A investigação sobre a motocicleta comprada por Adriano e que foi registrada em nome da mãe de um traficante não ficará mais a cargo da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), como requereu o Ministério Público anteontem. Como já havia um inquérito de tráfico e associação para o tráfico na 22ªDP (Penha), tudo agora ficará concentrado na delegacia distrital.
Conforme O DIA revelou na última terça-feira, o Imperador comprou uma moto Hornet 600 preta, em 14 de julho de 2008, e o emplacamento foi feito em nome da mãe do chefe do tráfico da Chatuba, Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica.
O curioso é que a Dcod já havia começado a fazer a investigação e se preparava para intimar Adriano, Marlene Pereira de Souza, a mãe de Mica, e funcionários da concessionária de Vicente de Carvalho, onde a moto foi comprada por R$ 35 mil.
O jogador iria à delegacia no próximo dia 26. Mas, no fim da manhã, a Chefia de Polícia Civil deu ordem para transferir toda a investigação para a delegacia da área onde fica a favela.
“Vamos começar a fazer algumas diligências e, depois, intimar o Adriano para depor. Mas isso, com certeza, não vai acontecer esta semana”, explicou o delegado titular da 22ªDP, Jader Amaral.
Além da associação para o tráfico, a polícia quer investigar se a moto pode ter sido fruto de lavagem de dinheiro.
Além da moto preta, no mesmo dia em que a mãe de Mica recebeu o veículo, Adriano comprou também uma Hornet vermelha por R$ 37 mil.
Em 29 de abril do ano passado, a moto foi vendida e, um mês mais tarde, em maio, foi revendida. O último comprador sofreu um assalto em 2 de julho e levou dois tiros. A moto jamais foi recuperada.
Ainda assim, em 23 de setembro de 2009, Adriano fez um registro de apropriação indébita na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) contra um ex-amigo identificado somente como Marcos.
Apesar de a assinatura estar no documento de compra e venda do Detran-RJ, o jogador alegou jamais ter assinado nada e, por isso, prestou a queixa.
Agora, o órgão está fazendo uma investigação para saber as circunstâncias da transferência do veículo, mas só mesmo uma perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) poderá dizer se a assinatura do craque foi falsificada.
Ontem, em Porto Alegre, antes do embarque da delegação para Santiago, no Chile, onde o Flamengo jogou contra a Universidad do Chile pela Copa Libertadores, o craque não quis comentar o caso. O departamento jurídico do clube avisou que só irá se manifestar depois que conversar com Adriano.
Original em: http://odia.terra.com.br
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