Identificadas vítimas de queda de andaime em Niterói

Rio – Foram identificados como Pablo Pádua de Lima, 26 anos, e Ivonaldo dos Santos Santana, 28, os dois operários mortos na queda de um andaime, na tarde desta terça-feira, em Niterói, Região metropolitana do Rio. Eles eram operárioa de uma cosntrutora e estavam no equipamento, que desabou de uma altura de cerca de 15 metros.

Outros quatro operários ficaram feridos e foram levados para o Hospital Azevedo Lima. Um deles, identificado apenas como Antonio, sofreu lesões no pulmão, tórax e crânio e foi direto para o centro cirúrgico, em estado gravíssimo. Ainda não há inmformações sobre o estado de saúde de Robson Santos Souza, 26 anos, e Antonio Sérgio da Costa, 45. Já Madijer Ailson de Almeida Silva, 19, sofreu um corte no calcanhar, foi atendido e já liberado.

Em nota a cosntrutora Gafisa, dona do empreendimento, lamentou o acidente e disse que as causas estão sendo apuradas. Segue a íntegra da nota da empresa:

“A Gafisa se solidariza às famílias e lamenta o ocorrido aos seis prestadores de serviços da empresa Pingon, que trabalhavam na desmontagem de uma grua em um canteiro de obra na rua Nossa Senhora Auxiliadora, 25 – A, no bairro de Santa Rosa, em Niterói, Rio de Janeiro. O desmonte da grua aconteceu por volta das 13h e todos foram prontamente socorridos, sendo que dois não resistiram. As causas do evento ainda estão sendo apuradas.”

Original em: http://odia.terra.com.br

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Liminar é suspensa e Segurança faz teste psicotécnico de concurso público

A avaliação psicológica para os aprovados no teste de capacidade física do concurso público para a Secretaria da Segurança e Defesa Social ocorreu no domingo (25). Uma liminar concedida pelo juiz da Vara da Fazenda de Campina Grande, Antônio Rudimacir, impedia a realização da prova, mas foi suspensa a pedido da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB) no dia anterior a realização do teste.

Os candidatos foram convocados para avaliação psicológica na sexta-feira (23) e no mesmo dia a PGE tomou conhecimento da liminar. O procurador do Estado, José Edísio Souto, entrou com recurso junto ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), desembargador Luiz Sílvio Ramalho, pedindo a suspensão da medida em primeira instância, o que foi acatado pelo juiz João Batista Barbosa, no exercício da jurisdição plantonista.

Para preencher 909 cargos efetivos, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) o resultado final das etapas anteriores e a convocação para o exame psicotécnico contemplava os cargos de Delegado de Polícia, Perito Oficial Criminal, Perito Oficial Médico-Legal, Perito Oficial Odonto-Legal, Perito Oficial Químico-Legal, Agente de Investigação, Escrivão de Polícia (nível superior). O concurso vai preencher ainda 253 vagas de Papiloscopista, Técnico em Perícia, Necrotomista e Motorista Policial, totalizando 1.162 vagas.

As provas foram realizadas em João Pessoa e Campina grande e o resultado provisório da avaliação psicológica está previsto para o próximo dia 17 de novembro. A publicação será feita no Diário Oficial do Estado e também haverá a divulgação dos aprovados na Internet pelo endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/pcpb2008.

Original em: http://www.clickpb.com.br

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VEJA:2º DIA DO JULGAMENTO DE NILSIN, CASO TALLYNE

CONTINUAÇÃO DA COBERTURA 180GRAUS EM TEMPO REAL: Veja todos detalhes, fotos e vídeos

Após 17 horas acompanhando o julgamento de Nilson Feitosa, acusado de matar a estudante Tallyne Teles, realizado por toda a segunda-feira, recomeça às 9h desta terça-feira (27/10) a cobertura do 180graus em tempo real direto da 9ª Vara Criminal. Neste segundo dia, mais testemunhas de acusação, além de algumas das testemunhas colocadas pela defesa.

O próprio acusado, Nilsin, pode ser que preste seu depoimento nesta terça, já que não falou nada na segunda-feira, só acompanhou. Familiares de Tallyne foram os primeiros a chegar à sede da Vara, localizada no Quartel da Polícia Militar, zona Sul de Teresina. O promotor Meton Filho também chegou cedo ao segundon dia de julgamento, assim como a juíza Valdênia Moura, que abre os trabalhos.

O JULGAMENTO
‘Nilsin, o Maníaco’, com base na sua defesa, apresentou o número máximo de testemunhas: oito pessoas. Da mesma forma a acusação fez: conseguiu oito testemunhas para que a Justiça condene o acusado. A expectativa é a de que o julgamento seja longo e pode chegar até a durar três dias. Hoje é o segundo dia. Nesta segunda parte depoimentos de novas testemmunhas, além da presença de peritos, testemunhas de acusação e defesa e o próprio Nilsin.

ENTENDA O CASO
Tallyne Teles de Araújo Pinheiro, jovem de 24 anos, estudante do curso de Medicina da Faculdade Novafapi, foi encontrada morta no município de Buriti dos Lopes, a cerca de 250km de Teresina, no início de março deste ano. Ela saiu de casa na noite do dia 6 de março (uma sexta-feira) e foi encontrada morta na manhã do dia seguinte. Seu carro, um Prisma, foi levado. Somente um mês depois a Polícia confirmou as suspeitas e foi à procura de Nilsin (o apelido era Nilsinho, mas leitores pedem que não se use mais a terminação ‘inho’, dada a pessoas tratadas com carinho. Como a Polícia o chama de maníaco, foi dado o apelido ‘Nilsin, o Maníaco’). Ele foi preso no Ceará, baleado e depois se recuperou, vindo somente em agosto para ser julgado no Piauí.

ACOMPANHE EM TEMPO REAL
O 180graus acompanha tudo direto da Vara Criminal. Confira a cobertura em tempo real

9h – A família de Tallyne Teles chegou cedo ao julgamento. Novamente com fotos da jovem, alguns ainda choram

9h21 – A movimentação na 9ª vara Criminal, situação no quartel geral da Policia Militar já é intensa na manhã desta terça-feira (27). Ainda não temos a presença de nenhuma das partes na corte. O momento é de aguarde.

9h42 – As partes ja começam a se colocar no tribunal, algumas revisões nos documentos estão sendo feitas. Até o momento ‘Nilsinho’ ainda não chegou.

9h46 – A audiência de instrução de um dos casos mais polêmicos de nosso estado, está sendo acompanhada por vários estudantes de Direito.

10h7 – Muita demora no retorno aos trabalhos na audiência de julgamento de Nilson Feitosa. As partes já estão presentes, mas ainda falta a presença da juíza Valdênia Marques. A presença de Nilson Feitosa ainda não foi confirmada.

10h38 – O julgamento teve seu inicio adiado pela falta de uma das testemunhas. Não há, no entando prazo para o retorno dos trabalhos.

10h50 – Neste momento, em cumprimento do mandado de depoimento expedido pela juíza Valdênia, policiais já se encaminharam para a casa da testemunha. Ela informou ao tribunal que não poderia vir, mas como não possui o direito de faltar com uma ordem judicial, ela será removida por policiais para que possa depor em juízo. Assim que a testemnha chegar ela, a audiência será retomada.

10h55 – Trata-se do caixa do supermercado que atndeu Tallyne minutos antes do crime. Segundo Merton, esta testemunha não tem nenhum interesse em faltar ao julgamento, por isso terá de ser removida por força policial. Esta seria a sexta testemunha a ser ouvida, em seguida será a vez dos peritos e por conseguinte, o depoimento de Nilson Feitosa. O ministério público acredita que o julgamento possa ter fim ainda hoje, mas que isso não é uma garantia.

11h10 – A testemunha acaba de chegar ao julgamento e são retomados os trabalhos com o seu depoimento. Trata-se de Leiliane Melo Lustosa. Ela é caixa do Carvalho Alternativo onde Tallyne teria passado antes do crime.

11h21 – Contou que no dia em que Tallyne teria passado no supermercado estava bem contente e que neste dia estava chovendo, o que deixava o estacionamento um local bastante escuro. Conta que atendeu Tallyne, e que tinha pouca gente na loja, e que a jovem chegou só no supermercado. Ela informou seu código de funcionária na loja (14997). Falou que queria receber o depoimento para confirmar de que a menina terá passado.

11h27 – E o julgamento para mais uma vez. A testemunha Leiliane se ausenta do julgamento para poder amamentar o seu bebê, pois ela está de resguardo. Ela foi para uma sala ao lado, enquanto isso, as partes espera pela volta do depoimento.

11h35 – A testemunha ainda não voltou ao tribunal. Ela não viu problemas em responder pelas perguntas na frente de Nilsinho.

11h46 – Merton Filho fez questão de oficializar em pedido do Ministério Público. Segundo ele, ontem (26) em conversa com o acusado Nilson Feitosa ficou sabendo que o mesmo está com problemas de saúde e que na penitenciária Major Cesar, ele não está recebendo a devida medicação de que precisa. Foi pedido então à administração da penitenciária, que fosse providênciada a compra da medicação , e que o acusado fosse encaminhado a um hospital para que fossem feitos exames clinicos.

11h58 – A testemunha retorna ao tribunal e seu interrogatório é retornado.

12h04 – Novamente a defesa pediu que as equipes de imprensa não fizessem imagens de Nilson Feitosa. Acontece que desta vez, foi pedido que as equipes se retirassem da sala de julgamento e que acompanhassem da “porta pra fora”. Mas a juíza negou o pedido, mas recomendou que não fossem feitas imagens do acusado.

12h05 – A testemunha reconheceu os cheques usados por Tallyne e que foram preenchidos com a sua letra.

12h19 – Ela conta que não reconhece o cupom apresentado pela defesa, pois, segundo ela, este tipo de documento não é normalmente usado nas compras. Afirma que somente ela pode operar o seu caixa, mas que este é aberto pela frente de loja. A defesa acusa que a compra foi feita à 17:55 e a testemunha afirma que atendeu a vítima próximo às 22h.

12h24 – Como a testemunha não conhece o tipo de documento apresentado pela acusação, o ministério público pediu que a testemunha indicasse o nome de alguém da administração do Comercial Carvalho, que pudesse “ler o documento” apresentado pela acusação. O documento trata-se de um cupom analítico, que resgistra as compras realizadas no caixa, e que foi cedido pelo gerente do supermercado.

12h35 – Termina o depoimento de Leiliane, caixa do supermercado e assim o fim da oitiva das testemunhas.

12h50 – Começam os depoimentos dos peritos que participaram do caso. O primeiro dele é James Gonçalves Lima.

12h52 – James é um dos peritos do exame de local de morte, considerada área externa considerada inidônea (não foi preservado), mas que não invalida a pericia. Quando chegou no local foi entregue o material de fixação fotográfica, que foi entregue pela autoridade policial da cidade. Que continha fotos da vítima, com a ausência de deslocamento da vitima após ser atingida. Quando ele chegou ao local do crime, o corpo já não estava mais no local.

12h57 – James confirmou que a autoridade policial da cidade permitiu a movimentação do cadáver. Isso só seria possível caso fosse uma tentativa de salvar ávida da vitima. Foi-lhe entregue arquivos digitais com imagens de celulares e maquinas fotográficas. E que não foi encontrada nenhuma arma de fogo próximo ao corpo. Afirma que o local foi ainda mais comprometido por que havia chovido por dois momentos.

13h11 – Neste momento o perito está sendo interrogado pelo Ministério Público sobre esclarecimentos tecnicos a respeito de termos usados pela perícia.

13h20 – O perito relata que a presença de pólvora e “chamuscamento”, indica que o tiro foi de uma pequena distância, mas não encostado. Foi identificado um disparo à distância, o que pode identificar. Em um dos disparos a bala entrou em um lado da cabeça e saiu no outro, e em um segundo tiro o projétil ficou alojado.

13h26 – A presença de gotas na mão indica que houve um segundo disparo, em cima de um primeiro ferimento, o que explica a expulsão de sangue. O primeiro tiro “transfixante” (que a bala não ficou alojada) foi dado com a moça ainda de pé, e assim a bala se perdeu, já que ,se este tivesse sido feito com a moça no chão, a bala estaria alojada no chão. O segundo foi praticado com o corpo ao chão. O que qualifica o tipo de morte violenta, causada por homicídio.

13h45 – Um fato acaba de irritar a família de Tallyne, um professor de direito da cidade, foi visto por familiares entregando bilhetes para os representantes da defesa de Nilson Feitosa, supostamente com perguntas a serem feitas para os peritos. O conteúdo do bilhete não é fato confirmado, mas mediante as suspeitas, os familiares procuraram imediatamente o representante do Ministério Publico, Merton Filho.

14h09 – O professor, que é conhecido dos familiares, esclareceu que era apenas uma pergunta direcionada à representante de defesa e não uma sugestão para os peritos.

14h10 – Nilsinho é retirado da sala de julgamento.

14h11 – Encerrado o depoimento do perito criminal James Gonçalves.

14h20 – Iniciado o depoimento do perito Wesley Sales Taumaturgo. Ele respondeu apenas 3 perguntas do Ministério Público e a nenhuma da defesa. Ele afirma que o projétil foi retirado do corpo apenas para ser custodiado, e elegou que na cadeia de custódia do projétil há a obrigação de que este seja preservado. respondeu ainda que a finalidade da perícia não é de reconhecer o autor do disparo,mas sim de indetificar as causas jurídicas da morte.

14h35- Juíza decretou pausa de uma hora! Ainda falta duas testemunhas e o acusado!

15h12- O pai de Tallyne Teles conversou com a equipe do 180graus e agradeceu aos governantes do Piauí por ter feito de tudo para trazer Nilson Feitosa para ser julgado no Piauí. “O governador que nos apoiou e fez questão de trazê-lo para ser julgado aqui”.

15h32- O pai de Tallyne Teles, Taleandro Teles, conversou com a equipe do 180graus e disse que é apenas mais um homem vagando. “Depois da morte de Tallyne, sou apenas mais um vagando no mundo, nada mais faz sentido. Espero que Nilson seja condenado a pena máxima”.

15h49- O julgamento está previsto para terminar às 21 horas. Faltam dois peritos e o acusado

15h50- Os advogados de defesa e de acusação chegam ao julgamento. Juíza se organiza para retomar.

15h54- A perita Eurides de Maria Lima Sousa é a próxima testemunha. O advogado de acusação pede que seja ouvido primeiro o Doutor Gerônimo.

15h55- Advogado de acusação- Na folha 366 do histórico do Exame está tipificado que o senhor recebeu o material. A recepção e o envio deste material preservou a cadeia de custódia? ”

Testemunha- Sim. Nele estão provas colhidas no IML e são encaminhados através de expediente oficial para nós.

Advogado de acusação- Pode ser adulterado o material?

Testemunha- De forma alguma!

Advogado de acusação- O Exame de micro comparação balística tem a finalidade de apontar uma autoria?

Testemunha- Ele teve como finalidade qual foi o cano da arma que expeliu aquele projétil. Não nos interessa quem disparou.

Advogado de acusação- Qual o elemento que possibilita essa individualização que possibilita averiguar a arma que expeliu o projétil?

Testemunha- As armas de fogo, os revólveres tem marcas que se chamam “raias” e quando o projétil é disparado deixa sua identidade, as linhas microscópicas.

16h08- O advogado de acusação continua interrogando o perito Gerônimo. “É impossível apontar outra arma, depois da perícia, com as microlinhas detectadas é reconhecida a identidade da arma. Não tem como errar”

16h09- Advogado de acusação- “É importante quem é o acusado na averiguação do perito?”

Testemunha- Não é importante, o trabalho é feinto independentemente de quem seja o acusado.

16h16- Advogado de defesa bate boca com Meton Filho. Em protesto a uma pergunta realizada pelo advogado de acusação, ele retira a pergunta

16h17- Advogado de acusação- Na descrição da arma, ele chega a proceder algum desmonte da arma, ou a preserva no estado que concedeu?

Testemunha- Quando a arma chega para colher o material, é feito vários disparos. para o exame. É fora de cogitação, não foi feito o desmonte.

16h40- O barraco ta feito no julgamento. Tudo porque o advogado de defesa perguntou o número de série da arma de Nilton Feitosa e o perito olhando para a arma respondeu 14.700. “A arma é antiga e não se bota no cano da arma a numeração. Até porque ela pode ser adulterada”. Foi o suficiente para o advogado de acusação levantar e questionar. “O perito não estuda cano de arma. O senhor ta preocupado com cano de arma?”. Todos riram no julgamento.

16h54- O advogado de defesa mostra a arma e um livro para ele.

16h57- Advogado de defesa- É importante o numero de série da arma examinada para o exame de micro comparação balistioca?

Testemunha-O que interessa é o interior da arma, o cano, assim como a numeração faz parte da identidade da arma.

Advogado de defesa- O senhor que fez o exame?

Testemunha- Nós mesmos que fazemos a perícia, não convém que seja mandado para outra pessoa

Advogado de defesa- O senhor pode me dizer se os cartuchos analisados eram originais?

Testemunha- Sim, eram originais

Advogado de defesa- Quantos tiros foram necessários para chegar a conclusão de exame?

Testemunha- Foram 6

Advogado de defesa- E porque foram necessários 6 tiros?

Testemunha- (risos) O perito que sabe quantos faz, não é recomendável que faça só um tiro, ele faz qunatos achar necessário.

Advogado de defesa- O que o senhor acaba de dizer, nos leva a crer que se for realizado um disparo ela vai ser falha?

Testemunha- Se pega um revólver, tecnicamente você tem que fazer 6 disparos porque ele tem um alinhamento entre cano e camera, cada vez que se faz um disparo ele é diferente. Eu mesmo as vezes faço o exame com 18 tiros.

17h04- O advogado de defesa erra o nome da testemunha e finaliza sua participação

17h12- É lido o testemunho do perito Gerônimo Silva Filho. ” Quando a perícia recebe os projéteis ela sabe sua origem? Depende da solicitação do exame, respondeu a testemunha ao advogado de acusação. Uma das armas foi descartada durante o exame, visto que não tinha contabilidade. O advogado de defesa perguntou se foi feito o exame na arma e ele disse que sim. As armas não estavam municiadas quando chegaram para o exame. O advogado de defesa quis saber se tinha número de série, ele disse que sim e que podia esclarecer. Quis saber se o número de série foi colocado pelos peritos e a testemunha disse que “não porque o número tem que vir na arma ou vir no relatório que não existe número de série”. Ele mostrou o local do número de série. Quis saber qual o motivo que o levou a achar aquele número, ele disse que é perito e que trabalha com isso. O advogado quis saber ainda se a logomarca indica o ano de fabricação da arma e a testemunha respondeu que não necessariamente. Se trocar o cano seria adulterado. Toda arma é passível de adulteração. Nas armas antigas, anterior a 1981 eram feitas grosseiramente e sem uniformidade.

17h37- A perita criminal Eurides de Maria Lima Sousa acaba de inicia seu testemunho. O advogado de acusação inicia as perguntas. ” Qual é a importancia do número de série da arma para o resultado do exame de micro comparação balística?” “Nenhuma. Ele é realizado apenas com relação as raias que existem no interior da arma” afirma a perita.

17h39- Advogado de acusação- Você lembra se estava o número de série nos relatórios?

Testemunha- Não nos prendemos apenas as requesições, olhamos a requisição e principalmente o objeto. Nós descrevemos conforme o objeto é!

Advogado de acusação- Com relação aos disparos mínimos realizados para o exame, esse método é previsto na técnica?

Testemunha- Sim é previsto. Nós trabalhamos juntos neste exame.

17h43- Juíza passa a palavra a defesa!

17h44- Advogado de defesa- Qual a importancia de se constar o número de série da arma para um laudo pericial?

Testemunha- O número de série faz parte de um conjunto de identificações.

Advogado de defesa- Essa arma deveria ter o número de série na lateral direita?

Testemunha. Não necessariamente porque é antiga. Em armas antigas o número de série vem cravado na base da corola.

17h53- É lido o testemunho da perita Eurides de Maria Lima Sousa. Está de acordo com o que ela falou. Agora será ouvido o acusado, Nilson Feitosa!

18h00- Nilson é levado para preparação do testemunho. ESTÁ CHEGANDO A HORA DO MOMENTO MAIS ESPERADO!

18h18- Policiais trazem coisas apreendidas com Nilson Feitosa! Corte se prepara para seu depoimento!

18h23- Nilson acaba de entrar e leva uma TOPADA! A platéia grita “CAI DIABO!!” e o acusado olha com a cara bem mau!

18h28- A juíza começou o julgamento! A primeira pergunta foi se Nilson Feitosa já respondeu por outros crimes. Ele disse que sim, apenas roubo! Logo depois, o advogado de defesa perguntou se era necessário as algemas no julgamento. A juíza foi bastante clara. “Sim, já foi justificado no começo da audiência!”

VEJA FOTOS DO SEGUNDO DIA DE JULGAMENTO

Nilson Feitosa é levado para preparação do seu testemunho

Leiliane está de resguardo, e teve de sair para amamentar o seu bebê. Ela é a caixa que atendeu Tallyne no Comercial Carvalho

Original em: http://180graus.brasilportais.com.br

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MJ capacita peritos criminais para utilização de robôs em DNA forense

O Ministério da Justiça (MJ) através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realiza na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de 9 a 13 de novembro, o Curso Teórico-Prático de Tecnologias Avançadas de Automação em DNA Forense, para peritos criminais de dez estados da federação mais o Distrito Federal. De Mato Grosso do Sul participa a perita criminal Thelma da Silva Conceição, do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf).

A quarta edição do curso visa empregar novas tecnologias e metodologias avançadas em automação dos processos de casos criminais, e deverá focar na rotina laboratorial de DNA Forense. O objetivo principal é capacitar e apresentar aos peritos os equipamentos que poderão ser utilizados nesta modalidade de perícia forense, com o intuito de avaliar o desempenho do produto.

A diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), perita Criminal Josermirtes Prado da Silva, que participou no mês passado, em Brasília (DF), da terceira edição do curso no Workshop de Sistemas Automatizados para Análise de DNA Forense, juntamente com peritos criminais de outros estados da federação (foto), explica que com a capacitação será possível “trabalhar com o auxílio de robôs no que diz respeito à extração de material de DNA, com isso haverá menos contaminação, devendo então, se conquistar uma margem de erro pequena”.
Segundo Josemirtes, durante o workshop os participantes puderam assistir um robô atuando na extração de amostras de DNA. “Era um robô de porte médio, achei muito interessante, e acredito que será um grande salto na perícia forense”, destaca.

A quarta edição da capacitação no Rio de Janeiro é voltada aos peritos criminais dos estados que já cursaram o nível básico: Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Robotização

Uma empresa que atua na venda de produtos no ramos de robôs disponibilizou por 15 dias, para teste, na Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), um robô (foto), este por sua vez não possui a ferramenta de normalização das amostras de DNA, portanto é de modelo diferente do utilizado durante a terceira edição do Workshop de automação.

Original em: http://www.portalms.com.br

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SP – Inteligência da polícia científica esclarece “crimes perfeitos”

Um homicídio ocorreu há poucas horas. Faixas amarelas cercam a cena do crime e delimitam até onde civis, militares e a imprensa podem chegar. Ao mesmo tempo, os primeiros policiais que chegaram ao local monitoram o cenário para preservar qualquer indício que possa ser útil para o trabalho da polícia especializada. Quando chegam, os peritos descarregam uma parafernália de equipamentos. Eles querem encontrar vestígios do assassino. Para isso, usam pinças, lanternas com luzes capazes de identificar material orgânico, pós para encontrar impressões digitais, líquidos luminescentes que reagem em contato com manchas de sangue e, claro, a inteligência para supor os passos do suspeito antes do crime.
A sequência acima até podia ser o roteiro de mais um capítulo da série americana CSI – Crime Scene Investigation -, sucesso de audiência no mundo todo. Especializada em uma área pouco conhecida do público, a perícia criminal, a série detalha o cotidiano de cientistas forenses, que aliam inteligência e equipamentos de alta tecnologia para solucionar crimes aparentemente perfeitos. Embora pareça uma superprodução, a situação acima descrita nada mais é que o dia-a-dia dos peritos da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, órgão que se divide entre o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML).
O IML é responsável por identificar as causas da morte com base do corpo da vítima. Já ao IC compete “revelar o enigma”, ou seja, periciar e investigar suicídios e assassinatos. “Se um crime deixou vestígio, a polícia é obrigada a acionar a perícia científica”, explica José Antônio de Moraes, diretor do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do IC. Na prática, é praxe do setor visitar a cena do crime, averiguar as condições de topografia do local, pensar como o suspeito pensou antes de cometer o delito, fotografar possíveis indícios da ação do criminoso e recolher peças para análises, que são feitas por outros núcleos do órgão.
Ao todo, o IC possui 19 núcleos, sendo que um deles compreende divisões regionais pelo interior do Estado, nas cidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba. Cada núcleo é independente e possui autonomia para emitir laudos, porém é comum um setor colaborar o outro na apuração de um caso. Quando um cartucho usado é encontrado, por exemplo, ele é recolhido e enviado para o Núcleo de Balística avaliar. “Se o perito encontra um saco plástico suspeito em um suposto caso de suicídio por envenenamento, ele recolhe o material e envia para o Núcleo de Análise Instrumental, que vai checar se a substância realmente é veneno”, explica Moraes.
O Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa possui 12 peritos que se revezam 24 horas por dia e todos os dias da semana. “Não paramos nunca. Não tem Natal, Ano Novo ou Carnaval. Os crimes podem acontecer a qualquer hora”, diz Moraes, que é perito criminal há 45 anos. “Cada perito atende, em média, um caso a cada duas horas”, completa.

Alta Tecnologia

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo possui ferramentas de última geração para descobrir pistas dos crimes. Cada perito carrega consigo uma lanterna que emite uma luz azul, a Blue Maxx (instrumento idêntico àquele dos filmes policiais americanos), capaz de identificar resquícios orgânicos da vítima ou do suspeito – como pedaços de pele, unhas, sangue ou fios de cabelo – no local do crime.
Além da lanterna, o perito tem à disposição duas maletas. Uma delas possui uma quatro de óculos e sete lanternas de LED, uma tecnologia que oferece luzes de diferentes comprimentos de onda (desde o ultravioleta ao infravermelho) para refinar as buscas. Já na outra maleta, há pós e líquidos para identificar marcas de sangue, encontrar sêmen (vestígio comum em caso de estupro) e buscar impressões digitais.
Se o perito considerar que todos esses recursos não forem suficientes para ajudar a esclarecer o caso, ele pode utilizar o Crime Scope – um aparelho americano avaliado em US$ 15 mil que emite luz ultravioleta de alta potência. Geralmente, o equipamento é usado em situações que exigem um rastreamento de uma área muito grande. O caso mais emblemático que demandou o uso do Crime Scope foi o acidente da TAM em julho de 2007 no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Laudos

Tudo o que os peritos apuram na cena de um crime se tornam laudos. Em 2008, o IC emitiu quase 470 mil laudos periciais – o equivalente a, praticamente, 53 por hora. “Cada laudo que fazemos é como uma tese que vamos defender e, por isso, precisa ser muito bem fundamentada. Amanhã, as informações contidas no laudo podem ser questionadas”, afirma Moraes. Segundo o diretor, quando começa a investigar uma história, o perito “casa com o caso”. Isso significa que, no futuro, ele será responsável por eventuais questionamentos sobre aquele documento.
O tempo de conclusão de um laudo varia conforme o caso. Por lei, o documento deve ser emitido em dez dias e, em caso de flagrante, em cinco dias. Mas, segundo o diretor do Núcleo de Perícias em Crime Contra a Pessoa, é impossível cumprir o prazo por causa dos testes complementares. “Alguns exames exigem mais tempo para ficarem prontos. É o caso do teste de DNA, que dura em média 30 dias para ser finalizado”, exemplifica.

Como virar perito

O primeiro requisito para se tornar um membro do Instituto de Criminalística é ter curso superior de graduação em qualquer área. Depois disso, é preciso enfrentar um concurso público, realizado esporadicamente, cuja concorrência se aproxima dos 80 candidatos por vaga. Depois de aprovado, o candidato passa por um curso de treinamento com duração de um ano dentro da própria polícia. Ao terminar a capacitação, o aluno escolhe em qual núcleo do IC quer trabalhar. Se houver vaga disponível, ele assume a função.

Original em: http://www.redenoticia.com.br

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Homem é executado com vários tiros no bairro Benjamim de Castro

O corpo da vítima foi localizado ao lado de um veículo Parati, na cor branca, placas CHC – 0407 de Rio Claro, alvejado com vários disparos. A policia encontrou cápsulas de calibre 9 mm, de uso restrito, no local do crime.

Policiais militares da 1ª CIA registraram as 23h50 de ontem, mais um homicídio em Rio Claro. O crime aconteceu na Avenida Marginal, ao lado da linha férrea, bairro Benjamim de Castro. Policiais foram chamados ao local onde encontraram o corpo de Reginaldo da Silva, 30 anos, morador na Vila Steca, conhecido pelo vulgo de “Neguinho da Ponte”, caído ao lado do veículo Parati, na cor branca, placas CHC – 0407 de Rio Claro. A vitima já com passagens pelo setor policial foi alvejado com vários disparos de arma de fogo. No local do crime os policiais encontraram vários projéteis que foram apreendidos, uma cápsula de calibre 9 mm., de uso restrito das Forças Armadas. Vizinhos ouviram vários disparos e posteriormente ouviram uma moto fugindo do local. No bolso da bermuda da vitima os policiais apreenderam um aparelho celular. Familiares da vitima estiveram no local. Peritos do I.C. –Instituto de Criminalística–, delegado Dr. Paulo H. Nabuco de Araújo, o investigador Renato, PMs Honorato e Da Cruz, trabalharam na ocorrência.

Original em: http://www.canalrioclaro.com.br

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Preso um dos suspeitos pelo assassinato de coordenador do AfroReggae

Rui Mário, um dos acusados pelo assassinato do coordenador do AfroReggae é preso e levado para a 1ª DP (Praça Mauá) -  Foto: Fernando Quevedo - O Globo

RIO – Policiais militares do serviço de inteligência prenderam na noite desta segunda-feira, na Zona Portuária, Rui Mário, conhecido como Romarinho, um dos acusados pelo assassinato do coordenador do AfroReggae Evandro João da Silva, na madrugada do domingo passado, no Centro da cidade. A ocorrência foi registrada na 1ª DP (Praça Mauá). De acordo com a PM, ele seria morador de um prédio abandonado no Centro.

Segundo o Serviço Reservado da corporação (P2), que efetuou a prisão, Romarinho foi preso por volta das 21h. O comandante do P2, tenente-coronel Hugo Freire, disse que o bandido chegou a confessar a participação no assalto, mas acusou o comparsa, que ainda está sendo procurado pela polícia, de ter atirado na vítima. Freire disse ainda que Romarinho confirmou ter sido abordado pelos policiais e alegou ter sido liberado porque já não tinha nada em mãos – ao ver a aproximação da polícia, livrou-se dos objetos roubados, jogando-os na rua.

O comandante-geral da PM, coronel Mario Sérgio Duarte, foi para a delegacia assim que soube da prisão. Ele fez questão de destacar que ela só foi possível graças à parceria entre a PM e a Polícia Civil durante a investigação. Disse ainda que a prisão do outro bandido que participou da ação está próxima:

– Esta prisão é muito importante. Ela não devolve a vida de Evandro, mas é um consolo para a família, para os amigos e para a própria PM, além de representar tranquilidade para a população – afirmou.

O comandante Hugo, por dua vez, disse que a prisão do suspeito era “uma questão de honra” para ao Estado.

– Essa resposta foi dada pelo estado, que teve a PM, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF-Norte) e a 1ª DP trabalhando no caso. Agora vamos trabalhar para pegar o outro bandido.
Emocionado, o coordenador-executivo do AfroReggae, José Júnior, agradeceu à polícia e disse ter sonhado com a prisão:

– Estou muito feliz. Agradeço ao Coronel Mário Sérgio, que empenhou sua palavra, ao coronel Freire, que efetuou a prisão,e à polícia Civil. Num curto espaço de tempo a polícia deu uma resposta. Por isso, acredito que a gente pode ter uma cidade melhor.

O delegado da 1ª DP, José Luiz Duarte, disse que vai pedir, ainda nesta madrugada, a prisão temporária do bandido no plantão do TJ-RJ.

O coordenador de Projetos Sociais do AfroReggae, Evandro João da Silva,foi assassinado na madrugada do domingo retrasado após um assalto no Centro, em que teve a jaqueta e o par de tênis roubados. Câmeras flagraram a jaqueta e os tênis sendo colocados numa Blazer da PM pelo capitão Dennys Nogueira Bizarro, que estava acompanhado do cabo Marcos de Oliveira Sales. Evandro morreu baleado sem receber socorro dos policiais. A jaqueta e o par de tênis estão desaparecidos. O delegado José Luiz Duarte espera a conclusão do exame de balística da arma encontrada numa lixeira próxima ao local do crime para compará-lo com a bala extraída do corpo de Evandro. Um dos exames já revelou que não há impressões digitais suficientes para identificar o usuário do revólver calibre 38. Há indícios de que os assaltantes, já identificados, sejam do Morro da Providência.

Na sexta-feira, a Justiça já havia decretado a prisão prisão preventiva do cabo Marcos de Oliveira Sales e do capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro. Os policiais foram transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica.

José Júnior, esteve com o homem que acompanhava Evandro na noite do assalto. Identificado apenas como Cláudio, ele disse que foi o primeiro a chegar na esquina da Rua Carmo com Ouvidor. Cláudio contou que viu o amigo cinco minutos após ele ser baleado, ficou desesperado e tentou se aproximar, mas um policial o impediu, o que é mais um indício de que houve omissão de socorro.

De acordo com Júnior, Cláudio não soube identificar o PM. Na conversa, ele disse que os dois estavam indo de carro para a boate Dito e Feito, que fica próximo ao local do crime, quando o Evandro pediu a Cláudio que o deixasse na esquina da Rua do Carmo com a do Ouvidor, porque precisava urinar. Cláudio combinou que ia estacionar o carro e esperar Evandro na porta da boate.

– O Cláudio me disse que ouviu um barulho de tiro e esperou cerca de cinco minutos. Como o Evandro não chegava, decidiu procurá-lo nas ruas próximas, que estavam escuras. Assim que chegou ao local onde estava Evandro, viu um PM que não o deixou mexer no corpo. Cláudio também viu a ambulância chegar cerca de uma hora depois do horário do assalto – contou José Júnior.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Bebê baleado no colo da mãe no Rio se recupera bem

A menina de 11 meses, atingida por um tiro quando estava no colo de sua mãe na favela Kelsons, na Penha, zona norte do Rio, se recupera bem do ferimento nesta segunda-feira, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A mãe também foi baleada, mas não resistiu ao ferimento e morreu na noite de domingo (25).

A secretaria ainda afirmou que o bebê foi atingido no braço e permanece internado em estado grave, porém estável. A menina foi operada no final da noite de ontem, mas os médicos ainda aguardam a evolução do quadro para saber se será necessária uma nova cirurgia.

Ana Cristina Costa do Nascimento, 24, foi atingida nas costas por uma bala perdida na noite do domingo quando deixava a comunidade com mais seis pessoas, entre elas o marido e as filhas de 11 meses e três anos. Segundo familiares, que não quiseram se identificar, não houve troca de tiros e somente os policiais efetuaram os disparos, a esmo, em uma das entradas da favela.

A Polícia Militar disse que ocupantes de uma moto atiraram contra uma base da PM no momento em que as vítimas foram atingidas. A polícia afirma também que não revidou, mas quatro policias que estavam no local foram afastados do trabalho para investigação.

Apreensão

O delegado da 22ª DP (Penha), Felipe Ettore, disse que está investigando as possibilidades de os tiros terem partido de armas de policiais.

O delegado afirmou que vai aguardar o laudo do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) de três fuzis e quatro pistolas que estavam com os PMs para saber qual o calibre da bala que atingiu as vítimas. Ettore ainda disse que não vai divulgar detalhes sobre o caso para não atrapalhar as investigações.

Enterro

Cerca de 200 pessoas, entre familiares e amigos, compareceram ao enterro. A mãe da vítima, Maria Conceição Costa do Nascimento, estava bastante emocionada e chegou a passar mal.

“Acabaram com a vida da minha filha. Ela era tão nova, não sei como será daqui pra frente”, disse, chorando. A irmã mais velha de Ana Cristina também passou mal e nem chegou a participar do enterro.

Ana Cristina era moradora de Vista Alegre, também na zona norte, e estava na comunidade visitando a irmã mais velha. Seu marido, Anilton César Matos, 24, que trabalha como auxiliar de almoxarifado, afirma que o carro da PM atendeu sua mulher somente após ele começar a gritar. Ana Cristina foi atendida no hospital estadual Getúlio Vargas, também na Penha, mas não resistiu.

Durante a cerimônia, familiares gritaram, em coro: “só queremos justiça”. Moradores da comunidade também levaram cartazes para protestar contra a ação da polícia em comunidades carentes.

“A gente quer mostrar que não existe só bandido na comunidade. A gente tem direito de ir e vir, de visitar parentes. Quantos inocentes precisarão morrer?”, dizia um dos cartazes.

Original em: http://www.diariodopara.com.br

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