Investigação envolvendo fotógrafo termina em 1 mês

As investigações do caso em que o fotógrafo do Instituto de Criminalística (IC), Carlos Augusto dos Santos, 53 anos, conhecido como Fuçado, é acusado de ter assassinado com um tiro o serralheiro Bruno José da Silva, 21, serão finalizadas em até 30 dias.

A vítima teria tentado separar uma briga entre o autor do disparo e a cunhada, Celina Castange Vianna, 46 anos, na noite do último domingo. Santos foi atingido no abdome e morreu no hospital.

O prazo é contado a partir de segunda-feira desta semana, como explicou o delegado Evaldo José de Mello, responsável pelo Núcleo Corregedor da Delegacia Seccional da Cidade. “Estamos colhendo os depoimentos de todos os envolvidos”, disse. Segundo ele, a cunhada, a mãe, uma vizinha e a esposa do fotógrafo foram ouvidas.

Quando se apresentou no prédio da Corregedoria da Polícia Civil, na Capital, Fuçado contou que agiu em legítima defesa. “Ele foi até lá espontaneamente e disse que no momento da discussão, o serralheiro tentou tomar a arma e por isso atirou”, relatou o delegado se referindo ao depoimento que teve acesso. A mãe e esposa, que supostamente estaria no carro, metros à frente, apresentaram versões semelhantes.

Já a cunhada e uma vizinha que passava pelo local no momento do crime tiveram depoimentos diferentes dos parentes de Fuçado. “Elas garantem que a vítima empurrou o acusado e depois tentou acertá-lo com um soco. Em seguida, o fotógrafo sacou a arma e atirou”, disse Mello.

“Estamos em busca do que de fato ocorreu naquele dia. Hoje não é possível indicar que caminho as investigações apontam, mas trabalhamos com a hipótese do homicídio doloso (com intenção de matar)”, afirmou o delegado.

O responsável pelo Núcleo Corregedor da Seccional explicou que Santos está em liberdade porque há fatores no Código Penal que garantem esta situação. “Ele se apresentou espontaneamente e a arma usada no crime foi apreendida. O acusado conta com emprego e residência fixa. Elementos que garantem que ele responda o processo em liberdade”, explicou.

Prevaricação

Ao ser questionado se ele não haveria fugido do local do crime para não ser preso em flagrante, Mello informou que há uma outra investigação na Corregedoria que analisa um suposto crime de prevaricação – praticado por funcionário público que consiste em retardar ou deixar de praticar, indevidamente, prática contra lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal – cometido pelo delegado Carlos Alberto de Campos. Ele trabalhava no 1º Distrito Policial da Cidade, quando, minutos depois de atirar contra o serralheiro, Fuçado teria se apresentado no DP. “Na Corregedoria, Santos informou que havia sido liberado pelo delegado plantonista”, disse.

Original em: http://odiariodemogi.inf.br

Leave a Reply