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Assassinos de padre alegam que agiram em legítima defesa

Ascom - PC

A Polícia Civil de Alagoas apresentou, na manhã desta segunda-feira, os dois acusados da morte do padre Hidalberto Henrique Guimarães – pároco da igreja Nossa Senhora das Graças, em Murici. Rafael Timóteo da Silva, 19 anos, conhecido por “Chiqueque”, e o menor J.A.C.S, de 17 anos, confessam a autoria do crime.
Aapresentação, realizada na sede da instituição, no bairro de Jacarecica, teve as presenças do delegado-geral Marcílio Barenco, do delegado ajunto José Edson de Freitas Júnior, e do delegado Robervaldo Davino, que preside o inquérito instaurado para apurar o assassinato.

Barenco revelou que os acusados deverão responder por latrocínio. Depois de praticarem o crime, eles levaram um aparelho de DVD e um par de tênis do religioso. “Isto caracteriza o latrocínio”, explicou delegado-geral.

O delegado José Edson destacou o trabalho de investigação realizado pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) e do 4º Distrito Policial que, menos de 24 horas após a descoberta do corpo do sacerdote, conseguiram chegar aos criminosos.

A operação, segundo ele, foi desencadeada ainda na noite de sábado (07), logo após o corpo ser encontrado na casa do padre, próximo ao Aeroclube, no bairro do Tabuleiro. O trabalho foi comandado pelo delegado Paulo Cerqueira, coordenador da Deic, e envolveu diversos setores da PC, inclusive o delegado-geral e o delegado adjunto José Edson de Freitas Junior, que estiveram no local do crime, em companhia do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim.

Na manhã desta segunda-feira, o aparelho de DVD foi recuperado na Feira do Passarinho, onde havia sido vendido por R$ 55,00, de acordo com a versão dos acusados.

O delegado Robervaldo Davino informou que já está tomando os depoimentos de testemunhas. Ele também esteve na casa onde ocorreu o crime, acompanhado de peritos do IC (Instituto de Criminalística), para a realização de novos exames periciais.

O delegado José Edson destacou a importância da preservação dos locais de crimes. “Isto foi fundamental para que pudéssemos chegar rapidamente aos criminosos”.

O crime

A versão dos acusados é de que os dois estariam próximo a um bar (Orákulo), no bairro de Jaraguá, quando o padre ofereceu carona e os convidou para tomarem umas cervejas em um outro estabelecimento (Casa Amarela), no bairro da Jatiúca. De lá, todos teriam ido em um automóvel Fiat Mille, cor prata, até a casa do religioso.

No caminho, já por volta das 2h30, segundo os acusados, ainda pararam no hipermercado Extra, no bairro da Gruta de Lourdes, onde compraram duas caixas de cerveja, cigarros, batatas fritas e amendoins. O menor afirma que teria bebido muito e acabou dormindo, somente acordando com uma grande discussão e luta corporal entre Rafael e o religioso. Disse que o padre já havia sido esfaqueado e ele chegou a desferir várias pauladas na cabeça da vítima.

Versão dos acusados

Ascom - PC

A versão de Rafael é de que, depois de beberem cerveja, o padre lhe teria oferecido R$ 15,00 para que eles fizessem um programa. Os dois teriam ido até o quarto da casa onde o padre teria feito sexo oral e, em seguida, pegara uma faca embaixo do colchão e o ameaçara para que continuassem o programa, mas desta feita sendo o religioso o parceiro ativo.

Nas palavras de Rafael, o padre ameaçara cortar seu pescoço para obrigá-lo a fazer sexo, porém ele conseguira arrancar a faca das mãos do religioso e o golpeara por diversas vezes.

Após o crime, já perto das 5 horas, os dois teriam rumado para casa, no bairro de Ponta Grossa, em um ônibus. Rafael tinha marcas de sangue nas roupas, e isso levantou suspeitas por parte do motorista e do cobrador do coletivo que acionaram a Polícia Militar.

Os jovens chegaram a ser abordados pela PM, quando o ônibus passava próximo ao Cepa (Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas), no Farol, mas justificaram que teriam se envolvido em uma briga e acabaram liberados.

Ainda no domingo, o menor comentou sobre o crime com alguns amigos na Praça Santa Tereza, em Ponta Grossa, onde reside. A Polícia Civil foi informada e conseguiu localizar os dois acusados na noite de sábado. Rafael já teve a prisão temporária decretada pelos juízes da 17ª Vara Criminal.
O padre Hidalberto Henrique Guimarães, 48 anos, estava desaparecido desde a última quinta-feira (05). No final da noite de sábado (07), foi encontrado morto, em estado inicial de decomposição, dentro de sua residência, na rua Jurema, n° 90, próximo a avenida principal do Aeroclube em Maceió, no bairro Tabuleiro do Martins.

O Instituto de Criminalística comprovou que o religioso foi assassinado com 18 facadas e a pauladas.

Original em: http://www.primeiraedicao.com.br

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1 comment to Assassinos de padre alegam que agiram em legítima defesa

  1. ENOC SANTOS
    novembro 12th, 2009 at 17:07

    @Anônimo: enquanto a igreja proibir casamentos para os padres, estes crimes se repetirão no meio doclero, pois só este ano já foram assassinados cinco padres no BRASIL.

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