Resultados preliminares divulgados pela 3° CP (Bonfim), nesta sexta, apontam que a estudante Jéssica Silva de Araújo, 11, encontrada morta na piscina do Clube dos Oficiais da PM, morreu por asfixia em decorrência de afogamento. A delegada Celina Fernandes revelou que Jéssica teria falecido havia pelo menos 18 horas antes do horário em que foi encontrada na piscina, às 14h da quinta-feira.
Jéssica sumiu na tarde de quarta, quando eram realizadas as Olimpíadas Escolares do Colégio da PM, localizado na mesma quadra, em Dendezeiros. Ela competiria numa prova de natação, mas teria ficado com medo de entrar na água e se distanciado, permanecendo desaparecida por cerca de 24h. Parentes dela e funcionários do clube dizem ter vistoriado a piscina horas após o desaparecimento.
“Aparentemente, não havia sinais de violência física. O laudo final deve sair em dez dias. Investigamos todas as possibilidades e o perfil psicológico da menina, principalmente no dia do acidente”, afirma Celina. Ela solicitou à PM a relação dos instrutores de natação para que prestem depoimento. Até a noite desta sexta, os nomes ainda não haviam sidos enviados.
Os dois estudantes que encontraram o corpo foram intimados a depor. Na tarde desta sexta, um deles foi ouvido. A delegada disse que o relato confirmou o que já era conhecido: “A aluna passava com o colega e percebeu o corpo na água, com maiô verde e short azul. Ela logo associou ao desaparecimento de Jéssica”
Piscina – Também nesta sexta, peritos fizeram a reconstituição na piscina, cuja profundidade chega a 3,40m. Um boneco, aparentemente do mesmo tamanho de Jéssica, foi levado, mas não foi usado pelos peritos.
“Levamos um boneco improvisado para testar a visibilidade, mas não foi possível fazer o que a gente queria. Vamos tentar novamente”, disse a delegada. O protótipo flutuaria, caso fosse jogado na água, mas não foi possível providenciar um fardamento semelhante ao da vítima.
O perito criminal Lázaro Barreto afirmou que, no final da tarde de quarta, quando foi notado o desaparecimento, “a água estava escura e o fundo da piscina não era visto”. Para ele, “também é preciso verificar se houve alguma mudança na coloração da água”.
Pouco depois do desaparecimento, o diretor do colégio, o cel. PM Francisco Leite, garantiu que a piscina havia sido vistoriada e que Jéssica não estava nas dependências do clube, que havia 16 profissionais e 30 alunos na competição. De acordo com ele, uma segunda vistoria foi descartada pois estudantes disseram ter visto a garota sair do clube.
Tanto o colégio como o clube permaneceram fechados durante todo o dia de sexta-feira. As aulas foram suspensas e um policial fazia a vigilância. Funcionários entravam e saíam com autorização da guarita. No clube, só foi permitida a entrada de peritos para a reconstituição, por volta das 15h30, aproximadamente o mesmo horário em que Jéssica foi encontrada.
Original em: http://www.atarde.com.br


