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Polícia pericia centro de Umbanda atacado por vândalos em Nova Iguaçu

Peritos em centro de Umbanda de Nova Iguaçu. Foto de Luis AlvarengaAtacado na madrugada de terça-feira por um grupo que quebrou cerca de oito imagens religiosas , além de prateleiras, pratos de barros e copos de oferendas, o Centro Espírita de Umbanda Caminho de Oxum, em Nova Iguaçu, foi periciado na manhã desta quinta-feira por uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O delegado titular da 52º DP (Nova Iguaçu), Júlio Cesar Vasconcellos, acompanhou o trabalho e colheu impressões digitais deixadas no local. Com elas ele pretende identificar os responsáveis pela depredação da casa religiosa. A porta de entrada do terreiro também foi forçada. Segundo o delegado, caso o acusado seja identificado, ele poderá responder a processo penal baseado na Lei 7716, a Lei Caó, que trata de intolerância religiosa. O delegado Henrique Pessoa, representante da Polícia Civil na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, investiga se o ato de vandalismo foi provocado por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem uma sede na mesma rua.

Vídeo mostra a destruição no centro de Umbanda

Além do delegado da 52º DP, um grupo da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa – composto de um padre, um muçulmano, um rabino e quatro sacerdotes de Umbanda – esteve no centro espírita para dar apoio ao babalorixá Bruno Pereira, o Bruno de Oxum. Para o muçulmano Salah Al- Din Harmmad, o que ocorreu no terreiro de Umbanda foi uma violação constitucional.

Por meio de sua assessoria, a Igreja Universal afirmou desconhecer o incidente e informou: “A igreja prioriza o respeito e a consideração a todos os credos religiosos e jamais orientou nem orienta seus membros a praticarem qualquer atitude de intolerância contra pessoas de outras religiões e nem contra objetos que pertençam ao ritual litúrgico de cada crença”.

Há pouco mais de um mês, o babalorixá Bruno Pereira diz ter sido alvo de intolerância por parte de fiéis da igreja. Segundo ele, depois de fazer uma oferenda numa encruzilhada próxima ao centro, pessoas que seriam fiéis da Universal destruíram sua oferta.

Bruno procurou o bispo responsável pela Igreja, que teria prometido que a situação não se repetiria. Os invasores teriam pulado o muro com o auxílio de tábuas de madeira encostadas no muro de um terreno vizinho. Nada foi roubado do centro.

Original em: http://oglobo.globo.com

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