Justiça aceita pedido da defesa para confrontar sangue achado em apartamento com o do casal Nardoni

SÃO PAULO – O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, aceitou, nesta quarta-feira, o pedido do advogado Roberto Podval, que defende o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, e determinou uma nova coleta de sangue dos acusados de matar Isabella Nardoni, no fim de março de 2008. O objetivo da defesa é confrontar o sangue de ambos com o encontrado no apartamento de onde Isabella foi atirada do sexto andar, na Vila Isolina Mazzei, na zona norte de São Paulo. Para Podval, o sangue encontrado no apartamento é de uma terceira pessoa.

Em seu despacho, no entanto, Fossen ‘entende não ser cabível, por ora, a realização de nova prova pericial no restante do sangue que se encontra preservado no I.C. (Instituto de Criminalística) e no I.M.L. (Instituto Médico Legal)’ e que a determinação ‘visa exatamente dirimir quaisquer dúvidas a respeito da origem daquele material que lá se encontra’.

Ainda no despacho, Fossen determina que os peritos ‘caso realmente encontrem recalcitrância por parte dos réus, que realizem a coleta de, no mínimo, outras duas amostras de origem diversas de materiais genéticos dos réus, diverso de sangue, que permitam fornecer padrões suficientes de confronto como, por exemplo, mucosa da parte interna da boca, bulbo capilar ou outro material compatível’.

A coleta, que será realizada por parte de peritos do IML, deve acontecer no fim da manhã desta sexta-feira, em Tremembé, onde o casal Nardoni está preso. O material deve ser encaminhado ao Instituto de Criminalística, onde novamente será analisado.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Crise instalada na Polícia Civil com novas trocas de acusações

Delegada afastada acusa superintendente; Polícia Civil emite nota

Delegado Cavalcante, Alexandra de Medeiros e o inspetor Fernando Cavalcante

Mais um capítulo na novela em crise da Polícia Civil. Em novas trocas de farpas públicas, delegados reforçam denúncias, nesta sexta-feira (6), contra o superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.
Em entrevista à imprensa, a delegada Alexandra Medeiros e o delegado Francisco Cavalcante, afastados dos cargos, negaram nesta sexta a prática de tortura contra presos e acusaram Luiz Carlos Dantas, de armar uma trama para incriminá-los.
De acordo com a dupla, tudo teria sido feito para afastá-los das investigações do crime do Cláudio Kmentt em 2004. E o delegado Francisco Cavalcante vai além e aponta envolvimento de Dantas com o crime organizado. Em resposta às acusações, a Polícia Civil emitiu nota oficial (leia a íntegra) sobre as denúncias dos ex-delegados.

Pela 1ª vez, Cid Gomes fala da crise da Polícia Civil, defendendo secretário

“Não me causa nenhuma surpresa crises nessa área (…) Enquanto, não identificarmos os tumores e não expugar-los, aí teríamos problemas. À medida, que vemos notícias que identificam má conduta, e a partir disso são instalados inquéritos, assegurando o direito de defesa, punindo os responsáveis, aí sim estamos no caminho certo. E esse é o caminho do secretário [Roberto Monteiro] que, com muita segurança e muita tranquilidade, tem agido”

Original em: http://verdesmares.globo.com

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