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Casal Nardoni se nega a ceder amostras de sangue a peritos

Casal Nardoni é visto em fotografia produzida em 13 de abril de 2008 Foto: Grizar Junior/Futura Press

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não aceitaram a retirada de amostras de seu sangue para a análise do DNA. Por isso, os técnicos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) promoveram a coleta de fios de cabelo e de saliva do casal. Do material coletado, será extraído o DNA para a realização de exames comparativos. Também presente na coleta do material, o promotor Francisco Cembranelli disse que a medida, solicitada pela defesa do casal, não deve afetar em nada os trabalhos da acusação.
“A acusação não foi baseada em amostras de sangue. Estou aqui por determinação da Justiça”, disse. O promotor avalia que ainda este mês deve ser definida a data do julgamento de Alexandre e Anna Carolina no Tribunal do Júri.
O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, chegou por volta das 9h50 à P-2 (Penitenciária Dr. Augusto César Salgado) de Tremembé acompanhado pelo promotor Francisco Cembranelli. Eles ainda tiveram que esperar por cerca de meia hora até a chegada das equipes do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística).
Durante cerca de duas horas, os profissionais do instituto, promotor e o pai de Alexandre permaneceram no interior da penitenciária. Em seguida, todos se dirigiram à Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé, onde está presa Anna Carolina Jatobá. Eles chegaram ao local às 12h30.
O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, em São Paulo, determinou a realização de um novo exame no sangue encontrado no apartamento do casal. A determinação do magistrado atende parcialmente ao pedido do advogado Roberto Podval. O defensor alega que não foi feita a coleta de sangue do casal na época das investigações.
Fossen determinou, no entanto, que a coleta seja feita por peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), e não por especialistas apontados pela defesa dos réus.
Apesar da determinação, o juiz afirmou que não entende ser necessária a realização de um novo exame, mas disse ser evidente que a comparação de “’sangue’ com ’sangue’ permite uma maior precisão no resultado a ser obtido”.
Relembre o caso
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. Os supostos responsáveis irão a júri popular no começo de 2010.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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