A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou greve na manhã desta sexta-feira (4/12). De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), somente flagrantes de crimes e ocorrências graves serão registrados enquanto os agentes permanecerem em paralisação. A principal reivindicação é o encaminhamento do pedido de reestruturação da carreira dos policiais civis ao Poder Executivo federal.
Entre os pedidos, está a mudança no prazo de ascensão da carreira. Atualmente, a ascensão funcional ocorre quando o agente tem dez anos de serviço na corporação. Atingido esse tempo, se não houver punições administrativas, os policiais da base da carreira passam à classe especial.
Os agentes propõem uma ascensão anual, com distribuição de gratificações e reajustes salariais de acordo com o tempo de serviço. A classe especial, segundo a proposta, seria atingida apenas aos 13 anos de carreira. “O prazo é um pouco maior, mas, em contrapartida, haveria uma distribuição mais justa”, diz Luciano Marinho, diretor de Comunicação do Sinpol.
Segundo Marinho, o pedido de reestruturação da carreira já poderia ter sido enviado no primeiro semestre deste ano. “Estamos tentando isso já há algum tempo. A única solução foi mesmo a paralisação”, diz. A greve deve continuar pelo menos até a próxima semana.
Os policiais também pedem reajuste salarial. “Quando se fala em reestruturação, não se pode deixar de falar em valorização”, argumenta Marinho. O salário inicial dos policiais civis é de R$ 7.514,37.
Cartilha
Na página virtual do Sinpol há uma cartilha a ser seguida pelos agentes que aderiram à greve. Segundo o comunicado, serão registradas ocorrências e flagrantes de crimes graves e não haverá suspensão no recolhimento de cadáveres em casas e vias públicas. As perícias também devem ser feitas somente nesses casos.
A delegacia virtual, onde podem ser registradas ocorrências como acidentes de trânsito, não funcionará. Está suspensa a emissão de carteiras de identidade, tanto nas delegacias quanto nos postos de atendimento do Na Hora.
Ainda de acordo com a cartilha, serão encaminhados somente inquéritos em que o réu esteja preso e não haverá continuidade nas investigações já iniciadas. A parte administrativa da polícia também não funcionará.
O Centro de Atendimento e Despacho (Ciade) só atenderá ao rádio em caso de flagrante e os atendimentos solicitados por delegacias deverá ser feito por telefone. Também não haverá atendimento no Sinpol.
Delegados
O Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo) apoia a paralisação e também está em indicativo de greve. Na próxima segunda-feira (7/12) o sindicato realiza assembleia às 19h para decidir sobre uma possível paralisação.
Entre as reivindicações está a gratificação por representatividade, no caso de delegados que respondem por mais de uma delegacia, e um tempo inferior a 15 anos para chegar ao final da carreira.
Original em: http://www.correiobraziliense.com.br
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