Peritos do IC e do IML fazem greve de advertência

Eles pedem equiparação salarial com os delegados da Polícia Civil; os trabalhos vão voltar ao normal nesta terça-feira

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Medicina Legal (IML) fazem, nesta segunda-feira (22), uma greve de advertência. Em frente ao IC, no bairro de Campo Grande, os servidores fizeram um protesto.

Peritos e médicos legistas pedem equiparação salarial com os delegados da Polícia Civil. Com a paralisação, nenhuma perícia será feita hoje. Além do IC, as delegacias de polícia também estão com as atividades reduzidas durante todo o dia. Somente os flagrantes estão sendo registrados.

IML
No início na tarde, o necrotério estava com 32 corpos para serem examinados. De acordo com o Sindicato dos Peritos e Médicos Legistas, somente terça-feira (23) os trabalhos vão voltar ao normal. A Secretaria de Defesa Social não confirma o número de corpos e vai enviar um ofício para o gestor do IML para investigar o caso.

Original em: http://pe360graus.globo.com

GD Star Rating
loading...

Mãe acusada de colocar cocaína na mamadeira da filha passou 37 dias presa

SÃO PAULO – Daniele Toledo do Prado passou 37 dias presa na Cadeia Pública de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Na prisão, apanhou por cerca de 4 horas seguidas de outras detentas. Teve a mandíbula fraturada e uma caneta enfiada no ouvido, além de ficar com diversos hematomas no rosto, 85% da visão e 70% da audição direita comprometidas. Ela foi acusada de ter colocado cocaína na mamadeira da filha, Victoria Maria do Prado Iori, de um ano e três meses, que morreu em 29 de outubro de 2006 em Taubaté.

A menina chegou ao hospital com vômitos, crise convulsiva e síndrome de ausência (não reagia a estímulos de dor, tinha pressão e batimento cardíaco baixos). A acusação foi feita após uma médica e uma enfermeira que atenderam a criança terem relatado a existência de um ‘pó branco’ na boca da menina.

O laudo preliminar, feito no Instituto Médico Legal de Taubaté, onde Victoria morreu, apontou overdose de cocaína no leite. Foi com base neste laudo que a prisão de Daniele foi decretada. Mas o exame definitivo e, depois, o da contraprova, deram negativo.

Laudos de três testes realizados pelo Instituto de Criminalística (IC) comprovaram que a mamadeira não continha qualquer tipo de droga.

Em setembro de 2008, a Justiça absolveu Daniele. A mulher move ação contra o estado. A causa da morte da criança é considerada ignorada.

Original em: http://oglobo.globo.com

GD Star Rating
loading...

Nova delegada da Homicídios quer delegados em todos os locais de morte em Curitiba

Vanessa Alice assumiu chefia na Homicídios e tem o desafio de enfrentar os índices elevados de violência registrados na capital. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo na delegacia

Operações conjuntas com a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e a presença dos delegados em todos os locais de morte. Estas são duas medidas que a delegada Vanessa Alice pretende estabelecer na Delegacia de Homicídios (DH). Desde a última semana, ela substitui o delegado Hamilton da Paz no comando da DH. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo de chefia na Homicídios.

Vanessa assume a delegacia em um momento em que os números da violência têm batido recorde em Curitiba e região (RMC). Nos dois primeiros meses do ano, 411 mortes violentas foram registradas. Apenas na capital, são pouco mais de 200 crimes fatais cometidos em janeiro e fevereiro. Para a delegada, o uso de entorpecentes e o aumento populacional são os principais fatores ligados aos índices elevados de mortes.

Ela já trabalhou por três anos na DH. Desde 1997, quando entrou na Polícia Civil, também passou pela Delegacia do Adolescente, Estelionato e Roubo de Cargas, 1º e 7º Distritos Policiais e Cope. Nestes locais, sempre atuou como delegada operacional ou adjunta. Vanessa recebeu a reportagem da Gazeta do Povo On-line na sede da DH, no Centro de Curitiba, e conversou sobre o aumento da violência na capital e os principais objetivos que possui ao assumir a nova função. Confira a entrevista:
Quais são os principais desafios ao assumir a Delegacia de Homicídios?
A delegacia trabalha exclusivamente com crimes contra a vida. O objetivo é a proteção da vida e este é o nosso principal bem. É uma delegacia de suma importância entre as unidades policiais da cidade. Inicialmente meu maior desafio é organizar as equipes para continuar o trabalho que estava sendo realizado. Eu pretendo implantar a presença do delegado de polícia nos locais de crime, porque eu entendo que, dessa forma, nós conseguimos um maior índice de elucidações.

Os dois primeiros meses do ano registraram índices recorde de violência em Curitiba e região. Como a senhora enxerga este quadro? Existe algum tipo de meta de redução estabelecida?
Eu atribuo o aumento no número de homicídios ao crescimento da população e ao uso de substâncias entorpecentes. A violência está relacionada a isso. O crack está vitimando várias pessoas e famílias. Estas são as maiores causas para os crimes na capital. Eu pretendo, no decorrer do trabalho, realizar operações em conjunto com o Denarc (Divisão Estadual de Narcóticos) para tentar coibir o uso de entorpecentes que está diretamente ligado aos homicídios.

Além do aumento no número de mortes violentas, percebe-se que mulheres e jovens estão se envolvendo mais com esses crimes. Em sua opinião, por que isso ocorre?
Realmente está crescendo o número de jovens, adolescentes e mulheres como autores e vítimas dos crimes. Como já disse, muitas destas pessoas estão ligadas às drogas. Algumas mulheres são companheiras de homens com histórico de tráfico de drogas e acabam participando ativamente das atividades irregulares. Isso contribui bastante para esta taxa de participação nos homicídios.

Como avalia os primeiros dias no comando da delegacia?
Houve uma transferência de muitos delegados e investigadores daqui (Delegacia de Homicídios) para o Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) e vice-versa. Nestas primeiras semanas, buscamos reformular as equipes, trazer delegados novos, enfim, montar esta nova equipe da delegacia que vai trabalhar daqui para frente. Depois, já com tudo certo, vamos estipular os objetivos, como, por exemplo, a presença do delegado no local de crime. Também teremos equipes de investigação que vão permanecer na delegacia aguardando as ocorrências para atendimento.

Como será a relação da senhora com a imprensa?
Normal como sempre foi. Eu já trabalhei com os jornalistas em outras ocasiões, inclusive aqui na Homicídios. A imprensa só contribui com o trabalho da polícia. Muitas vezes, até passa informações importantes para a elucidação dos crimes. Não haverá nenhum problema.

Original em: http://www.gazetadopovo.com.br

GD Star Rating
loading...

São Lucas abre Pós Graduação em Perícia Criminal

A Faculdade São Lucas está com inscrições abertas para o curso de Pós Graduação em Perícia Criminal, voltado aos profissionais com nível superior em qualquer área de concentração que exerçam ou pretendam exercer atividades na Perícia Criminal, tais como Peritos Criminais, Advogados, Médicos Legistas, Peritos Judiciais, Magistrados, Promotores de Justiça, Procuradores de Justiça, Delegados de Polícia, Policiais Militares, Policiais Civis, Policiais Federais, Militares das Forças Armadas, Bombeiros, Arquitetos, Engenheiros, e outros profissionais com curso superior e alunos do último período de curso de graduação reconhecido pelo MEC. O objetivo é capacitar profissionais atuantes na área ou que nela pretendem ingressar dentro das exigências atuais do mercado de trabalho em Perícia Criminal, quanto aos conhecimentos necessários para dar sustentação quando de sua utilização na elaboração de laudo pericial.
Com a duração de 20 meses, o curso de Pós Graduação em Perícia Criminal oferecido pela Faculdade São Lucas tem conteúdo programático que inclui as disciplinas Fundamentos de Perícia e Comportamento Criminal, Criminalística, Estrutura Legal-Processual da Prova Pericial, Fundamentos de Perícia Contábil na Criminalística, Documentoscopia, Análise e Identificação através da voz, Fotografia Pericial, Introdução à Medicina Legal, Identificação Médico Legal, Odontologia Legal, Fundamentos de Perícia Ambiental, Licenciamento Ambiental para Construção Civil e Pericia Ambiental,            Perícia Papiloscópica e Reprodução Facial Humana, Acidente de Trânsito, Biologia forense, Química Forense, Engenharia Legal e Perícias em Edificações.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (69) 3211-8043.

Original em: http://www.rondoniaovivo.com

GD Star Rating
loading...

Projeto amplia lista de profissionais autorizados a portar arma

Os integrantes das carreiras funcionais de Institutos de Criminalística, Identificação e Medicina Legal poderão ser autorizados a portar arma de fogo fornecida pela instituição onde trabalham, mesmo fora de serviço, obedecido o regulamento concernente a isso. A previsão consta de projeto (PLS 451/09) em que a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) busca dar as esses servidores condições de trabalho semelhantes às dos quadros das polícias civis. A proposta integra a pauta da reunião desta quarta-feira (24) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Conforme explica a autora do texto, o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) permite o porte de arma para os peritos das polícias civis dos estados, não levando em conta o fato de que, em mais de 18 estados, os órgãos periciais estão desvinculados da estrutura de Polícia Civil.

Dessa forma, constata ela, o Estatuto do Desarmamento deixou em posição desigual peritos criminais, médicos legistas e papiloscopistas das unidades da federação que se encontram organizados em carreira própria e autônoma em relação às polícias civis.

– Urge, assim, regulamentar a permissão do porte de arma de fogo para os integrantes dessas carreiras. […] Uma vez que referidos servidores desempenham as mesmas atividades, independentemente do lugar onde trabalham, não se justifica o tratamento diferenciado pelo simples fato de integrarem carreira diversa da polícia civil.

Favorável ao projeto, o relator, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), afirma, em seu relatório, que o perito criminal estuda o objeto do delito, refaz o mecanismo do crime, examina o local onde ocorreu e efetua exames laboratoriais, entre outras providências. É uma categoria profissional, portanto, que integra os órgãos de segurança, em sua atividade investigativo-científica.

– Nessa atividade de natureza estritamente pericial, é praticamente nula a existência de armamento pesado, como fuzis e submetralhadoras. Entretanto, como se trata de cargos de natureza policial, sujeitos a trabalhos em locais de crime de variada periculosidade e com deslocamento feito em viaturas devidamente caracterizadas, a maioria dos peritos precisa prover-se de pistolas, revólveres ou espingardas – alega o relator.

Para Wellington Salgado, permitir a todos os peritos criminais, médicos legistas e papiloscopistas o porte de arma de fogo é respeitar o princípio da igualdade em relação às polícias civis. Se aprovado na CCJ, o projeto seguirá para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), onde será deliberado em decisão terminativa.

Original em: http://www.senado.gov.br

GD Star Rating
loading...

Saiba quem é quem no julgamento do casal Nardoni

 

Júri popular está previsto para acontecer a partir de segunda no Forum de Santana

Ao menos 31 pessoas são consideradas peças-chave no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella, 5 anos, em 29 de março de 2008. O júri popular, marcado para as 13h de segunda-feira, terá o depoimento de 23 testemunhas – 17 convocadas pela equipe de defesa do casal Nardoni, três compartilhadas entre os advogados e o Ministério Público e três da assistente de acusação. Confira os principais envolvidos no caso.

 

Personagens principais
Isabella Nardoni – A menina foi morta em 29 de março de 2008. Segundo as investigações, ela foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta Anna Carolina Jatobá. A menina morava com a mãe, mas passava os fins de semana com o pai e a madrasta.

Ana Carolina Oliveira – A bancária é a mãe de Isabella e será uma das testemunhas arroladas pela acusação. Acredita na culpa do casal. Ana namorou durante três anos com Alexandre. Os dois nunca se casaram e nem moraram juntos.

Alexandre Nardoni – É o pai de Isabella e acusado da morte junto com a mulher, Anna Jatobá, com quem tem dois filhos. Formado em Direito, suspeita-se que ele tenha arremessado Isabella do 6º andar após Anna ter tentado estrangulá-la na casa dos dois. O casal se conheceu em 2002, na faculdade.

Anna Carolina Jatobá – Companheira de Alexandre, a estudante é acusada pela morte da enteada. Assim como Nardoni, está presa desde abril de 2008 no presídio de Tremembé. Conforme depoimentos de testemunhas, ela teria ciúmes da mãe de Isabella e da menina.

Antônio Nardoni – Advogado e pai de Alexandre Nardoni. Sempre disse acreditar na inocência de filho. Segundo ele, o filho assumiria o crime se tivesse cometido.

Francisco Cembranelli – No MP há mais de 20 anos, o promotor denunciou o casal. Dias após o crime, já se dizia convencido da culpa do casal na morte de Isabella. Apresentará no júri exames de DNA, uma maquete do edifício e outras “provas” técnicas.

Roberto Podval – Advogado responsável pela defesa do casal Nardoni desde abril de 2009. Comanda uma equipe com mais 14 defensores. Na sua versão, o crime teria sido cometido por uma 3ª pessoa. Utilizará o depoimento de um pedreiro que disse a um jornal que uma obra vizinha ao prédio teria sido arrombada na mesma noite.

Rogério Neres de Souza – Atuou como advogado do casal Nardoni no início do caso. No júri do Fórum de Santana, integra a lista de testemunhas convocadas pela defesa, mas os advogados desistiram.

Maurício Fossen – Juiz titular do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, presidirá a sessão do júri do casal Nardoni. Acompanha o caso desde o início – ele decretou a prisão preventiva de Anna e Alexandre em 2008 e aceitou a denúncia do MP.

Testemunhas de acusação e defesa
Renata Pontes – Delegada do 9º Distrito Policial (Carandiru) na época do crime (2008) e esteve prestes a pedir a prisão em flagrante. Pediu o indiciamento do casal. Ela é arrolada como testemunha tanto da defesa como da acusação, segundo o TJ-SP.

Rosângela Monteiro – Perita do Instituto de Criminalística arrolada para ser testemunha tanto da defesa como da acusação. É responsável pelo laudo sobre a morte da menina.

Paulo Sérgio Tieppo Alves – É médico do Instituto Médico Legal (IML) e terceira testemunha arrolada tanto pela acusação como pela defesa. Segundo o TJ-SP, analisou o corpo da menina ainda no jardim do prédio.

Testemunhas de defesa
Gabriel Santos Neto – É o pedreiro de uma obra vizinha ao edifício onde ocorreu a morte. Disse à Folha de S.Paulo que a construção teria sido arrombada na mesma noite, mas desmentiu depois. É testemunha convocada pela defesa do casal.

Rogério Pagnan – É jornalista da Folha de S.Paulo. Autor da matéria em que o pedreiro diz que a obra vizinha ao prédio teria sido arrombada. É testemunha arrolada pela defesa.

Calixto Calil Filho – Delegado titular do 9º Distrito Policial (Carandiru). Disse já nas primeiras entrevistas que suspeitava do envolvimento do casal. É testemunha arrolada pela defesa dos Nardoni.

Geralda Afonso Fernandes – Vizinha do apartamento onde o casal morava. Disse em depoimento à polícia que ouviu uma criança gritar “para, pai” na noite do fato. É testemunha convocada pela defesa.

Luiz Alberto Spíndola de Castro – Era chefe de investigação do 9º DP naquela época. É testemunha arrolada pela defesa e coordenou os trabalhos de apuração do caso.

Theklis Caldo Katifedenios – Policial do 9ª DP que trabalhou na investigação do caso. Assim como os outros investigadores, é testemunha convocada pela defesa dos réus.

Walmir Teodoro Mendes – Também é investigador do 9º DP e trabalhava na época na equipe do delegado Calixto. É arrolado como testemunha no julgamento pela defesa.

Jair Stirbulov – Escrivão do 9º Distrito Policial que trabalhou na apuração do caso. É testemunha convocada pela defesa do casal para o julgamento.

Adriana Mendes Porusselli – Trabalhava como escrivã no 9ª DP à época da morte de Isabella. Segundo o TJ-SP, ela participou dos depoimentos de testemunhas e é arrolada para o julgamento pela defesa do casal Nardoni.

Paulo Vasan Geu – Assim como Adriana, era escrivão do 9º DP em 2008. Participou dos depoimentos e é convocada pela defesa como testemunha.

Cláudio Colomino Mercado – Conforme o TJ-SP, é agente policial e participou das investigações do caso. É testemunha arrolada pela defesa.

Carlos Penteado Cuoco – Perito do Instituto Médico Legal (IML), ele integrou a equipe que analisou o corpo da menina. É testemunha arrolada pelos advogados do casal.

Laercio de Oliveira Cesar – Também é perito do IML e analisou o corpo da menina. Laercio é testemunha convocada pela defesa.

Sérgio Vieira Ferreira – É perito do Instituto de Criminalística, segundo a Justiça paulista. É arrolado pela defesa como testemunha.

Marcia Iracema Casagrande – Assim como Sérgio, é perito do IC. É testemunha convocada pela defesa.

Mônica Miranda Catarino – Identificada pelo TJ-SP somente como perita. É testemunha arrolada pelos advogados do casal Nardoni.

Testemunha da assistência da acusação
Rosa Maria da Cunha de Oliveira – Avó materna da menina Isabella. À polícia, disse que Anna Jatobá não gostava de sua filha. É testemunha convocada pela assistente da acusação.

Luiz Carvalho – TJ-SP não informou detalhes. No entanto, segundo apurado pelo Terra, é o sargento da PM que chegou primeiro ao local do crime, quando a menina ainda estava viva. É testemunha arrolada pela assistente da acusação.

Original em: http://noticias.terra.com.br

GD Star Rating
loading...