Promotoria espera inquérito para decidir se vai indiciar cirurgião

Sala de cirurgia onde Lanusse foi submetida à lipoaspiração dia 25

Sala de cirurgia onde Lanusse foi submetida à lipoaspiração dia 25

O Ministério Público aguarda a conclusão do inquérito pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) para decidir se vai indiciar o cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes, responsável pela lipoaspiração na jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27 anos. A jovem morreu no último dia 25 na mesa de cirurgia do Hospital Pacini, localizado na Asa Sul. Segundo o chefe da Promotoria de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), Diaulas Ribeiro, são três as possibilidades: o indiciamento por homicídio doloso (com intenção de matar), conforme entendimento da delegada-chefe da 1ª DP, Martha Vargas, por homicídio culposo (sem intenção) ou ainda o arquivamento do caso.

A delegacia tem até o próximo dia 26 para encaminhar o inquérito ao MP. Esta semana, são esperados os depoimentos dos familiares que estavam com a jornalista no dia da cirurgia, como a mãe, Maria das Graças Barbosa. Na próxima semana, a titular da 1ª DP irá intimar Haeckel para prestar esclarecimentos referentes à morte de Lanusse. Ele não será ouvido antes em razão de ter apresentado atestado de 15 dias, assinado por um psiquiatra alegando estar abalado com a tragédia.

Segundo a delegada, o depoimento do cirurgião não deve alterar o indiciamento por homicídio doloso. “O laudo é uma prova material incontestável. O Instituto de Medicina Legal foi bastante preciso nas circunstâncias em que ocorreu o fato”, explicou Martha Vargas.

O MP prefere aguardar o prazo que o médico pediu para se apresentar na 1ª DP para começar a decidir os caminhos do processo. “Ainda não formei uma opinião sobre os fatos, mas o processo não vai parar por falta de depoimento”, garantiu Diaulas Ribeiro. O laudo do IML, apresentado na última sexta-feira pela 1ª DP, diz que Lanusse Martins morreu de choque hipovolêmico, ou seja, por uma hemorragia causada pela perfuração de uma veia renal pela cânula de lipoaspiração. A equipe médica teria tentado reanimar a jovem por cerca de 1h15, sem sucesso. A vítima perdeu quase dois litros de sangue, até perder completamente os sinais vitais. Segundo uma fonte do IML, ouvida na semana passada pelo Correio, o rim direito da jovem também teria sido atingido. A delegada entende que o médico não tomou as providências para estancar a hemorragia.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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