Operação apreende 14 computadores

Aparelhos vão ser levados para perícia no Instituto de Criminalística. Delegado diz que jogos eram fraudados.

Uma lan house localizada na Travessa Nobre, nº 2850, em Paulista, teve 14 computadores apreendidos, ontem, como resultado de mais uma etapa da operação nacional conhecida como Novelo. A ação policial em Pernambuco foi conduzida pela Delegacia de Paulista, a pedido da 1ª Vara Criminal de Sorocaba, em São Paulo, na tentativa de combater jogos virtuais e fraudulentos em 12 estados do país. No município, três pessoas foram detidas como suspeitas de formação de quadrilha, estelionato e crimes contra a economia popular. Todas prestaram declarações e foram liberadas em seguida por não haver mandados de prisão.

Segundo o delegado David Medeiros, os computadores apreendidos serão levados para o Instituto de Criminalística para perícia. De acordo com ele, a casa de jogos virtuais funcionava ilegalmente e pertence ao comerciante Ademilson Mendes de Oliveira. Ele supostamente integra as quadrilhas que vinham sendo investigadas no país há um ano e começaram a ser desbaratadas esta semana. “A lan house não tinha nem nome,que é uma forma de não chamar a atenção. As pessoas faziam suas apostas e sempre perdiam, porque os jogos eram fraudados”, declarou David.

No total, de acordo com o delegado, 362 pontos são investigados no Brasil inteiro, sendo cinco deles no Nordeste. Além de Paulista, em Pernambuco, as quadrilhas atuavam na Bahia, Ceará, Alagoas, Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “No país inteiro, foram deflagradas 39 prisões temporárias. Para Paulista, nos mandaram uma carta precatória com mandados de busca e apreensão. As três pessoas detidas serão ouvidas e depois liberadas. Mas vamos continuar as investigações”, declarou o delegado.

Os jogos de azar virtuais foram criados para driblar a legislação. As apostas em rede e a movimentação financeira são controladas de São Paulo, principalmente. Elas foram criadas por antigos donos de máquinas caça-níqueis e casas de bingo, nos Estados Unidos, e chegaram a movimentar R$ 60 milhões no último ano. Em Pernambuco, os prejuízos para os apostadores ainda são desconhecidos. Antes de prestar depoimento ao delegado, Ademilson disse que preferia não falar com a imprensa. Estava nervoso, com as mãos trêmulas, e assegurou não saber de nada do que estava acontecendo. Para ele, as máquinas podem ter sido manipuladas sem que soubesse. “Eu não sei nem ler”, assegurou.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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