Como não cair no ‘conto do vigário’

Especialista está em Cuiabá ensinando comerciantes e consumidores a não se tornarem vítimas de golpistas; palestra será na CDL

O professor Arnaldo Ferreira dos Santos: cuidados que podem evitar o pior

Quer aprender a identificar e fugir de golpes, fraudes e dos falsos seqüestros que têm apavorados muitas famílias? A convite da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), o professor Arnaldo Ferreira dos Santos, especialista em grafoscopia e documentoscopia, está na capital ministrando cursos para empresários e consumidores.

Hoje, a partir das 18h30, na sede da CDL, no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a rua Marechal Deodoro, Santos ministrará a segunda palestra da viagem a Cuiabá.

Ontem, dezenas de empresários e comerciários apreenderam a identificar notas de dinheiro falsas, a identificar cartões clonados e até canetas usadas para preencher cheques com tinta falsa que faz a letra desaparecer para que o documento possa ser usado na aplicação de golpes.

“Dono” de mais de 100 identidades, oito passaportes e dezenas de cartões de crédito, o especialista mostra como é fácil ser várias pessoas, das mais diversas profissões, quando alguém de embrenha no mundo da criminalidade.

Professor de academias de polícia de estados como São Paulo, Santa Catarina e Paraná, Arnaldo Ferreira dos Santos, que é advogado criminalista e perito da Polícia paranaense, diz que a boa-fé, ingenuidade, desinformação e o julgamento pela aparência são os ingredientes que fazem o sucesso dos falsários.

“Na dá para imaginar que alguém que ganhou um prêmio de R$ 40 mil vai vender o bilhete premiado por R$ 3 mil”, exemplifica o especialista, lembrando que mesmo assim milhares de pessoas ainda caem no golpe do “Bilhete Premiado”, um dos mais antigos.

Não alimentar a conversa com pessoas que oferecem prêmios, telefonam ou passam mensagem sobre premiações inesperadas é um bom começou para não cair em golpes, diz. O máximo que se deve fazer, se a abordagem ocorrer na rua ou em casa, é observar a fisionomia dele para que possa denunciá-lo à polícia. “Se você não caiu, outra pessoa cairá”, frisou.

Santos citou alguns truques e cuidados que lojistas e consumidores podem adotar para se prevenir de golpes que estão sendo ensinados no curso. Escrever no cartão de crédito a frase “favor exigir identidade”, usando caneta com tinta especial, daquelas usadas para fazer anotações em CDs, pode inibir o uso em caso de furto.

Já no caso de cheques, não aceitar o preenchimento em máquinas próprias, como as que existem em grades lojas pode evitar truques que fazem a tinta sumir. Conforme ele, há uma técnica que utiliza o micro-ondas para apagar o valor do cheque para, assim, torna-lo, literalmente, um cheque assinado em branco. Mais Informações sobre a palestra: (65) 36151583/1503/1582.

Original em: http://www.diariodecuiaba.com.br

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Lucas: concluído laudo da perícia sobre atentado na casa de promotora

O laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) sobre o atentado a casa da promotora criminal Fabiana da Costa Silva, 34 anos, será entregue hoje para a Polícia Civil. O perito Carlos Ferracioli disse, que não existe um banco de dados sobre armas para comparar os projéteis e confrontar com os recolhidos na casa (um ficou na porta e outro na parte interna). No entanto, confirmou que ação dos bandidos foi em movimento. “Quem atirou estava caminhando ou andando em algum veículo, já que o ângulo dos pontos de disparos é diferente em relação ao impacto na parede”, explicou.

O perito concluiu toda a análise e enviou o laudo para o delegado municipal que poderá ajudar nas investigações para identificar os criminosos. Além de darem dois tiros na residência, jogaram coquetel motolov (bomba artesanal preparada com combustível numa garrafa) com objetivo de incendiá-la, mas não deu certo.  “Já se passaram quase 30 dias do atentado. Continuamos apurando e devemos solicitar prorrogação por mais 60 dias que é o procedimento normal caso não se termino em um mês as investigações”, disse o delegado de Lucas, Marcelo Torhacs.

A investigação segue com várias pistas e alguns suspeitos foram interrogados, mas liberados. Os processos que a promotora vinha atuando foram analisados e estão sendo estudados para saber se quem tentou matá-la teria sido denunciado por algum crime. “Estamos trocando informações com o pessoal do Gaeco ( Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado). É claro que isso causou um sentimento negativo tanto na comunidade quanto na gente, pois se trata de um atentado a uma autoridade da justiça e precisamos esclarecer isso o mais rápido possível”, finalizou o delegado.

Conforme Só Notícias já informou, três policiais do GAECO continuam protegendo a promotora que ingressou no MP em 2004 e está atuando em Lucas do Rio Verde desde agosto de 2009.

Original em: http://www.sonoticias.com.br

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Estudante encontrada morta em porta-malas de carro em motel de Olinda se matou, confirma polícia

RECIFE – A Polícia Civil do Pernambuco confirmou oficialmente o suicídio de Ionara Félix, de 22 anos. A conclusão do inquérito que investigou a morte da estudante de enfermagem, cujo corpo foi encontrado no porta-malas de um carro em um motel de Olind a, na Região Metropolitana do Recife, foi apresentada na tarde desta segunda-feira.

Ionara Félix morreu na madrugada do último dia 20 com um tiro na cabeça. O corpo, sem roupa, foi colocado no porta-malas do carro do primo dela, o policial militar João Bosco, dono da arma do crime, um revólver 38 sem registro.

De acordo com a polícia, cinco pessoas, entre elas a vítima, duas mulheres e dois homens, vinham de uma festa de uma faculdade, quando decidiram parar no local para dormir, todos no mesmo quarto. João Bosco, bem como as estudantes Dinah Cíntia de Souza Santos e Talita Maria Sodré e o garçom Jeimerson Marcelo da Silva Silvestre foram presos depois que exames do Instituto de Criminalística mostraram que havia resíduos de chumbo nas mãos da vítima e de Dinah .

A presença do material na mão de Dinah foi explicado pelo Instituto de Criminalística. De acordo com os peritos, quando o corpo era removido para o carro do policial, João Bosco mandou a estudante tirar os sacos plásticos que envolviam a cabeça e as mãos de Ionara. Neste momento, houve a contaminação.

As quatro pessoas que estavam presas acusadas pelo crime irão responder por ocultação de cadáver. João Bosco também vai responder um processo administrativo por porte ilegal de arma.

A família da estudante morta não acreditava na hipótese de homicídio . De acordo com familiares, Ionara era portadora de distúrbio bipolar e sofria de depressão. Eles já haviam encontrado chumbinho na bolsa dela, um raticida cuja venda é legalmente proibida, mas que entra como uma das principais substâncias utilizadas em casos de suicídio em Recife.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Perito criminal poderá ser proibido de atuar como assistente técnico

A proposta em estudo pelos deputados acrescenta parágrafo único ao artigo 24, da Lei nº 8.321, de 12 de maio de 2005

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa, de autoria do Governo do Estado, proíbe o perito criminal de atuar como assistente técnico em processos criminais. Ele passa a ser proibido, também, de emitir laudo pericial, parecer técnico ou peça similar a particulares, visando à instrução de ações penais.

O projeto em estudo pelos deputados acrescenta parágrafo único ao artigo 24, da Lei nº 8.321, de 12 de maio de 2005. O texto original desse artigo define que aos Peritos Oficiais não é permitida a atuação em processos administrativos ou judiciais em que a parte contrária for a Fazenda Pública Estadual.

A mudança parcial na lei, segundo justificativa da matéria, busca atualizar o texto estadual com o “Código de Processo Penal, mediante a Lei Federal nº 11.690/2008, que em seu artigo 159, parágrafo terceiro facultou ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e a indicação de “Assistente Técnico”.

De acordo com a Lei Federal, sobreveio a oportunidade de servidores da Carreira dos Profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica figurarem como assistentes técnicos de particulares em processos criminais.

“Diante dessa possibilidade poderá haver na prática, como de fato já houve, situação em que o servidor Perito Oficial Criminal, na qualidade de Assistente Técnico de particular, venha a contrariar laudo de outro Servidor Perito Oficial Criminal que esteja no exercício de seu cargo ou função pública”, diz a justificativa do governo.

Original em: http://www.expressomt.com.br

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Laudo aponta para suicídio no caso da morte de estudante em motel em Olinda

RECIFE – O laudo do Instituto de Criminalística, concluído neste sábado, reforça a tese de que a estudante Ionara Félix da Silva, de 22 anos, teria cometido suicídio. A versão é mesma contada pelas quatro pessoas que estavam com a estudante num motel, em Olinda. Os delegados que investigam o caso não deram mais detalhes sobre o conteúdo do trabalho realizado pelos peritos. Eles explicaram apenas que a perícia aponta para o suicídio. Os detalhes sobre o caso serão dados numa coletiva na próxima segunda-feira.

Ionara morreu na madrugada do último sábado em um motel de Olinda. Hóspedes ouviram um disparo e chamaram a polícia. A estudante de enfermagem, Ionara Félix da Silva, de 22 anos, morreu com um tiro na cabeça. O corpo, sem roupa, foi colocado na mala do carro do primo dela, o policial militar João Bosco, dono da arma do crime, um revólver 38 sem registro.

João Bosco, bem como as estudantes Dinah Cíntia de Souza Santos e Talita Maria Sodré e o garçom Jeimerson Marcelo da Silva Silvestre foram presos nesta semana depois que exames do Instituto de Criminalística mostraram que havia resíduos de chumbo nas mãos da vítima de Dinah.

As outras pessoas foram acusadas de terem ocultado o cadáver no porta-malas de um carro, depois de ter alterado o local, lavando a suíte e tirando a roupa do corpo da estudante.

Original em: http://oglobo.globo.com

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Falta de peritos deixa crimes sem elucidação

Problemas estruturais no Instituto de Criminalística e até mesmo, a falta de perícia em alguns locais de crime está se tornando um grande problema para a elucidação de casos de violência em Alagoas. Há um ano, os peritos que estão sem receber adicional noturno não saem no horário entre às 22h até às 5h deixando dezenas de casos, principalmente assassinatos, sem o levantamento preliminar. Os delegados da Polícia Civil já começam a encontrar problemas para provar na Justiça as razões e autorias dos crimes.

As dificuldades no Instituto de Criminalística vão desde a falta de equipamentos modernos nos laboratórios ao número pequeno de efetivo, com apenas 50 peritos realizando trabalhos internos e externos. Sem falar na luta constante da categoria – que vem se estendendo desde o início da atual gestão do governo do Estado – por um reajuste salarial e pelo pagamento do adicional noturno. “Estamos há cinco anos sem receber reajuste salarial. A nossa categoria é totalmente desvalorizada. O pior nisso tudo é que o governo já chegou a negociar conosco e voltou atrás do prometido. A situação está ficando insuportável”, disse o presidente da Associação Alagoana dos Peritos Criminais, José Veras.

De acordo com ele, a alegação do governo para o não pagamento do reajuste foi a crise internacional. “Eles alegaram que o Estado não ia poder ajustar o salário de nenhum servidor por desconhecer os danos da crise internacional em Alagoas. Acabamos sendo prejudicados. Hoje, temos um dos menores salários de peritos do país. Todo ano a data-base vence e ficamos sem correção”, lamentou.

A categoria espera se reunir amanhã, com o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, na tentativa de sensibilizá-lo para os problemas do Instituto de Criminalística. “Estamos abertos para a conversa. A princípio, queremos o pagamento do adicional noturno e dos 30 por cento da gratificação por exclusividade, que temos direito e nunca recebemos. Esperamos conseguir abrir o canal de negociação com o governo que, hoje não existe”, afirmou Veras. “Acredito que falta vontade do governo para resolver a nossa situação. Não precisaria nem de estudo na folha de pagamento do Estado para implantar o adicional noturno. O valor fica em torno de dez mil reais, para 30 peritos que fazem o trabalho interno. É muito pouco”, justificou.

Original em: http://www.ojornalweb.com

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Concurso para Perito Legista e Perito Criminal – GO

Prezados senhores,

Estão aberta as inscrições para diversos cargos no GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA SECRETARIA DA SEGURANÇA  PÚBLICA EDITAL Nº 005 DO CONCURSO PÚBLICO 1/2010 – SSP/SPTC, DE 12 DE MARÇO DE 2010 – EDITAL NORMATIVO poderá ser acessado nos endereços eletrônicos:

www.universa.org.br

www.sectec.go.gov.br

www.policiacientifica.go.gov.br.

 

Tem vaga para Perito Legista e Perito Criminal, não percam esta oportunidade.

Abraços.

Informação via email por Publio Mello, obrigado pela colaboração:

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Polícia ainda aguarda laudos do IC e do IML para concluir inquérito

A Polícia Civil de Pernambuco ainda aguarda os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto de Medicina Legal (IML) para dar seguimento às investigações sobre a morte da estudante de enfermagem Ionara Félix da Silva, 25 anos. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça em um motel em Ouro Preto, Olinda.

Nessa sexta-feira (26), Gleide Ângela, delegada do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) vai até ao local, a suíte do motel Status. O PM João Bosco de Lima Costa Júnior e o garçom Jeimison Marcelo da Silva Silvestre, e duas amigas, Thalita Maryah Sodré Barbosa e Dinah Cintia de Souza Santos serão ouvidos novamente amanhã.

Eles estão presos pelo crime de ocultação de cadáver. A estudante Dinah Cintia de Souza Santos é tida como a autora do disparo. A Polícia Civil tem até a próxima segunda para concluir o inquérito.

O CASO – Ionara entrou no motel com dois primos, o PM João Bosco de Lima Costa Júnior e o garçom Jeimison Marcelo da Silva Silvestre, e duas amigas, Thalita Maryah Sodré Barbosa e Dinah Cintia de Souza Santos. A suíte nº 5 era a terceira parada do grupo, que já tinha passado por uma calourada na Funeso, em Olinda, e por um bar em Maranguape I, Paulista.

É que pairam dúvidas sobre o que aconteceu no motel. Os quatro envolvidos sustentam a tese de que Ionara teria cometido suicídio. No entanto a polícia não descarta a hipótese de homicídio. Nas mãos de Dinah, uma das mulheres presas, peritos encontraram vestígios de chumbo, o que pode indicar que tenha disparado a arma. O revólver pertence ao policial militar João Bosco de Lima Costa Júnior, 28, primo da vítima e um dos detidos.

Original em: http://jc.uol.com.br

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Polícia faz reconstituição da morte de turista alemã em Pernambuco

Três suspeitos de envolvimento participaram da simulação.
Eles percorreram trajeto entre Recife e São Lourenço da Mata.

Três suspeitos de envolvimento na morte de uma turista alemã de 23 anos participaram da reconstituição do crime, que teve início na noite de quarta-feira (24), em Pernambuco. Os agentes percorreram um roteiro que teria sido feito pelos criminosos, entre o Recife e o município de São Lourenço da Mata.

O corpo da jovem foi encontrado, com ferimentos, em 17 de fevereiro, na rodovia BR-408. No total, quatro pessoas foram presas, incluindo a sogra, o sogro e o marido da vítima. A sogra não participou da reconstituição.

A simulação deveria começar às 22h, mas a chuva atrasou os trabalhos. A atividade durou cerca de duas horas. A polícia diz que a reconstituição foi feita com base no depoimento do suspeito de ter atirado na alemã. “Pelos depoimentos, não há dúvida de que ele disparou”, disse o gestor do Instituto de Criminalística, Roberto Nunes de Araújo.

Além dos delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), participam do trabalho peritos do Instituto de Criminalística. As investigações continuam.

Original em: http://g1.globo.com

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Pesquisadores afirmam que bactérias e germes das mãos são diferentes em cada pessoa

Descoberta pode ajudar a identificar suspeitos

Germes e bactérias podem se tornar grandes aliados na solução de crimes complexos, que intrigam até mesmo os pesquisadores mais experientes. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade do Colorado, em Boulder, no Estados Unidos, acaba de descobrir que os micro-organismos presentes nos dedos das mãos de uma pessoa são “únicos”, diferentes dos encontrados nas mãos de outros indivíduos. O estudo ainda detectou que esses germes e bactérias também apresentam semelhanças com aqueles presentes nos objetos utilizados com frequência pelos indivíduos da pesquisa, como teclados de computadores e mouses.

A equipe, chefiada por Noah Fierer, cientista e professor do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, pesquisou o fenômeno em três participantes e seus respectivos objetos pessoais, visando a obtenção do DNA das bactérias. De acordo com o estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS), dos EUA, a investigação do DNA humano voltado para a identificação forense é considerada difícil, quando não existem provas suficientes e substanciais, como sangue, tecido, saliva ou sêmen. “Dada à abundância das células bacterianas na superfície da pele, pode ser mais fácil recuperar o DNA bacteriano do que o DNA humano, mas serão necessários mais estudos para confirmar a certeza do método”, ressalta Fierer.

Os pesquisadores também analisaram os germes encontrados nos teclados de computadores públicos e privados, mas que não foram usados pelos três indivíduos testados ao longo do estudo. O objetivo era comparar o material colhido e buscar coincidências entre as bactérias nos dois grupos. O trabalho dos cientistas ainda investigou nove mouses de computadores pessoais não utilizados por um lapso de 12 horas, assim como o material da palma das mãos de seus proprietários. Conforme Fierer, as bactérias de cada mouse foram “significativamente mais similares” às encontradas na mão de seu proprietário do que as verificadas em outras 270 mãos. “Cada um de nós deixa um rastro único de germes”, destaca o especialista.

Viável
De acordo com Gustavo Dalton, perito criminal da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e especialista em biologia molecular, a pesquisa desenvolvida pelos cientistas dos EUA é totalmente viável. “Não sei dizer em termos de custos. Porém, cada pessoa carrega bactérias durante a vida e com isso acaba havendo linhagens próprias com DNAs diferentes das de outros indivíduos. O tipo dessas bactérias e a quantidade também acabam sendo diferentes”, diz, lembrando que ainda são necessários mais estudos para que a técnica se torne rotineira.

Dalton explica que, atualmente, a ciência forense não realiza análises de materiais que não sejam do próprio ser humano, como sangue e saliva, por exemplo. “A pesquisa coletou material das mãos dos participantes. Porém, aqueles que possuem hábitos de lavar as mãos com maior frequência podem acabar apresentando quantidades e variedade menores desses organismos”, afirma.

Na opinião de Claudio Von Zuben, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em entomologia forense, o estudo parece abrir novas perspectivas de identificação, já que as bactérias encontradas foram mais similares às do proprietário do teclado ou mouse. “Principalmente em casos onde haja dificuldade de coleta de material como sangue, tecido, sêmen ou saliva em quantidade suficiente para extrair o DNA, ou no caso de impressões digitais imperfeitas, esses germes chamados de específicos, de cada indivíduo, podem auxiliar em investigações médico-criminais”, destaca.

Segundo ele, também seriam interessantes estudos equivalentes no Hemisfério Sul e em países de clima tropical. “Isso para sabermos se essa similaridade entre amostras de bactérias em objetos e determinados indivíduos também seria estatisticamente significativa”, avalia.

Tecnologia de videogame a serviço de investigadores
Paloma Oliveto

O mesmo processo tecnológico usado para desenvolver jogos de videogame vai ajudar investigadores a resolver crimes no mundo real. É o que pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, pretendem fazer. Eles estão colaborando com os famosos policiais da CSI (sigla de crime scene investigations, ou investigações da cena do crime) ao criar um ambiente virtual que permite pesquisar dados, simular ferramentas de trabalho e esmiuçar cada esquina de um local onde alguém foi assassinado. “Houve muitos avanços no campo da tecnologia forense, mas os atuais métodos do CSI podem evoluir ainda mais com a aplicação correta de uma infraestrutura virtual”, disse ao Correio Mitzi Montoya, pesquisador que lidera o projeto.

De acordo com ele, como o trabalho do CSI é caracterizado pela necessidade de agir rapidamente, com interpretação de dados, reconstrução de cenas e solução do crime para entregar o suspeito à Justiça, a plataforma virtual que sua equipe está desenvolvendo é a ferramenta ideal para auxiliar os investigadores. A equipe de Montoya recebeu US$ 1,4 milhão de um fundo voltado a inovações tecnológicas na ciência para desenvolver a plataforma, chamada IC-Crime.

Cena preservada
A plataforma vai empregar a mais recente tecnologia 3D de escaneamento a laser para reconstituir e preservar a cena do crime, e será construída na forma de um game, o que permitirá a interação dos investigadores com o “jogo”. O scanner consegue, em poucos minutos, capturar com perfeição todas as imagens do local do crime, assim como os objetos, em dimensões reais. Combinado a fotografias digitais de alta resolução e outras provas, como análises químicas e microscópicas de fibras, por exemplo, o resultado será a reprodução milimetricamente exata da cena do crime.

Dessa forma, os investigadores poderão fazer experiências sem alterar o verdadeiro local onde ocorreu o homicídio. Por outro lado, também poderão receber a colaboração de policiais forenses de todo o mundo, à medida que a plataforma estiver disponível para especialistas cadastrados.

“O IC-Crime também tem um grande valor para auxiliar os promotores no julgamento, porque eles poderão validar os testemunhos, demonstrando para os jurados exatamente o que ocorreu na cena do crime”, explica Montoya. “Por exemplo, se uma mulher de 1,60m diz ter testemunhado um ataque, o promotor pode usar a plataforma para mostrar aos jurados exatamente a cena que ela viu, da forma como ela viu. Assim, eles poderão julgar se o testemunho faz ou não sentido.” De acordo com o pesquisador, um dos objetivos do projeto é revolucionar o campo da ciência forense. “Essa pesquisa vai nos ajudar a determinar como a tecnologia pode contribuir com a investigação da cena de um crime”, diz.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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