Depoimento das pessoas envolvidas vai ajudar na conclusão do inquérito policial
As vítimas envolvidas no acidente entre um ônibus e uma carreta, no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, na sexta-feira, serão ouvidas a partir de hoje, segundo o delegado Adriano Spolaor. O inquérito para apurar se houve responsabilidade do motorista do ônibus, Alcindo Zamberlan, no acidente foi instaurado ainda na sexta-feira.
Um perito criminal vai fazer uma vistoria no veículo para verificar se houve falha mecânica, mas a data da perícia ainda não foi definida.
Joãozinho Antônio Kiatkosky, motorista do caminhão estacionado na rua Júlio Tissi e que foi atingido pelo ônibus, falou sobre o fato de sua carreta ocupar metade da pista na hora da batida. Para ele, como não há placa indicando que não pode estacionar, sua atitude foi correta. “Quando colocarem uma placa aqui que indique que não pode estacionar, é lógico que não vou estacionar.”
Há 30 anos Joãozinho trabalha para a empresa JZ Transportes que fica perto da casa dele. Sempre que chega ou sai para uma viagem deixa o caminhão na frente de casa para carregar os pertences pessoais. “Nunca deixei a carreta aqui o dia ou a noite inteira porque a empresa fica perto de casa”, explica.
No dia do acidente, o caminhoneiro havia chegado de Brusque há meia-hora e se preparava para sair logo em seguida para guardar o caminhão na empresa. “Quando escutei o barulho, corri para a janela e vi que a carreta não estava mais onde eu havia deixado. Levei um choque. Até me arrepia lembrar da cena”, detalha.
Dos funcionários da empresa Seara Alimentos que estavam no ônibus que atingiu a carreta de Joãozinho, três permanecem internados (veja quadro). Maristela Tilmann, que morreu no local, foi enterrada no sábado.
O motorista do ônibus, Alcindo Zamberlan, avisa que um Gol vinha no sentido contrário e, para não bater de frente, tentou desviar e acabou batendo na carreta.
O supervisor da empresa Rainha, Alexandre Dalcastagne, informa que Zamberlan está afastado para tratamento médico e, se for preciso, tratamento psicológico. Dalcatagne acredita que o motorista deve voltar ao trabalho dentro de um mês.
Original em: http://www.clicrbs.com.br
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