Manifestantes estão concentrados em frente à 10ª Subdivisão da Polícia Civil. Entre as reivindicações estão melhores condições salariais e contratação de mais policiais. Atendimento será normalizado depois das 18h, quando o movimento se encerra
Porta de entrada do plantão da 10ª Subdivisão foi fechado com uma faixa. Atendimento à população está suspenso
Os policiais civis de Londrina aderiram à paralisação estadual da categoria por 24 horas nesta terça-feira (23). Investigadores e escrivães estão concentrados em frente à sede da 10ª Subdivisão da Polícia Civil. Eles reivindicam melhores condições salariais e aumento no quadro de servidores. Em Curitiba, os manifestantes farão uma caminhada, às 14 horas, pelo Centro Cívico, passando pela Assembleia Legislativa do Paraná e pelo Palácio das Araucárias, atual sede do governo do estado.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região, Eli Almeida de Souza, foram mantidos apenas 30% do efetivo para realizar os serviços essenciais, como a segurança dos presos nos distritos policiais, investigação em local de crime e prisões em flagrante. O atendimento à população foi suspenso e pessoas estão sendo impedidas de entrar na delegacia. Ele será normalizado depois das 18h, quando o movimento se encerra.
Entre as reivindicações dos policiais está a conclusão do estudo do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) desenvolvido desde 2005. Segundo o sindicalista, essa demora é um desrespeito à categoria. Para Souza, com essa atitude o governo do Estado mostra que não tem uma política de valorização do policial.
Os manifestantes também reivindicam melhores condições salariais. Para exemplificar a defasagem salarial, o vice-presidente do sindicato usou como exemplo a remuneração dos futuros guardas-municipais de Londrina, que terão salarial inicial de R$ 1,7 mil e a exigência para o cargo é de ensino médio.
“Para ser investigador ou escrivão é preciso ter ensino superior e o salário inicial é R$ 1,9 mil. Nosso cargo envolve um risco maior, além de termos que cuidar de todo o inquérito e fazer a segurança de presos. Também questionamos a grande diferenciação em relação ao salário dos delegados, que inicial é de aproximadamente R$ 9,8 mil”, afirmou.
Outra reclamação dos policiais é o baixo número de policiais em Londrina. Segundo o sindicato, há 130 policiais para realizar serviços administrativos e de investigações. Os sindicalistas afirmam que o número de equipes foi reduzida nos últimos anos enquanto a população da cidade cresceu. Conforme a entidade, há 15 anos o departamento de furtos e roubos tinha 12 equipes e 24 policiais. Atualmente, existem apenas três equipes e seis policiais.
O delegado-chefe de Londrina, Sérgio Barroso, não quis se pronunciar sobre a paralisação. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) foi procurada pela reportagem nesta manhã, mas informou que também não iria comentar a possibilidade de prejuízos no atendimento à população ou sobre qualquer assunto relacionado à paralisação dos policiais civis.
Original em: http://portal.rpc.com.br
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