Polícia fecha o cerco contra a pirataria no interior paulista

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto e de Campinas inspecionaram nessa última semana duas tradicionais revendas de softwares localizadas no bairro Jardim Paulistano, região nobre de Ribeirão Preto, e no centro de Campinas, importante área comercial. O objetivo das operações foi apurar as denúncias de que nesses estabelecimentos estavam sendo comercializados programas de computador piratas.

De acordo com as autoridades, foram apreendidas 22 mídias irregulares, cinco CPUs e os responsáveis pelas revendas conduzidos à delegacia para prestarem esclarecimentos. Todo o material capturado foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para ser analisado.

O crime de pirataria tem trazido sérios prejuízos para a economia de São Paulo. Segundo estudo divulgado pela International Data Corporation (IDC), em 2008 o estado registrou uma perda de R$ 1,1 bilhão, o que o posiciona como primeiro colocado no ranking nacional das regiões com maiores prejuízos. “Nesse contexto, Ribeirão Preto e Campinas são duas das localizações mais afetadas, já que se tratam de importantes pólos comerciais e de prestação de serviços”, explica Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES.

Para reverter essa situação, autoridades locais têm realizado constantes ações nessas cidades. Em 2009 foram efetuadas outras três grandes operações relacionadas à software que resultaram na captura de 70 mídias ilegais e um PC.

Além disso, em 2008, 157 agentes públicos dessas cidades participaram de treinamentos promovidos pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e pela Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM). Na ocasião eles receberam informações técnicas e jurídicas referentes à pirataria para se sentirem ainda mais preparados no momento de realizar uma operação. “O objetivo foi subsidiá-los com o máximo de informações sobre esse crime, que a cada dia está mais sofisticado. E sem dúvida temos observado que a iniciativa surtiu efeito”, comemora Mendes da Silva.

Original em: http://www.techlider.com.br

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Jovem não atirou, diz exame

O adolescente de 17 anos, acusado de ter efetuado o disparo que resultou na morte da empresária Marcela Montenegro, não apresentou resquícios de pólvora em seus dedos e mãos, segundo o resultado do exame residuográfico realizado na manhã de ontem, no Instituto de Criminalística (IC).

De acordo com o titular do 15º Distrito (Cidade 2000), delegado Alísio Justa, também presidente do inquérito que investiga o crime de latrocínio (roubo seguido de morte) contra a empresária, o exame apontou “positivo” para o assaltante Jacinto Cosmo Alves Filho, o Buiú, 21, como ainda para o adolescente de 16 anos, que seria o dono do revólver 38 (com registro no Estado da Virgínia & EUA), única arma usada no crime.

“Como o dono da arma não estava no local do crime, as investigações agora estão centradas no Jacinto Cosmo como autor do disparo. Além disso, ele (assaltante de 21 anos) apresentou um alto teor de pólvora nas mãos, o que não ocorreu com o adolescente (16 anos)”, comentou o delegado, ao observar que Jacinto Cosmo fez recentemente uso de arma de fogo.

Apesar dos resultados do exame, o superintendente da Polícia Civil, delegado
Luiz Carlos Dantas, disse ao O POVO que as investigações não devem descartar nenhum dos acusados como autor do disparo. “Os exames residuográficos ou de parafina não são conclusivos, não são precisos”, alertou.

Original em: http://www.noolhar.com

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Por unanimidade, Justiça nega pedido de habeas corpus dos Tonelli

 

Ferdinando e Pablo Tonelli estão presos desde o dia 23 de fevereiro

Por unanimidade, foi negado o pedido de habeas corpus para Ferdinando e Pablo Tonelli, acusados de participação no assassinato da turista alemã Jeniffer Marion Kloker e presos desde o dia 23 de fevereiro. O julgamento aconteceu na 2ª Câmara Criminal do Tribunal da Justiça de Pernambuco, na tarde desta quarta-feira (10).

 

Por volta das 14h, a procuradora Maria Tereza Oliveira releu o parecer do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contrário ao pedido de habeas corpus de pai e filho. O advogado da dupla, Célio Avelino, falou na sequência, defendendo que a prisão preventiva foi feita de forma ilegal. “Assim como deixaram Delma [Freire, sogra da vítima] solta, apenas apreendendo o passaporte dela, e ela está colaborando com as investigações, deveriam ter feito o mesmo com Pablo e Ferdinando”, disse Avelino. O defensor também acrescentou que “no decreto não há uma só linha indicando a imprescindibilidade da prisão”.

Em coletiva após o julgamento, que contou com a presença de Delma Freire, o desembargador Antônio de Melo Lima rebateu Avelino: “A simples apreensão dos passaportes dos suspeitos dificultaria a saída deles do País, mas não do Estado”. Os desembargadores Nivaldo Mulatinho e Mauro Alencar também participaram da sessão.

O advogado deverá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça nos próximos dias. A prisão de Pablo e Ferdinando é de 30 dias, renovável por mais 30. A polícia ainda pode pedir a prisão preventiva da dupla, se terminar o inquérito este mês.

INVESTIGAÇÃO – Atualmente, a polícia espera a chegada da irmã de Pablo e filha de Delma Freire, Roberta Freire, 27. Brasileira radicada na Itália, ela abrigou Jennifer quando a alemã teria sido expulsa por Pablo. Nesse período, ela e a alemã ficaram muito amigas. “Eu fiz o possível e o impossível por ela, mas não foi suficiente”, afirmou Roberta, em entrevista ao JC, na qual anunciou o interesse em ficar com a guarda do filho da alemã. A polícia também mantém esperanças de conseguir localizar a arma do crime e de achar um cúmplice de Pablo e Ferdinando no crime.

Hoje, o Instituto de Criminalística (IC) está trabalhando no resultado da reconstituição do crime, feita com a participação da família Tonelli, e também em um laudo no passaporte do filho de Jennifer, de 3 anos. A desconfiança é que o documento possa ter sido falsificado, já que tem uma rasura na área reservada ao acompanhante do garoto. Amigos que conviveram com a alemã na Itália apontam que a guarda do menino e um seguro de vida no nome de Jennifer tendo Ferdinando como favorecido são as causas mais prováveis para o assassinato.

A versão dos Tonellis é de que Jennifer foi assassinada após ficar nervosa durante um assalto, por dois homens que abordaram o veículo em que estava a família.

Original em: http://jc.uol.com.br

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