A Policia descobriu que o jovem que matou o piauiense Perito Criminal Federal, capitão Freitas em Belém (PA) tem 18 anos, e que, quando era menor (16 anos) matou um homem para roubar. Mauro José da Cruz é filho de pais separados. Morava com o pai e as vezes dormia com a mãe. O pai é entregador de jornal. A Policia descobriu também, que o crime foi planejado. Mauro combinou tudo com as amigas Tainara, Rainara e Pacuda e os amigos Luan do Morro e Cezar Neto. As meninas levaram Freitas para o famoso ‘cheiro do queijo’. O crime foi de latrocínio. Os matadores levaram um notebook e uma pistola Glock 40 da vítima.
“Eu não criei meu filho para isso. É claro que eu não sou conivente com o crime que ele praticou. Isso me deixa muito triste porque apesar de tudo é filho”, disse aos prantos José Maria, pai de Mauro José da Cruz Cruz, o “Zé Carneiro”, 18 anos, principal acusado de ter efetuados os oito disparos que mataram. o Capitão Freitas. Uma testemunha, de 17 anos, foi levada à Seccional da Sacramenta para prestar depoimento. Segundo ela, o policial foi atraído para o canal da Pirajá pelas garotas onde seria assaltado. “Elas são garotas de programa e atraíram a vítima. Elas entraram em contato com os assaltantes e eles já estavam à espera do carro, mas não sabiam que ele era policial”, contou.
Ele conta que estava dentro da casa dele quando ouviu os disparos que vinham do canal da Pirajá. Ao correr para janela viu “Zé Carneiro”, “Luan do Morro”, “Babá” e as garotas Rainara, Tainara e “Pacuda” fugindo do local onde o perito foi alvejado. Segundo ele, os acusados haviam planejado a “casinha” através de Tainara. Os assaltantes ainda atiraram contra o policial com a própria arma dele, uma “Ponto 40” que foi localizada no quintal de uma residência próximo ao local do crime. Segundo a testemunha, isso é comum entre aqueles criminosos. As meninas são responsáveis por fazer a “casinha” para atrair as vítimas até o canal, onde posteriormente são abordadas pelos assaltantes. Para disfarçar, as garotas fingem que são vítimas.
CERCO FECHADO
O crime chocou amigos e colegas de Francisco. Desde que ficaram sabendo do latrocínio, ainda na madrugada do dia do crime, vários policiais federais, civis e militares saíram à procura dos criminosos. Após a coleta de informações no local do crime, eles descobriram que o autor dos disparos teria sido um homem identificado como “Zé Carneiro”. Ainda na tarde de ontem, muitos nem haviam tomado sequer o café da manhã, mas os policiais intensificaram as buscas pelo trio próximo ao local do crime. Os agentes entraram em algumas casas, onde os criminosos poderiam estar escondidos, mas não conseguiram prendê-los. As três garotas que estiveram com a vítima foram detidas ainda na madrugada e encaminhadas para a Superintendência da Polícia Federal. Com a identificação de pessoas que estariam ligadas aos criminosos, os policiais começaram a levá-los para a seccional para colher informações sobre o paradeiro dos bandidos.
NA CASA DO PAI DO ACUSADO
O primeiro local procurado foi a casa do pai de “Zé Carneiro”. Lá, a polícia descobriu que o genitor dele teria entrado em contado por telefone celular com o filho várias vezes naquela madrugada. após negar, José Maria voltou atrás e disse que o filho não contou nada sobre o assassinato. “Ele só disse que ia dormir na casa da namorada e que era para eu avisar à mãe dele, já que ela só tem celular e ele não tinha crédito pra ligar pra ela”, contou. “Eu não posso ser penalizado por uma coisa que meu filho fez. Sou trabalhador e não sabia que ele estava agindo errado. Já sou separado da mãe do Mauro há mais de 10 anos e não tinha muito contato com meu filho, a não ser quando ele me ligava dizendo que precisava de algo. Várias vezes eu pedi para ele ir morar comigo, mas ele não queria”, acrescentou chorando o pai do garoto.
OPERAÇÃO DA PF COM PM E CIVIL
Para encontrar os criminosos, a Polícia Federal contou com o apoio das Polícias Civil e Militar. “Com a divulgação de fotos deles na imprensa temos certeza que as pessoas vão denunciar e logo, logo eles serão presos”, afirmou o tenente Nonato, da Seccional da Sacramenta. Pai manteve contato com acusado 5 vezes. Segundo informações levantadas pelos policiais militares do 1° BPM, comandados pelo tenente-coronel S. Machado, o assassinato foi planejado por mulheres que moram às proximidades do local onde a vítima foi morta. De posse das informações dadas pela testemunha de 17 anos, uma operação coordenada pelo tenente-coronel S. Machado e tenente Nonato, da Polícia Militar, foi montada para cercar a casa do principal suspeito que mora na passagem São Sebastião, na Sacramenta e já possui passagens pela polícia quando era menor de idade. Ao chegarem lá, a residência do acusado estava vazia. Mas, logo chegou ao local, o pai de Zé Carneiro, o distribuidor de jornais, José Maria Cruz.
CRIMINOSO TEVE CONTATOS COM O PAI
Após interrogarem José Maria, o tenente-coronel S. Machado recebeu a informação da irmã de Zé Carneiro, que o pai havia mantido contato com o criminoso logo após o crime. Ao investigar o celular de José, foi descoberto que o acusado ligou várias vezes para o pai. A primeira ligação aconteceu às 1h34, poucos minutos após o policial ser executado. Outros contatos foram mantidos às 6h47, 8h28, 8h59 e o último foi às 10h47. Mesmo comprovando, os vários contatos existentes entre eles, José Maria ainda negou ter falado com o filho e que só soube do crime pela manhã, quando familiares o avisaram. Pai e filha foram conduzidos para a Seccional da Sacramenta para prestarem depoimento. A Polícia Militar e os agentes da Polícia Federal continuaram as buscas dos acusados mas, até o fechamento desta edição, os outros envolvidos não haviam sido presos.
Original em: http://180graus.brasilportais.com.br/
