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Preservação em local de crime é debatida durante encontro

Durante toda a manhã desta sexta-feira, 13, a preservação em local de crime foi colocada em debate no auditório da Academia de Polícia Integrada (API). O evento foi realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), por meio da Academia de Polícia Integrada (API), e do Instituto de Criminalística (IC).

Presentes ao evento o secretário de Segurança Pública, general Eliéser Girão Monteiro Filho, o comandante da Polícia Militar, coronel Gerson Chagas, o comandante do Corpo de Bombeiros coronel Paulo Sérgio Santos Ribeiro, o delegado Geral de Polícia, Eduardo Wayner Santos Brasileiro, policiais Civis, militares e profissionais da imprensa.

Durante a abertura dos trabalhos, o perito criminal, bioquímico e farmacêutico, Nelson José de Oliveira, realizou explanação sobre a composição do Departamento de Polícia Técnica Científica, como o Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Identificação (II) e o Instituto de Criminalística (IC), assim como seus profissionais e suas competências.

A cena do crime, segundo ele, é de extrema importância para a Perícia. “A cena do crime fala muito. A forma com que o corpo é encontrado, os rastros de sangue, posições de objetos, enfim. São pontos importantes e que não devem ser violados. A cena do crime pode ser inclusive um foco de doença, pois as vezes há muito sangue e não se sabe que tipo de enfermidade aquela pessoa pode ter”, observou.

Para o diretor do Instituto de Criminalística, a violação do local de crime acarreta em prejuízos para a investigação e também financeiro para o Estado.

“A cena do crime dá toda a dinâmica e, alterando os vestígios, o Estado tem prejuízo, porque há uma demora na elucidação, há uma cobrança da sociedade para que o crime seja elucidado é antieconômico para o Estado. É necessário se utilizar recursos elevados para poder esclarecer crimes, cujos locais foram violados”, disse.
Para o exame de DNA, segundo o diretor, até a respiração na cena de crime prejudica a perícia.

“Se a respiração já prejudica uma perícia, imagine um toque que representa perda absoluta. E os exames mais simples de DNA podem custar até R$ 3 mil, mas há outros que dependendo da configuração, como é o caso de queimados ou pessoas que tenham apenas partes, como ossos, um exame deste custa em torno de R$ 27 mil e as vezes somente um exame no corpo não é suficiente, precisando repetir várias vezes para se chegar a resolução do problema. Por essa razão é que primamos pela preservação do local”, destacou o diretor.

Original em: http://www.bvnews.com.br

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