A assinatura de posse do novo coordenador do Núcleo Regional de Perícias de Joinville, Rid Garcia dos Santos, não vai refletir em mudanças na administração do instituto. Na cerimônia que oficializou a reposição do cargo, ontem à tarde, o perito criminal de 54 anos afirmou que seguirá a linha da gestão anterior.
“Não vai mudar nada”, resumiu. Rid assumiu o posto deixado por Ruth de Souza Corrêa no começo de outubro. Depois de seis anos e noves meses coordenando o IGP da região, ela decidiu sair alegando motivos pessoais, mas continua atuando como perita em documentos.
O novo coordenador será responsável por um órgão que funciona sem a estrutura necessária para abrigar parte dos serviços. No dia 25 de maio, dia da inauguração, a promessa era de que o instituto funcionaria com capacidade total em até dois meses.
Desde maio deste ano, quando o núcleo foi inaugurado, a rotina dos peritos está limitada a recolher material para enviar a Florianópolis. Isto porque nenhum procedimento das análises laboratóriais pode ser feito em Joinville. Pessoal qualificado existe, mas faltam equipamentos e recursos para os trabalhos mais complexos.
A situação foi comentada ontem pelo diretor estadual do IGP, Giovani Eduardo Adriano. Ele garante que a licitação para a compra de dez aparelhos usados na identificação final de drogas está em fase de conclusão. Ao contrário das últimas promessas não cumpridas, desta vez o diretor preferiu não dar prazo para a instalação dos aparelhos.
“É difícil prever quando tudo vai funcionar, mas espero que possamos contar com esse recurso até o fim do ano”, disse. Exames como os de dosagem alcoólica e comparação balística ainda estão fora do orçamento (veja quadro abaixo).
Investimentos menores também comprometem a autonomia do serviço. Até ontem, faltava uma cadeira de rodas no IML para as pessoas que não conseguiam se locomover. O equipamento foi doado pelo Rotary Clube de Joinville.
Original em: http://www.clicrbs.com.br
