Justiça de São Paulo nega pedido para soltar comediante Zina

Marcos da Silva Herédia, o Zina, é transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Vila Independência em São Paulo

O desembargador Miguel Marques e Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou pedido de habeas-corpus do comediante Marcos da Silva Herédia, 28 anos, o Zina do programa Pânico na TV, na quarta-feira. Zina foi preso no dia 16 de janeiro por porte ilegal de armas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), o comediante teria atirado diversas vezes para o alto em um matagal, nas proximidades de sua casa, no bairro Panamericano, zona norte da capital paulista.

No pedido, os advogados afirmam que Zina sofre constrangimento ilegal ao permanecer preso, ¿uma vez que ele é primário, com bons antecedentes, residência certa e ocupação lícita¿. O desembargados disse, no entanto, que as circunstâncias de sua acusação não autorizam a liminar.

No último dia 22 de janeiro o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra Zina, por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada. O crime de porte ilegal de arma é inafiançável e pode gerar sentença de dois a quatro anos de prisão, além de multa. O MP também pediu a realização de uma perícia médica para verificar se o comediante sofre de alguma doença mental.

Drogas
Em 28 de novembro do ano passado, Zina foi preso com cocaína e liberado, após assinar um termo circunstanciado – documento usado em ocorrências de menor potencial ofensivo – no 74º Distrito Policial (Jaraguá).

O laudo da perícia feita no Instituto de Criminalística (IC) apontou que a quantidade da droga era de 5 decigramas. Zina não quis prestar depoimento e declarou que só falaria sobre o caso em juízo, por orientação dos advogados. O integrante do Pânico responde a processo em liberdade por porte de drogas e a pena poderá ser prestação de serviços comunitários.

Marcos Heredia ficou famoso após aparecer em um dos quadros do programa humorístico com a frase “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. Atualmente, ele faz aparições ao lado de Sabrina Sato e Alfinete, em matérias relacionadas ao time.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Preso um dos maiores traficantes de drogas da capital paranaense

Droga vinha de Foz do Iguaçu escondida em veículos

Na madrugada desta sexta-feira (29), policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), em Curitiba, prenderam em flagrante no bairro Tatuquara, um dos maiores traficantes de drogas da capital paranaense.

Alisson Fernando da Silva (24), que também é traficante de armas, estava foragido do Sistema Penitenciário desde 2008, onde cumpria pena por tráfico de drogas e roubos. Na ocasião, foram apreendidos 10,5 quilos de crack, uma metralhadora Beretta 9 mm, várias munições, documentos falsos e um rádio que captava a mesma frequência da polícia.

Além do traficante, foram presos outros dois homens e apreendida uma adolescente, de 17 anos, que era namorada de Silva. “Ele vendia drogas em grandes quantidades para outros traficantes e mantinha envolvimento com tráfico de armas e roubos”, revela o delegado chefe do núcleo do Denarc em Curitiba, Renato Bastos Figueroa.

Há cinco meses, a polícia investigava uma rota de tráfico de drogas entre Foz do Iguaçu e Curitiba. Na quinta-feira (28), a polícia ficou em campana nos arredores da casa de Silva, após obter informações de que as drogas estavam para chegar. Por volta das três horas da madrugada, um carro modelo Fiat Stilo, com placa de Foz do Iguaçu, chegou à residência do suspeito e quatro pessoas desembarcaram do veículo.

Quando todos entraram na casa, os policiais invadiram o local e efetuaram as prisões. “A arma, as munições e os documentos falsos foram encontrados no interior da casa, enquanto a droga foi localizada, pelo Instituto de Criminalística, escondida em várias partes do veículo”, relata o delegado.

Os três homens foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Silva ainda vai responder por porte ilegal de arma e falsidade ideológica porque estava com carteira de identidade e habilitação falsas. Os presos foram encaminhados para o Centro de Triagem II e a garota de 17 anos para a Delegacia do Adolescente. As investigações continuam para tentar localizar outros envolvidos no esquema.

Original em: http://jornale.com.br

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Julgamento de Carli Filho começa na quinta-feira

Ex-deputado vai responder pela morte de Gilmar Yared e Carlos de Almeida

A Justiça marcou para a próxima quinta-feira o julgamento do ex-deputado Fernando Carli Filho. Ele vai responder por duplo homicídio qualificado acusado de provocar o acidente que resultou nas mortes de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, ocorrido em 7 de maio de 2009, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar deve ouvir 38 testemunhas na próxima quinta-feira, a partir das 9h30. Carli Filho deverá ser um dos ouvidos na audiência. As testemunhas serão ouvidas na 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que fica na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.

O ex-deputado também responde por dirigir embriagado e violar a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. À época do acidente ele tinha 130 pontos na carteira. O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar considerou ilegal a utilização do exame de dosagem alcoólica no processo, porque não houve autorização do acusado. Mas no despacho em que marcou a data da audiência o juiz argumentou que a desconsideração do resultado do exame de sangue não significa dizer que o réu não se encontrava embriagado no momento do acidente.

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram ele estava entre 161 km/h e 173 km/h, velocidade 188% superior à máxima permitida no local que é de 60 km/h. seja condenado por todos os crimes, poderá receber pena mínima de 15 e máxima de 30 anos. Como homicídio qualificado é crime considerado hediondo, Carli Filho deverá cumprir pena, inicialmente, em regime fechado.

Original em: http://jornale.com.br

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Líder do MST que incitou destruição de fazenda em SP negociou convênios de R$ 222 mil

SÃO PAULO e PORTO ALEGRE – Miguel Serpa, um dos nove presos sob a acusação de comandar a invasão e depredação de uma fazenda da Cutrale , em outubro de 2009, em Iaras (SP), negociou em 2007 dois convênios no valor de R$ 222 mil com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com informação da ONG Contas Abertas, Serpa, que é um dos líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) na região de Bauru, era presidente na época da Associação Regional de Cooperação Agrícola para Reforma (Acar).

Foram dois convênios com o objetivo em contrato de implementar “ações com intervenção de máquinas agrícolas para erradicar as soqueiras (raízes que sobram dentro e fora da terra) de cana de açúcar em 300 hectares de terra”. No primeiro, de R$ 180 mil, o Incra não aprovou a prestação de contas apresentada pela Acar, que, então, passou a ser considerada inadimplente. Além dos R$ 222 mil do Incra, a Acar recebeu ainda outros R$ 70 mil da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.

Em vídeo distribuído pela polícia, Serpa aparece convocando militantes a ocupar e causar “pelo menos prejuízo” à empresa. Além dele, também estão presos o ex-prefeito de Iaras Edilson Xavier e a vereadora Rosimeire Serpa, ambos do PT. Rosimeire é mulher de Serpa.

A Polícia Civil de Bauru vai usar quatro vídeos diferentes apreendidos com militantes do MST para identificar os participantes da invasão e depredação da fazenda da Cutrale. De acordo com o delegado Benedito Valencise, as imagens foram gravadas durante os preparativos para a invasão e durante a ação. Os vídeos, apreendidos durante a Operação Laranja, foram encaminhados nesta quinta-feira ao Instituto de Criminalística, para a degravação do conteúdo.

Em Porto Alegre, João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST, disse que “ocupar terra pública não é crime, é dever”. Ele disse que a Polícia Civil de São Paulo agiu por motivações políticas. Stédile prometeu uma campanha contra a Cutrale:

– A Polícia de São Paulo está exagerando por motivação política. Quem disse que é crime derrubar 242 pés de laranjas, que a TV Globo transformou em 7 mil? Os companheiros derrubaram aqueles pés de laranja para denunciar que a Cutrale está em terra pública que tem escritura em nome da União.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Jornalista teve o rim perfurado

Resultado da perícia do IML, que será divulgado hoje, reforça a suspeita de erro médico em lipoaspiração feita na jovem de 27 anos

Sala de cirurgia onde Lanusse Martins foi operada: hospital garante que tem todos os equipamentos necessários para o procedimento

O resultado do exame feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML) no corpo da jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27 anos, reforça a suspeita levantada pelo Ministério Público do Distrito Federal de que houve erro médico durante o procedimento de lipoaspiração. Uma fonte do IML, ouvida ontem pelo Correio, atesta que a jovem teve o rim direito perfurado durante a cirurgia plástica, realizada no último dia 25 no centro cirúrgico do Hospital Pacini, localizado na 715/915 Sul. Ela teria perdido lentamente cerca de dois litros de sangue — quase a metade do que há em todo o corpo humano. Os médicos teriam ainda tentado reanimar Lanusse por cerca de uma hora, sem sucesso. A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que investiga o caso, divulga hoje, às 10h, o resultado da autópsia.

O documento está nas mãos da titular da 1ª DP, delegada Martha Vargas, desde a manhã de ontem. Ela, no entanto, preferiu passar o dia analisando o resultado da perícia para dar informações precisas a respeito do que pode ter ocorrido na hora da cirurgia. Segundo a fonte do IML ouvida pela reportagem, Lanusse teve diversos hematomas abdominais. A chamada cápsula renal inferior, ou seja, a base do rim, também teria sido perfurada duas vezes pela cânula da lipoaspiração e, consequentemente, atingido a região onde estão localizadas a artéria renal, a veia renal, a coluna renal e pelve renal (veja arte).

O movimento que atingiu o rim direito de Lanusse foi feito de baixo para cima e de frente para trás. Com a perda do volume sanguíneo normal, a pressão arterial da jornalista teria começado a cair, o que ocasionou uma sequência de paradas cardiorrespiratórias. “Se os médicos tivessem prestado atenção, ela poderia ter sobrevivido. Ela sangrou lentamente até morrer. Dentro da cânula entrou um pedaço de rim”, explicou a fonte, que teve acesso ao laudo, mas preferiu não se identificar.

Martha Vargas analisou ontem o laudo do IML e apresenta o resultado hoje

Hemorragia
Segundo o chefe da Promotoria de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) do Ministério Público, promotor Diaulas Ribeiro, a jornalista morreu de choque hipovolêmico, causado por uma hemorragia interna resultante da perfuração de vasos sanguíneos — o atestado de óbito também confirma isso (veja fac-símile ao lado). O MP chegou a essa conclusão com base nas informações repassadas pelo IML. A promotoria esclarece ainda que em nenhum momento participou da realização da autópsia do corpo de Lanusse Martins. “A perícia foi realizada exclusivamente por peritos do IML do Distrito Federal”, ressaltou Diaulas.

Durante a manhã, a delegada Martha Vargas preferiu não comentar sobre o laudo, mas disse que o documento oferece suporte suficiente para que as investigações sejam conduzidas. “O IML foi muito preciso e o laudo é incontestável. Ele é muito importante porque retrata o que de fato aconteceu durante a cirurgia”, destacou. A delegada afastou ontem a hipótese de responsabilizar o hospital na esfera criminal. “Existem decisões que são tomadas pelo médico durante a cirurgia. Ao que consta, o hospital tem todas as licenças. O erro, a culpa ou o dolo eventual são de uma pessoa física e não jurídica”, destacou.

O cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes foi quem conduziu a lipoaspiração. A polícia ainda investiga a conduta de um anestesista. Mesmo com a divulgação do laudo, a 1ª DP continua colhendo depoimentos. Até agora, nove pessoas compareceram para prestar esclarecimentos. Ontem, estava marcado um depoimento de um enfermeiro, mas o profissional remarcou para hoje, após a divulgação dos resultados. A delegacia tem 30 dias para concluir o inquérito. Assim que o resultado das investigações chegar à Pró-Vida, o MP decidirá se vai processar alguém ou se o caso será arquivado. Se o laudo constatar que Lanusse morreu por imperícia médica, o acusado responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar), cuja pena varia de um a três anos de detenção e multa.

Atestado de 15 dias
Entre os depoimentos previstos para esta semana estava o do cirurgião Haeckel Moraes, mas na última quarta-feira, ele apresentou um atestado médico de 15 dias. O documento assinado por um psiquiatra atesta que Haeckel está perturbado mentalmente em razão da morte da jornalista Lanusse Martins. A reportagem ligou por várias vezes no telefone da clínica onde ele trabalha, no Sudoeste, mas ninguém atendeu as ligações. Segundo a delegada Martha Vargas, da 1ª DP, cinco pessoas, entre elas o pai, a mãe e a irmã de Lanusse, devem prestar depoimento nos próximos dias.

Ontem à tarde, a direção do Hospital Pacini abriu as portas do centro cirúrgico onde Lanusse morreu para que o Correio pudesse fotografar as instalações. Embora não tenham Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o diretor Mário Pacini explicou que as salas onde são realizadas as cirurgias oferecem todas as condições para socorrer os pacientes durante o procedimento, como desfibriladores, medicamentos, respiradores e entubadores. “Nós não temos UTI, mas as salas de cirurgia têm todos os instrumentos de uma”, explicou. No caso de Lanusse, Mário Pacini defende que a existência de UTI não faria diferença. “Para ser removida para uma UTI, ela teria que ter os sinais vitais estabilizados. Tentaram reanimá-la com massagem cardíaca, desfibrilação e uso de medicamentos, mas não tiveram sucesso. Os médicos não conseguiram essa estabilização da paciente durante a cirurgia”, disse.

Muitos planos
De acordo com Pacini, 450 cirurgias foram feitas nos quatro centros cirúrgicos do hospital em todo o ano passado. De qualquer forma, o hospital está em reforma e o 3ª andar prevê a instalação de UTIs. Atualmente, o paciente é levado para a UTI de um hospital conveniado.

Segundo parentes e familiares, Lanusse já havia feito, há cerca de quatro anos, uma cirurgia de redução de estômago. Ela atualmente pesava 61 quilos e, além da lipoaspiração, pretendia colocar prótese de silicone no mesmo dia em que se submeteu ao outro procedimento. A jornalista trabalhava como repórter da TV Justiça, do Supremo Tribunal Federal. Deixou um filho de 6 anos. O corpo dela foi enterrado na última quarta-feira no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Durante o velório, parentes e amigos da jovem disseram que ela pretendia casar-se até o fim deste ano. (MP)

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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