Audiência decide nesta quarta-feira o futuro do caso Alisson Jerrar

Três perícias foram realizadas para apontar o responsável pela morte da auxiliar de enfermagem Aurinete Gomes em um acidente de trânsito; cabe ao juiz decidir se Alisson será indiciado ou não

Nesta quarta-feira (17), às 9h, acontece a segunda audiência para decidir se Alisson Jerrar é o culpado da morte da auxiliar de enfermagem Aurinete Gomes, de 33 anos, em 2008. O encontro acontece na sala do Júri do Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra. A primeira audiência do caso foi realizada no dia 13 de julho de 2009.

O acidente aconteceu no dia 13 de dezembro de 2008 e teve grande repercussão na cidade do Recife. Um carro e uma caminhonete colidiram no cruzamento da Avenida Domingos Ferreira com a Rua Ernesto de Paula Santos, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife.

Segundo exame feito pelo IML, o motorista da caminhonete, Alisson Jerrar Zacarias dos Santos, de 21 anos, tinha bebido antes de dirigir. No momento do choque, o marido da vítima, Wellington Lopes dos Santos, que dirigia o carro, fraturou as duas pernas e a filha do casal ficou ferida.

Alisson foi preso em flagrante e internado sob custódia no Hospital Português. Após receber alta, ele chegou a ser encaminhado ao Cotel, mas, após a divulgação da perícia realizada por técnicos do Instituto de Criminalística (IC), as investigações tomaram um outro rumo.

No documento Wellington constava como culpado, visto que a conclusão do laudo apontava que o marido de Aurinete tinha avançado um sinal vermelho. Wellington, que não possuía sequer carteira de habilitação, foi indiciado por homicídio culposo.

Para aumentar a complexidade do caso, os peritos Flávio Rogério Rodrigues de Santana e Adamastor Nunes de Oliveira divergiram acerca do resultado final do laudo.

O IC explicou que usou informações da CTTU e imagens do trânsito gravadas por câmeras de segurança dos prédios locais e chegaram à conclusão que, no momento da colisão, o sinal estava aberto para Wellington.

Para acabar com as dúvidas, o advogado de Wellington pediu ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) outra perícia, desta vez realizada pela Polícia Federal. Então, seis peritos criminais e cinco agentes lançaram mão de um topógrafo a laser e um computador para explorar com mais detalhes o caso.

Neste laudo, Alisson foi apontado mais uma vez como autor do crime. Segundo a polícia, no momento da colisão ele desenvolvia uma velocidade de, no mínimo, 110 quilômetros por hora. “O laudo da gente aponta que o veículo ultrapassou o sinal vermelho e isso causou o acidente”, afirmou o perito criminal Laplace Medeiros na época.

Original em: http://pe360graus.globo.com

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