Médico presta depoimento e se contradiz sobre morte de jornalista após lipo em Brasília

BRASÍLIA – O cirurgião plástico Haeckal Cabral Moraes, que realizou uma lipoaspiração na jornalista Lanusse Martins Barbosa, de 27 anos, foi interrogado na última sexta-feira, e se contradisse na Delegacia de Polícia da Asa Sul, em Brasília. Lanusse morreu no último dia 25, vítima de uma perfuração de uma veia renal que causou uma forte hemorragia e a levou à morte, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com a delegada Martha Vargas, que investiga o caso, primeiro o médico alegou que a perfuração na veia do rim teria ocorrido por causa da massagem cardíaca. Depois, ao ser questionado sobre o local da massagem ser acima do rim, ele mudou a versão. Disse que o problema pode ter ocorrido por causa das mudanças de posição da paciente para a lipoaspiração. Moraes negou que a perfuração tenha sido provocada pela cânula de aspiração e se defendeu dizendo que não houve erro médico.

O depoimento não convenceu a polícia, que se baseia no laudo do IML. O exame constatou que a veia foi atingida por um objeto perfurante. A delegada ainda quer ouvir alguns parentes de Lanusse, antes de concluir o inquérito. O documento deve ser enviado ainda esta semana para o Ministério Público.

A polícia manteve o indiciamento de Haeckal Cabral Moraes por homicídio doloso, já que ele teria assumido o risco de matar a paciente.

Original em: http://oglobo.globo.com

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