Necropsia aponta que padre foi parcialmente degolado

Padre Hidalberto foi encontrado morto em sua residência

Padre Hidalberto foi encontrado morto em sua residência

A necropsia realizada no Instituto Médico Legal Estácio de Lima apontou que o padre Hidalberto Henrique Guimarães, 53 anos, foi parcialmente degolado no brutal assassinato que chocou a comunidade católica do Estado na noite deste sábado, dia 7, no bairro de Santa Lúcia.

O padre foi atingido por mais de 20 golpes de arma branca. De acordo com o delegado que investiga o caso, Robervaldo Davino, três golpes podem ter sido decisivos para a morte de Hidalberto. “A médica legista informou que o padre apresenta várias perfurações de arma branca pelo corpo e que três delas poderem ter levado à morte: dois cortes profundos na garganta e um no coração”, explicou o delegado.

Davino informou ainda que o assassino tentou degolar a vítima. “Foi um crime bárbaro. Pelas características do crime, o assassino estava com bastante raiva do padre. O assassino tentou decapitar a vítima. Ainda não tive acesso ao laudo do Instituto de Criminalística, mas pelo que o delegado-geral da Polícia Civil [Marcílio Barenco] me repassou, a princípio não há sinais de roubo”, ressalta o delegado, destacando ainda que é cedo para descartar qualquer linha de investigação.

Os levantamentos realizados pela médica legista apontam ainda que o corpo do padre apresenta vários hematomas. “Esses hematomas podem ter sido em decorrência de luta corporal ou de que o padre tenha sido torturado”, avalia o delegado.

O delegado vai na tarde de hoje no local do crime para tentar colher mais informações que possam auxiliar nas investigações. Davino disse ainda que o local continua isolado e que uma perícia mais detalhada deverá ser realizada na casa. Parentes do padre já foram convocados para depor na próxima terça-feira, dia 10, no 4° Distrito Policial.

O movimento foi intenso durante toda a manhã no IML. Parentes, amigos e sacerdotes aguardavam a liberação do corpo, que apenas aconteceu no início da tarde de hoje.

Bastante comovidos, os amigos do padre Hidalberto afirmaram que ele era um homem pacato e de bom convívio e não sabem a quem atribuir o brutal assassinado.

O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, acompanhou a liberação do corpo e preferiu não tecer comentários sobre o assassinato. Segundo ele, a arquidiocese está cuidando do velório, que acontece na cidade de Murici. Já sepultamento ainda está sendo discutido com a família do padre, uma vez que Hidalberto era maranhense e há intenção da família que o sepultamento aconteça naquele estado.

Crime

O padre Hidalberto Guimarães foi encontrado morto na noite de ontem por amigos da vítima em sua casa, localizada na Rua Jurema, no bairro de Santa Lúcia.

Por não conseguir contato com o padre durante todo o dia, amigos resolveram ir até o local e, então, encontraram a residência revirada o sacerdote morto na cozinha com vários golpes de arma branca.

Os primeiros levantamentos apontam que houve luta corporal. No local do crime, a perícia encontrou produtos alimentícios ainda embalados. Um nota fiscal aponta que o padre tinha feito compras em um grande supermercado da capital no dia 6, sexta-feira. As compras ainda estavam embaladas, o que leva a polícia à hipótese de que o padre foi morto após chegar em casa.

Outro fato que chama a atenção é que não havia sinais de arrombamento no local, o que pode indicar que o padre conhecia o assassino – ou assassinos.

O crime chocou a comunidade do bairro e levou ao toda a cúpula de segurança pública, além do governador Teotonio Vilela Filho e outros políticos, para o local do crime.

Hidalberto Henrique Guimarães havia sido ordenado padre em 1992. Atualmente era responsável pela paróquia da cidade de Murici. Além de ser professor do curso de Teologia e formado em jornalismo.

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Casal Nardoni cede saliva e cabelo para exame de DNA, mas se recusa a doar sangue

O pai de Isabella, Alexandre Nardoni - Arquivo
SÃO PAULO – O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela investigação da morte da menina Isabella Nardoni, informou que Alexandre Nardoni, pai da menina, e Anna Carolina Jatobá, madrasta da criança, se recusaram a ceder sangue nesta sexta-feira para nova análise do material genético do casal. De acordo com o promotor, os dois concordaram em ceder saliva e fios do cabelo aos três legistas do Instituto Médico Legal (IML) para que seja feita a comparação com o material genético que está estocado no Instituto de Criminalística (IC).

Os dois são acusados de ter matado Isabella ao atirá-la da janela do 6º andar de um prédio, na zona norte de São Paulo, em março de 2008, quando a menina tinha cinco anos. Alexandre e Anna Carolina estão presos em cadeias na cidade de Tremembé, no interior de São Paulo.

O pedido para a realização de novos exames genéticos foi feito pela própria defesa do casal, que quer comparar o sangue depositado no Instituto de Criminalística de São Paulo. O sangue foi encontrado no apartamento do casal, e a defesa alega que havia uma terceira pessoa no local.

– Esse novo exame não vale nada. A acusação contra o casal não está baseada nessa prova. O fato de eles não terem cedido sangue, também não muda nada. A comparação genética pode ser feita com a saliva ou os fios de cabelo – diz Cembranelli.

Segundo o promotor, foi a própria defesa do casal quem orientou a ambos para que não cedessem sangue.

– Na verdade eles estão procurando algo que dê errado para tentar desqualificar o trabalho de investigação. Esse exame dentro do processo é irrelevante – explica Cembranelli.

O advogado de defesa do casal Roberto Podval não foi encontrado para comentar o motivo da recusa em ceder sangue.

Para o promotor, não há dúvida de que o casal matou a menina.

A madrasta de Isabella, Ana Carolina Jatobá - Arquivo

Cembranelli acredita que o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna carolina Jatobá deve acontecer ainda no primeiro semestre do ano que vem.

– As últimas diligências devem terminar este mês, o novo exame do material genético será feito e anexado ao processo e o IC e o IML devem responder a algumas questões técnicas feitas pela defesa do casal. Depois disso, acredito que o juiz já possa marcar uma data para o júri – explica o promotor.

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, aceitou, na quarta-feira, o pedido do advogado Roberto Podval, e determinou uma nova coleta de sangue dos acusados.

Em seu despacho, no entanto, Fossen ‘entendeu não ser cabível, por ora, a realização de nova prova pericial no restante do sangue que se encontra preservado no I.C. (Instituto de Criminalística) e no I.M.L. (Instituto Médico Legal)’ e que a determinação ‘visa exatamente dirimir quaisquer dúvidas a respeito da origem daquele material que lá se encontra’.

O casal alega que não cedeu sangue para a perícia na época do crime.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Incêndio destrói duas lojas em casarões no centro do Recife

RECIFE – Um incêndio de grandes proporções destruiu duas lojas no centro do Recife, em Pernambuco, na madrugada deste domingo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 23h30m ainda do sábado e só foi controlado após cinco horas.

O incêndio atingiu duas lojas na rua Nova, no bairro de Santo Antônio. Os dois casarões, de três e dois andares, ficaram completamente destruídos. Como as chamas começaram pela madrugada, as lojas estavam desocupadas e não houve vítimas.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, nove viaturas participaram do trabalho para controlar as chamas. Além deles, a Polícia Militar e a Celpe, que desligou a energia no bairro, participaram dos trabalhos.

As causas do incêndio só serão divulgadas após um laudo do Instituto de Criminalística. Ainda pela manhã deste domingo, os Bombeiros trabalhavam no rescaldo do acidente para evitar que o fogo voltasse a se alastrar.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Padre de Murici é encontrado morto em Maceió

Guimarães estava desaparecido desde quinta-feira logo após reunião do Clero

Padre Guimarães, encontrado morto em sua residência

O corpo do padre Hidalberto Henrique Guimarães, foi liberado na manhã deste domingo (08), do Instituto Médico Legal (IML) e levado para Murici, onde será velado até a manhã desta segunda-feira (09). Centenas de pessoas participaram de uma missa de corpo presente.

A informação é de que amanhã´, por volta das 8h, o Alto Clero se destine à cidade para mais uma missa e a remoção, em cortejo, até o cemitério de São José, no bairro Trapiche, em Maceió, onde será sepultado.

O padre Hidalberto Henrique Guimarães,48 anos, pároco da cidade de Murici, distante 54 quilômetros de Maceió, que estava desaparecido desde a última quinta-feira logo após reunião do Clero, foi encontrado morto, em estado inicial de decomposição, em sua residência, na rua Jurema, n° 90, próximo a avenida principal do Aeroclube em Maceió, no bairro Tabuleiro do Martins, na noite deste sábado (07). Ele foi esfaqueado e também sofreu golpes a pauladas.

Corpo do padre foi encontrado na cozinha

Segundo as primeiras informações, na casa foram encontradas marcas de sangue na parede e muito sangue no chão da sala e da cozinha. Os móveis também estavam revirados.
O padre celebraria uma missa na cidade de Branquinha, na noite deste sábado (07),às 19h, e não compareceu. Segundo um afilhado do padre, de nome não repassado, ficou preocupado e se dirigiu até a residência à procura de informações. Chegando lá, chamou e não foi atendido, entrou no imóvel e avistou sangue e o corpo do padre no chão da cozinha.

Perícia

Os peritos disseram que no corpo do padre Guimarães havia muitas perfurações, concentradas nas regiões abdominal e torácica, além de outras na cabeça, coxa e braços. Os assassinos também teriam tentado decapitar o sacerdote.

Pedaço de pau foi utilizado para golpear padre na cabeça

Havia no chão vestígios de que o padre tentava se firmar, enquanto era puxado, e as marcas encontradas na parede seriam de suas mãos, pelas digitais colhidas.
A perícia também disse que, nitidamente, tinha na casa marcas de pisadas de duas pessoas, uma calçando sandálias e outra calçando tênis. Não há marcas de arrombamento no imóvel, tampouco de fuga pelo quintal.

Pelos primeiros levantamentos, a porta da frente foi aberta e fechada com a chave que foi encontrada jogada na área, como se os criminosos tivessem arremessado após deixarem o imóvel.
Um pedaço de pau sujo de sangue e a faca também foram encontrados, sendo o cabo da faca em um local e a parte cortante em outro.Os peritos também falaram, ainda extra-oficialmente, que o crime deve ter ocorrido na sexta-feira e o padre estaria morto há menos de 24 horas. Apesar do forte odor no local, os profissionais explicaram que era consequência do grande volume de sangue existente.

Polícia Civil

Corpo do padre foi removido no início da madrugada

Extra-oficialmente, por conta de alguns indícios, a Polícia Civil deve descartar a possibilidade de assalto. Especula-se que os possíveis criminosos sejam pessoas próximas, por conta de algumas evidências.

Na cozinha, foram encontradas sacolas caracterizadas com a logomarca de um hiper mercado instalado nas proximidades e também a nota fiscal datada de 06/11/09, o que confirma que nesta sexta-feira, naquele horário, o padre havia feito compras.

Desde o início, o delegado Marcílio Barenco, delegado-geral de Polícia Civil do Estado, afirmou ter identificado várias pegadas na parte interna da casa, o que levantou a suspeita da participação de mais de uma pessoa no ato criminoso.

Segundo o delegado José Edson, pelas primeiras avaliações, os criminosos se lavaram e também lavaram as mãos antes de deixar a casa do padre Guimarães.

O Arcebispo de Maceió, demonstrou perplexidade diante do fato. “Estamos perplexos, não somente o clero, mas toda a sociedade alagoana”, disse. O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Paulo Rubim, não quis tecer comentários e disse preferir que o delegado Robervaldo Davino se pronunciasse quando achar necessário, já que a ele caberá a investigação.

Para o local do crime foram muitos sacerdotes, entre eles o vigário geral, padre José Augusto, e esteve até a remoção do corpo o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz.

Também foram até a cena do crime o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, os delegados Marcílio Barenco e José Edson, geral e geral adjunto da Polícia Civil,respectivamente, o comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, o governador Teotonio Vilela Filho, o diretor da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), delegado Paulo Cerqueira, o diretor do IML, médico Kléber Santana, policiais civis da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, do Tigre, policiais militares do 5º Batalhão, o prefeito de Murici, Renan Filho, além de vários amigos da vítima.

Ordenação

Hidalbeto Henrique Guimarães, ordenou-se padre na Igreja de São José, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió, no dia 14 de dezembro de 1992 e ultimamente era o pároco da Matriz de Nossa Senhora das Graças em Murici. Ele também se formou recentemente em jornalismo.

Sepultamento

Para que os católicos de Murici, onde o padre era pároco, possam se despedir, o arcebispo Dom Antônio Muniz decidiu, após entendimento com vários padres, que o corpo da vítima será velado naquela cidade, neste domingo (08) e, logo após, retorna para o sepultamento no cemitério São José, no bairro Trapiche da Barra, previsto para ocorrer na manhã da segunda-feira (09).

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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