Casarões em risco no Centro do Recife

O incêndio de dois casarões na Rua Nova, no Centro do Recife, ocorrido no último domingo, serviu para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan/PE) fizesse o alerta de que todo o entorno está em perigo. Ontem à tarde, o presidente do órgão no estado, Frederico Almeida, enviou um técnico à área para avaliar a situação dos imóveis e, sobretudo, os riscos do conjunto como um todo. Segundo ele, a grande preocupação é verificar se a conservação dos imóveis no logradouro oferece perigo ao que chama de “ambiência” de monumentos tombados. Isso porque ali perto estão duas igrejas de tombamento histórico, a da Conceição dos Militares e a Matriz de Santo Antônio. No entanto, o problema de falta de conservação de imóveis antigos no Centro do Recife é bem mais amplo, envolvendo também casarões que não são tombados e que abrigam pontos comerciais e residenciais. Só neste ano, três incidentes semelhantes já aconteceram.

Na Rua do Príncipe, uma árvore conseguiu se misturar a um imóvel abandonado.

Almeida mostrou preocupação principalmente quanto à apuração das possíveis causas do incêndio. “Ainda não se sabe o que provocou o fogo. É preciso que se investigue tudo. Afinal, é todo um entorno que está em risco”, disse. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura do Recife, a sindicância sobre as hipóteses do incêndio só será feita se os proprietários das lojas (A senhorita e Via Moda) assim solicitarem ao Instituto de Criminalística (IC). “É preciso avaliar todas as questões. Por exemplo, se nessas casas antigas as lojas podiam funcionar, se os projetos foram aprovados pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura). Tem que apurar a responsabilidade do erro”, afirmou o presidente do Iphan.

A situação dos imóveis da Rua Nova expôs a insegurança em estabelecimentos comerciais e culturais que funcionam em casarios antigos. Antes do fogo deste fim de semana, três grandes incêndios foram registrados no centro este ano. O mais recente foi em setembro, quando uma loja de placas pegou fogo perto da sede do Galo da Madrugada,na Rua da Concórdia. Em junho, a Rua do Aragão foi atingida duas vezes pelas chamas que consumiram o acervo de lojas de móveis. O Balé Popular do Recife enfrentou um revés em fevereiro quando um incêndio destruiu a sua sede, na Rua do Sossego, com mais de 700 peças de figurino. Ninguém ficou ferido nos três acidentes.

Outras situações semelhantes ocorreram no Centro do Recife. A Rua da Concórdia é uma das que mais registra focos de incêndio. Em 2008, o fogo atingiu uma loja de eletrodomésticos e, dois anos antes, uma loja de peça para motos. Na Avenida Dantas Barreto, uma loja de jogos eletrônicos foi destruída há cinco anos.

Apesar dos riscos, comerciantes insistem em ficar em imóveis mal conservados. No Cais José Mariano, uma loja de ferragens funciona normalmente no térreo de um sobrado de dois andares, com rachaduras e tijolos aparentes na fachada. Um exemplo já conhecido é o prédio da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, na Rua Gervásio Pires, que está deteriorado há anos. E na Rua do Príncipe,um imóvel está há tanto tempo abandonado que uma árvore cresce colada à parede, ameaçando os usuários da parada de ônibus. “A recuperação das fachadas do comércio é de responsabilidade dos proprietários. Juntamente com a Prefeitura e a Iquine foi feito um trabalho de recuperação de parte das lojas no Centro. Essas obras não são de responsabilidade da CDL”, disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife, Sílvio Vasconcelos.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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Grupo clona controle remoto e faz arrastão em São Paulo

SÃO PAULO – Pelo menos 50 moradores – incluindo dois bebês – de um condomínio em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, passaram três horas de terror ontem de manhã em poder de 15 criminosos armados de fuzis, metralhadoras, pistolas e revólveres. O grupo entrou em 13 dos 16 apartamentos do prédio, que tem dois por andar. Depois, fugiram, levando pelo menos R$ 120 mil em joias, R$ 12.500, US$ 5 mil, mil euros, notebooks e equipamentos eletroeletrônicos. Foi o 44º arrastão a edifício no Estado este ano – 32º na capital.

Uma das vítimas do roubo foi W., síndico do condomínio. Ele contou que parte dos criminosos entrou no edifício no começo da manhã com um veículo igual ao de um morador e com controle remoto clonado do portão da garagem. Os ladrões dominaram o porteiro e facilitaram a entrada de cúmplices.

Segundo W., além de fuzil e metralhadora, os suspeitos também portavam um revólver com silenciador. O síndico disse ainda que os moradores eram dominados assim que saíam para o trabalho ou para levar os filhos à escola. “Éramos entre 50 ou 60 pessoas. Com exceção dos bebês, fomos obrigados a ficar de cócoras na garagem.”

Segundo W., os ladrões ficaram no prédio até por volta das 10 horas. O edifício dispõe de equipamentos de segurança, mas as câmeras não filmaram a ação dos assaltantes. Ontem à tarde, policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no condomínio para recolher digitais. Só cinco moradores haviam registrado o roubo no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, até as 22 horas.

Original em: http://www.estadao.com.br

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Delegado vai ouvir as vítimas

Depoimento das pessoas envolvidas vai ajudar na conclusão do inquérito policial

As vítimas envolvidas no acidente entre um ônibus e uma carreta, no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, na sexta-feira, serão ouvidas a partir de hoje, segundo o delegado Adriano Spolaor. O inquérito para apurar se houve responsabilidade do motorista do ônibus, Alcindo Zamberlan, no acidente foi instaurado ainda na sexta-feira.

Um perito criminal vai fazer uma vistoria no veículo para verificar se houve falha mecânica, mas a data da perícia ainda não foi definida.

Joãozinho Antônio Kiatkosky, motorista do caminhão estacionado na rua Júlio Tissi e que foi atingido pelo ônibus, falou sobre o fato de sua carreta ocupar metade da pista na hora da batida. Para ele, como não há placa indicando que não pode estacionar, sua atitude foi correta. “Quando colocarem uma placa aqui que indique que não pode estacionar, é lógico que não vou estacionar.”

Há 30 anos Joãozinho trabalha para a empresa JZ Transportes que fica perto da casa dele. Sempre que chega ou sai para uma viagem deixa o caminhão na frente de casa para carregar os pertences pessoais. “Nunca deixei a carreta aqui o dia ou a noite inteira porque a empresa fica perto de casa”, explica.

No dia do acidente, o caminhoneiro havia chegado de Brusque há meia-hora e se preparava para sair logo em seguida para guardar o caminhão na empresa. “Quando escutei o barulho, corri para a janela e vi que a carreta não estava mais onde eu havia deixado. Levei um choque. Até me arrepia lembrar da cena”, detalha.

Dos funcionários da empresa Seara Alimentos que estavam no ônibus que atingiu a carreta de Joãozinho, três permanecem internados (veja quadro). Maristela Tilmann, que morreu no local, foi enterrada no sábado.

O motorista do ônibus, Alcindo Zamberlan, avisa que um Gol vinha no sentido contrário e, para não bater de frente, tentou desviar e acabou batendo na carreta.

O supervisor da empresa Rainha, Alexandre Dalcastagne, informa que Zamberlan está afastado para tratamento médico e, se for preciso, tratamento psicológico. Dalcatagne acredita que o motorista deve voltar ao trabalho dentro de um mês.

Original em: http://www.clicrbs.com.br

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Condenado pela noite de terror no Plano Piloto

Desta vez, juiz definiu 65 anos de reclusão a acusado da morte de um funcionário público no Parque da Cidade, além dos roubos de veículos praticados na Asa Sul em companhia de dois menores

Depois de 8 meses de prisão, aguardando julgamento, o criminoso Décio Delfino dos Santos, 27 anos, participante do trio que levou os moradores da Capital à “Noite de Terror”, no dia 25 de março, foi condenado a 65 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, na última quinta-feira (5) pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Brasília. O acusado respondia aos crimes de roubo qualificado, roubo de veículos, latrocínio, corrupção de menores e tentativa de latrocínio. O menores que também estavam envolvidos nos casos estão apreendidos no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) onde cumprirão pena de três anos de reclusão.
O dia 25 de março ficou conhecido como a Noite do Terror porque na madrugada daquela quarta-feira, Décio Delfino dos Santos, 27 anos, Marina Pereira Gomes e Klaydson Souza Santana, que tinham na época 17 anos, cometeram vários crimes na região do Plano Piloto. O trio roubou cerca de oito veículos, assassinaram o servidor público Cassemiro Silva de Souza, 35 anos, no Parque da Cidade e alvejaram Janslei Adalberto Santana de Souza, 41 anos, que sobreviveu ao ataque, no Setor de Clubes Sul.

A Delegacia de Roubo e Furtos de Veículos (DRFV) investigava o grupo desde o início do ano. Eles roubavam cerca de quatro a cinco veículos por dia, abordavam as pessoas na rua, roubavam seus pertences e fugiam no carro delas até o próximo local de crime, onde abandonavam o veículo roubado e cometiam o mesmo tipo de ato com outra pessoa. O ultimo carro pego pelo grupo era usado como fuga até a região ABC da Cidade Ocidental (GO) onde eles queimavam o veículo para não deixar pistas para polícia. A DRFV conseguiu efetuar a prisão dos dois menores no mesmo dia de um dos crimes, na Asa Sul. O líder do trio, Dércio Delfino, conseguiu fugir da polícia que estava de campana na cidade onde ele morava na Cidade Ocidental. Durante a fuga, o acusado voltou para o Plano Piloto, roubou um carro na Asa Norte e estuprou a dona do veículo. Ele foi pego minutos depois do ato por agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE).

O delegado da DRFV, Moisés Martins, conta que no dia seguinte a imprensa divulgou a foto do autor contando que ele havia sido preso por estupro. Moradores da região ABC viram a imagem de Dércio nas reportagens e avisaram a delegacia que ele era o principal acusado de ter praticado os crimes no dia anterior. A polícia investigou a informação e descobriu que era verdadeira.

“A finalidade das investigações policiais é conseguir muitas provas contra o criminoso para que possa dar sustentação ao processo e ocorra a condenação. Se não eles acabam sendo soltos rapidamente. Creio que com tantas provas contra Délio ele deva ficar preso pelo menos uns 30 anos”, diz o delegado.

O acusado ainda não foi condenado pelo crime de estupro. Segundo o Moisés, consta no ficha criminal do autor 35 inquéritos. O delegado explica que o acusado cometeu cinco crimes do ano de 2000 a 2004, ano em que foi preso por roubo. Ele foi condenado em 2005 a 11 anos e quatro meses de reclusão e foi solto no final do ano 2008 quando voltou a praticar crimes. Os outros 30 inquéritos contra ele foram realizados todos no ano de 2009.

Original em: http://www.maiscomunidade.com

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Conde da Boa Vista // Falsa bomba provoca transtorno

Cena de seriado policial ontem, na Avenida Conde da Boa Vista. Uma loja foi fechada, um trecho de 50 metros da via interditado e o tráfego de carros interrompido na faixa destinada a carros passeio entre as ruas das Ninfas e Soledade durante mais de três horas por causa da notícia de uma bomba. Um artefato pintado de vermelho foi deixado no canteiro externo do posto da Celpe da Conde da Boa Vista. Ele era formado por quatro tubos de PVC de 15 cm de comprimento por 5 cm de diâmetro, acoplados a um relógio digital barato. Um zelador que trabalha na Celpe achou o objeto suspeito e informou à segurança da empresa. O local, onde estavam cerca de 20 pessoas, foi evacuado. Seis policiais do 16º batalhão da PM, quatro homens da Companhia Independente de Operações Especiais e sete bombeiros foram deslocados para a ocorrência. Mais de 100 metros da avenida chegaram a ser isolados por cerca de 20 minutos e um explosivo foi usado para detonar a suposta bomba. Mas tudo não passou de uma farsa. Só uma vidraça da Celpe ficou quebrada e ninguém se feriu.

Suposto artefato foi encontrado no canteiro externo do posto local da Celpe

A polícia chegou ao local por volta das 10h30 e a bomba foi detonada às 13h20. Os tubos de PVC não continham explosivos. Dentro dos canos havia cerca de quatro folhas de papel A4 que, segundo o capitão da Cioe Flávio Bantim, continham palavras digitadas, algumas desconexas e outras não. O teor dos bilhetes não foi divulgado mas, segundo o capitão, eles podem ajudar a polícia a desvendar o motivo do trote. O material foi encaminhado à delegacia da Boa Vista, que dará prosseguimento à investigação, e, em seguida, ao Instituto de Criminalística (IC) para análise.

Dois soldados do Cioe encararam a tarefa mais difícil da abordagem. Protegidos por um escudo à prova de balas, eles puseram sobre os canos de PVC um artefato que continha nitropenta, um alto explosivo, usado para detonar a suposta bomba. A quantidade de nitropenta usada na ocorrência poderia arrancar um braço, segundo o soldado Diomedes Barbosa. Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada para ser usada caso algo desse errado, mas a operação transcorreu sem problemas. O capitão Bantim disse que o material recolhido e as entrevistas com o zelador que achou o artefato e mais dois funcionários da Celpe podem ajudar a chegar à autoria do falso atentado. Na esquina da Conde da Boa Vista com a Rua da Soledade há uma câmera da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). As imagens serão solicitadas pelo delegado João Dantas, na tentativa de identificar o responsável pela armação.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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