Condenado pela noite de terror no Plano Piloto

Desta vez, juiz definiu 65 anos de reclusão a acusado da morte de um funcionário público no Parque da Cidade, além dos roubos de veículos praticados na Asa Sul em companhia de dois menores

Depois de 8 meses de prisão, aguardando julgamento, o criminoso Décio Delfino dos Santos, 27 anos, participante do trio que levou os moradores da Capital à “Noite de Terror”, no dia 25 de março, foi condenado a 65 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, na última quinta-feira (5) pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Brasília. O acusado respondia aos crimes de roubo qualificado, roubo de veículos, latrocínio, corrupção de menores e tentativa de latrocínio. O menores que também estavam envolvidos nos casos estão apreendidos no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) onde cumprirão pena de três anos de reclusão.
O dia 25 de março ficou conhecido como a Noite do Terror porque na madrugada daquela quarta-feira, Décio Delfino dos Santos, 27 anos, Marina Pereira Gomes e Klaydson Souza Santana, que tinham na época 17 anos, cometeram vários crimes na região do Plano Piloto. O trio roubou cerca de oito veículos, assassinaram o servidor público Cassemiro Silva de Souza, 35 anos, no Parque da Cidade e alvejaram Janslei Adalberto Santana de Souza, 41 anos, que sobreviveu ao ataque, no Setor de Clubes Sul.

A Delegacia de Roubo e Furtos de Veículos (DRFV) investigava o grupo desde o início do ano. Eles roubavam cerca de quatro a cinco veículos por dia, abordavam as pessoas na rua, roubavam seus pertences e fugiam no carro delas até o próximo local de crime, onde abandonavam o veículo roubado e cometiam o mesmo tipo de ato com outra pessoa. O ultimo carro pego pelo grupo era usado como fuga até a região ABC da Cidade Ocidental (GO) onde eles queimavam o veículo para não deixar pistas para polícia. A DRFV conseguiu efetuar a prisão dos dois menores no mesmo dia de um dos crimes, na Asa Sul. O líder do trio, Dércio Delfino, conseguiu fugir da polícia que estava de campana na cidade onde ele morava na Cidade Ocidental. Durante a fuga, o acusado voltou para o Plano Piloto, roubou um carro na Asa Norte e estuprou a dona do veículo. Ele foi pego minutos depois do ato por agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE).

O delegado da DRFV, Moisés Martins, conta que no dia seguinte a imprensa divulgou a foto do autor contando que ele havia sido preso por estupro. Moradores da região ABC viram a imagem de Dércio nas reportagens e avisaram a delegacia que ele era o principal acusado de ter praticado os crimes no dia anterior. A polícia investigou a informação e descobriu que era verdadeira.

“A finalidade das investigações policiais é conseguir muitas provas contra o criminoso para que possa dar sustentação ao processo e ocorra a condenação. Se não eles acabam sendo soltos rapidamente. Creio que com tantas provas contra Délio ele deva ficar preso pelo menos uns 30 anos”, diz o delegado.

O acusado ainda não foi condenado pelo crime de estupro. Segundo o Moisés, consta no ficha criminal do autor 35 inquéritos. O delegado explica que o acusado cometeu cinco crimes do ano de 2000 a 2004, ano em que foi preso por roubo. Ele foi condenado em 2005 a 11 anos e quatro meses de reclusão e foi solto no final do ano 2008 quando voltou a praticar crimes. Os outros 30 inquéritos contra ele foram realizados todos no ano de 2009.

Original em: http://www.maiscomunidade.com

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