Vereador do PR de Pernambuco é assassinado no sertão

O vereador do município de São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco, José Soares Sobrinho (PR), conhecido na região por Zé do Bar, foi assassinato com 12 tiros na manhã de ontem, após sair de moto da sua casa, no bairro da Vila Delmiro. O crime ocorreu por volta das 8h, próximo a sua residência. Segundo informações de testemunhas repassadas à Polícia Civil (PC), quatro homens, em duas motos, foram os autores dos disparos. Um parente da vítima, que estava numa moto, foi atingido de raspão no ombro e transferido para um hospital em Caruaru. Ele não teve o nome revelado e vai ajudar a polícia a identificar os criminosos. Até o momento, ninguém foi preso. José Soares era casado e deixou a esposa e seis filhos. As investigações continuarão com a Delegacia da cidade.

De acordo com o delegado da seccional de Serra Talhada, Artur Tito, nenhuma hipótese durante as investigações será descartada. “Pelas características do crime, a princípio, é provável que se trate de execução, já que os criminosos efetuaram os disparos e fugiram em seguida”, explicou Artur Tito. A conotação política desse fato está sendo apurada. “Entretanto, devido à boa relação do parlamentar com a sociedade e sua ação de combate à violência na região, estamos, praticamente, descartando essa possibilidade”, adiantou o delegado. Os depoimentos de outras testemunhas iniciaram desde ontem.

Durante toda a manhã, equipes da Delegacia de Plantão de Serra Talhada fizeram diligências pela região. O Instituto de Criminalística (IC) fez a perícia e identificou 12 perfurações. O corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Salgueiro e liberado para velório na residência do parlamentar, no final da manhã. Ontem à noite, políticos e autoridades locais deram o último adeus ao vereador na Câmara Municipal. O enterro de José Soares Sobrinho está programado para hoje, no cemitério local. O horário não foi divulgado.

O crime deixou a cidade apreensiva. Segundo o prefeito Rogério Araújo (PR), o parlamentar tinha boa relação com o Executivo e não estava envolvido com projetos polêmicos na cidade. “A população está estarrecida com a morte do vereador, que era bem quisto por todos”, disse. Ele denunciou que o município, nos últimos meses, vem registrando homicídios, aumentando o índice de violência na região. José Soares cumpria o quarto mandato e, na última eleição, foi o terceiro candidato mais votado. Ele já assumiu a presidência da Câmara dos Vereadores.

O presidente da Câmara Municipal, o vereador Manoel Barros Diniz (PR), foi procurado pela reportagem para comentar o fato, mas não foi localizado.

José Soares Sobrinho, 55 anos, foi o quarto vereador mais votado do município nas últimas eleições. O corpo do parlamentar esta sendo veleado na casa dele e o enterro está previsto para às 6h deste sábado (31), no cemitério de São José do Belmonte.

Original em: http://www.primeiraedicao.com.br

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Anilhas irregulares

Peças foram apreendidas
Polícia Militar Ambiental encontrou irregularidade em Piracicaba, durante a “Operação Curió”

A Polícia Militar Ambiental de Piracicaba apreendeu ontem cerca de 5 mil anilhas (anéis colocados nos pés de aves que são mantidas por criadores autorizados pelo Ibama), sendo parte delas constatadas, por um perito criminal, como irregulares (adulteradas).

A apreensão fez parte da “Operação Curió”, realizada ontem nos 17 municípios pertencentes ao 6° Pelotão da PM Ambiental. Vinte policiais trabalharam dando ênfase às denúncias sobre Piracicaba e Rio Claro. O objetivo foi checar denúncias de falsificação de anilhas e venda ilegal de animais silvestres.

De acordo com o comandante da operação, sargento Domingos Reginaldo Bertuolo, as 5 mil anilhas estavam em uma Federação de criadores de pássaros e muitas delas já deveriam ter sido colocadas nas aves.

“Para se ter um exemplo, existe um criadouro em Capivari onde as aves já deveriam estar com as anilhas há um ano e meio, mas estas anilhas ainda estavam na Federação. Inclusive, estavam com o diâmetro alterado. Geralmente, se coloca a anilha na ave com uma semana de vida. Do jeito em que estavam hoje (ontem), cabem numa ave adulta”, detalhou Bertuolo.

ATRASO

O sargento explicou que o interesse de criadores em deixar de colocar as anilhas no tempo certo é, na maioria das vezes, financeiro. “Se a pessoa for comprar um trinca-ferro não legalizado, ele vai valer entre R$ 300 e R$ 600. Já um legalizado vale até mais de R$ 1.000.

O delegado Juarez Campos Cruz Castelo Branco fez boletim de ocorrência para apurar crime de falsificação, já que é previsto no Código Penal Brasileiro e foge do âmbito da Lei Ambiental. Neste caso, segundo Bertuolo, é uma infração que também não prevê multa.

REGIÃO

Em Rio Claro, os policiais encontraram cerca de 500 anilhas adulteradas, além do material usado na adulteração. Também foram localizadas 48 aves da fauna silvestre, sendo algumas delas ameaçadas de extinção.

Entre elas estão um azulão, um curió, além de seis papagaios jovens. “Os papagaios, que já estavam criando pena, valem R$ 1.000 cada um”, completou Bertuolo.

NÚMERO

17 municípios receberam a “Operação Curió” ontem

Original em: http://www.gazetadepiracicaba.com.br

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Policiais militares são acusados de execução

Carro furtado era ocupado por cinco suspeitos. Todos morreram.

Os cinco jovens mortos no Alto da Glória por policiais militares, na noite de 10 de setembro, não participaram de confronto. Não deram nenhum tiro. Eles foram executados.

A constatação vem das provas reunidas no inquérito policial-militar que investiga o caso. Segundo divulgou, ontem, a Secretaria da Segurança Pública, os aparelhos de rastreamento implantados nas viaturas detectaram o trajeto dos policiais antes de chegar ao hospital.

Por conta das conclusões, a própria PM solicitou as prisões dos 13 investigados. A decisão foi acatada e os mandados expedidos no início da tarde de ontem, pelo juiz da auditoria militar Davi Pinto de Almeida. Até o início da noite, 12, dos 13 envolvidos, já estavam recolhidos. Os locais das prisões não foram divulgados.

Divergências

Até determinada parte, a versão dos policiais e das investigações concordam. Uma equipe do 20.º Batalhão se deparou com um veículo furtado, ocupado por cinco indivíduos.

A perseguição começou no Atuba foi até a Rua Nicolau Maeder, no Alto da Glória, onde os rapazes bateram o automóvel. Neste ponto começam as divergências.

Na versão dos policiais, os jovens desceram do veículo atirando. Teriam sido baleados no revide e levados ao Hospital Cajuru, onde chegaram mortos.

Já as investigações apontam que, depois do acidente, como os jovens estavam feridos, se renderam e foram algemados.

Monitoramento

Os aparelhos rastreadores das viaturas denunciam que, depois das prisões, os rapazes foram levados primeiro a um matagal no bairro Santa Cândida, onde foram executados, e só depois levados mortos ao hospital. A Sesp explica que, além destas, existem outras provas que robustecem a hipótese de execução.

Para o comandante da PM, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, os policiais agiram descumprindo as leis vigentes, com desvio de conduta, falta de ética e ferindo as garantias de direitos humanos, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Foi por conta deste episódio que o governo determinou que, em confrontos, os policiais não podem retirar feridos do local. As vítimas têm que ser atendidas pelo Siate.

MP nas investigações

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, acompanha paralelamente as investigações sobre o caso dos cinco jovens mortos no Alto da Glória. Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o processo analisa individualmente a conduta dos 13 policiais.

Para serem concluídas, as investigações só dependem de provas técnicas, a cargo do Instituto de Criminalística. Caso constate-se que o caso não se tratou de legítima defesa dos policiais, durante confronto, os militares vão responder por homicídio na Justiça comum.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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Família doa órgãos de torcedor atleticano morto

Cerimônia reuniu amigos e parentes de João Henrique.

O torcedor atleticano João Henrique Mendes Xavier Vianna, 21 anos, atropelado por um torcedor coxa-branca no Atletiba do último domingo, foi velado ontem no Cemitério e Crematório Vaticano, em Curitiba.

Após uma cerimônia que reuniu parentes, amigos, torcedores e autoridades, o jovem foi cremado no fim da tarde de ontem. A família decidiu pela doação de órgãos de Vianna.

O presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Marcos Isfer, compareceu ao velório e reafirmou que tragédias como esta não podem se repetir. Nesta semana, a Urbs entregou ao Ministério Público do Estado (MPE) uma série de sugestões a serem adotadas como medidas de prevenção em dias de jogo na capital paranaense, em conjunto com a Polícia Militar e as torcidas organizadas. Os familiares preferiram não conversar com a imprensa durante o velório.
Sobre a investigação do ocorrido, o delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba (Dedetran), Armando Braga, informou ontem que a conclusão do inquérito depende da entrega dos laudos sobre o acidente, que está a cargo do Instituto de Criminalística.

O motorista do veículo que atropelou dois torcedores o outro teve a perna quebrada e passa bem – Krystopher Martins Salvador Lopes, 20 anos, foi encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara, depois de ficar detido na Dedetran desde o dia do jogo.

“Minha convicção é que o crime configura dolo eventual (quando o autor assume o risco)”, afirmou o delegado, segundo o qual Lopes apresentava sinais de embriaguez quando chegou à delegacia. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Depois de concluído, o inquérito será encaminhado a alguma das Varas de Trânsito e o MPE, que é o titular da ação penal, poderá promover a denúncia, após análise do caso.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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