Câmeras flagram ladrões assaltando lotérica no Centro do Rio

Seis bandidos furtaram R$ 60 mil de uma casa lotérica na Cinelândia, no Centro do Rio. O crime ocorreu na madrugada do dia 12 de julho, um domingo. Imagens do circuito de segurança da loja mostram que os três ladrões que invadiram o estabelecimento permaneceram cerca de duas horas no local sem serem importunados pela polícia.

Durante a ação, um criminoso permaneceu na porta da loja, enquanto outros dois — um homem e uma mulher — ficaram na calçada do outro lado da rua, monitorando o movimento na região.

Para quebrar o cadeado da porta e entrar na loja, os criminosos utilizaram alicate. Após entrarem no estabelecimento, às 4h15m, eles reviraram diversos armários e levam do cofre R$ 60 mil. E ainda notebook, cartões de orelhão, celular, vale-transporte, tíquetes-refeição e cartelas da Raspadinha.

Às 6h01m, um dos ladrões bebe um refrigerante. Dois minutos depois, as imagens mostram os bandidos saindo pela porta do estabelecimento.

O assalto só foi percebido cerca de meia hora depois, quando um PM que trabalha na cabine da Cinelândia percebeu que o cadeado da porta da lotérica havia sido arrombado. Ele avisou o proprietário da loja, que foi para o local.

Após contabilizar o prejuízo, o dono da lotérica — que pediu para não ser identificado, com medo de represálias — foi à 5ª DP (Lapa) para registrar a ocorrência. Ele também entregou à polícia DVDs com as imagens às quais o EXTRA teve acesso. O empresário, entretanto, reclama da falta de empenho nas investigações:

— Fiz o registro no mesmo dia do furto, levei as imagens e, até agora, não recebi nem uma ligação da delegacia. Liguei para lá um dia, para pedir informações sobre o andamento do inquérito, mas não consegui nada… e desisti. O jeito é trabalhar e produzir tudo de novo. Não sei se é descaso ou se a polícia está entulhada de trabalho. Mas é revoltante.

Ele disse ainda que teve que vender o próprio carro e já colocou à venda o automóvel da mulher para continuar com o negócio:

— O seguro não cobre o prejuízo. Além dos R$ 60 mil, gastei dinheiro para reforçar a segurança.

O delegado Rodrigo Santoro, adjunto da 5ª DP (Lapa), disse que os DVDs entregues pela vítima foram encaminhados ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli, com o objetivo de melhorar as imagens para facilitar a identificação dos bandidos.

— O laudo ainda não chegou. Como a vítima não apontou suspeitos e nem forneceu outros elementos que pudessem ajudar na identificação dos criminosos, temos que aguardar o resultado da perícia — explicou o delegado, acrescentando que a atual equipe da 5ª DP assumiu a delegacia após o furto na lotérica.

Original em: http://extra.globo.com

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Auditoria do TCU aponta uso de material barato no Rodoanel

Três vigas de um viaduto do Rodoanel em obras caíram sobre a rodovia Régis Bittencourt Foto: José Patrício/Agência Estado

Vigas de obra do Rodoanel caíram sobre carros

Uma auditoria realizada em 2007 e 2008 pelo TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que as empreiteiras responsáveis pelo Rodoanel optaram por um material mais barato para construção dos viadutos em relação ao material previsto em contrato. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. O trecho sul, onde ocorreu a queda das vigas sobre carros na noite de sexta, teria 13 irregularidades em 61 quilômetros.
O secretário de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, negou ao jornal o uso de materiais mais baratos. Algumas das irregularidades, segundo ele, teriam sido resolvidas com um termo de ajustamento de conduta. Entretanto, Arce não negou possíveis problemas com o material usado na viga que causou o acidente.
Segundo a Dersa S.A, responsável pelo gerenciamento das obras no Rodoanel, mais de 2 mil vigas foram assentadas na obra. Todos os contratos, segundo a Folha, somam R$ 3,6 bilhões. Esses contratos estariam sendo investigados desde 2003, pois os auditores, segundo o jornal, verificaram sucessivas alterações contratuais. As construtoras teriam mudado o projeto original para diminuiur os gastos e pedido R$ 600 milhões por despesas não previstas.
Um acordo, no qual as empreiteiras abriram mão de R$ 250 milhões deste pagamento extra, teria retirado o Rodoanel da lista de obras do PAC que tem indícios de irregularidades, feita pelo TCU. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo questionou o acordo na quinta-feira e pediu “a mesma oportunidade” para obras do PAC que foram embargadas. “Por que nós, do governo federal, não tivemos a mesma oportunidade. Por que não pudemos fazer essa discussão?”, disse.
Na noite de sexta-feira, três vigas de um viaduto do Rodoanel em obras caíram na pista sentido São Paulo da rodovia Régis Bittencourt. Três pessoas ficaram feridas no acidente.
O viaduto onde ocorreu o desabamento fica na altura do km 279 da Rodovia Régis Bittencourt, na pista sentido São Paulo. A obra tem 61 km de extensão e um terço das construções são de pontes e viadutos, onde há mais de 2 mil vigas iguais as que caíram.
As causas do acidente só serão conhecidas após investigação feita pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Na manhã deste sábado, técnicos do órgão estiveram no local do acidente para analisar se as vigas estavam bem presas no viaduto.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Tráfico de drogas deixa dois mortos na favela do lixão

Rapaz de 21 anos foi assassinado com vários tiros; mulher foi atingida no tórax

O tráfico de drogas provocou mais dois homicídios na noite desse sábado, na favela do lixão, que fica na Vila Emater II, no bairro de Jacarecica. Ums das vítimas, Cícero Francisco Soares Filho, de 21 anos, que era usuário de entorpecentes, foi assassinado com vários tiros na Rua 25 de Março. De acordo com informações do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), a vítima teria participado de uma discussão com o seu assassino e, após a briga, foi baleado. O acusado foi identificado como ‘Cabelinho’ e fugiu do local do crime antes mesmo da chegada da polícia.

Helenilda Rodrigues de Andrade, de 43 anos, que assistia a confusão na porta de casa, também acabou sendo atingida pelos disparos e morreu ainda na favela, com um tiro no tórax.

Segundo o BPE, a motivação do homicídio foi dívida por causa do tráfico de drogas. Ainda não há pistas do assassino.

Equipes do Instituto de Criminalística, do Instituto Médico Legal e da Deplan III estiveram no local para tentar fazer os levantamentos necessários e recolher o corpo.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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Crea-SP investiga causas do desabamento de vigas do viaduto do Rodoanel

SÃO PAULO – Além do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto de Criminalística (IC), o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) também irá investigar o desabamento das três vigas do Rodoanel, que caíram na rodovia Régis Bittencourt perto de Embu, na Grande São Paulo, na noite de sexta-feira. O relatório sai na próxima terça-feira.

Antonio Carlos Tosetto, coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-SP, acredita que a falha pode ter ocorrido durante a montagem das vigas. E desconfia de que fortes ventos podem ter prejudicado o encaixe.

– O apoio também pode ter falhado – disse.

O secretário estadual de transporte, Mauro Arce, descartou a influência de qualquer fenômeno natural no desabamento.

– Não havia vento no momento do acidente e as vigas são muito pesadas – afirmou o secretário.

Tosetto cita também a possibilidade das vigas apresentarem rachaduras e terem sido içadas mesmo assim.

O secretário Mauro Arce também descartou que o desabamento possa ter acontecido em razão de redução do número de vigas usadas em pontes, conforme apontou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada em 2007 e 2008. Segundo o TCU, as empreiteiras alteraram o contrato assinado e usaram vigas pré-moldadas que são mais baratas.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Empreiteira do Rodoanel mudou vigas para reduzir custos

Substituição foi apontada em relatório do TCU como um dos 79 erros graves do projeto

SÃO PAULO – Com o objetivo de baratear custos, o consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do Trecho Sul do Rodoanel. Pelo projeto básico, deveriam ser colocadas fundações de concreto conhecidas como tubulões, material mais caro que o usado hoje pelo consórcio na sustentação dos vãos livres. A troca foi uma das 79 irregularidades classificadas como “graves” em relatório emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em setembro. As auditorias foram realizadas em 2007 e 2008, nos cinco lotes da obra.


Não se sabe se a troca do material tem relação direta com o desabamento de três vigas sobre a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) na noite de sexta-feira, que deixou três pessoas feridas. Ontem, o governo do Estado disse desconhecer as causas do acidente na maior obra viária em andamento no País. A investigação será feita por técnicos da Dersa, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e peritos do Instituto de Criminalística. Para o diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o problema ocorreu na execução do projeto. Uma das hipóteses citadas por ele foi a de falhas na fixação das vigas.

Em 29 de setembro, quase dois meses antes do acidente, o TCU relatou que o consórcio responsável pelo lote 5, onde houve o desabamento, fez alterações nos materiais e no projeto da obra, a fim de reduzir custos. O TCU apontou, por exemplo, o uso de estacas de tamanhos inferiores aos previstos no projeto básico. Também estava prevista a instalação de sete vigas de sustentação a cada vão livre formado pelos novos viadutos. Na execução, contudo, foram empregadas 5 ou 6 vigas a cada vão livre. O uso de um número menor de vigas também foi detectado no lote 4.

Como consequência dessas e de outras mudanças nos outros cinco lotes, o TCU apontou indícios de superfaturamento nas medições dos serviços das empreiteiras que totalizaram R$ 184 milhões. Para a Corte, foi reduzida a quantidade de material de construção usada na obra, mas os preços repassados ao Estado foram mantidos. No lote 1, o índice de sobrepreço foi de 105%; no 2, 111,5%; 29,4% no lote 3; 104,5% no lote 4; e 76,2% no lote 5. O TCU também afirma que as empreiteiras alteraram o método de medição das obras. O critério de medição passou a ser feito por meio dos avanços físicos da obra, substituindo o critério anterior, realizado com base nas quantidades unitárias, como metros e quilômetros. “Com a mudança, a medição quantitativa dos principais serviços prestados tornou-se inviável, impossibilitando calcular se os pagamentos efetuados refletem o que foi, efetivamente, projetado e executado”, adverte o relatório do TCU.

A destinação de verbas da Dersa para a escavação de rochas foi outro problema verificado pelos auditores do tribunal. Os cinco lotes recebiam o repasse para o serviço até julho deste ano. Apenas o lote 1 (Andrade Gutierrez/Galvão), porém, cujo trecho vai da Via Anchieta à Avenida Papa João XXIII, em Mauá, no ABC, realizava essas escavações.

As mudanças nas obras, segundo o TCU, resultaram numa “combinação altamente danosa às finanças” da União – a obra de R$ 3,6 bilhões é resultado de uma parceria entre os governos federal (R$ 1,2 bilhão) e estadual (R$ 2,4 bilhões).

Apesar das objeções feitas pelos auditores, o TCU não recomendou a paralisação da obra ou o bloqueio dos repasses federais. A decisão de prosseguir com os trabalhos foi tomada com base em despacho emitido pelo ministro João Augusto Nardes.

Em setembro, os envolvidos na obra do Trecho Sul do Rodoanel assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal em São Paulo no qual abriram mão de receber R$ 265 milhões em aditivos contratuais considerados ilegais pelo TCU. O pagamento de aditivos permitia aceleração das obras, uma vez que o dinheiro servia para embutir serviços não previstos inicialmente. O maior deles, de R$ 10,1 milhões, havia sido assinado com o consórcio responsável pelo lote 5. No TAC, as partes se comprometeram a não mais celebrar “quaisquer termos aditivos e modificativos”.

Procuradas ontem , as empreiteiras do lote 5 não se manifestaram até as 20 horas.

Original em: http://www.estadao.com.br

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