Acusados de matar estudante em Minas Gerais são absolvidos e MP vai recorrer

BELO HORIZONTE – O Segundo Tribunal do Júri absolveu os quatro acusados de participarem do homicídio de Laila Ribeiro, numa mata no bairro Camargos, na região noroeste de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A estudante de 17 anos foi vítima de estupro antes de ser assassinada, em setembro de 2002. O promotor Francisco de Assis Santiago recorreu da decisão do júri de absolver os acusados. Segundo o promotor, que elaborou a acusação, o próximo passo é entregar as razões do recurso ao Tribunal de Justiça, que decide, em seguida, se volta a julgamento ou mantém a decisão.

O julgamento terminou na madrugada desta sexta-feira. Segundo a assessoria do Fórum Lafayette, os jurados acataram a tese de falta de provas, sustentada pelas defesas dos quatro acusados. O julgamento durou cerca de 18 horas no Segundo Tribunal do Júri do Fórum Lafayette.

Conforme a denúncia, na madrugada do dia 23 de setembro de 2002, os acusados renderam a estudante Laila Ribeiro nas proximidades do Posto Tigrão, que fica na Via Expressa. Ainda segundo a acusação, a vítima foi estuprada e asfixiada com um cadarço no local.

O Ministério Público denunciou Adeir da Silva Ramos, Marco Antônio Rabelo Gonçalves e Wender Geraldo Valadares por homicídio qualificado e estupro. Getúlio Ramos Pereira foi acusado por falso testemunho.

Segundo a assessoria do Fórum Lafayette, foram ouvidas duas informantes, a mãe e a amiga com quem Laila esteve naquela noite, além de seis testemunhas. Em seguida, os acusados prestaram depoimento e todos negaram envolvimento no homicídio. De acordo com a assessoria do Fórum Lafayette, os acusados afirmaram que havia câmeras no posto e que nenhum deles tinha acesso ao desligamento delas. Além disso, disseram que nenhum deles se ausentou do posto naquela noite.

De acordo com informações da assessoria do Fórum Lafayette, uma das provas confrontadas pela acusação e pela defesa foi um ferimento semelhante a uma mordida identificado no corpo da vítima. O machucado foi atribuído a um dos réus na primeira investigação, mas foi descartado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil.

Os horários em que a estudante foi vista, ainda viva, pelos acusados também foi motivo de discordância entre defesa e acusação.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Falha em trava causou acidente no Rodoanel, diz perícia

SÃO PAULO – Peritos criminais envolvidos na investigação sobre as causas do acidente nas obras do Trecho Sul do Rodoanel estão convictos de que o desabamento ocorrido há uma semana foi provocado por falha ou ausência do travamento provisório das vigas. O Instituto de Criminalística (IC) já requisitou à Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) e ao consórcio responsável pelo trecho documentos técnicos e plantas para entender detalhes sobre a execução do projeto. A avaliação preliminar dos peritos é a de que o tombamento de uma das vigas criou um “efeito dominó”, fazendo com as outras duas também desabassem sobre a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).

A principal hipótese para o primeiro tombamento, dizem peritos, seria a combinação entre trepidação e deslocamento de ar provocada, por exemplo, pela passagem de um caminhão. Embora cada viga pese 85 toneladas, a ausência ou falha no escoramento faria com que a peça ficasse em situação instável. Nesses casos, a queda ou não depende da perturbação a que ela será submetida.

Sabe-se que as vigas sobre a Régis estavam em estágio intermediário de instalação. Das cinco previstas para o trecho, quatro haviam sido colocadas – a última acabou danificada no transporte, entre o canteiro e a rodovia, e não pôde ser utilizada. Peritos do IC explicaram que, mesmo sem a quinta viga, as demais deveriam ter recebido travamento provisório, que pode ser feito com mãos francesas (estrutura triangular em metal) ou pedaços de madeira.

Indícios colhidos no local do desabamento reforçam a hipótese de problemas no escoramento. Na visão de peritos, as três fissuras verificadas no bloco de apoio das vigas indicam que as três tombaram para o mesmo lado, correspondente ao sentido da via.

Além disso, o IC não encontrou entre os escombros peças ou pedaço de madeira que sugiram a existência de um travamento provisório entre as vigas. Por ora, esse fato é relativizado pela perícia criminal, uma vez que esses vestígios podem ter sido removidos durante os trabalhos de limpeza e desinterdição da rodovia. Só depois de analisar a documentação técnica da obra e cotejá-la com os depoimentos de engenheiros e operários é que será possível descobrir se o escoramento das vigas não funcionou ou se ele nunca existiu.

Para o diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o mais provável é que uma das vigas tenha quebrado e, ao cair, tenha empurrado as demais. “Há várias possibilidades para explicar esse problema com a viga, desde impacto durante o transporte até uma torção no içamento. Isso quem vai dizer são os técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).” O órgão ligado ao governo do Estado foi contratado por R$ 567 mil para elaborar um laudo. “Na minha opinião, não existe qualquer possibilidade de erro de projeto nessa obra.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Original em: http://www.estadao.com.br

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Absolvidos 4 acusados de matar e estuprar jovem em BH

Os quatro acusados de participar do homicídio da estudante Laila Ribeiro, em setembro de 2002, foram absolvidos na madrugada desta sexta-feira pelo 2º Tribunal do Júri em Belo Horizonte, segundo a assessoria de comunicação do Fórum. Laila Ribeiro foi morta em uma mata do bairro Camargos, em 23 de setembro de 2002, após ser estuprada e asfixiada com um cadarço.
O julgamento começou na manhã desta quinta-feira. O juiz leu a sentença de absolvição com base na decisão da maioria dos sete jurados, que acataram a tese de falta de provas. O Ministério Público denunciou três jovens por homicídio qualificado com estupro e um rapaz por falso testemunho. Naquela noite, Laila foi de bicieleta até um posto de gasolina para comprar combustível para o carro de uma amiga.
Os depoimentos duraram cerca de 5 horas, com a participação de duas informantes, a mãe de Laila, uma amiga que esteve com ela naquela noite e outras seis testemunhas. Os acusados negaram envolvimento no homicídio. Um dos suspeitos, que era frentista do posto e chegou a ser preso por 100 dias, afirmou que colaborou com a polícia na investigação do crime e mostrou evidências de seu bom comportamento na prisão, quando recebeu indulto de 48 horas para ir ao velório de seu pai e voltou antes do prazo.
Outro acusado, que era segurança do posto, afirmou que foi acusado por seu passado, uma vez que foi preso por um crime de latrocínio que alega não ter cometido. O funcionário do caixa do posto, igualmente denunciado, declarou que ouviu policiais de uma viatura fazendo comentários irônicos sobre o assassinato de Laila.
O Instituto de Criminalística da Polícia Civil descartou a relação de um dos réus com um ferimento semelhante à mordida, encontrado no corpo da vítima. Também foram analisados os horários dos encontros com Laila, relatados pelos réus, em relação aos horários da compra da gasolina e de um telefonema de Laila recebido por uma amiga, partindo de um telefone público próximo ao posto. A decisão está sujeita a recurso.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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