Assaltante invade mansão de Marcos Valério

O empresário e publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes

O operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, teve sua mansão invadida por um homem armado, às 11h deste sábado, e roubados vários relógios, óculos, aparelhos de DVD portáteis, joias e uma quantia em dinheiro não revelada. No momento, apenas a funcionária Marilaine Serafim de Souza, de 37, estava na residência, no Bairro Bandeirantes, Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ela contou à polícia que abriu o portão para o homem, que estava disfarçado de funcionário da Prefeitura de Belo Horizonte, usando uniforme da zoonose. A mulher foi rendida e depois de algum tempo o ladrão fugiu num Siena prata, dirigido por um outro homem que aguardava do lado de fora.

Policiais militares do 34º Batalhão da PM foram chamados por Marilaine. Os PMs fizeram rastreamento em toda a região, mas não localizaram o carro com os suspeitos. Até a noite de sábado, peritos do Instituto de Criminalística estavam na residência de Marcos Valério colhendo impressões digitais do ladrão. Não foi informado se a ação do assaltante foi registrada pelas câmeras de segurança.

Segundo uma fonte ligada a Marcos Valério, que pediu para não se identificar, vários funcionários, inclusive seguranças, foram dispensados depois que a Justiça bloqueou os bens dele. “Antes, ele saía de casa com dois ou três carros com seguranças. Agora, costuma sair até sozinho”, disse a pessoa. Marcos Valério, segundo ela, passa por tratamento psiquiátrico, depois de ser agredido numa prisão do Paraná. “Ele mudou completamente sua aparência física e deixou o cabelo crescer”, acrescentou.

Marcos Valério mora no Bandeirantes há cerca de um ano. No entanto, somente sábado alguns vizinhos ficaram sabendo que era ele o dono do imóvel. “A família é muito reservada. Pela manhã, vejo o motorista de carro com uma criança”, disse uma mulher. “A casa dele vive cheia de carros na porta. Fiquei sabendo que era a casa de Marcos Valério porque o carteiro me entregou uma correspondência dele por engano”, disse outra vizinha. O assalto será apurado pela Polícia Civil.

QUEM É

O empresário e publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza tornou-se o centro das atenções em 2005, quando veio à tona o escândalo do mensalão. Segundo denúncias feitas à época, ele, que era sócio de agências de comunicação, seria o operador de um esquema de pagamento de propina a políticos. Agora Marcos Valério, que estava longe dos holofotes, deve responder a processo por crimes de peculato e lavagem de dinheiro na 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Ossada humana é encontrada em Marechal Deodoro

Polícia suspeita que vítima tenha sido assassinada há cerca de sete meses

Vítima teve o corpo carbonizado e jogado no canavial

Uma ossada humana foi encontra na manhã deste sábado (27), no povoado conhecido como Maitá, terras da Usina Leão, que fica no município de Marechal Deodoro. Trabalhadores rurais faziam o corte da cana na localidade quando avistaram os ossos e acionaram a 5ª Companhia da Polícia Militar de Marechal. O Instituto de Criminalística realizou perícia e o IML recolheu o material, que será enterrado no Cemitério Divina Pastora, em Rio Novo.

De acordo com o sargento Paulo Fernandes, não foi possível identificar se a vítima morreu depois de ter sido atingida por disparos de arma de fogo, já que não havia mais tecido humano no local. “O resultado da perícia é que vai apontar se existia alguma perfuração. A olho nú, não foi possível comprovar ferimentos. Apenas pudemos perceber que o corpo havia sido carbonizado”, explicou o militar.

Peritos do Instituto de Criminalística fizeram os levantamentos necessários e o IML recolheu os ossos.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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Bandidos roubam R$ 200 mil do caixa eletrônico do PAM Salgadinho

Durante ação criminosa, ladrões renderam e mantiveram dois guardas municipais amarrados

Terminal foi arrombado com uma furadeira

Três homens, portando armas curtas, assaltaram na madrugada deste sábado (27), o posto de saúde PAM Salgadinho, no Centro. Eles renderam os dois guardas municipais que estavam de plantão e arrombaram o caixa eletrônico do Banco do Brasil (BB), onde havia cerca de R$ 200 mil.

Os dois servidores estavam desarmados e foram surpreendidos por um bandido, que vestia uma jaqueta de cor azul, semelhante ao uniforme da guarda municipal. Em seguida, outros dois criminosos se aproximaram e amarraram as vítimas com fios de ventilador e de televisão.

 

 

O arrombamento do caixa eletrônico

Cadeado que precisou ser arrombado; ele fechava a sala onde os guardas foram amarrados

Os assaltantes usaram uma furadeira para arrombar o terminal do BB, que ficou bastante danificado. Toda ação durou cerca de uma hora. “Não sabemos que tipo de veículo eles usaram para fugir”, declarou uma das vítimas.

Os guardas permaneceram deitados por cerca de duas horas, aguardando por socorro. Além do dinheiro do terminal do BB, os assaltantes roubaram o salário das vítimas e três celulares.

Policiais de plantão na Central de Polícia de Maceió realizaram os levantamentos preliminares. Segundo eles, o terminal de auto-atendimento estava com volume grande recursos por conta do pagamento da Prefeitura de Maceió, que começou a liberar ontem (26), os salários dos servidores.

Peritos do Instituto de Criminalística vão examinar o local.

 

 

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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Morte de sueco em Pipa faz um ano sem solução

O assassinato do turista sueco Gert Björn Skytte Sandgren na praia de Pipa, em Tibau do Sul, a 72 Km de Natal, completa amanhã um ano, porém, os culpados ainda estão impunes. Esbarrando na burocracia, os três delegados designados para investigar o caso, Sheila Freitas e Atanásio Gomes, da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur) e José Carlos Oliveira, da regional de Nova Cruz, ainda não conseguiram nem mesmo fazer a reprodução simulada do homicídio, requisitada em abril de 2009.

A investigação começou um dia depois de morte de Gert Björn, ocorrida durante uma tentativa de assalto ao Porto do Mar Village Hotel, pelo delegado de Pipa, José Antônio Silva Júnior. Foram ouvidos a mulher dele, a também sueca Marie Edstrom, outros turistas que estavam no hotel no dia do assassinato, os vigias e outras testemunhas – não citadas. Alguns suspeitos foram detidos logo no início das investigações, mas liberados depois, por não serem reconhecidos pelas vítimas.

“Pouco do que foi apontado pela investigação no início ainda é considerado hoje. Muito foi descartado”, afirmou o delegada Sheila Freitas, que agora preside a investigação. Entre os fatos “descartados”, estão o envolvimento de Roberto Wagner, acusado de vários homicídios, estupros e assaltos, e morto em junho, após uma troca de tiros com policiais militares em Canguaretama, e o retrato-falado, divulgado poucos dias depois da morte. “Para mim ele está desconsiderado, porque não foi feito pela vítima. Prefiro até nem comentar quem fez”, afirmou.

“Estamos trabalhando no caso, mas como a investigação é sigilosa, não podemos divulgar se já temos um novo nome sob suspeita”, afirmou a delegada. O latrocínio (roubo seguido de morte) é uma das linhas de investigações trabalhadas, porém, não é a única. “Há várias, mas não podemos falar quais”, resumiu Sheila Freitas.

Entre os entraves enfrentados nesse um ano de investigação, está a questão burocrática. “Precisamos fazer sempre uma carta precatória quando necessitamos de informações de outras delegacias aqui no Estado e isso já demanda muito tempo. Para pedir informações em outros países, é ainda mais complicado e demorado”, afirmou a delegada.

Para fazer a reconstituição simulada do homicídio, Sheila Freitas também enfrenta dificuldades. “Faltam alguns pontos necessários para que possamos fazer isso”, afirmou, sem citar o que realmente falta. A reconstituição seria importante para elucidar o caso.  “Um dos pontos principais para uma investigação é o local de crime”, explicou, lembrando que não estava no caso desde o início.

Sesed entende atraso

O delegado geral da Polícia Civil, Elias Nobre, afirmou que é compreensível o tempo de investigação no caso do sueco assassinado em Pipa. “Há caso que são resolvidos em uma semana, outros são mais demorados. Precisam de um tempo maior de análise dos fatos. A Secretaria de Seguranã Pública e Defesa Social (Sesed) confia no trabalho da delegada Sheila Freitas, que é uma das mais competentes neste tipo de crime” afirmou Elias Nobre.

Se Sheila Freitas não confirma que o caso da morte do bombeiro sueco realmente se trata de um latrocínio, o delegado Elias Nobre não tem dúvidas. “Foi sim um roubo seguido de morte, por isso, colocamos o caso nas mãos da delegada, que é da Defur, não da Delegacia de Homicídios”, completou.

Turista foi assassinado com um tiro

O turista sueco Gert Björn Skytte Sandgren, 59 anos, estava junto da mulher dele, Ann-Christin Olsson, em um chalé no Porto do Mar Village Hotel, onde foi assassinado com um tiro de revólver calibre 38, às 2h da madrugada de 1º de março de 2009, um domingo. Um homem armado entrou no hotel, onde o sueco estava hospedado, e anunciou o assalto ao vigia e a pessoas que estavam na recepção. Depois, foi até o local onde ficam os chalés procurando o melhor para  assaltar.

No primeiro, o assaltante viu que havia apenas crianças e mandou que o vigia o levasse a outro, que era o chalé onde o sueco e a mulher dele estavam hospedados. O criminoso ordenou que o vigia acordasse o casal. Quando a mulher percebeu que se tratava de um assalto, começou a gritar, o que assustou o bandido.

“Ele então esboçou que iria fugir, mas retornou, colocou a arma na janela e atirou”, contou o delegado José Antônio Silva Júnior, na época do crime. O tiro acertou o peito de Gert Bjorn no lado esquerdo, atingindo o coração. A bala atravessou o corpo do sueco e saiu pelas costas do bombeiro sueco. Depois do disparo, o criminoso fugiu, levando apenas o notebook do hotel.
Às 2h30, a polícia foi acionada e, às 2h40 chegou ao local. O sueco já havia sido deslocado até a unidade mista de Saúde de Tibau do Sul, onde chegou sem vida. Gert Björn era bombeiro, tinha um filho, Sebastian Sandgren, e estava no Brasil pela primeira vez, passando férias. Havia chegado à Capital do Estado no dia 26 de fevereiro.

“Ele havia acabado de começar a viver sua vida de verdade”, afirmou Sebastian Sandgren, referindo-se ao fato de o pai ter passado 30 anos na cidade de Trelleborg trabalhando e havia se aposentado recentemente.

Original em: http://tribunadonorte.com.br

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