Audiência ouve peritos nesta quarta-feira

Acontece esta manhã a segunda audiência na Justiça sobre o acidente de trânsito que matou a técnica em enfermagem Aurinete Gomes Lima dos Santos, 33 anos, em dezembro de 2008, em Boa Viagem. O crime, que teve ampla repercussão, envolveu o empresário Allison Jerrar Zacarias dos Santos, 22, que foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso (aquele que tem a intenção de matar) e tentativa de homicídio. Nesta quarta-feira, no Fórum Joana Bezerra, devem ser ouvidos os depoimentos de alguns dos peritos que atuaram no caso.

O primeiro laudo, assinado pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC), apontou o viúvo da enfermeira, Wellington Evangelista dos Santos, como responsável pelo acidente e livrou da prisão o empresário Allison Jerrar, que chegou a passar quatro noites no Cotel, em Abreu e Lima. Já na segunda perícia, assinada pela Polícia Federal (PF), Allison foi considerado culpado por ter ultrapassado sinal vermelho, no dia 13 de dezembro do ano passado, no cruzamento da Domingos Ferreira com a Ernesto de Paula Santos, em Boa Viagem. Aurinete Gomes morreu na hora e sua filha, Alba Maria, 7 anos, e o marido ficaram bastante feridos.

Ao final dessa etapa de audiências, a Justiça terá 10 dias para dizer se o réu é inocente, ou se tem indícios de culpa (de autoria e materialidade). Em casos de homicídio doloso, o juiz encaminha sua decisão para o Tribunal de Júri ou Júri popular, que deve julgar o caso em no máximo seis meses na comarca onde o crime aconteceu. No entanto, o réu pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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Justiça manda Estado de RO alterar data de concurso para auditor fiscal ou marcar novo dia para prova de candidatos inscritos em outro concurso

Data das provas do concurso de auditor fiscal coincide com a do concurso da Polícia Civil (21/03), o que prejudica os candidatos inscritos nos dois certames.

O desembargador Walter Waltenberg, do Tribunal de Justiça de Rondônia, determinou, nesta terça-feira, 16, que o secretário estadual de Administração de Rondônia altere a data designada para a realização d aprova de auditor fiscal do Estado ou, caso ache mais conveniente, designe um outro momento para que um candidato que entrou na justiça com mandado de segurança realize as provas em condições de igualdade com os demais inscritos.

De acordo com a  Fundação Carlos Chagas, 4.805 candidatos disputam o concurso para auditor. Destes,  89 são portadores de necessidades especiais.

Júlio esar Brito de Lima impetrou mandado de segurança com pedido de liminar contra ato do Secretário de Estado da Administração, consistente em alterar a data da prova prevista para o concurso público de auditor fiscal de tributos estaduais de Rondônia.

Na ação, ele afirma que também  inscreveu-se para participar tanto do concurso para provimento no cargo de perito criminal – área ciências contábeis – da Polícia Civil do Estado de Rondônia quanto para o concurso de auditor fiscal de tributos estaduais.

Ao realizar a prova para o cargo de perito criminal, ele passou nas primeiras etapas, estando convocado para participar da prova oral do concurso, a qual está marcada para a data de 21 de março de 2010, às 09:00 h.

Ocorre que houve alteração no cronograma de atividades para o concurso de auditor fiscal, que remarcou a data da aplicação da prova objetiva do dia 14/03/2010 para o dia 21/03/2010, o que, segundo Julio César, viola seu direito de participar de ambos os concursos.

Ao conceder a liminar favorável ao candidato, o desembargador enfatizou que: “… a motivação para a prática do ato administrativo não atingiu sua finalidade, pois está dificultando a participação ampla dos candidatos em concurso público. Ademais, o perigo da demora (em conceder a liminar) também se faz presente, haja vista a possibilidade de a medida se tornar ineficaz caso concedida apenas ao final, considerando que ambas as provas estão marcadas para o próximo dia 21/03/2010”. 

ÍNTEGRA DA DECISÃO

RelatorDespacho DO RELATORMandado de Segurança nrº 0002915-87.2010.8.22.0000Impetrante: Júlio César Brito de LimaAdvogado: Cledson Franco de Oliveira(OAB/RO 4049)Impetrado: Secretário de Estado da AdministraçãoRelator:Des. Walter Waltenberg Silva JuniorVistos.Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetra¬do por Júlio Cesar Brito de Lima contra ato do Secretário de Estado da Administração, consistente em alterar a data da prova prevista para o concurso público de auditor fiscal de tributos estaduais de Rondônia. Esclarece, em síntese, que:a) inscreveu-se para participar tanto do concurso para provimento no cargo de perito criminal – área ciências contábeis – da Polícia Civil do Estado de Rondônia, edital n. 001/2009 de 21 de outubro de 2009,
como para o concurso de auditor fiscal de tributos estaduais, edital n. 538/2009 de 29 de dezembro de 2009, conforme documentação em anexo. b) ao realizar a prova para o cargo de perito criminal, o impetrante logrou êxito nas primeiras etapas, estando convocado para partici¬par da prova oral do concurso, a qual está marcada para a data de 21/03/2010, às 09:00 h. c) o ato combativo na presente ação consiste na alteração feita no cronograma de atividades para o concurso de auditor fiscal, que re¬marcou a data da aplicação da prova objetiva do dia 14/03/2010 para o dia 21/03/2010, o que está a violar o direito do impetrante de parti¬cipar de ambos os concursos. d) a remarcação da data da prova, a princípio, consistiria em um ato discricionário da Administração, o qual o Judiciário não poderia inter¬vir. Contudo, no presente caso, é passível de anulação, pois desvin¬culou-se de seu motivo determinante. e) a referida desvinculação ocorreu pelo fato de autoridade impetra¬da ter justificado a alteração da data da prova do concurso de auditor fiscal com o fim de evitar que esta coincidisse com a data de aplica¬ção de provas de outros concursos e, desta forma, propiciar a ampla concorrência no certame. f) ocorre que, não foi o que aconteceu, pois o ato impugnado limitou o direito do impetrante de participar de ambos os concursos, consi¬derando a coincidência das datas para as provas. g) é salutar informar que a data da prova oral para a Polícia Civil foi marcada em 26 de novembro de 2009, portanto, em momento anterior ao ato combatido, pois este foi proferido em 15 de janeiro de 2010. h) que os horários das provas também irão se coincidir, pois a sua convocação para a prova oral está agendada para às 9h, enquanto a prova objetiva de auditor fiscal está marcada para às 7h. i) o ato administrativo está eivado de nulidade, já que fugiu da motiva¬ção proferida pela própria Administração, além de desprestigiar outro concurso do próprio Estado de Rondônia. Requer, portanto, a concessão do pedido liminar a fim de assegurar ao impetrante o direito de participar de ambos os concursos para os quais se inscreveu devidamente, em virtude da nulidade do ato administrativo. Alternativamente, pugna pela alteração do horário fi¬xado para a prova oral do concurso de perito criminal, deixando um intervalo mínimo de duas horas entre o término da prova do concurso para auditor fiscal e o início da prova oral de perito criminal. No mérito, para que seja reconhecida e declarada a nulidade do ato administrativo, por desvirtuação dos motivos determinantes. Em síntese, é o relatório. Decido.Júlio César Brito de Lima impetra o presente mandado de seguran¬ça, com pedido de liminar, contra o ato da Administração, que alterou a data previamente marcada para a realização do concurso público para provimento no cargo de auditor fiscal do Estado de Rondônia. Questiona a alteração da data em virtude da coincidência com o dia e hora designados para a realização da prova oral do concurso para ingresso no cargo de perito criminal do Estado de Rondônia, a qual o impetrante está convocado para realizar. Alega que o ato combatido é ilegal, pois fugiu da motivação proferida pela Administração, além de que lhe causará imenso prejuízo pois o privará de participar de um dos concursos.A medida liminar é provimento cautelar admitido pela lei do mandado de segurança quando sejam relevantes os fundamentos da impetra¬ção e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da ordem judicial, se concedida apenas ao final. O cerne da questão cinge-se em analisar a discricionariedade e a le¬galidade do ato administrativo, que alterou data previamente marca¬
da para a realização de concurso público, sob o argumento de evitar que coincidisse com outras provas, dificultando, portanto, a participa¬ção ampla dos candidatos. Inicialmente, quanto à discricionariedade, sabe-se ser amplo o âm¬bito de atuação discricionária da Administração Pública. Ou seja, se a lei nada estabelece, o Poder Público escolhe o momento que lhe pareça mais adequado para a atingir a consecução de determinado fim. O caso em análise consiste em marcação de dia para realização de prova para concurso público, o que, em regra, constitui ato discricio¬nário da Administração. Ocorre que, para justificar a alteração de data previamente marcada, o Poder Público motivou o seu ato, ou seja, indicou os motivos que o levaram a praticar o ato, situação que impõe a comprovação de sua veracidade para que este se torne válido. Não é o que se verifica dos autos. Explico:O impetrante comprova que se inscreveu para dois concursos públi¬cos, os quais, previamente, possuíam datas diversas de aplicações, ou seja, dando-lhe a oportunidade de concorrer em ambos. O con¬curso da Polícia Civil previu a data de 21/03/2010 para a realização da prova oral, enquanto o concurso para auditor fiscal tinha fixado a data de 14/03/2010 para a prova objetiva. Contudo, em 15 de janeiro de 2010, o Secretário de Estado da Ad¬ministração, no uso de suas atribuições legais, alterou a data ante¬riormente marcada para o concurso de auditor fiscal, fixando a data de 21/03/2010 para a prestação das provas objetivas, sob a seguinte justificativa:“Em razão da realização de provas de outros concursos na data ori¬ginalmente marcada para a realização das provas de que trata este edital, dificultando a participação ampla dos candidatos neste concur¬so público, foi feita a alteração do cronograma prevista para a reali¬zação deste concurso.”Vê-se, portanto, que houve devida motivação para o ato, sem atingir, contudo, a sua finalidade. É que, conforme salientado, a data fixada para a realização da prova de auditor fiscal continua a limitar a participação dos candidatos, pois o horário está a coincidir com a prova oral do concurso para perito criminal. Não há como argumentar, ainda, que a alteração da data foi anterior à fixação do dia designado para a sabatina dos candidatos da Po¬lícia Civil, pois há prova nos autos de que o ato combatido foi bem posterior, ou seja, quando já devia ter conhecimento da realização da prova oral para o cargo de perito criminal, até porque se trata de concursos realizados pelo próprio Estado de Rondônia. Assim, por ora, revela-se presente a fumaça do bom direito, já que a motivação para a prática do ato administrativo não atingiu sua finali¬dade, pois está dificultando a participação ampla dos candidatos em concurso público. Ademais, o periculum in mora também se faz presente, haja vista a possibilidade de a medida se tornar ineficaz caso concedida apenas ao final, considerando que ambas as provas estão marcadas para o próximo dia 21/03/2010. Ante o exposto, defiro o pedido de liminar, e determino que a auto¬ridade coatora altere o dia designado para a realização da prova de provimento no cargo de auditor fiscal do Estado de Rondônia, ou, caso ache mais conveniente, designe um outro momento para que o impetrante a realize, em condições de igualdade com os demais candidatos.
Requisitem-se informações da autoridade impetrada, no prazo legal.Intime-se o Estado de Rondônia, nos termos do art. 3º, da Lei 4.348/64.Após, dê-se vista à Procuradoria Geral de Justiça.Intime-se. Publique-se.Cumpra-se. Porto Velho, 16 de março de 2010. Walter Waltenberg Silva JuniorRelator

Original em: http://www.tudorondonia.com

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Marcação cerrada da polícia ao Imperador

Ministério Público manda abrir inquérito para investigar a relação do atacante com traficantes

O documento da moto no nome de Marlene Souza

Rio – O Ministério Público Estadual determinou que órgãos de segurança pública fechem o cerco ao jogador Adriano, do Flamengo. Um inquérito será instaurado na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) para investigar a relação do atacante com traficantes do Morro da Chatuba e outras favelas do Complexo da Penha. Conforme ‘O DIA’ revelou ontem, o Imperador pagou R$ 35 mil em uma moto Hornet 600, em julho de 2008, que foi emplacada no nome de Marlene Pereira de Souza, uma senhora de 64 anos que jamais teve carteira de habilitação. Ela é mãe de um amigo de infância do jogador: Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, chefe do tráfico naquela localidade.

A nota fiscal da Hornet 600cc em nome do jogador Adriano

Titular da 17ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) da 1ª Central de Inquéritos, Alexandre Murilo Graça afirmou que são “gravíssimos os fatos relatados na reportagem”. Graça é o mesmo promotor de Justiça que fez a denúncia contra o cantor Belo, que no início da década foi condenado a seis anos de prisão. Adriano — que embarcou ontem para o jogo contra a Universidad do Chile, hoje à noite, pela Libertadores — não quis comentar o caso.

Na portaria 01/2010, o promotor determinou que, além do craque do Flamengo, a delegacia ouça a mãe de Mica, gerente e funcionários da concessionária em Vicente de Carvalho, onde foram adquiridas as duas motocicletas. Além da Hornet de cor preta, Adriano pagou outros R$ 37 mil num modelo quase idêntico, só que de cor vermelha, que registrou em seu nome.

O Ministério Público solicitou ainda que o Detran forneça informações sobre o histórico da moto registrada em nome da mãe do traficante. A compra foi feita em 14 de julho de 2008 e emplacada no mesmo dia. O promotor quer saber se a dona do veículo tem habilitação.

O documento foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Claudio Lopes, ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e ao chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski.

OUVIDO COMO TESTEMUNHA

De manhã, o diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC), Ronaldo Oliveira, já havia determinado que Adriano fosse ouvido em outro inquérito, já instaurado na 22ª DP (Penha), que investiga a quadrilha que domina as bocas de fumo do Complexo da Penha. Nenhum dos dois depoimentos têm data marcada.

“Em princípio, o Adriano será ouvido como testemunha. Vamos ver o que ele vai falar em relação às motos que comprou”, afirmou o delegado Jader Amaral, titular da 22ª DP.

DETRAN VAI INVESTIGAR PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA

A corregedoria do Detran do Rio (Detran-RJ) instaurou uma sindicância para investigar o processo de transferência da moto Hornet 600 de cor vermelha, placa KXB-1788.

O veículo foi comprado juntamente com a moto preta que o craque colocou em nome da mãe do traficante. Esta, no entanto, foi registrada em nome de Adriano Leite Ribeiro, no dia 25 de julho de 2008.

A motocicleta — uma das mais desejadas do mercado — foi transferida para um homem identificado como Evaldo Serrano Pereira Rodrigues, em 29 de abril de 2009. Menos de um mês depois, em 26 de maio, o veículo foi transferido novamente. Desta vez, o comprador, F.C.E.S., acabou sofrendo um assalto, em 2 de julho, levando dois tiros. Ele sobreviveu. Mas a moto jamais foi recuperada.

O curioso é que, quase cinco meses depois de a moto ter sido vendida por Adriano — pelo menos oficialmente, nos registros do Detran —, o jogador procurou a polícia e disse que um amigo chamado ‘Marcos’ teria lhe tomado o veículo e desaparecido.

Conforme ‘O DIA’ mostrou ontem, o registro de apropriação indébita, de nº 904-00390/2009, foi feito pelo jogador na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), em Pilares, no dia 23 de setembro do ano passado. Na ocasião, ele contou que havia emprestado a moto para Marcos no mês de abril, época em que embarcou para a Europa. Ao voltar para o Rio, Marcos teria se recusado a devolvê-la. O craque disse não saber o nome completo de seu ex-amigo.

“Para que um veículo seja transferido para uma outra pessoa no Detran-RJ é preciso que o dono assine um recibo de compra e venda confirmando a negociação. Este documento deve ter sua autenticidade reconhecida em cartório justamente para evitar fraudes. Mas, se Adriano procurou a polícia depois de a transferência ter sido realizada, dizendo que não vendeu a moto, vamos investigar em que circunstâncias essa transferência foi feita”, explicou o corregedor do Detran, David Anthony.

O resultado da investigação será encaminhado à DRF. Caso não seja encontrada nenhuma irregularidade no processo de transferência, o documento poderá ser enviado para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), para saber se a assinatura existente no recibo é do jogador do Flamengo ou se foi falsificada.

Original em: http://odia.terra.com.br


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Carro novo pode ter custado a vida de publicitário

Depois de levar um tiro na cabeça, Francisco colidiu o Honda Civic contra uma árvore.

O publicitário Francisco dos Santos Neto, 22 anos, filho do ex-prefeito de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos, o “Chiquinho”, foi morto com um tiro na cabeça quando voltava para casa na madrugada de ontem, na Rua Ângelo Sampaio quase esquina com Avenida Getúlio Vargas, no bairro Água Verde. A princípio, a Polícia Militar foi acionada para atender a um acidente de trânsito, já que Francisco dirigia o Honda Civic placa AXW-1987 e bateu numa árvore. No entanto, a perícia do Instituto de Criminalística constatou ferimento por arma de fogo na cabeça e confirmou, posteriormente, que se tratava de um homicídio. A delegada Vanessa Alice, da Delegacia de Homicídios, que investiga o caso apontou três hipóteses para o crime: tentativa de assalto, briga de trânsito ou execução.

Segundo testemunhas, Francisco teria sido abordado, por volta de 2h30, por dois homens que estavam numa motocicleta preta. Após ser atingido, ele perdeu o controle do veículo e bateu na árvore. Com o impacto, a árvore foi derrubada e destroços do carro ficaram na calçada. Segundo a polícia, a arma utilizada no crime foi uma pistola calibre 380.

Comovidos com o crime, amigos da vítima compareceram à delegacia na manhã de ontem e relataram que Francisco estava numa lanchonete, na Avenida do Batel, antes de morrer. Ele deixou o carro em frente ao estabelecimento e saiu para dar uma volta com os amigos no veículo de um deles. Em seguida, voltou e pegou o próprio carro. Deu carona para outro amigo e, depois de deixá-lo em casa, retornava para seu apartamento quando foi surpreendido pelos marginais.

A Delegacia de Homicídios foi acionada tão logo constatado o ferimento por arma de fogo na lateral esquerda da cabeça da vítima. Quando a equipe chefiada pelo delegado Alexandre Bonzatto chegou ao local, por volta de 3h, encontraram apenas o carro da vítima com muito sangue dentro e o vidro do motorista estilhaçado. O tiro, segundo a perícia, foi feito de fora do veículo.

Socorro

A testemunha que prestou o primeiro atendimento à vítima contou que ouviu dois tiros, mas acreditou ser o barulho de uma moto acelerando. Na sequência, ouviu o barulho de uma motocicleta arrancando e o estrondo da batida do carro. Juntamente com a esposa, a testemunha abriu as portas do carro. Enquanto a mulher acionava o socorro, ele ainda usou o extintor para evitar possível incêndio no automóvel. Nessa hora, Francisco ainda estava vivo. Dentro do carro, foram encontrados seus documentos pessoas e um aparelho GPS. Os investigadores chegaram a conversar com o porteiro do prédio onde o rapaz morava com o irmão, e descobriram que era o filho do ex-prefeito de Matinhos, já que o carro estava em nome do pai. Os policiais, então, telefonaram à delegacia de Matinhos comunicando o acontecido.

Francisco tinha dois irmãos mais novos. No ano passado, graduou-se em Publicidade e Propaganda, na Universidade Tuiuti do Paraná. Conforme amigos, era dono de uma importadora. O advogado da família, Senio Silva, também esteve na manhã de ontem na DH e contou que os pais de Francisco que moram em Matinhos – estavam em São Paulo. “Ele era um rapaz calmo, não bebia. Acredito que foi uma tentativa de assalto. Ele estava com um veículo novo, muito visado”, disse o advogado criminalista que conversou com os pais do rapaz por telefone. “Eles estão em choque, transtornados. Ninguém espera que isso vá acontecer. Principalmente numa família que é extremamente unida”, lamentou o advogado, que se encarregou de cuidar da liberação do corpo do jovem junto ao IML.

O carro foi encaminhado ao pátio do Detran e, conforme a delegada, será submetido à nova perícia. Vanessa Alice disse ainda que algumas testemunhas já foram ouvidas e os familiares também deverão depor nos próximos dias. “Estamos analisando as imagens das câmeras de segurança instaladas na região para tentar identificar a marca e o modelo da motocicleta e chegar aos suspeitos. É possível que ele estivesse parado no sinal, percebeu que ia ser assaltado e acelerou. Depois do tiro, ele pode ter acelerado mais ainda e bateu na árvore”, supõe a delegada.

No início da tarde de ontem, o corpo do rapaz seguiu para Matinhos, onde será velado na igreja matriz. O enterro será realizado hoje no cemitério municipal de Paranaguá, cidade natal do rapaz. O pai de Francisco foi prefeito de Matinhos entre 1996 a 2000 e se elegeu novamente entre 2004 a 2008.

Morte do filho do ex-prefeito de Matinhos é novo desafio pra Vanessa Alice, titular da Delegacia de Homicídios.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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Bomba caseira explode em banheiro do Detran

Susto para servidores e clientes do Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) no final do expediente desta terça-feira (16). Uma bomba de fabricação caseira explodiu em um dos banheiros públicos do órgão no início desta tarde.

De acordo com informações apuradas no local, a bomba foi colocada em no banheiro, situado no corredor externo no prédio, e destruiu um vaso sanitário e uma janela. Felizmente, ninguém ficou ferido.

Policiais militares isoloram o local. Peritos do Instituto de Criminalística e o esquadrão antibomba do Tático Integrado Grupamento de Resgates Especiais (Tigre) já realizaram os primeiros levantamentos. Ainda não sabe quem seria o autor do atentado, segundo a assessoria de comunicação do órgão, que informou, ainda, que um inquérito será instaurando para apurar as causas do incidente.

Original em: http://www.primeiraedicao.com.br

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Audiência decide nesta quarta-feira o futuro do caso Alisson Jerrar

Três perícias foram realizadas para apontar o responsável pela morte da auxiliar de enfermagem Aurinete Gomes em um acidente de trânsito; cabe ao juiz decidir se Alisson será indiciado ou não

Nesta quarta-feira (17), às 9h, acontece a segunda audiência para decidir se Alisson Jerrar é o culpado da morte da auxiliar de enfermagem Aurinete Gomes, de 33 anos, em 2008. O encontro acontece na sala do Júri do Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra. A primeira audiência do caso foi realizada no dia 13 de julho de 2009.

O acidente aconteceu no dia 13 de dezembro de 2008 e teve grande repercussão na cidade do Recife. Um carro e uma caminhonete colidiram no cruzamento da Avenida Domingos Ferreira com a Rua Ernesto de Paula Santos, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife.

Segundo exame feito pelo IML, o motorista da caminhonete, Alisson Jerrar Zacarias dos Santos, de 21 anos, tinha bebido antes de dirigir. No momento do choque, o marido da vítima, Wellington Lopes dos Santos, que dirigia o carro, fraturou as duas pernas e a filha do casal ficou ferida.

Alisson foi preso em flagrante e internado sob custódia no Hospital Português. Após receber alta, ele chegou a ser encaminhado ao Cotel, mas, após a divulgação da perícia realizada por técnicos do Instituto de Criminalística (IC), as investigações tomaram um outro rumo.

No documento Wellington constava como culpado, visto que a conclusão do laudo apontava que o marido de Aurinete tinha avançado um sinal vermelho. Wellington, que não possuía sequer carteira de habilitação, foi indiciado por homicídio culposo.

Para aumentar a complexidade do caso, os peritos Flávio Rogério Rodrigues de Santana e Adamastor Nunes de Oliveira divergiram acerca do resultado final do laudo.

O IC explicou que usou informações da CTTU e imagens do trânsito gravadas por câmeras de segurança dos prédios locais e chegaram à conclusão que, no momento da colisão, o sinal estava aberto para Wellington.

Para acabar com as dúvidas, o advogado de Wellington pediu ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) outra perícia, desta vez realizada pela Polícia Federal. Então, seis peritos criminais e cinco agentes lançaram mão de um topógrafo a laser e um computador para explorar com mais detalhes o caso.

Neste laudo, Alisson foi apontado mais uma vez como autor do crime. Segundo a polícia, no momento da colisão ele desenvolvia uma velocidade de, no mínimo, 110 quilômetros por hora. “O laudo da gente aponta que o veículo ultrapassou o sinal vermelho e isso causou o acidente”, afirmou o perito criminal Laplace Medeiros na época.

Original em: http://pe360graus.globo.com

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Definidas as ações de inteligência para a realização das provas do Concurso Público

As ações de inteligência para a realização da terceira etapa do Concurso Público do Governo do Estado, marcada para o domingo (21), foram apresentadas nesta segunda-feira (15), em reunião no gabinete do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado.

Durante a reunião, foram repassadas as informações quanto às ações do serviço de inteligência policial que já estão sendo realizadas, bem como as programadas para o domingo. “Todas as equipes de inteligência estarão atuando no dia do concurso para garantir a tranquilidade no momento de aplicação das provas. Nesta reunião, definimos como se dará esta ação e os estabelecimentos onde deve haver maior concentração policial”, relatou Curado.

Segundo o secretário, a Central de Inteligência é um órgão estratégico da Segurança Pública, que tem o objetivo de antecipar informações que permitam planejar e executar as ações da Polícia. “Para o concurso, obtemos informações referentes a pessoas envolvidas em fraudes em outros concursos, pessoas que por ventura tumultuaram o andamento de alguma prova. Todas as informações são coletadas através do disque-denúncia, de agentes operacionais em campo ou de policiais que atuam no trabalho ostensivo e que passam informações para o serviço de inteligência. Estaremos auxiliando no bom andamento das provas do concurso”.

Os delegados de polícia que estarão de plantão no domingo também participam das ações de segurança no concurso. “Finalizamos o planejamento para que tudo transcorra normalmente nesta terceira etapa, como foram nas demais. Aproximadamente 860 policiais irão atuar no dia do concurso em todo o Estado e um delegado estará de plantão em cada região da capital, reforçamos os Ciscs e as unidades no interior onde as provas serão realizadas”, afirmou.

Outro tema abordado na reunião foi o aumento do fluxo de veículos nos horários que antecedem o início das provas, às 8h para os candidatos que farão provas dissertativas (Delegado, Auditor do Estado, Gestor Governamental e Perito Criminal e às 14h começam as provas objetivas dos 18 cargos. “Pela manhã, cerca de 15 mil candidatos vão prestar o concurso, enquanto a tarde são mais de 65 mil. Por isso, definimos as estratégias de segurança e solicitamos a colaboração da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) de Cuiabá e Superintendência de Trânsito e Transportes Urbanos (STU) de Várzea Grande no aumento da frota antes do início das provas”, explicou o secretário de Estado de Administração, Geraldo de Vitto Jr.

Também participaram da reunião o secretário-adjunto de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Administração (SAD), Bruno Martins; o secretário-adjunto de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Alexandre Bustamante; o secretário-adjunto da Casa Militar, tenente-coronel Genilson Antonio Secchi de Ávila; o delegado fazendário, Massao Ohara; o superintendente de Segurança Estratégica da Sejusp, Romel Luiz dos Santos.

Original em: http://www.gazetadigital.com.br

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Sogra da turista alemã nega ter pago ex-presidiário para assumir crime

RECIFE – Delma Freire, sogra de Jennifer Kloker, turista alemã assassinada há um mês no Recife, e acusada de oferecer R$ 20 mil para que um ex-presidiário assumisse a participação no crime contra a estrangeira, negou todas as acusações. Na manhã desta terça-feira, no escritório do advogado da suspeita, Célio Avelino, ela conversou com jornalistas.

Delma Freire nega que tenha entrado em contato com o ex-presidiário de 26 anos para oferecer a ele a quantia de R$ 20 mil e um passaporte, na condição de que ele assumisse participação no homicídio. Em depoimento na sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), na noite desta segunda, ele revelou a farsa.

A sogra também desmentiu as acusações de envolvimento com tráfico de drogas e de seres humanos. Outra acusação também negada por Delma é que ela teria forçado a própria filha, Roberta Freire, a se prostituir na Itália. Roberta prestou depoimento sexta-feira à polícia e está sob proteção policial.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Pernambuco (OAB-PE) pediu ao GOE os documentos sobre a investigação do caso Jeniffer Kloker para saber se o advogado de defesa Célio Avelino orientou a testemunha a assumir a culpa pelo crime. Caso seja comprovada essa participação, a OAB vai instaurar um processo ético disciplinar contra o advogado.

Pablo e Ferdinando Tonelli, viúvo e sogro da vítima, respectivamente, estão presos, por suspeita de participar da morte de Jennifer, ocorrido na Terça-Feira de Carnaval. A prisão deles foi decretada pela comarca de São Lourenço da Mata, onde o corpo da vítima foi localizado, depois de vários indícios da investigação apontarem para uma suposta participação deles no crime.

Além dos depoimentos contraditórios, também constatou-se a presença de chumbo nas mãos de ambos, apontada por perícia do Instituto de Criminalística, e o fato de o percurso relatado por eles aos investigadores ter sido diferente do que foi registrado pelo GPS do carro onde estavam com a vítima. A sogra da turista, Delma Freire, estava presente na cena do crime, junto com o neto de três anos de idade.

O depoimento de Roberta

Roberta Freire chegou na quinta-feira ao Recife e foi recebida por agentes do DHPP no aeroporto. A informação é que ela está sob proteção policial. Ela também mora na região de Rimini, na Itália, era amiga de Jeniffer e teria hospedado a cunhada e o sobrinho em casa, quando ela se separou de Pablo Tonelli, no ano passado. A polícia quer saber dela se havia realmente um seguro de vida em nome da turista, que beneficiava Ferdinando Tonelli, o sogro, que adotou o marido dela já adulto.

Outra questão a ser esclarecida é a relação de Jeniffer com a sogra Delma Freire e com o ex-companheiro. Há informações que ela era agredida pelos dois. Roberta também demonstrou interesse em obter a guarda do sobrinho.

Durante o depoimento da Roberta Freire, Ferdinando Tonelli saiu do DHPP fez exames de sangue numa clínica no Recife. De acordo com os policiais, os exames são de rotina.

Após prestar depoimento, Roberta Freire foi ao Ministério Público a convite da promotora da Infância e da Juventude da Capital, Laise Rodrigues, para conversar sobre como o filho de Jeniffer era tratado pela família. Ainda de acordo com ela, o menino não deve ser encaminhado para a adoção.

Original em: http://oglobo.globo.com

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