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Membros da Segurança Pública se reúnem para discutir processos

Reunião ocorreu na sede do Palácio da República, no Centro da capital

Membros do Conselho Estadual de Segurança se reuniram, na manhã desta segunda-feira (01), para uma discussão sobre três processos que estavam pendentes no órgão. O encontro ocorreu em uma sala do Palácio República dos Palmares, no Centro da capital. Entre as deliberações, os integrantes do Conselho discutiram a exclusão da Delegacia de Menores no regime de plantão para otimizar o prazo de inquéritos.

O primeiro processo julgava a promoção do tenente Israel Souza de Moraes. O PM foi autuado por posse ilegal de arma, abuso de poder, entre outros crimes. O primeiro relatório encaminhado à corregedoria havia solicitado a saída do tenente da Polícia Militar e sua condenação.

Já o segundo relatório voltava com a decisão e solicitava uma pena mais branda e sua não exclusão do quadro da PM. Em resposta, o promotor de Justiça Cyro Blatter esclareceu que o processo contendo os dois relatórios já foi encaminhado à Justiça, de modo que já não cabe à corregedoria da PM decidir o destino de Israel Souza.

O segundo caso dizia respeito à solicitação para que a Delegacia da Criança e do Adolescente fosse excluída do regime de plantão da Polícia Civil. O processo, elaborado pelo Ministério Público, representado pela promotora Alexandra Beurlen, é fundamentado no fato de que os plantões atrasam os as investigações de crimes contra crianças e adolescentes. A solicitação foi atendida pelo Conselho.

O delegado Rodrigo Rubiale, que também é membro do conselho, afirmou que a retirada é viável, mas abriu parênteses, lembrando que os regimes de plantão acabam por prejudicar os inquéritos de todas as distritais.

Rubiale aproveitou a oportunidade para mencionar a respeito do regime de oito horas aos agentes da Polícia Civil, afirmando acreditar que as diligências serão facilitadas. O advogado Everaldo Patriota emendou que o novo modelo fará com que os policiais trabalhem mais. “O problema é que policial acha que pode trabalhar a hora que quer”, alfinetou.

A promotora também solicitou a criação de uma outra delegacia, o que, segundo o conselho, caberia à Polícia Civil criar um projeto de lei que fosse sancionado pelo Governo Estadual. Beurlen também reclamou da demora para o encaminhamento dos ofícios para investigação, afirmando que o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML) demoram 45 dias para entrega dos laudos.

Houve ainda um terceiro processo referente a um projeto de sistema de controle de informações que disponibilizasse registros policiais. Entretanto, a relatora do processo, conselheira Claudia Muniz de Andrade, não esteve presente por motivo de viagem. O conselheiro Antiógenes pediu vistas e comentou que a criação desse sistema custaria aos cofres da segurança pública cerca de R$ 475 mil, o que gastaria muito.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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