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Padre de Murici é encontrado morto em Maceió

Guimarães estava desaparecido desde quinta-feira logo após reunião do Clero

Padre Guimarães, encontrado morto em sua residência

O corpo do padre Hidalberto Henrique Guimarães, foi liberado na manhã deste domingo (08), do Instituto Médico Legal (IML) e levado para Murici, onde será velado até a manhã desta segunda-feira (09). Centenas de pessoas participaram de uma missa de corpo presente.

A informação é de que amanhã´, por volta das 8h, o Alto Clero se destine à cidade para mais uma missa e a remoção, em cortejo, até o cemitério de São José, no bairro Trapiche, em Maceió, onde será sepultado.

O padre Hidalberto Henrique Guimarães,48 anos, pároco da cidade de Murici, distante 54 quilômetros de Maceió, que estava desaparecido desde a última quinta-feira logo após reunião do Clero, foi encontrado morto, em estado inicial de decomposição, em sua residência, na rua Jurema, n° 90, próximo a avenida principal do Aeroclube em Maceió, no bairro Tabuleiro do Martins, na noite deste sábado (07). Ele foi esfaqueado e também sofreu golpes a pauladas.

Corpo do padre foi encontrado na cozinha

Segundo as primeiras informações, na casa foram encontradas marcas de sangue na parede e muito sangue no chão da sala e da cozinha. Os móveis também estavam revirados.
O padre celebraria uma missa na cidade de Branquinha, na noite deste sábado (07),às 19h, e não compareceu. Segundo um afilhado do padre, de nome não repassado, ficou preocupado e se dirigiu até a residência à procura de informações. Chegando lá, chamou e não foi atendido, entrou no imóvel e avistou sangue e o corpo do padre no chão da cozinha.

Perícia

Os peritos disseram que no corpo do padre Guimarães havia muitas perfurações, concentradas nas regiões abdominal e torácica, além de outras na cabeça, coxa e braços. Os assassinos também teriam tentado decapitar o sacerdote.

Pedaço de pau foi utilizado para golpear padre na cabeça

Havia no chão vestígios de que o padre tentava se firmar, enquanto era puxado, e as marcas encontradas na parede seriam de suas mãos, pelas digitais colhidas.
A perícia também disse que, nitidamente, tinha na casa marcas de pisadas de duas pessoas, uma calçando sandálias e outra calçando tênis. Não há marcas de arrombamento no imóvel, tampouco de fuga pelo quintal.

Pelos primeiros levantamentos, a porta da frente foi aberta e fechada com a chave que foi encontrada jogada na área, como se os criminosos tivessem arremessado após deixarem o imóvel.
Um pedaço de pau sujo de sangue e a faca também foram encontrados, sendo o cabo da faca em um local e a parte cortante em outro.Os peritos também falaram, ainda extra-oficialmente, que o crime deve ter ocorrido na sexta-feira e o padre estaria morto há menos de 24 horas. Apesar do forte odor no local, os profissionais explicaram que era consequência do grande volume de sangue existente.

Polícia Civil

Corpo do padre foi removido no início da madrugada

Extra-oficialmente, por conta de alguns indícios, a Polícia Civil deve descartar a possibilidade de assalto. Especula-se que os possíveis criminosos sejam pessoas próximas, por conta de algumas evidências.

Na cozinha, foram encontradas sacolas caracterizadas com a logomarca de um hiper mercado instalado nas proximidades e também a nota fiscal datada de 06/11/09, o que confirma que nesta sexta-feira, naquele horário, o padre havia feito compras.

Desde o início, o delegado Marcílio Barenco, delegado-geral de Polícia Civil do Estado, afirmou ter identificado várias pegadas na parte interna da casa, o que levantou a suspeita da participação de mais de uma pessoa no ato criminoso.

Segundo o delegado José Edson, pelas primeiras avaliações, os criminosos se lavaram e também lavaram as mãos antes de deixar a casa do padre Guimarães.

O Arcebispo de Maceió, demonstrou perplexidade diante do fato. “Estamos perplexos, não somente o clero, mas toda a sociedade alagoana”, disse. O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Paulo Rubim, não quis tecer comentários e disse preferir que o delegado Robervaldo Davino se pronunciasse quando achar necessário, já que a ele caberá a investigação.

Para o local do crime foram muitos sacerdotes, entre eles o vigário geral, padre José Augusto, e esteve até a remoção do corpo o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz.

Também foram até a cena do crime o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, os delegados Marcílio Barenco e José Edson, geral e geral adjunto da Polícia Civil,respectivamente, o comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, o governador Teotonio Vilela Filho, o diretor da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), delegado Paulo Cerqueira, o diretor do IML, médico Kléber Santana, policiais civis da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, do Tigre, policiais militares do 5º Batalhão, o prefeito de Murici, Renan Filho, além de vários amigos da vítima.

Ordenação

Hidalbeto Henrique Guimarães, ordenou-se padre na Igreja de São José, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió, no dia 14 de dezembro de 1992 e ultimamente era o pároco da Matriz de Nossa Senhora das Graças em Murici. Ele também se formou recentemente em jornalismo.

Sepultamento

Para que os católicos de Murici, onde o padre era pároco, possam se despedir, o arcebispo Dom Antônio Muniz decidiu, após entendimento com vários padres, que o corpo da vítima será velado naquela cidade, neste domingo (08) e, logo após, retorna para o sepultamento no cemitério São José, no bairro Trapiche da Barra, previsto para ocorrer na manhã da segunda-feira (09).

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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