Fraude em fitas ameaça produtores

Organizadores da festa onde agente foi morto podem ser indiciados

Os responsáveis pelo evento na Marina da Glória onde o policial federal Humberto José Filgueiras Barrense, 40 anos, foi morto por outro agente federal podem ser presos por fraude processual, segundo o delegado Felipe Ettore, responsável pelas investigações. Entre meia noite e 4h30, não há imagens registradas pelo circuito interno de segurança da festa de música eletrônica. Elas teriam sido apagadas. O crime aconteceu por volta das 3h.As fitas já foram enviadas à perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Os peritos tentam recuperar as imagens. “Mesmo que não consigam recuperá-las, mas constatem que foram apagadas, isso já é suficiente para provar que fraudaram provas de um crime. E todos os envolvidos serão presos”, disse o delegado Felipe Ettore.

Em depoimento na Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, o operador de câmeras Israel Costa Chaves, 31 anos, preso em flagrante e autuado por fraude processual, confessou que recebeu ordens da produtora do evento identificada como Ana Cristina para apagar do HD as imagens que mostravam o momento do crime e o tempo em que Humberto e a namorada Carla Leite, 30, estiveram na festa. Israel pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado. Até sexta-feira Felipe Ettore pretende ouvir seguranças que trabalhavam na festa, a produtora e o dono da empresa responsável pelo evento. Carla também deverá prestar novo depoimento.

A confusão começou quando Humberto, que estava armado, não concordou em deixar acautelada a pistola 9 mm, provocando protestos de seguranças e de um homem identificado como Pedro Schmitt, responsável pelo evento. Humberto teria discutido com ele, que chamou o irmão, o agente federal Leonardo Schmitt. O policial disparou quatro tiros contra Humberto, que morreu na hora. Leonardo está preso.

Original em: http://odia.terra.com.br

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