Paranhos: Sem corpo não há espírito, dizem caiuás à espera de definição para sepultamento

Sem corpo não há espírito. Para os índios guarani caiuás de Paranhos, que há dez dias esperam a liberação do corpo, que seria do professor Genivaldo Verá, para o sepultamento e os rituais indígenas, a situação de demora da perícia técnica deixa a comunidade apreensiva.

A PF (Polícia Federal), responsável pelo inquérito que investiga o desaparecimento de Genivaldo e o primo Rolindo Verá durante confronto com seguranças armados, ainda não divulgou resposta sobre a situação do corpo encontrado no córrego dentro da Fazenda São Luiz, palco do conflito.

O Ministério da Justiça exigiu prioridade, o Instituto de Criminalística de Campo Grande está debruçado nos trabalhos e inclusive um perito de Brasília (DF) ajudaria na identificação, e o problema já chamou a atenção de órgãos do exterior como da Anistia Internacional.

Conflito

Em Paranhos, a PF investiga a suspeita de que dois professores indígenas foram assassinados e vítimas de pistolagem. O corpo, que seria de Genivaldo Verá, foi encontrado em um córrego do município. O pai dele identificou o filho por foto, mas o Instituto de Criminalística ainda faz o confronto das digitais e do material genético com o coletado dos pais da vítima pela PF.

O primo, Rolindo Verá continua desaparecido.

Eles foram expulsos junto com outros 16 índios da Fazenda São Luiz na madrugada de 2 de novembro e desde então estavam sumidos.

Original em: http://www.midiamax.com

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