Bombeiros retornam ao local do incêndio de dois sobrados no Centro do Recife

O Corpo de Bombeiros voltou, na manhã desta segunda-feira (9), ao bairro de Santo Antônio, área central do Recife, onde dois sobrados foram destruídos pelo fogo. O retorno foi necessário porque ainda havia focos do incêndio ocorrido nos dois prédios na madrugada desse domingo (8).

A vistoria da Defesa Civil do Recife só deverá ser feita quando o local for liberado pelo Corpo de Bombeiros. Já o Instituto de Criminalística irá realizar a perícia quando for notificado oficialmente pela delegacia que vai investigar o caso.

Os dois sobrados pegaram fogo na madrugada desse domingo (8). Os bombeiros levaram cerca de seis horas para controlar as chamas. Duas lojas de roupas foram destruídas.

Original em: http://jc.uol.com.br

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Bomba que assustou população em Recife era falsa

Papéis com palavras sem sentido escritas em um computador. Foi o que policiais da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) da Polícia Militar encontraram nesta segunda-feira (9/11) depois de explodir uma suposta bomba deixada em um posto serviços da Celpe localizado na Avenida Conde da Boa Vista, bairro da Boa Vista, em Recife (PE). O material era o “recheio” encontrado dentro de quatro tubos de PVC pintados de vermelho, amarrados com fita adesiva, com um relógio barato acoplado.

A brincadeira de mau gosto mobilizou a polícia das 11h às 14h de hoje. O local foi evacuado e parte da rua foi interditada para evitar possíveis acidentes. De acordo com o capitão Flávio Bantim, que comandou a operação, os trabalhos continuam agora com a Delegacia da Boa Vista e no Instituto de Criminalistica (IC), a fim de identificar os responsáveis pela ocorrência.

Segundo o Cioe, o caso foi repassado pelo Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods) por volta das 11h, após o recebimento de uma denúncia anônima. No local, o procedimento adotado foi esvaziar a área para em seguida explodir o artefato. Os peritos aguardaram a chegada de uma ambulância do Corpo de Bombeiros para realizar a operação. Um explosivo foi utilizado para detonar o material encontrado.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Assassinos de padre vão responder por latrocínio em Maceió

Para delegado que preside o inquérito, intenção dos jovens era roubar religioso, morto a facadas e pancadas

MACEIÓ – O delegado Robervaldo Davino, titular do 4º Distrito Policial, disse nesta segunda-feira, 9, que os dois acusados de matar o padre Hidalberto Henrique Guimarães, de 48 anos, serão indiciados por crime de latrocínio – roubo seguido de morte. Para o delegado, a intenção dos assassinos, que deram 18 facadas e vários golpes de cacete na cabeça do religioso, era matar para roubar. Embora, os acusados só tenham levado da casa do padre um par de tênis e um aparelho de DVD – este último recuperado pela polícia, na Feira do Rato, no bairro da Ponta Grossa, periferia de Maceió.

Os dois acusados de assassinar o padre Guimarães, que era pároco da igreja Nossa Senhora das Graças, em Murici, zona da mata de Alagoas, foram presos no domingo, por agentes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil. O corpo do religioso foi encontrado morto na noite de sábado dentro de sua casa, passou o domingo inteiro sendo velado na cidade de Murici e foi sepultado hoje pela manhã, no cemitério São José, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. No enterro, vários religiosos deram declarações em defesa da vítima, cuja honra também estaria sendo “assassinada.”

De acordo com o delegado Davino, independentemente do comportamento do padre, como a vítima foi roubada e assassinada dentro de casa, a polícia está diante de um caso de latrocínio. “Os acusados – Rafael Timóteo da Silva, 19 anos, e o adolescente J.A.C.S, de 16 anos, confessaram o crime e revelaram como tudo teria acontecido. Na hora da prisão, eles estavam numa festa, no bairro da Ponta Grossa, onde contavam abertamente que tinham matado um homossexual no dia anterior”, relatou o delegado, durante entrevista coletiva, na sede da Polícia Civil de Alagoas, no bairro de Jacarecica.

Em depoimento à polícia e na entrevista à imprensa, Rafael contou que Guimarães o convidou para tomar cerveja e ofereceu R$ 15 por um programa. O acusado disse que chegou a praticar sexo oral com o religioso, mas quando se negou a praticar sexo anal foi ameaçado de morte com uma faca. Rafael mostrou um ferimento na mão, dizendo que teria sido cortado quando estava tomando a faca da mão do padre. Ele disse que desarmou a vítima e aplicou três facadas no religioso, dentro do quarto.

Na polícia, o J.A.C.S adolescente disse que bebera demais e que estava dormindo quando acordou com a confusão, entre seu amigo e o padre. Foi quando ele pegou um pedaço de pau e aplicou vários golpes na cabeça do religioso. O menor confessou também ter dado algumas estocadas de faca na vítima, como acusara Rafael.

A perícia do Instituto de Criminalística constatou que o padre Guimarães foi morto com 18 facadas: duas no pescoço e uma no coração. Rafael e o adolescente disseram que não sabia que a vítima era padre. “Ele disse a gente que era professor de telecomunicações”, afirmou Rafael, contando que estava em um bar, perto do SESC, no bairro do Poço, quando foi abordado pelo padre.

Os acusados contaram ainda que Guimarães foi quem os chamou para levá-los à sua casa, que fica nas proximidades do Aeroclube de Maceió, no Tabuleiro do Martins, na periferia da cidade. No caminho, por volta das 2h30 da madrugada de sábado, a vítima teria parado o carro, um Fiat Mille, no supermercado Extra, na Gruta de Lourdes, e comprado cigarros, salgadinhos, petiscos e cervejas para beber, em sua residência. Os acusados disseram ainda que foram à casa da vítima para “farrar”, mas quando chegaram lá mudaram de planos, diante do comportamento do padre.

Para o delegado Robervaldo Davino, apesar da alegação dos acusados, o importante era a intenção dos jovens de roubar a vítima. Por isso, vai enquadrar os acusados no crime de latrocínio, cuja pena varia de 20 a 30 anos de prisão, de acordo com o Código Penal Brasileiro.

Original em: http://www.estadao.com.br

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Perícia aguarda carteiras da Funai de índios para confrontar com digitais de corpo

Peritos do Instituto de Criminalística de Campo Grande aguardam a chegada das carteiras indígenas da Funai (Fundação Nacional do Índio) dos professores Genivaldo Verá e Rolindo Verá, desaparecidos desde o dia 2 de novembro em Paranhos. Já foram coletadas as digitais de um corpo encontrado no sábado (7) no córrego Ypoi. Há suspeita de que o corpo seja de um dos desaparecidos.

O fato é que o banco de dados de Mato Grosso do Sul, que reúne todos os dados de quem tem carteira de identidade local, não tem as impressões digitais de Genivaldo e Rolindo Verá. Mas, os indígenas têm a carteira da Funai e nela, há a impressão digital.

A Funai encaminha as documentações e os peritos esperam a chegada das carteirinhas com as impressões digitais para poderem dizer ou não se o corpo que está em Campo Grande e foi trazido de Paranhos é do professor Genivaldo ou de Rolindo. Uma outra questão diz respeito a localidade. Paranhos faz fronteira com o Paraguai e no caso do corpo não ser indígena pode ser de algum cidadão do País vizinho.

Genivaldo e Rolindo têm respectivamente, 21 e 28 anos.

Segundo informações apuradas pelo Midiamax junto ao governo estadual, o corpo passou por necropsia e não foram constatadas perfurações por tiro ou faca nem tampouco os ossos foram quebrados. A causa da morte não pôde ser elucidada pelo avançado estágio de putrefação.

A PF (Polícia Federal) acompanha o caso.

Exigência

O corpo do homem achado ontem à tarde no córrego Ypoi, em Paranhos, foi trazido para o IML (Instituto Médico Legal) de Campo Grande por determinação do secretário Jacini Wantuir (segurança pública), segundo fontes do governo estadual.

A Polícia Civil de Paranhos entregou o corpo no IML ontem por volta das 7 horas.

O local do confronto entre índios e seguranças foi na fazenda São Luiz, por onde cruza o rio. Os professores índios Genivaldo e Rolindo Verá sumiram e até agora não foram localizados.

A vinda do corpo para cá teria ocorrido porque o IML de Ponta Porã não possui equipamento raio-x e também por conta da pressão do Ministério da Justiça. Campo Grande teria mais estrutura para a necropsia e o ministro da Justiça, Tarso Genro teria exigido empenho do governo e da PF (Polícia Federal) para elucidação do caso na região Sul, conhecida internacionalmente por ser foco de violência contra os povos indígenas da etnia guarani. Estudos antropológicos têm sido barrados pelos produtores rurais na Justiça que determinou a continuidade das análises fundiárias.

Por determinação do MPF (Ministério Público Federal), homens do Exército, Polícia Federal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, criaram uma força-tarefa para localizar os índios, que são professores das aldeias.

Os desaparecidos e outros 16 índios, segundo lideranças indígenas locais, tentaram ocupar a fazenda no final da semana passada, mas eles foram expulsos a força da propriedade.


O grupo se dispersou na mata e muitos deles retornaram às aldeias com hematomas no corpo que, segundo eles, teriam sido provocados por balas de borracha. Donos da propriedade disseram que o local é arrendado e que desconheciam que lá havia seguranças contratados.

Os índios tentam por pressão acelerar os estudos antropológicos, que deverão apontar quais áreas são indígenas e quais não são. Os produtores rurais da Região Sul brigam na Justiça para barrar o estudo.

Original em: http://www.midiamax.com

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Caminhão escondia mais de 3 toneladas de maconha em Campinas

A Polícia Militar prendeu neste domingo dois homens que transportavam 3.160 quilos de maconha em um caminhão em Campinas, interior de São Paulo.

Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), o Copom (Centro de Operações da PM) recebeu uma denúncia de que um caminhão Mercedes Benz azul, com placas de Guaraniaçu, no Paraná, estaria com drogas. Os policiais foram até o local e abordaram dois homens que estavam na residência. Durante vistoria no caminhão, foram encontrados na carroceria 3.160 quilos de maconha.

Na nota fiscal que estava com os traficantes, constava que a carga era de farelo de arroz e seguia do Paraná para o Rio de Janeiro. Os homens foram conduzidos ao 9º DP (Distrito Policial) de Campinas, onde lhes foi dada voz de prisão, em flagrante por tráfico. A droga foi apreendida e encaminha ao Instituto de Criminalística.

Original em: http://home.dgabc.com.br

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Assassinos de padre alegam que agiram em legítima defesa

Ascom - PC

A Polícia Civil de Alagoas apresentou, na manhã desta segunda-feira, os dois acusados da morte do padre Hidalberto Henrique Guimarães – pároco da igreja Nossa Senhora das Graças, em Murici. Rafael Timóteo da Silva, 19 anos, conhecido por “Chiqueque”, e o menor J.A.C.S, de 17 anos, confessam a autoria do crime.
Aapresentação, realizada na sede da instituição, no bairro de Jacarecica, teve as presenças do delegado-geral Marcílio Barenco, do delegado ajunto José Edson de Freitas Júnior, e do delegado Robervaldo Davino, que preside o inquérito instaurado para apurar o assassinato.

Barenco revelou que os acusados deverão responder por latrocínio. Depois de praticarem o crime, eles levaram um aparelho de DVD e um par de tênis do religioso. “Isto caracteriza o latrocínio”, explicou delegado-geral.

O delegado José Edson destacou o trabalho de investigação realizado pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) e do 4º Distrito Policial que, menos de 24 horas após a descoberta do corpo do sacerdote, conseguiram chegar aos criminosos.

A operação, segundo ele, foi desencadeada ainda na noite de sábado (07), logo após o corpo ser encontrado na casa do padre, próximo ao Aeroclube, no bairro do Tabuleiro. O trabalho foi comandado pelo delegado Paulo Cerqueira, coordenador da Deic, e envolveu diversos setores da PC, inclusive o delegado-geral e o delegado adjunto José Edson de Freitas Junior, que estiveram no local do crime, em companhia do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim.

Na manhã desta segunda-feira, o aparelho de DVD foi recuperado na Feira do Passarinho, onde havia sido vendido por R$ 55,00, de acordo com a versão dos acusados.

O delegado Robervaldo Davino informou que já está tomando os depoimentos de testemunhas. Ele também esteve na casa onde ocorreu o crime, acompanhado de peritos do IC (Instituto de Criminalística), para a realização de novos exames periciais.

O delegado José Edson destacou a importância da preservação dos locais de crimes. “Isto foi fundamental para que pudéssemos chegar rapidamente aos criminosos”.

O crime

A versão dos acusados é de que os dois estariam próximo a um bar (Orákulo), no bairro de Jaraguá, quando o padre ofereceu carona e os convidou para tomarem umas cervejas em um outro estabelecimento (Casa Amarela), no bairro da Jatiúca. De lá, todos teriam ido em um automóvel Fiat Mille, cor prata, até a casa do religioso.

No caminho, já por volta das 2h30, segundo os acusados, ainda pararam no hipermercado Extra, no bairro da Gruta de Lourdes, onde compraram duas caixas de cerveja, cigarros, batatas fritas e amendoins. O menor afirma que teria bebido muito e acabou dormindo, somente acordando com uma grande discussão e luta corporal entre Rafael e o religioso. Disse que o padre já havia sido esfaqueado e ele chegou a desferir várias pauladas na cabeça da vítima.

Versão dos acusados

Ascom - PC

A versão de Rafael é de que, depois de beberem cerveja, o padre lhe teria oferecido R$ 15,00 para que eles fizessem um programa. Os dois teriam ido até o quarto da casa onde o padre teria feito sexo oral e, em seguida, pegara uma faca embaixo do colchão e o ameaçara para que continuassem o programa, mas desta feita sendo o religioso o parceiro ativo.

Nas palavras de Rafael, o padre ameaçara cortar seu pescoço para obrigá-lo a fazer sexo, porém ele conseguira arrancar a faca das mãos do religioso e o golpeara por diversas vezes.

Após o crime, já perto das 5 horas, os dois teriam rumado para casa, no bairro de Ponta Grossa, em um ônibus. Rafael tinha marcas de sangue nas roupas, e isso levantou suspeitas por parte do motorista e do cobrador do coletivo que acionaram a Polícia Militar.

Os jovens chegaram a ser abordados pela PM, quando o ônibus passava próximo ao Cepa (Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas), no Farol, mas justificaram que teriam se envolvido em uma briga e acabaram liberados.

Ainda no domingo, o menor comentou sobre o crime com alguns amigos na Praça Santa Tereza, em Ponta Grossa, onde reside. A Polícia Civil foi informada e conseguiu localizar os dois acusados na noite de sábado. Rafael já teve a prisão temporária decretada pelos juízes da 17ª Vara Criminal.
O padre Hidalberto Henrique Guimarães, 48 anos, estava desaparecido desde a última quinta-feira (05). No final da noite de sábado (07), foi encontrado morto, em estado inicial de decomposição, dentro de sua residência, na rua Jurema, n° 90, próximo a avenida principal do Aeroclube em Maceió, no bairro Tabuleiro do Martins.

O Instituto de Criminalística comprovou que o religioso foi assassinado com 18 facadas e a pauladas.

Original em: http://www.primeiraedicao.com.br

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Exame de DNA dos cadáveres do casal carbonizado no Gama dá negativo

Material genético nada têm a ver com o sangue encontrado no veículo de um dos suspeitos de participação no triplo homicídio

Depois do resultado negativo do exame feito no carro de um homem preso há mais de um mês, para saber se o sangue encontrado no porta-malas era de uma das três vítimas assassinadas, o Instituto de Pesquisa em DNA Forense (IPDNA) concluiu mais um laudo elaborado a partir da mesma prova coletada. O material biológico no veículo do suspeito identificado apenas pela inicial D. também não faz parte da sequência genética dos corpos carbonizados de um casal, descobertos no Gama.
Adolfo de Jesus Carvalho, 24, e Marcela Lorena do Nascimento, 18, moravam perto da casa de Francisca Nascimento da Silva, que foi assassinada, com o casal José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes Villela, no dia 28 de agosto, dentro do apartamento 601/602 do bloco C da SQS 113. No total, os três levaram 73 facadas. As duas vítimas estavam desaparecidas desde 29 de agosto, um dia depois da morte dos Villela e da empregada. Os cadáveres foram achados em um terreno atrás do presídio ferminino do Gama.

Os corpos do casal foram exumados para análise no IPDNA. A intenção da chefe do inquérito que investiga o crime na 113 Sul, delegada Martha Vargas, era saber se o DNA deles conferia com o do sangue achado no carro de D., porque havia uma informação, em Santa Maria, de que Adolfo e Marcela estariam vendendo joias. A morte deles significaria queima de arquivo. Mas o resultado, que o Correio obteve com exclusividade, foi negativo.

Assim, foi praticamente descartada a participação de D. e A. – também identificado pela inicial do nome – no crime da 113 Sul. Já que a prisão de A. se fundamentava no fato de ter sido arrolado como suspeito de participar do triplo homicídio juntamente com o primo, D, ele acabou liberado. Porém, seu parente continua preso, porque é acusado de clonagem de veículo e pistolagem. A polícia afirmou que D. também faz parte da organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar de a delegada Martha Vargas não ter comparecido à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) durante o dia de ontem, ela fez diligências na noite de sábado. O objetivo seria colher mais provas para concluir as investigações sobre o crime. É possível que outro suspeito de participar do triplo assassinato seja preso nas próximas horas.

Original em:

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Homicídios contra mulheres voltam a crescer no Ceará

Faltando pouco mais de um mês para o fim do ano, o número de mulheres assassinadas em 2009 já superou os registros de 2008. No ano passado, 93 mulheres foram vítimas de homicídio em todo o Estado. Em 2009, já são 113 casos em menos de 11 meses completos, o que representa uma elevação da ordem de 21 por cento.

A estatística aponta uma retomada dos índices de violência contra a mulher após um período de trégua ocasionado pela entrada em vigor, em 2007, da Lei Maria da Penha. Entre 2007 e 2008 houve uma queda de quase 20 por cento das mortes violentas entre mulheres.

Com a retomada dos crimes, também confirma-se uma comprovação das autoridades. A maioria dos assassinatos de mulheres tem como pano de fundo as desavenças entre vítimas e seus companheiros ou ex-companheiros.

Ex-maridos, ex-namorados ou amantes são aqueles que mais praticam assassinatos durante conflitos passionais. Em Fortaleza, este ano, foram 37 homicídios, outros 15 na Região Metropolitana e, ainda, 65 casos no Interior, o que demonstra que nas cidades e lugarejos interioranos a cultura machista continua chegando a fatos extremos. Prova disso aconteceu em um dos mais recentes casos.

Foi no Município de Piquet Carneiro (a 332KM de Fortaleza), onde o agricultor Francisco Oliveira da Silva, 45, entrou em discussão com sua ex-mulher, na noite do último dia 30. Na confusão que se formou dentro da residência da família, Francisco apoderou-se de um facão e matou Antônia Alves de Sousa, 41, com quem viveu por mais de 20 anos. Ainda no conflito, uma filha do casal também ficou ferida e ainda está hospitalizada.

Três dias depois, cena semelhante aconteceu na Região Metropolitana de Fortaleza. Foi no Parque Soledade, no Município de Caucaia, onde a artesã Maria Vanúzia Gomes de Oliveira, 40, acabou sendo morta, a tiro, pelo companheiro, até agora identificado somente por “Geovane”. Logo após matar Vanúzia, o acusado também tirou a vida do filho dela, o jovem José Adaílson Gomes de Oliveira, 22.

Sequência
Ainda durante o feriadão prolongado de Finados, as autoridades registraram um terceiro assassinato de mulher. O palco da cena sangrenta desta vez foi o Município de Camocim, no Litoral Oeste do Estado (a 373Km de Fortaleza). Ali, a dona-de-casa Ivaneide Sousa da Hora, 34, foi morta, a golpes de faca, pelo ex-marido, o trabalhador rural Benevaldo Lira de Araújo, 46. O crime causou consternação naquela comunidade.

ZONA PERIGOSA
Cariri registra alta taxa de violência

A Região do Cariri (Sul do estado) tem se caracterizado, nos últimos dez anos, como um dos principais focos de violência contra a mulher. Por conta disso, duas delegacias de Defesa da Mulher foram instaladas ali, sendo uma em Juazeiro do Norte e outra no Crato. Mesmo assim, os índices de assassinatos e agressões revelam que os criminosos parecem não se intimidar com a presença mais ostensiva das autoridades policiais e com o rigor da Lei.

Somente este ano, já foram registrados 20 assassinatos de mulheres na Região, seis delas somente no Município de Juazeiro do Norte. Na semana passada, o corpo de uma mulher com idade entre 30 e 40 anos foi encontrado por populares no Bairro Frei Damião em Juazeiro do Norte. Ela foi morta a golpes de pau e gravemente ferida com uma alavanca que chegou a degolar parcialmente o seu pescoço e a mão direita. O fato aconteceu nas imediações do CAIC e, após ser morta, a mulher teve o seu corpo arrastado por cerca de 100 metros.

Dentro do matagal por onde isso ocorreu, ficaram marcas de sangue na vegetação. Segundo o Subtenente Francinaldo Guedes, do Ronda do Quarteirão, o pedaço de pau e a alavanca utilizados no crime estavam ao lado do corpo. Ele próprio definiu como cenas chocantes da violência urbana tão logo chegou ao local por volta das 8 horas quando os populares acionaram a Polícia.

Mistério
O cadáver foi conduzido para o Instituto Médico Legal (IML) a fim de ser necropsiado após o perito criminal fazer exames preliminares no córrego onde o corpo estava. A mulher deve ter sido morta pela madrugada e usava um short verde, uma blusa rósea e possui uma tatuagem no braço, sendo mulher de pequena estatura e morena. Apesar dos cerca de 50 curiosos no local, ninguém conseguiu identificá-la e o caso está envolto em mistério.

Além dos seis assassinatos de mulheres em Juazeiro do Norte, foram duas em Crato, duas em Campos Sales e outras nos municípios de Mauriti, Antonina do Norte, Jardim, Penaforte, Cedro, Nova Olinda, Brejo Santo, Missão Velha, Jati e Potengi. A matança de mulheres este ano já supera o total de 12 mortas em 2008; dez em 2007, dezoito em 2006; dezenove em 2005; catorze em 2004; dezoito em 2003, e só perdendo para o ano de 2002 quando foram registrados 23 assassinatos.

Bárbaros
Entre os muitos crimes que deixam vítimas mulheres indefesas, há aqueles que se caracterizam pela extrema crueldade de seus algozes. UM exemplo disso ocorreu na noite de 12 de outubro passado, no Município de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. A dona-de-casa Luíza Ferreira Lopes, 52, foi morta quando dormia. Ela recebeu vários golpes de machado.

Para surpresa da Polícia, quando as primeiras investigações foram iniciadas, descobriu-se que o autor do crime fora um tio da mulher. Tratava-se de Francisco de Lima Lopes, que fugiu do loca, indo se esconder na casa de outros parentes, no Conjunto Prefeito José Walter. Dias depois, ele acabou sendo capturado pela equipe do delegado Romério Almeida.

Também causou revolta um crime de morte ocorrido na madrugada do dia 5 de de maio passado, quando o corpo de uma adolescente foi encontrado, semi-despido, no matagal do Cocó, na Aerolândia, a poucos metros da Avenida Governador Raul Barbosa.

Peritos constaram marcas de esganadura e estrangulamento, além de sinais de violência sexual. O corpo foi levado para o necrotério sem identificação. Mas no dia seguinte acabou sendo reconhecido pela família.

Drogas
Trata-se da jovem Emanuel Maria da Silva, que tinha apenas 17 anos. A garota havia saído da casa dos pais para ir morar com um namorado. “Perdi minha filha para o crack, para as drogas”, disse a mãe da adolescente em entrevista ao Diário do Nordeste. O namorado era usuário de drogas e arrastou Emanuela para o vício. Um caminho sem retorno.

Original em: http://www.tvcanal13.com.br

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Morto a pedradas, garrafadas e golpes de faca no Fazendinha

Até pessoas acostumadas com a violência, como o perito criminal do Instituto de Criminalistica e policiais militares, ficaram chocados com a brutalidade empregada no assassinato de Everson Matias de Carvalho, 27 anos, ocorrido no início da manhã de ontem, na Fazendinha.

Além de facadas nas costas, o rapaz teve a cabeça estraçalhada a pedradas e garrafadas. Tanto sangue manchou suas roupas foi difícil descobrir a cor da bermuda e da camiseta que ele vestia.

O crime aconteceu por volta de 5h30 na Rua João Meneghetti. Depois de sair de uma festa de aniversário, Everson – que era conhecido como “Evinho” e morava no Tatuquara – foi assassinado na frente de um sobrado.

Os suspeitos do crime são dois homens que moram de aluguel na casa. De acordo com informações de policiais do 13.º Batalhão da PM, a festa foi realizada a duas casas do sobrado dos suspeitos, que também estariam na comemoração.

Para policiais da Delegacia de Homicídios, que estiveram no local, uma briga regada a droga e bebida teria motivado o crime. Depois de trucidar a vítima, os suspeitos foram descuidados e deixaram uma faca de cabo azul ao lado do corpo.

Cacos de vidro de uma garrafa de vinho também usados na agressão estavam junto à vítima. As marcas de sangue ficaram na entrada do sobrado, nas escadas e na porta de acesso.

Passional

A polícia também checa a informação de que o crime teria motivo passional. Comentários no local davam conta que, há mais de um ano, a mulher de Everson teve um caso com o amigo dos suspeitos. Como Everson teria jurado de morte o suposto amante da esposa, os colegas deram um jeito de eliminá-lo antes.

Evinho era usuário de droga, fato que também teria ligação com a sua morte, já que há indícios de que os autores do crime eram usuários. No interior do carro da vítima, que ficou estacionado na rua, a polícia encontrou certa quantidade de maconha e crack.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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