Conde da Boa Vista // Falsa bomba provoca transtorno

Cena de seriado policial ontem, na Avenida Conde da Boa Vista. Uma loja foi fechada, um trecho de 50 metros da via interditado e o tráfego de carros interrompido na faixa destinada a carros passeio entre as ruas das Ninfas e Soledade durante mais de três horas por causa da notícia de uma bomba. Um artefato pintado de vermelho foi deixado no canteiro externo do posto da Celpe da Conde da Boa Vista. Ele era formado por quatro tubos de PVC de 15 cm de comprimento por 5 cm de diâmetro, acoplados a um relógio digital barato. Um zelador que trabalha na Celpe achou o objeto suspeito e informou à segurança da empresa. O local, onde estavam cerca de 20 pessoas, foi evacuado. Seis policiais do 16º batalhão da PM, quatro homens da Companhia Independente de Operações Especiais e sete bombeiros foram deslocados para a ocorrência. Mais de 100 metros da avenida chegaram a ser isolados por cerca de 20 minutos e um explosivo foi usado para detonar a suposta bomba. Mas tudo não passou de uma farsa. Só uma vidraça da Celpe ficou quebrada e ninguém se feriu.

Suposto artefato foi encontrado no canteiro externo do posto local da Celpe

A polícia chegou ao local por volta das 10h30 e a bomba foi detonada às 13h20. Os tubos de PVC não continham explosivos. Dentro dos canos havia cerca de quatro folhas de papel A4 que, segundo o capitão da Cioe Flávio Bantim, continham palavras digitadas, algumas desconexas e outras não. O teor dos bilhetes não foi divulgado mas, segundo o capitão, eles podem ajudar a polícia a desvendar o motivo do trote. O material foi encaminhado à delegacia da Boa Vista, que dará prosseguimento à investigação, e, em seguida, ao Instituto de Criminalística (IC) para análise.

Dois soldados do Cioe encararam a tarefa mais difícil da abordagem. Protegidos por um escudo à prova de balas, eles puseram sobre os canos de PVC um artefato que continha nitropenta, um alto explosivo, usado para detonar a suposta bomba. A quantidade de nitropenta usada na ocorrência poderia arrancar um braço, segundo o soldado Diomedes Barbosa. Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada para ser usada caso algo desse errado, mas a operação transcorreu sem problemas. O capitão Bantim disse que o material recolhido e as entrevistas com o zelador que achou o artefato e mais dois funcionários da Celpe podem ajudar a chegar à autoria do falso atentado. Na esquina da Conde da Boa Vista com a Rua da Soledade há uma câmera da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). As imagens serão solicitadas pelo delegado João Dantas, na tentativa de identificar o responsável pela armação.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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