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Allison Jerrar só deve ser ouvido na próxima audiência

Recomeçou às 15h, na 2ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Rodolfo Aureliano, na Joana Bezerra, a audiência de instrução e julgamento sobre o acidente de trânsito que vitimou a técnica em enfermagem Aurinete Gomes Lima dos Santos, 33 anos, em dezembro de 2008. O crime, que teve ampla repercussão, envolveu o empresário Allison Jerrar Zacarias dos Santos, 22, que foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso (com intenção de matar) e tentativa de homicídio. Allison, que deveria ser ouvido hoje, deverá falar em outra audiência.

Ainda hoje, o juiz Sylvio Paz deve ouvir quatro testemunhas de acusação. Segundo informações do Tribunal de Justiça, será remarcada uma nova audiência quando serão ouvidas mais duas testemunhas de acusação e oito de defesa e apresentadas as alegações finais. Somente depois disso é que o juiz vai dar sua sentença sobre o caso. Uma ata será publicada ao final da audiência de hoje.

Um dos advogados de defesa, Carlos Gil Rodrigues, disse esta manhã ter a certeza de que o cliente será inocentado, uma vez que a perícia do Instituto de Criminalística (IC) apontou que o sinal estaria fechado para Wellington Dias, viúvo da vítima, que dirigia o veículo.

Pela manhã, o juiz da 2ª vara do Tribunal de Júri ouviu o testemunho de quatro peritos da Polícia Federal (PF) que defenderam os argumentos que apontaram a culpabilidade de Allison no acidente. Em seguida, eles entregaram novos documentos ao juiz e a ambas as partes para dizimar dúvidas que teriam surgido ao longo do processo, No entanto, o teor do material não foi revelado. Agora, acusação e defesa terão à vista da documentação para então se pronunciarem a respeito.

Esta foi a segunda audiência do caso. A primeira aconteceu em outubro de 2009, quando foram ouvidos os peritos do IC. A próxima audiência ainda não tem data marcada. Ao final, o juiz pode se pronunciar de acordo com a denúncia do Ministério Público (MPPE), acusando Allison por dolo eventual e levando o réu para tribunal do júri popular; desclassificar a denúncia e classificar o crime como homicídio culposo, levando o caso para qualquer vara criminal; ou ainda chegar á conclusão de que Allison não cometeu o crime.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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