Polícia investiga clonagem de cartões

Suposta fábrica de roubo de dados funcionaria na casa noturna Vila 17. Rene de Almeida e Melo estaria envolvido

A Polícia Civil investiga há uma semana uma suposta fábrica de clonagem de cartões. A central, segundo boletim de ocorrência registrado no 2° DP, em Brás Cubas, funcionava na casa noturna Vila 17, que seria gerenciada pelo empresário Rene Frederico de Almeida e Melo. O esquema teria sido descoberto pelos proprietários do estabelecimento, Marco Antônio Siqueira Cardoso e Ari Bortolanza.

A denúncia teria partido de um funcionário da casa. Ao saber do possível esquema, Cardoso e Bortolanza foram ao escritório do Vila 17, onde teriam localizado equipamentos que confirmariam o crime. Investigadores e peritos do Instituto de Criminalística (IC) apreenderam no local um notebook, centenas de cartões magnéticos em branco, máquinas para pagamentos com cartões e dois pendrives com nomes, números de contas e senhas bancárias de várias pessoas, entre elas vítimas de roubo, furto e estelionato.

Em depoimento, os donos do Vila 17 informaram que Melo foi contratado em meados de setembro para gerenciar o novo empreendimento, na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), no Jardim Rubi. Com ele foram trabalhar quatro funcionários identificados como Catiane S. Moraes (que seria a namorada de Melo e a única a ter a chave do escritório onde estavam os equipamentos), Otto, Charles e Péricles.

O Mogi News apurou que o esquema funcionaria da seguinte forma: depois de ter acesso aos dados bancários da vítima, era montado um cartão em nome da pessoa que seria beneficiada com a clonagem. Em um cartão novo eram colocados os dados da pessoa que passaria a utilizá-lo, enquanto que na tarjeta magnética, que armazena os dados da conta de onde será descontado o valor gasto, eram inseridos os dados da vítima, que arcaria com a dívida.

O caso segue sob investigação em um inquérito policial presidido pelo delegado titular do 2° DP, Edson Gianuzzi. A autoridade aguarda laudo do IC, que poderá confirmar se os equipamentos apreendidos se destinam a clonagens de cartões e se os dados encontrados teriam sido utilizados para a prática de estelionato.

O Mogi News tentou localizar Cardoso e Melo para que o caso fosse comentado, mas não os encontrou. Já Bortolanza atendeu a ligação da reportagem, mas não quis se manifestar.

Original em: http://www.moginews.com.br

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Marcador tornará mais preciso exame que identifica resíduo de disparo de arma de fogo

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolvem há três anos um marcador luminescente, pioneiro em todo o mundo, que promete revolucionar o modo de examinar as cenas de crime. Em quase todo o País, o método utilizado para identificar resíduos de disparos das armas de fogo ainda é o residuograma metálico, criado na década de 1960 e considerado pouco confiável por especialistas.

O composto químico que forma o marcador, mantido em segredo por estar em processo de patenteamento, é colocado dentro dos cartuchos das munições. Retira-se o projétil e acrescenta-se a substância à pólvora ou à espoleta. Com isso, basta submeter a superfície da mão do suspeito, do alvo, do projétil ou da arma à iluminação com lâmpada ultravioleta, semelhante à luz negra, para observar – a olho nu – os resíduos, que se destacam em duas cores, verde e vermelho.

O marcador foi desenvolvido durante o trabalho de mestrado do perito criminal Adenaule Geber de Melo, hoje doutorando em ciência de materiais pela UFPE. A pesquisa foi orientada pelos professores de química fundamental Ingrid Weber e Severino Alves Junior e também contou com a participação de Marcelo Rodrigues e Marcella Melo.

Atualmente, no Brasil, o residuograma metálico é a única forma de exame. O método funciona através de esparadrapos colados às superfícies que carregam partículas de chumbo, analisadas com reagentes químicos ou por microscopia eletrônica de varredura. Este, apesar de também ter sido criado há décadas, só foi adotado pela Polícia Federal e pelos Institutos de Criminalística de São Paulo e da Bahia. Segundo Adenaule Melo, estes processos não são confiáveis, principalmente pela existência de munições ambientais, que não possuem chumbos e não são detectadas nos testes.

O pesquisador identificou em um estudo de casos em Pernambuco, Bahia e Alagoas, que os exames realizados nesses locais obtiveram 87% de resultado negativo. “Esses dados levantam dúvidas sobre a eficácia do procedimento”, acredita.

ELEMENTOS – Os elementos que compõem o marcador são baratos, mas não são facilmente encontrados na natureza. A escolha deles obedeceu a critérios específicos, tais como alta estabilidade térmica, já que, no momento da detonação, a temperatura no interior da espoleta chega a atingir 2.500º C, ser quimicamente estável e ter luminescência.

No mundo, há um mercado ávido por novidades na área de balística forense. “Esta é uma descoberta importante, pois diminui drasticamente a chance de erros periciais que podem custar vidas”, avalia Adenaule Melo.

Original em: http://jc.uol.com.br

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