
Bombeiros trabalham no rescaldo do incêndio que destruiu ao menos 30 barracos em Paraisópolis
A Polícia Civil do 89° Distrito Policial (Portal do Morumbi) investigará o incêndio que destruiu ao menos 30 barracos em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo o delegado Celso Lahoz Garcia, a perícia deve apontar indícios que determinem as causas do princípio do fogo. “O trabalho do Instituto de Criminalística e os depoimentos de moradores devem fornecer elementos para chegarmos aos responsáveis”, disse.
Em meio à fumaça que ainda subia das ruelas da favela, por volta das 10h, as ligações elétricas clandestinas, os chamados “gatos”, eram cortados por técnicos da companhia de energia de São Paulo (Eletropaulo). A intenção era evitar novos curtos durante o trabalho de rescaldo. Bombeiros que faziam o esforço de resfriar os escombros para evitar o incêndio acreditavam que as ligações clandestinas poderiam ser a causa.
“O gato é uma das possibilidades, mas não descartamos um incêndio criminoso”, disse um capitão dos bombeiros que preferiu não se identificar. Segundo o oficial, o espaço em Paraisópolis é muito disputado pela localização e incêndios são uma forma de dar espaço para novos moradores. Alguns habitantes da favela, que preferiram também guardar anonimato, afirmaram que desde sábado focos de incêndio são contidos.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve presente no local. Ele disse que o objetivo é acomodar ainda hoje as vítimas em abrigos e fornecer agasalhos e alimentação. Segundo ele, o ponto da favela que se queimou ainda não foi beneficiado pelos trabalhos de urbanização da prefeitura. Até o final de sua gestão, em 2012, o prefeito afirmou esperar ter completado o trabalho de urbanização da favela.
Original em: http://noticias.terra.com.br
