Polícia Civil esclarece 91% dos homicídios dolosos do ano de 2009

Com 91,14% dos homicídios dolosos esclarecidos, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil, fechou o ano de 2009 com um dos mais altos índices de autoria identificada do País. Em 2009, ocorreram 305 assassinatos, 205 em Cuiabá e 100 em Várzea Grande. Deste total, em 278 casos os autores foram identificados. Na capital a taxa de resolutividade chega a 91,70 % (188 casos) e em Várzea Grande a 90% (90 casos). Em 2008, a unidade resolveu 262 homicídios, dos 322 registrados em Cuiabá (203) e em Várzea Grande (119).

Os índices mostram que em 2009 a Polícia Judiciária Civil por meio da DHPP esclareceu mais de um homicídio por dia. O balanço dos crimes ocorridos no ano passado foi apresentado, na manhã desta segunda-feira (11.01), pelo delegado titular da DHPP, Márcio Pieroni, acompanhado dos delegados adjuntos da Homicídios e da diretora metropolitana, Vera Rotilde.

De acordo com o delegado, para se manter nesse elevado índice de resolutividade dos crimes de homicídios dolosos, a Delegacia contar com uma boa equipe de profissionais (delegados, investigadores e escrivães), dedicados e compromissados em dar à sociedade uma resposta, como forma de diminuir a sensação de impunidade. “A agilidade dos policiais no local de crime é muito importante, pois é ali que se colhem as primeiras informações e faz o levantamento dos autores”, explica Pieroni. “Punir os assassinos é um trabalho que intimida os bandidos e faz diminuir os crimes”, complementa.

Para a diretora metropolitana, Vera Rotilde, a credibilidade da população no trabalho da Delegacia de Homicídios contribui para a resolutividade dos casos. “Isso facilita coleta de informações, seja no local de crime ou por meio de denúncias”, reforça.

No levantamento da Delegacia de Homicídios, apenas 27 mortes não estão totalmente identificadas, são casos mais complexos que demandam investigações minuciosas, que acabam sendo mais demorada. “É preciso muita paciência e naturalidade para conduzir esses casos, sem perder o foco”, afirma o delegado. Entre os homicídios estão o caso da jovem Eiko Uemura e de um capitão do Exército.

Os homicídios apresentaram uma redução de 5,28% na Grande Cuiabá, comparados com os dados gerais de 2008. Em 2009, Cuiabá registrou um pequeno acréscimo de 0,98%, de dois homicídios, dos cometidos em 2008. Já em Várzea Grande, aconteceu o inverso, houve uma redução de 15,96%, nos crimes praticados no ano de 2009, comparado com 2008. Isso significa que 19 vidas foram preservadas.

Os roubos seguidos de morte (latrocínios) apresentaram queda em 2009 na Grande Cuiabá. Nas duas cidades os crimes fecharam com 21 casos, 11 na Capital e 10 em Várzea Grande, comparado com 2008 que ocorreram 25 latrocínios. A Estatística da Polícia Judiciária Civil conferindo ocorrência por ocorrência descobriu erros na computação dos dados, de crimes não consumados registrados pelas delegacias.

Para a direção da Polícia Judiciária Civil a queda dos homicídios em Várzea Grande é atribuída ao aumento de mais um delegado na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), na Delegacia Municipal e na DHPP, hoje com seis autoridades policial. Também a mudanças no operacional das delegacias do município, com o incremento de investigadores e a substituição de outros.

As Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, do Idoso e da Criança e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, em 2009, passaram a ter uma atuação mais efetiva em Várzea Grande. O trabalho repressivo das operações policiais, 28 focadas em crimes cometidos na cidade, também é outro ponto que ajuda no preventivo.

PERFIL DAS VÍTIMAS

Do total de vítimas assassinadas na Grande Cuiabá em 2009, 92,13% (281 casos) eram homens e 7,87 % (12 casos) mulheres. Dentre as principais motivações, o tráfico de drogas continua liderando o cometimento dos crimes, 46,89% do total de crimes ou 143 pessoas morreram por envolvimento com as drogas; 6,89% vingança (21 vítimas) e 6,23% por rixa, passional e álcool, com 19 vítimas para cada. As outras causas que levaram a prática de crimes foram ambição (4), resistência a prisão (4), legítima defesa (2), e 74 mortes ainda não têm a motivação clara.

Os jovens de 19 a 25 anos, com 89 casos, e de 26 a 30 anos, 65 mortos, são as principais vítimas dos homicídios dolosos praticados em Cuiabá e Várzea Grande. O envolvimento com o tráfico de drogas é a principal causa dos assassinatos entre jovens.

O meio mais utilizado para a prática dos homicídios foi a arma de fogo, com 221 mortes (72,46%) decorridas do disparo de armas, 45 foram mortas com arma branca (faca), 30 por instrumento contundente (pau e pedras) e 9 com outros tipo de instrumentos. Em relação ao horário, os fins de semana, a partir de sexta-feira, sábado e domingo, das 18 horas às 24h e da 00h às 6h da manhã foram os horários com mais ocorrências, 112 e 103 mortes, respectivamente.

PRODUTIVIDADE

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHHP), em 2009, realizou o atendimento de 394 ocorrências, que vão desde afogamento, encontro de cadáver, morte acidental, suicídio e as tentativas aos crimes de homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte).

Dos crimes investigados foram instaurados 297 inquéritos policiais e encaminhado ao Fórum 359 inquéritos concluídos. Os seis delegados da unidade pediram ao Judiciário 35 prisões temporárias, 237 preventivas, 30 mandados de busca e apreensão, sendo que um total de 195 mandados de prisão não foram decretados. A polícia efetuou a 81 prisões de criminosos, por mandados (39), em flagrante (25) e apreensão de menores infratores (17). Além dos presos, 102 suspeitos se apresentaram espontaneamente na Delegacia.

Os policiais da DHPP realizaram 7.066 diligências nas investigações de homicidas.

Original em: http://www.odocumento.com.br

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Menino com agulhas no corpo passa por perícia médica em São Luís

SUSPEITA DE MAGIA NEGRA EM SÃO VICENTE FÉRRER
Para a polícia, o pai da criança, Francisco Balbino, ainda é o principal suspeito de ter introduzido as agulhas no corpo do filho de 2 anos, como parte de um ritual de magia negra. Ele nega.

O menino maranhense E.A.C.C., de 2 anos, que tem ao menos cinco agulhas no corpo, foi trazido ontem de São Vicente Férrer (a 275 km de São Luís, na Baixada Maranhense) para a capital, a fim de ser submetido a exames no Centro de Perícia Médica da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). De acordo com a médica legista Milene Guedêlha Fortaleza Gonçalves, duas perícias – uma indireta, baseada nos relatórios médicos, e outra direta, resultante de exames na própria criança – irão servir para a emissão, em dez dias, de um laudo médico legal, que vai ser juntado ao inquérito policial que apura como as agulhas foram parar no corpo do garoto.

E.A.C.C. e sua mãe, Tamires de Araújo, 20 anos, foram trazidos do povoado Limão, em São Vicente Férrer, onde vivem, pelo delegado Armando Pacheco Gomes, de São João Batista, que está à frente do caso. Segundo o delegado, já foram ouvidas até agora perto de 10 pessoas – entre elas a vereadora e mãe-de-santo Josefa Silva Pinto (PDT), a “Dôca”, 64 anos. Conforme depoimentos, Josefa teria simulado a retirada das agulhas com a boca. Ela nega qualquer envolvimento no caso.

Para a polícia, o pai da criança, Francisco Balbino Coelho Campos, 23 anos, que chegou a ser preso temporariamente por 10 dias, ainda é o principal suspeito de ter introduzido as agulhas no corpo do filho, como parte de um ritual de magia negra. Ele nega, mas de acordo com o delegado Armando Pacheco, “há várias contradições nos depoimentos do pai, sem contar que a criança demonstra muito medo dele; só de ouvir seu nome, o garoto já começa a chorar”.

Estrangulamento e bilhete – O prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito termina do próximo dia 21, mas o delegado Pacheco já informou que esse período pode ser prorrogado. “Precisamos de mais tempo para investigar porque há muita dificuldade em se obter informações. O mundo da magia negra é muito fechado”, disse o delegado. Ele investiga também uma suposta tentativa de estrangulamento do garoto, que teria ocorrido alguns meses antes de serem constatadas, num raio-X, as agulhas em seu corpo.

O menino e a mãe foram trazidos de São Vicente Férrer pelo delegado Armando Pacheco (ao fundo)

A polícia também descobriu, na casa de Tamires de Araújo, 20 anos, mãe da criança, um bilhete com orações e cânticos usados em rituais de magia negra, com ameaças a eventuais inimigos dos praticantes. Tamires disse à polícia que não sabe nada sobre a autoria do bilhete, mas o delegado Pacheco já tem um suspeito, cujo nome não quis revelar para não atrapalhar as investigações. Uma amostra da grafia do suspeito foi recolhida pela polícia e passará por exame grafotécnico no Instituto de Criminalística (Icrim).

Agulhas de costurar rede – As agulhas – de tamanho grande, para costurar rede – foram descobertas no corpo do garoto E.A.C.C. em agosto do ano passado, quando a criança foi trazida pela mãe de São Vicente Férrer ao Hospital Djalma Marques (Socorrão 1), em São Luís, depois de sofrer, em casa, segundo Tamires, uma queda da rede.

Um exame de raio-X detectou cinco fraturas, nas costelas e na clavícula do menino, e sete agulhas, além de fragmentos de outras, localizadas na região do abdômen. Em 27 de agosto, o garoto deu entrada na Unidade Materno Infantil do Hospital Universitário (HU), também em São Luís, onde passou por uma cirurgia que retirou duas agulhas – entre elas uma que havia perfurado o fígado – e pedaços de outras duas.

Os médicos optaram por deixar as outras cinco agulhas no corpo do menino porque as remoções trariam riscos à criança, que hoje está fora de perigo.

Conforme a polícia, a mãe da criança, Tamires de Araújo, pode responder por negligência e lesão corporal culposa, por só levar o menino ao hospital oito dias após a queda da rede.

Por determinação da Justiça, E.A.C.C. atualmente está sob os cuidados da avó paterna, Maria Balbino – que também mora no povoado Limão.

Mulher também diz estar com agulhas no corpo
Além do garoto E.A.C.C., surgiu em São Vicente Férrer outro caso de pessoa que diz ter agulhas no corpo. Trata-se da lavradora Vanilda Costa, de 23 anos. O delegado Armando Pacheco contou ao JP que ela procurou espontaneamente, na quarta-feira, a delegacia da cidade. Contou que há dois anos, depois de ter passado por uma cesariana, começou a sentir fortes dores. Num raio-X, teria descoberto que estava com 23 agulhas de injeção na região do abdômen. A mulher declarou à polícia que já passou por cinco cirurgias para a retirada de 18 agulhas, mas que ainda restam cinco.

O delegado Armando Pacheco recebeu com reservas a história de Vanilda. “Ela ainda não apresentou nenhuma prova significativa, nem o raio-X”, disse Pacheco ao JP. (OV)

Original em: http://www.jornalpequeno.com.br

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Onze árvores foram envenenadas, revela estudo

A Decat (Delegacia Especializada contra Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) concluiu o inquérito sobre o envenenamento de onze árvores na calçada da esquina das ruas 15 de Novembro e Ambrozina, na vila Mandetta, região do Jardim dos Estados, na Capital. O local fica em frente a dois terrenos, um da Prefeitura e outro da empresa Plaenge.

“O envenenamento aconteceu há um ano, segundo o laudo do Instituto de Criminalistíca. Agora, queremos saber quem envenenou”, disse o delegado da Decat, Fernando Villa de Paula. Segundo ele, representante da empresa deverá prestar depoimento à polícia, que embora tenha concluído o inquérito ainda investiga o caso.

A denúncia feita em matéria do dia 17 de agosto pelo Midiamax.

Paralelamente, o laudo técnico feito pela Semadur deu base para investigação criminal da Decat (Delegacia Especializada contra Crimes Ambientais e Proteção ao Turista). O delegado aguardava o laudo do Instituto de Criminalística. 

Segundo dados da Prefeitura, nos casos de crimes ambientais que ocorrem na Capital, a lei municipal prevê multa de R$ 1,3 mil até R$ 5,2 mil. A legislação prevê a responsabilização pelo dono do imóvel vizinho ao logradouro público onde ocorreu o dano ambiental.

Mas, no caso, a construtora Plaenge não será autuada em procedimento administrativo da Semadur. Segundo informações da secretaria, a empresa não poderia ser responsabilizada pelo fato da vegetação estar em frente de uma área municipal. No entanto, o imóvel é da Plaenge na parte da Rua 15 de Novembro é da Plaenge. Neste trecho, as árvores mortas foram retiradas.

A faixa de terra que fica na Rua Ambrozina pertence ao município.

O Ministério Público Estadual instaurou um investigação preliminar sobre o caso.

Original em: http://www.midiamax.com

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Itapevi registra primeira chacina do ano em São Paulo

Investigações sugerem que duas pessoas devem ter participado de crime; polícia estuda possibilidade de crime encomendado

No início da madrugada deste sábado, exatamente às 0h12, Itapevi registrou a primeira chacina de 2010. Quatro homens foram baleados e mortos em um bar, localizado na rua Guido D’Amico, 68, na Vila Santa Rita.

Segundo o dono do estabelecimento alugado, Reinaldo Manoel da Silva, todos os envolvidos jogavam baralho quando o crime aconteceu. “Tinha passado pelo bar há poucos minutos e decidi subir para dormir. Vi que estava tudo bem. Quando eu estava quase dormindo ouvi vários disparos”, conta. O dono, que mora na parte de cima do bar, desceu apenas quando dois policiais militares da 3ª Cia do BPM/M bateram na porta da sua casa informando do acontecido e se ele havia visto algo.

Uma das vítimas, de 33 anos, tentou fugir e foi alvejada na rua onde morreu com três tiros. O dono do bar, conhecido como Val, de 40 anos, correu para trás do balcão, levou 4 tiros na cabeça, à queima roupa, um nas nádegas e outro no tórax. As outras duas, uma de 29 e a outra de 31 anos, ficaram caídas próximas à mesa de sinuca, ambas com dois tiros na cabeça. Os corpos foram encaminhados ao IML e liberados na tarde de ontem após averiguação. As 11 cápsulas deflagradas foram enviadas ao IC (Instituto de Criminalística) em Osasco.

O DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) da capital, órgão ligado à Polícia Civil, é quem investiga o caso neste momento. Segundo o departamento, ainda não se sabe o que teria motivado o crime nem quem era o verdadeiro alvo do criminoso. Parentes e vizinhos já prestaram depoimento na delegacia de Itapevi. O delegado Lincoln Amorim Kunisawa foi quem efetuou o boletim de ocorrência e coordenou as primeiras ações de perícia. Nesta segunda-feira mais alguns parentes e vizinhos serão chamados para prestar esclarecimentos no DHPP.

Segundo a delegada de plantão, Isabel Cristina Ferraz, que atendeu o BOM DIA, qualquer informação ainda é prematura face às investigações do DHPP. “A perícia achou projéteis de 380 e munição de 9 milímetros no local. Acreditamos, pelas munições encontradas, que dois indíviduos participaram da ação, mas não há confirmação e esperaremos as investigações do DHPP”, disse.

De acordo com a delegada, até o momento das investigações, apenas uma das vítimas assassinadas não tinha antecedentes criminais. Um dos envolvidos residia na Bahia e por isso a polícia ainda não havia feito a verificação da documentação. O que se sabe é que uma das vítimas tinha passagem por homicídio e a outra por porte irregular de arma. Ninguém da vizinhança presenciou o crime.

No ano passado, foram registradas 11 chacinas com 35 mortos na Capital e outras 9, com 29 mortos, da Grande São Paulo, totalizando 20 chacinas com 64 vítimas. Em 2009, nenhuma das chacinas havia acontecido em Itapevi.

Original em: http://www.redebomdia.com.br

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