UFPA: preservação de mamíferos é tema de simpósio

Desde a pré-história até os dias atuais, a ação humana sobre o meio ambiente vem determinando a extinção de várias espécies da fauna, seja pela caça excessiva, seja pelo distúrbio no habitat natural, seja pela exploração desregulada dos recursos naturais. E é justamente para discutir estratégias de conservação no contexto da produção e uso de recursos na região amazônica que o XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia traz a Belém o simpósio “Uso de recursos naturais e conservação de mamíferos na Amazônia: de populações tradicionais aos grandes projetos de desenvolvimento”.

Organizado pela professora Ana Cristina Mendes de Oliveira, do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA, o simpósio condiz, coerentemente, com o tema escolhido para o Congresso, que é “Biodiversidade e Sustentabilidade”. Hoje, na Amazônia, todas as atividades econômicas, como mineração e pecuária, implicam desmatamento, afetando diretamente a fauna de mamíferos. Para a professora, “os projetos de mineração são os mais degradantes, pois suprimem uma área relativamente grande, prejudicando o solo e prescrevendo para a área um ambiente estéril”.

Além da discussão sobre os grandes projetos voltados para a Amazônia, há, também, a discussão sobre a ação das comunidades tradicionais e os impactos da atividade de caça na população de mamíferos. A professora Ana Cristina Mendes explica que, “mesmo sendo de subsistência, a atividade de caça na Amazônia é intensa e recorrente, então, o impacto não é pequeno e acaba envolvendo, também, o comércio na esfera local, dentro da comunidade. A anta, por exemplo, é o primeiro mamífero a desaparecer nos locais onde há caça”.

O simpósio acontece no último dia do Congresso (dia 11) e congrega, além da palestra da bióloga da UFPA, outras cinco, com pesquisadores de várias instituições. Destaque para a palestra “Impactos da caça de subsistência sobre a fauna de mamíferos em florestas Neotropicais”, ministrada pelo pesquisador Carlos Peres, da University of East Anglia (Inglaterra), e para a palestra “Uso das águas e impactos sobre os mamíferos aquáticos”, ministrada pelo professor Salvatore Siciliano, da Universidade Estadual Paulista.

Minicursos: Além dos simpósios, os participantes do XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia contarão com vários minicursos (24 no total). Entre os destaques, está o minicurso “Entomologia Forense: insetos e crimes”, ministrado pelo pesquisador da Universidade Estadual Paulista, Leonardo Gomes, que tratará dos estudos acerca dos insetos que podem auxiliar na resolução de crimes, haja vista o processo de colonização que os insetos fazem nos cadáveres.

Durante cinco dias, o Congresso de Zoologia trará, aproximadamente, 200 profissionais, nacionais e internacionais, na área da Biologia e da Zoologia, que discutirão com cerca de 1400 estudantes e interessados no futuro da biodiversidade (fauna, flora e sociedade) no contexto de conservação. Mais informações no site do evento (www.cbzool2010.com.br).

Serviço:

XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia

Período: 7 a 11 de fevereiro de 2010, no Hangar – Centro de Feiras e Convenções da Amazônia

Realização: Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

Inscrições: os interessados podem se inscrever no dia do evento.

As taxas para estudantes de graduação e de pós-graduação não-sócios da SBZ serão, respectivamente, R$ 300 e R$ 390.

Mais informações:

www.cbzool2010.com.br

Original em: http://www.diariodopara.com.br

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Audiência sobre ex-deputado Carli Filho acaba sem decisão no Paraná

A primeira audiência para decidir se o ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), de 26 anos, irá a júri popular acabou por volta das 11h desta sexta-feira, na 1º Vara de Júri de Curitiba, sem a presença do ex-parlamentar e sem uma definição sobre o caso. Após um acidente de carro em que dois jovens morreram, Carli Filho foi denunciado por duplo homicídio com dolo eventual.

De acordo com informações da Justiça, o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar ouviu 3 testemunhas nesta sexta-feira. Outras 16 já haviam sido ouvidas na quinta-feira e mais 19 pessoas ainda serão interrogadas. Porém, como algumas moram em outras cidades, isso ocorrerá por meio de carta precatória.

Pela legislação, o deputado só será ouvido quando todas as testemunhas tiverem sido inquiridas. A Justiça ainda não tem a data certa de quando isso deve acontecer.

O advogado de defesa da família, Elias Mattar Assad, declarou que a ida do caso para o Tribunal do Júri é “inexorável”. “Estão se confirmando judicialmente as provas que já tinham no inquérito policial, com uma ou outra palavra um pouco diferente”, afirmou.

Familiares e amigos dos dois jovens mortos estiveram no prédio do Tribunal do Júri, onde a audiência foi realizada sem a presença da imprensa e com apenas um familiar de cada um podendo acompanhar. “Queremos só justiça, que vá a júri e acabe o sofrimento”, pediu Vera Almeida, mãe de Murilo. “Essa luta é por justiça, é para os vivos, é para todos nós que dependemos do trânsito”, completou Christiane Yared, mãe de Gilmar.

O caso

Na madrugada do dia 7 de maio de 2009, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro de Mossunguê, em Curitiba. O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, quando o tolerado pela legislação brasileira é de 2 decigramas.

Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705.

Além disso, ele também não poderia dirigir porque estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado. “Ao que tudo indica houve dolo eventual”, disse o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, durante a reconstituição do acidente.

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que o carro conduzido por Carli Filho estava em uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, sendo que no local onde houve a colisão a velocidade máxima permitida e de 60 km/h.

A defesa do deputado, porém, se mostrou confiante e disse que os depoimentos não trouxeram nenhuma novidade aos autos. Segundo o advogado Brzezinski Neto, já ocorreram algumas vitórias, como a desconsideração, pelo juiz, do laudo de dosagem alcoólica. “A prova é ilícita porque foi colhida e obtida na clandestinidade”, afirmou ele, que preferiu não comentar a possibilidade de o caso ir para júri popular. “O caso está no começo, tem várias peculiaridades e, no final, a tese principal da defesa será abordada”, disse.

Original em: http://ultimosegundo.ig.com.br

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IC prorroga pela quarta vez prazo para entrega de laudo sobre explosão

O IC (Instituto de Criminalística) de Santo André solicitou mais 30 dias para entregar o laudo que irá indicar as causas da explosão da casa de fogos Pipas e Cia., ocorrida em setembro do ano passado na Vila Pires, que provocou a morte de duas pessoas. Agora, a expectativa é que o documento seja finalizado no início de março.

Trata-se da quarta vez que o instituto solicita a prorrogação do prazo. De acordo com o IC, ainda faltam exames complementares que poderão dimensionar o tamanho da explosão, que destruiu mais de 30 residências na Rua Américo Guazelli. Uma das hipóteses para o acidente é a queda de uma antena sobre a rede elétrica da rua e o teto do estabelecimento.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), por conta do atraso na entrega do laudo, ainda não há prazo para a finalização do inquérito, que corre no 3º DP de Santo André. O proprietário da loja de fogos Pipas e Cia., Sandro Luiz Castellani, foi três vezes indiciado no artigo 253 do Código Penal, que define como crime a compra, fornecimento, posse ou transporte de substância explosiva sem autorização.

Original em: http://home.dgabc.com.br

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Mulher morta em cirurgia plástica não foi operada pelo médico contratado

Procedimentos foram feitos pela filha do clínico; paciente morreu de hemorragia aguda

A enfermeira Sabrina Machado da Silva morta em novembro de 2009 após uma cirurgia plástica na Santa Casa de São Simão, na região de Ribeirão Preto, não estava sendo operada pelo médico que ela havia contratado para fazer o procedimento.

De acordo com o depoimento de testemunhas, a médica Marcela Engracia Garcia, filha do clínico responsável, Marcelo Engracia Garcia, foi quem fez os procedimentos auxiliada pelo pai. Segundo a polícia, a médica já prestou depoimento e confirmou a participação na cirurgia de Sabrina e em outros casos.

Nesta sexta-feira (5), o laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovou que Sabrina morreu por hemorragia aguda. Segundo o legista Nélio Resende Cardoso, o uso de um instrumento mecânico teria provocado o rompimento de vasos sanguíneos da paciente.

O promotor de Justiça Tiago Cintra Essadoa afirmou que, a Promotoria vai aguardar a chegada do laudo oficial do IML para avaliar a participação dos envolvidos no caso.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu uma sindicância para investigar a ocorrência. A direção da Santa Casa de São Simão só se manifestará depois que receber o laudo do IML.

Cirurgia

Sabrina Machado da Silva tinha 31 anos e trabalhava como enfermeira padrão na Santa Casa de São Simão. No dia 29 de novembro do ano passado, ela foi submetida a uma cirurgia plástica na mama e no abdômen e a uma lipoaspiração, mas logo em seguida começou a passar mal e sofreu quatro paradas cardíacas.

A paciente foi transferida para o Hospital São Paulo, em Ribeirão Preto, onde sofreu mais quatro paradas cardíacas. Ela morreu durante uma cirurgia que apontou uma hemorragia incontrolável.

Na época do caso, o diretor clínico do hospital, Omar Feres, afirmou que Sabrina havia perdido cinco litros de sangue. Feres disse ainda que, as cirurgias plásticas são feitas apenas na superfície, na pele subcutânea, e não chegam a penetrar a cavidade abdominal. Segundo ele, a hemorragia era interna e teria sido provocada por um equívoco médico.

Original em: http://eptv.globo.com

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Cabo da PM é executado em praça de Arapiraca

Natan Simeão de Lira, de 41 anos, era cabo da Polícia Militar

Um policial militar foi executado no final da manhã desta quinta-feira, dia 4, nas proximidades do Terminal Rodoviário da cidade de Arapiraca. Natan Simeão de Lira, de 41 anos, era cabo da Polícia Militar de Alagoas e estava lotado no 7° Batalhão de Polícia Militar.

Os primeiros levantamentos apontam que o militar tinha um táxi e fazia parada em uma praça próxima ao terminal. No momento do crime, ele conversava com outros taxistas quando dois homens em uma moto de cor azul efetuaram disparos pelas costas da vítima.

Informações do 3° BPM apontam que o militar foi atingido por mais de dez disparos de arma de fogo. Grande parte dos tiros atingiu a região do tórax e um disparo atingiu a cabeça da vítima.

A polícia ainda não sabe os motivos que levaram ao crime. Policiais do 3° BPM e da Polícia Civil de Alagoas estão no local realizando os primeiros levantamentos do homicídio. Eles aguardam a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística para então remover o corpo de Natan para o Instituto Médico Legal da cidade. Até o momento ninguém foi preso.

Lira, como era conhecido, era lotado no 7° BPM,sediado em Santana do Ipanema, mas – segundo informações do supervisor de plantão – estaria afastado das funções por problemas de saúde. Seu afastamento já duraria cerca de 90 dias. Ainda segundo o supervisor, o militar tinha a ‘ficha limpa’.

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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Audiência sobre caso Carli Filho vai para o segundo dia

No primeiro dia, os advogados da família Yared conseguiram autorização para que um perito particular analise o equipamento que registrou as imagens do acidente para verificar se houve fraude

Cristiane Yared, mãe de um dos jovens mortos no acidente, na entrada da sala onde ocorreu a audiência

O primeiro dia da audiência de instrução, que vai definir se o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho será julgado por um júri popular pela morte de dois jovens em um acidente de trânsito, terminou por volta das 17h30 desta quinta-feira (4). Dezesseis testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

Gilmar Yared, de azul, e o advogado Elias Mattar Assad (direita) falam com jornalistas no Tribunal do Júri

Quatro depoimentos, dois de defesa e dois de acusação, estão previstos para sexta-feira (5). No primeiro dia, os advogados da família Yared conseguiram autorização para que um perito particular analise o equipamento que registrou as imagens do acidente para verificar se houve fraude.

O ex-parlamentar não compareceu à audiência. Segundo o advogado dele, Roberto Brzezinski Neto, o ex-parlamentar foi dispensado de comparecer ao Tribunal. Os deputados estaduais Durval Amaral (DEM) e Valdir Rossoni (PSDB) estavam na listagem de testemunhas de defesa de Carli Filho. Os parlamentares, no entanto, encaminharam ofícios solicitando a dispensa do processo e foram liberados pelo juiz.

Para outras 8 testemunhas de defesa, foram enviadas cartas precatórias e elas serão ouvidas nos estados em que estão. Algumas estão no estado de São Paulo e Mato Grosso. Uma testemunha está nos Estados Unidos.

Outras famílias que tiveram vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao Tribunal do Júri

Dezenas de pessoas e jornalistas permaneceram em frente ao Tribunal do Júri durante todo o dia. Algumas pessoas usaram camisetas com os dizeres “190 km/h é crime”. Fotos de Gilmar Yared também foram levadas por amigos. Familiares de outras vítimas de acidentes de trânsito também estiveram no local. Eles levaram faixas pedindo justiça e paz.

A imprensa não tem acesso à sala da audiência, apenas os advogados e um representante da família de cada uma das vítimas. A audiência será retomada por volta das 9 horas de sexta-feira.

Perícia particular

O computador do posto de combustível que registrou o acidente vai passar por uma nova perícia. Desta vez, o equipamento será analisado por um perito particular contratado pela família Yared.

No início desta tarde, com autorização da Justiça, o perito Walter Kauffmann teve acesso ao computador que estava em poder a Polícia Científica. O perito já havia analisado as imagens captadas pelas câmeras de segurança do posto, mas não tinha liberação para periciar o computador onde as imagens ficaram armazenadas.

Movimentação intensa de jornalistas que cobrem a audiência do caso Carli Filho

O advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, sustenta que houve adulteração nas imagens. O laudo do perito apontou que alguns frames da gravação foram apagados. A principal suspeita é que as imagens tenham sido removidas para ocultar o envolvimento de outro veículo no acidente.

Kauffman afirmou que há 80% de chance de recuperar as imagens apagadas. “A polícia não tem o software adequado para recuperar os dados que foram apagados do computador”, disse o perito. A Justiça concedeu 30 dias para ele analisar o equipamento e apresentar seu laudo.

Acusação

Carli Filho é acusado de causar as mortes de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Andrade, 20, em um acidente de trânsito na madrugada do dia 7 de maio de 2009, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

O caso ganhou repercussão nacional. Segundo relatos de socorristas que atenderam ao acidente, o ex-deputado estaria embriagado. Carli Filho também não poderia estar dirigindo no dia do acidente, pois estava com a carteira suspensa com 130 pontos de infrações. Laudos do Instituto de Criminalística (IC) apontaram que o carro do ex-deputado estava entre 161 km/h e 173 km/h, 188% superior à máxima permitida no local que é de 60 km/h, no momento do acidente.

Após a audiência desta quinta-feira, o juiz da 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, deverá decidir se a embriaguez e a excessiva velocidade configuram ou não a intenção de matar (dolo). Isso será determinante para que Ribas Carli enfrente o júri popular ou tenha a sentença dada apenas pelo juiz.

Por lei, a instrução de um processo tem um prazo de até 90 dias para ser encerrada. Se Carli Filho não conversar com o juiz, a decisão será dada do mesmo jeito, apenas sem a defesa feita pelo próprio réu.

Original em: http://www.gazetadopovo.com.br

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Juiz decide se ex-deputado Carli Filho vai a júri por morte de jovens

A Justiça do Paraná começou, nesta quinta-feira, a audiência que decidirá se o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR) irá a júri pela morte de dois jovens no dia 7 de maio de 2009, em Curitiba, durante um acidente de carro. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) na ocasião mostraram que o deputado tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, o que caracteriza embriaguez.

Carli Filho pode ir a júri

Nesta quinta-feira, o juiz Daniel de Avelar, que preside a audiência, começou a ouvir as testemunhas de acusação. Depois, será a vez das testemunhas de defesa.

A audiência começou às 9h30 na 1º Vara de Júri de Curitiba e a expectativa é que dure até por volta das 18h. Ao todo, 38 pessoas serão interrogadas, conforme informações da Justiça. O deputado Carli Filho será ouvido somente após todas as testemunhas. A decisão sobre o caso deve sair na sexta-feira.

Carli Filho renunciou ao mandato parlamentar menos de um mês após o acidente e, com isso, perdeu o direito ao foro privilegiado. Assim, caso o juiz opte por mandá-lo a júri, isso acontecerá em uma vara comum. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

O acidente

Na madrugada do dia 7 de maio, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro de Mossunguê, em Curitiba. O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com quantidade de álcool acima da permitida. Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705.

O deputado não poderia dirigir, pois estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e supostamente em alta velocidade. “Ao que tudo indica houve dolo eventual”, disse o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, durante a reconstituição do acidente. A conclusão preliminar da polícia apontou que o veiculo de Carli estava a pelo menos 120 km/h.

O prefeito de Guarapuava, Luiz Fernando Ribas Carli (PP), defendeu o filho das acusações e disse que não há comprovação de que tenha ocorrido um crime.

Original em: http://ultimosegundo.ig.com.br

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