, acompanhava a namorada na porta da casa dos avós dela quando um chaveiro abriu o imóvel onde os corpos estavam — não prestou novo depoimento. Ele saiu do carro com um bloco de folhas de papel e voltou sem o documento. Como de costume, não falou com os jornalistas.

Na noite de quarta-feira, no entanto, alguns depoimentos se estenderam até a madrugada. Augusto Villela, filho do casal assassinado, e a neta Carolina chegaram à unidade policial por volta das 22h e só saíram às 2h10. O namorado dela, Eduardo Lacerda, também havia comparecido ao local, mas saiu mais cedo, às 23h20. Nenhum deles quis dar entrevistas.

A chefe da 1ª DP encerrou os trabalhos por volta das 2h30. Disse que apenas Eduardo e Carolina prestaram novos esclarecimentos. Augusto apenas acompanhou a sobrinha, comentou a delegada. “O depoimento deles ajuda e muito nas investigações. Alguns fatos ocorreram depois do depoimento anterior e têm certas coisas que não haviam sido ditas. Precisávamos esclarecer algumas delas”, explicou Martha Vargas.

Embora o laudo do Instituto de Criminalística (IC) não tenha sido concluído, a delegada confirmou que o criminoso limpou o apartamento 601/602 do Bloco C da 113 Sul após o triplo homicídio. Para ela, os assassinatos foram planejados e executados por um matador experiente. “Não acredito que exista crime perfeito. Mas, se eu fosse o assassino, eu estaria bastante preocupado porque sou muito insistente”, afirmou.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Operação apreende 14 computadores

Aparelhos vão ser levados para perícia no Instituto de Criminalística. Delegado diz que jogos eram fraudados.

Uma lan house localizada na Travessa Nobre, nº 2850, em Paulista, teve 14 computadores apreendidos, ontem, como resultado de mais uma etapa da operação nacional conhecida como Novelo. A ação policial em Pernambuco foi conduzida pela Delegacia de Paulista, a pedido da 1ª Vara Criminal de Sorocaba, em São Paulo, na tentativa de combater jogos virtuais e fraudulentos em 12 estados do país. No município, três pessoas foram detidas como suspeitas de formação de quadrilha, estelionato e crimes contra a economia popular. Todas prestaram declarações e foram liberadas em seguida por não haver mandados de prisão.

Segundo o delegado David Medeiros, os computadores apreendidos serão levados para o Instituto de Criminalística para perícia. De acordo com ele, a casa de jogos virtuais funcionava ilegalmente e pertence ao comerciante Ademilson Mendes de Oliveira. Ele supostamente integra as quadrilhas que vinham sendo investigadas no país há um ano e começaram a ser desbaratadas esta semana. “A lan house não tinha nem nome,que é uma forma de não chamar a atenção. As pessoas faziam suas apostas e sempre perdiam, porque os jogos eram fraudados”, declarou David.

No total, de acordo com o delegado, 362 pontos são investigados no Brasil inteiro, sendo cinco deles no Nordeste. Além de Paulista, em Pernambuco, as quadrilhas atuavam na Bahia, Ceará, Alagoas, Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “No país inteiro, foram deflagradas 39 prisões temporárias. Para Paulista, nos mandaram uma carta precatória com mandados de busca e apreensão. As três pessoas detidas serão ouvidas e depois liberadas. Mas vamos continuar as investigações”, declarou o delegado.

Os jogos de azar virtuais foram criados para driblar a legislação. As apostas em rede e a movimentação financeira são controladas de São Paulo, principalmente. Elas foram criadas por antigos donos de máquinas caça-níqueis e casas de bingo, nos Estados Unidos, e chegaram a movimentar R$ 60 milhões no último ano. Em Pernambuco, os prejuízos para os apostadores ainda são desconhecidos. Antes de prestar depoimento ao delegado, Ademilson disse que preferia não falar com a imprensa. Estava nervoso, com as mãos trêmulas, e assegurou não saber de nada do que estava acontecendo. Para ele, as máquinas podem ter sido manipuladas sem que soubesse. “Eu não sei nem ler”, assegurou.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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