Saiba quem é quem no julgamento do casal Nardoni

 

Júri popular está previsto para acontecer a partir de segunda no Forum de Santana

Ao menos 31 pessoas são consideradas peças-chave no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella, 5 anos, em 29 de março de 2008. O júri popular, marcado para as 13h de segunda-feira, terá o depoimento de 23 testemunhas – 17 convocadas pela equipe de defesa do casal Nardoni, três compartilhadas entre os advogados e o Ministério Público e três da assistente de acusação. Confira os principais envolvidos no caso.

 

Personagens principais
Isabella Nardoni – A menina foi morta em 29 de março de 2008. Segundo as investigações, ela foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta Anna Carolina Jatobá. A menina morava com a mãe, mas passava os fins de semana com o pai e a madrasta.

Ana Carolina Oliveira – A bancária é a mãe de Isabella e será uma das testemunhas arroladas pela acusação. Acredita na culpa do casal. Ana namorou durante três anos com Alexandre. Os dois nunca se casaram e nem moraram juntos.

Alexandre Nardoni – É o pai de Isabella e acusado da morte junto com a mulher, Anna Jatobá, com quem tem dois filhos. Formado em Direito, suspeita-se que ele tenha arremessado Isabella do 6º andar após Anna ter tentado estrangulá-la na casa dos dois. O casal se conheceu em 2002, na faculdade.

Anna Carolina Jatobá – Companheira de Alexandre, a estudante é acusada pela morte da enteada. Assim como Nardoni, está presa desde abril de 2008 no presídio de Tremembé. Conforme depoimentos de testemunhas, ela teria ciúmes da mãe de Isabella e da menina.

Antônio Nardoni – Advogado e pai de Alexandre Nardoni. Sempre disse acreditar na inocência de filho. Segundo ele, o filho assumiria o crime se tivesse cometido.

Francisco Cembranelli – No MP há mais de 20 anos, o promotor denunciou o casal. Dias após o crime, já se dizia convencido da culpa do casal na morte de Isabella. Apresentará no júri exames de DNA, uma maquete do edifício e outras “provas” técnicas.

Roberto Podval – Advogado responsável pela defesa do casal Nardoni desde abril de 2009. Comanda uma equipe com mais 14 defensores. Na sua versão, o crime teria sido cometido por uma 3ª pessoa. Utilizará o depoimento de um pedreiro que disse a um jornal que uma obra vizinha ao prédio teria sido arrombada na mesma noite.

Rogério Neres de Souza – Atuou como advogado do casal Nardoni no início do caso. No júri do Fórum de Santana, integra a lista de testemunhas convocadas pela defesa, mas os advogados desistiram.

Maurício Fossen – Juiz titular do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, presidirá a sessão do júri do casal Nardoni. Acompanha o caso desde o início – ele decretou a prisão preventiva de Anna e Alexandre em 2008 e aceitou a denúncia do MP.

Testemunhas de acusação e defesa
Renata Pontes – Delegada do 9º Distrito Policial (Carandiru) na época do crime (2008) e esteve prestes a pedir a prisão em flagrante. Pediu o indiciamento do casal. Ela é arrolada como testemunha tanto da defesa como da acusação, segundo o TJ-SP.

Rosângela Monteiro – Perita do Instituto de Criminalística arrolada para ser testemunha tanto da defesa como da acusação. É responsável pelo laudo sobre a morte da menina.

Paulo Sérgio Tieppo Alves – É médico do Instituto Médico Legal (IML) e terceira testemunha arrolada tanto pela acusação como pela defesa. Segundo o TJ-SP, analisou o corpo da menina ainda no jardim do prédio.

Testemunhas de defesa
Gabriel Santos Neto – É o pedreiro de uma obra vizinha ao edifício onde ocorreu a morte. Disse à Folha de S.Paulo que a construção teria sido arrombada na mesma noite, mas desmentiu depois. É testemunha convocada pela defesa do casal.

Rogério Pagnan – É jornalista da Folha de S.Paulo. Autor da matéria em que o pedreiro diz que a obra vizinha ao prédio teria sido arrombada. É testemunha arrolada pela defesa.

Calixto Calil Filho – Delegado titular do 9º Distrito Policial (Carandiru). Disse já nas primeiras entrevistas que suspeitava do envolvimento do casal. É testemunha arrolada pela defesa dos Nardoni.

Geralda Afonso Fernandes – Vizinha do apartamento onde o casal morava. Disse em depoimento à polícia que ouviu uma criança gritar “para, pai” na noite do fato. É testemunha convocada pela defesa.

Luiz Alberto Spíndola de Castro – Era chefe de investigação do 9º DP naquela época. É testemunha arrolada pela defesa e coordenou os trabalhos de apuração do caso.

Theklis Caldo Katifedenios – Policial do 9ª DP que trabalhou na investigação do caso. Assim como os outros investigadores, é testemunha convocada pela defesa dos réus.

Walmir Teodoro Mendes – Também é investigador do 9º DP e trabalhava na época na equipe do delegado Calixto. É arrolado como testemunha no julgamento pela defesa.

Jair Stirbulov – Escrivão do 9º Distrito Policial que trabalhou na apuração do caso. É testemunha convocada pela defesa do casal para o julgamento.

Adriana Mendes Porusselli – Trabalhava como escrivã no 9ª DP à época da morte de Isabella. Segundo o TJ-SP, ela participou dos depoimentos de testemunhas e é arrolada para o julgamento pela defesa do casal Nardoni.

Paulo Vasan Geu – Assim como Adriana, era escrivão do 9º DP em 2008. Participou dos depoimentos e é convocada pela defesa como testemunha.

Cláudio Colomino Mercado – Conforme o TJ-SP, é agente policial e participou das investigações do caso. É testemunha arrolada pela defesa.

Carlos Penteado Cuoco – Perito do Instituto Médico Legal (IML), ele integrou a equipe que analisou o corpo da menina. É testemunha arrolada pelos advogados do casal.

Laercio de Oliveira Cesar – Também é perito do IML e analisou o corpo da menina. Laercio é testemunha convocada pela defesa.

Sérgio Vieira Ferreira – É perito do Instituto de Criminalística, segundo a Justiça paulista. É arrolado pela defesa como testemunha.

Marcia Iracema Casagrande – Assim como Sérgio, é perito do IC. É testemunha convocada pela defesa.

Mônica Miranda Catarino – Identificada pelo TJ-SP somente como perita. É testemunha arrolada pelos advogados do casal Nardoni.

Testemunha da assistência da acusação
Rosa Maria da Cunha de Oliveira – Avó materna da menina Isabella. À polícia, disse que Anna Jatobá não gostava de sua filha. É testemunha convocada pela assistente da acusação.

Luiz Carvalho – TJ-SP não informou detalhes. No entanto, segundo apurado pelo Terra, é o sargento da PM que chegou primeiro ao local do crime, quando a menina ainda estava viva. É testemunha arrolada pela assistente da acusação.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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